Histórias 1
Capítulos 25
Palavras 46,0 K
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por Ankintor — O silêncio dentro da Vanguard era opressivo, pesado como a própria gravidade, quebrado apenas pelo rangido ocasional do metal contra o gelo e pelo uivo distante do vento que parecia reclamar eternamente. Elian Vane estava encolhido no assento do piloto, enrolado no que restava dos revestimentos isolantes. Ele sentia o frio não apenas como uma temperatura, mas como um inimigo vivo que se infiltrava através das rachaduras do casco e atravessava as camadas do tecido do traje. A bateria integrada piscava… 36,9 K Palavras • Ongoing

por Ankintor — O tempo no espaço profundo não é uma linha reta, mas uma ilusão mantida por relógios atômicos e cálculos precisos. Dentro da Vanguard, os dias — ou o que seriam dias — passaram em um silêncio absoluto, uma estagnação preservada pelo gel criogênico que envolvia o corpo de Elian Vane, desacelerando cada reação química até quase parar. Para ele, a transição entre o brilho do jantar de gala em Marte e a imensidão negra do abismo não passou de um piscar de olhos, uma falha momentânea na… 36,9 K Palavras • Ongoing

por Ankintor — O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane inspirou… 36,9 K Palavras • Ongoing
por Ankintor — O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane… por Ankintor — O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane…