Ankintor

    Histórias 1
    Capítulos 25
    Palavras 46,0 K
    Comentários 15
    Tempo de Leitura 2 horas, 33 minutos2 hrs, 33 m
    • Capítulo 4: A Trama dos Próximos Dias

      Capítulo 4: A Trama dos Próximos Dias Capa
      por Ankintor O silêncio dentro da Vanguard era opressivo, pesado como a própria gravidade, quebrado apenas pelo rangido ocasional do metal contra o gelo e pelo uivo distante do vento que parecia reclamar eternamente. Elian Vane estava encolhido no assento do piloto, enrolado no que restava dos revestimentos isolantes. Ele sentia o frio não apenas como uma temperatura, mas como um inimigo vivo que se infiltrava através das rachaduras do casco e atravessava as camadas do tecido do traje. A bateria integrada piscava…
    • Capítulo 2: O Ruído do Vácuo

      Capítulo 2: O Ruído do Vácuo Capa
      por Ankintor O tempo no espaço profundo não é uma linha reta, mas uma ilusão mantida por relógios atômicos e cálculos precisos. Dentro da Vanguard, os dias — ou o que seriam dias — passaram em um silêncio absoluto, uma estagnação preservada pelo gel criogênico que envolvia o corpo de Elian Vane, desacelerando cada reação química até quase parar. Para ele, a transição entre o brilho do jantar de gala em Marte e a imensidão negra do abismo não passou de um piscar de olhos, uma falha momentânea na…
    • Capítulo 1: O Peso da Prata

      Capítulo 1: O Peso da Prata Capa
      por Ankintor O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane inspirou…
    • por Ankintor O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane…
    • por Ankintor O ar em Olympus Mons não era apenas oxigênio e nitrogênio; era um produto de design. Para os milhões que habitavam as camadas inferiores da crosta marciana, o ar tinha o gosto metálico de filtros reciclados até o limite e o cheiro persistente de suor misturado à poeira de óxido de ferro que penetrava por todas as frestas. Mas ali, no ápice do domo, onde a gravidade era artificialmente ajustada para se aproximar do conforto da antiga Terra, o ar era uma sinfonia invisível. Elian Vane…
    Nota