Histórias 1
Capítulos 21
Palavras 40,5 K
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por ll_osnola — KIRO CALCULAVA CADA PASSO DIANTE O DEMÔNIO. O cuidado para que o contato visual não fosse quebrado era tamanho que o tigre nem mesmo falava. Tatsuo e Yuna observavam, coadjuvantes à arte do Deva, o sorriso ardiloso do Naraki sumir. Contudo, diferente de todas as outras vítimas de Kiro ao longo dos anos, era possível ver a musculatura do ser se contrair e remexer por debaixo da pele. — É um bom truque na manga, garoto. — Agora, sua voz era mais grave. Kiro se aproximava sem ao menos… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — O SOL CASTIGAVA TODOS OS moradores de Vento Gentil, fazendo a linha do horizonte tremular ao longe. O calor era úmido, acachapante, cruel. Mas tinha um motivo para o povo decorar as ruas e limpar as vilas com tanto afinco. Um estandarte dourado emergiu do alto, coroando uma balsa de balão único. Não era das grandes, mas das intrincadas. Entalhes decorativos preenchiam o casco, que convergiam até a figura de proa; uma mulher com múltiplos braços, reluzindo bronze à distância. Ao som da… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — A chuva fina havia lavado parte da mata durante a noite, deixando o ar úmido e mais silencioso que o normal. A trilha estreita parecia recém-formada pelo peso dos passos do Tigre Alado, que seguiam lado a lado, mas distantes naquilo que importava. O desassossego entre eles era quase palpável. O dossel não impedia o gotejar sobre suas cabeças; Kiro mantinha o olhar fixo no caminho, e Yuna, embora sempre atenta à selva, mirava apenas o horizonte. — Kiro… — começou ela, de voz baixa,… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — A CHUVA PERSISTIA, PERENE, fazendo da trilha de Vento Gentil um lodaçal. O cheiro de terra molhada misturava-se ao das folhagens esmagadas sob os passos do Tigre Alado. Kiro caminhava em silêncio, com o Corpo Oculto ainda ativo, ao lado de Yuna, pousando uma das mãos em seu ombro para que o efeito se estendesse a ela. As gotas deslizavam por suas silhuetas invisíveis, deixando rastros quase imperceptíveis na lama. No alto, entre as copas das árvores, uma graúna sobrevoava a trilha. Seu… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — UMIDADE ESCORRIA DAS PAREDES DE ROCHA e o gotejar marcava um ritmo lúgubre no ar. Esculpido no subsolo de algum lugar, tochas fracas apenas meio iluminavam um cheiro gelado e litúrgico que impregnava tudo. Sombras longas dançavam pelo salão aberto na pedra, revelando altares e símbolos mil dentre a escuridão. A pouca claridade laranja também expunha um imenso trono que emergia da rocha, com nele sentado uma figura, tão entalhada na pedra quanto. Sahayaka ajoelhava-se diante de uma bacia… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — AS BANDEIRAS DO TEMPLO ERAM LEVADAS PELO VENTO, que trazia consigo o perfume das lótus recém abertas. Kiro lembrava-se bem desses momentos, quando, no intervalo dos treinamentos com Hu, se colocava a refletir nos jardins vultosos da Casa do Tigre. O céu, tingido de lilás, refletia o pôr do sol, pintando os ornamentos de pedra escura com os últimos raios de luz. Nesse crepúsculo, as aves preenchiam o alto, aproveitando os últimos instantes do dia, como se voltassem apressadas aos… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — JUN LEI SABIA BEM QUE NÃO havia calma nos fluxos de água de Vento Gentil. Sentada de pernas cruzadas no chão da antes cabana de caçadores, suas mãos repousavam por cima dos joelhos, fazendo o mudra da água. Ouvia cada marulhar das correntes que corriam nas veias da ilha. O faro aguçado do myoutai a agraciava com uma sensibilidade sem igual, fazendo com que cada vibração no Tecido a alertasse do que vinha quando jazia em estado profundo de meditação. Não havia espaço para o odor… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — A FLORESTA PARECIA VIVA — parecia não, ela era. Respirava, arfava, queimava. O sol já passara do zênite quando Eda tirou outro galho do caminho, frustrado. O ar estava grosso, cada vez mais difícil de inspirar; o suor escorria-lhe o rosto de maneira tão desconfortável quanto poderia. — Merda de lugar — rosnou, limpando a face com o dorso da mão. — Ele não pode ter ido longe. Kumo o seguia, de passos leves e olhos observadores, quase sem deixar pegadas. Sempre visava o adiante,… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — KENSHIMARU POUSOU A CESTA DE FRUTAS ao lado de Rohan, ao visitá-lo. As feridas se curavam em bom ritmo, mas a situação de seu parceiro jazia entre gemidos de dor e agonia até mesmo com a mais branda das brisas. Pelo menos tinha paz quando dormia. Não era a melhor das visões, mas Kenshimaru agradecia por estarem vivos. Fazia tempo que não via a morte tão de perto. Sentou-se no banquinho ao lado do leito de Rohan, enquanto este dormia profundo. Kenshimaru sentia as pontas dos dedos formigarem,… 40,5 K Palavras • Ongoing

por ll_osnola — — MALDITOS FILHOS DE UMA… — CHIOU DE dor antes que terminasse a frase. Foi um longo caminho até ali: a manhã do dia seguinte. O sol rasgava as copas das árvores quando os trabalhadores já estavam a todo vapor lá fora. Vozes dispersas pelas vielas de terra batida, barulho de criança, som de carroça; o respiro do cotidiano. Em uma casa simples, de paredes de madeira e teto de palha trançada, Rohan repousava sobre um colchão baixo, improvisado com palhas e cobertores gastos, ao lado… 40,5 K Palavras • Ongoing