Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — Renato sentia-se revigorado. Seus machucados tinham cicatrizado e não doíam mais. — Precisamos sair daqui — disse ele, se levantando. As meninas não desfizeram o abraço. Permaneceram grudadas nele enquanto ele tentava andar. — Tudo bem, meninas, precisamos… — Não! Não quero soltar! — retrucou Mical. — Nem eu! — disse Jéssica, com os olhos lacrimejados. — Eu pensei que… pensei… que você fosse morrer! Clara e Lírica foram as primeiras a soltar o… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — A sensação era de estar caindo. O escuro era tão denso, que não se podia enxergar um palmo adiante do nariz. Não havia estrelas no céu; e nem lua para brilhar. Mical nunca esteve num vazio tão completo. Era amedrontador. O frio não era normal. Parecia do tipo que congelaria até seus pensamentos. E a garota caiu, talvez por horas. Até que, finalmente, algo mudou naquele cenário de ausência. Houve algo. Estava caindo com o rosto voltado para o alto, então viu aquele pequeno… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Capítulo 128: O preço da loucura - parte II — Mas nem pensar! De jeito nenhum! — berrou Jéssica. — Eu vou no seu lugar, Mica! — Não — respondeu Clara. — Precisa ser alguém mais forte, mais resistente, pra passar pelo meio daquele turbilhão de escombros sem ser completamente dilacerada. Eu vou. — Eu posso ir também — disse Lírica. — Eu sou bem resistente. Acho que… eu aguento. — Havia um tom de incerteza em sua voz. Mical balançou a cabeça. — Vocês não… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Assim que Renato pôs o pé para fora do círculo mágico, Kath arregalou os olhos de susto, não acreditando no que via. Rapidamente, levou a mão ao AK-47 que estava sobre a mesa. Sua munição especial daria conta do garoto. Mas algo inesperado aconteceu. Ao apertar o gatilho, ao invés da rajada de chumbo, o que saiu foi um jato de água, esguichando com pouca pressão. O chão ficou molhado. Chamas explodiram na cama da garota, e um pilar de fogo lambeu o teto. A televisão expeliu faíscas,… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Logo depois de lançar seu ataque de fogo negro, a visão de Renato escureceu, e foi como se o mundo em volta dele girasse. A tontura fez suas pernas vacilarem. E ele caiu, sentado, no chão. Apoiou as costas na parede e ficou ali, parado, apenas tentando respirar. Um zumbido incômodo ecoava em seus ouvidos. A cabeça doía mais do que tudo. Latejava. Pulsava a cada batimento cardíaco. Cuspiu, para tirar o gosto de sangue e fuligem da língua, mas não adiantou. Olhou para a sua mão… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Renato desceu as escadas. Sozinho. Não acendeu as luzes, então andou no escuro. Seu rosto estava quase inteiramente neutro, porém o olhar aterrorizado denunciava o estado de espírito em que se encontrava. Não havia, porém, lágrima alguma. Renato, pensava, tinha perdido todas as lágrimas. Seus olhos estavam secos. No térreo, que funcionava como estacionamento, observou os vários veículos. Alguns tinham sido destruídos no ataque de Lúkin, mas ainda restavam alguns belos modelos. A… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — A dor no peito retumbou feito um sino de igreja. Parecia que alguém segurava seu coração entre os dedos e apertava até sangrar. Mesmo que o ar lhe fugisse dos pulmões, Renato precisava seguir em frente. Desceu da moto. Respirou fundo. Abriu o portão. E o que viu foi… …nada. Não havia ninguém no pátio, ou no parquinho, ou pulando nas amarelinhas, e até a capela, estranhamente, estava fechada. Pegou o celular para ligar de volta para Kath, mas não tinha número… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Os bombeiros tentavam apagar o fogo. A polícia, sem saber direito o que fazer, apenas dava apoio e falava com a população. O orfanato inteiro estava reduzido a escombros. E as chamas crepitavam, ferozes, cada vez maiores, como se estivesse consumindo até o concreto e o chão de terra. Aquilo não era fogo normal, diziam as testemunhas. Relataram que, na hora da explosão, vários espinhos negros cruzaram os ares feito balas, atingindo algumas pessoas, e que a estátua da Virgem Maria, da… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Alguém? Tem… alguém aí? — A voz de Mical saiu fraca. Ela tropeçou num montinho de areia e, suas pernas já enfraquecidas, não suportaram seu peso. A garota caiu sobre uma duna seca e quente. O sol queimava sua visão. A garganta parecia a ponto de se partir. Não teve forças para se levantar. — Jés? Cadê… cadê você? Alguém… Renato… me ajuda… eu tô com medo. — Tá com medo? Mical abriu os olhos para ver de onde vinha essa voz, e viu aquela garotinha de… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Andrei estava preso à cadeira por cordas. Seus braços, amarrados pelos pulsos, estavam nas costas. Renato fazia perguntas sobre Kath. Ele queria saber como encontrar a garota. Mas era inútil. Andrei jamais entregaria seus companheiros, não importava quanta dor tivesse que suportar. Ele era leal. Além do mais, tinha treinamento que lhe permitia aguentar as mais difíceis situações. Já tinha passado por isso antes, e não seria esse moleque a vencê-lo. E, enquanto era submetido às… 346,0 K Palavras • Ongoing