Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — Andrei despertou. Estava de volta à cadeira, dessa vez, preso por correntes. Seria impossível arrebentá-las. Ergueu os olhos e viu Clara Lilithu e Tâmara sentadas no sofá, olhando para ele com sorrisos cínicos e sádicos. Sentiu um gosto amargo na boca, e movimentou a língua. Aqueles fios ásperos arranharam sua mucosa. Foi quando percebeu. Tinham suturado sua língua de volta no lugar. Tentou arrancá-la mais uma vez na mordida. Dessa vez, ele faria de um jeito que eles não percebessem,… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Ao ouvir as palavras de Andrei, Tâmara não pôde esconder a surpresa e o choque. Foi como uma sombra gigantesca caindo sobre seu mundo. Ela finalmente estava conseguindo ficar próxima de Renato, e uma coisa dessas tinha que acontecer! Esta sensação esmagando seu coração era a coisa mais próxima de medo que ela poderia sentir. Encontrou os olhos daquele que amava mais do que a si mesma, e não suportou seu olhar. Ela virou as costas e correu. Bateu o pé no parapeito da janela e saltou.… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Jéssica, em choque, chorando e tremendo, se ajoelhou diante do corpo machucado de Mical. A irmã mais nova tinha sido vítima de um demônio monstruoso que a matou, arrancando pedaços de sua carne à mordidas. E Jéssica não pôde salvá-la. Não teve poder o suficiente. Ela segurou a cabeça de sua irmã e a apoiou em seu copo. Acariciou o rosto dela. — Deus… Não! Que isso seja… mentira! Que seja um pesadelo! Por favor! Mical, acorde! — dizia ela, com o choro entalado na… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Novamente, da palma da mão de Belfegor, aquele brilho marrom cintilou. Ele voaria sobre Tâmara e a mataria com um golpe. Mas algo o impediu. A mão de Renato segurou o punho do demônio. Belfegor enrugou a testa, incrédulo. Em seguida, direcionou aquela energia para o garoto e a lançou. Renato desviou da energia e, com um toque com a palma da mão, mudou a trajetória dela. A energia bateu contra uma parede e a danificou, enchendo-a de rachaduras, e deixando a marca circular da colisão. O… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Entendi. Então você é resistente — disse Belfegor. Direcionava para Renato aquele olhar arrogante, soberbo, típico dos demônios. O garoto sorriu e limpou o sangue dos lábios usando o dorso da mão. — Sou mais do que isso. — Estou curioso. Desde aquele dia no Inferno. Ainda acho que deveríamos ter te dissecado inteiro; removido cada fibra muscular desse seu corpo de australopithecus… abrir teu cérebro só pra ver o que tem dentro. — Belfegor deu de ombros. — Agora que… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Ajoelhe-se, demônio! — Foram as palavras ditas por Renato. Sua voz era grave e cortante, congelava os ossos. Soava como uma tempestade de neve, ou como puras e infinitas sombras. A névoa escura serpenteava em volta dele. Mas seus olhos, ao menos, eram humanos, diferente da última vez. Carregavam uma fúria genuína, tão cheia de rancor que só um humano poderia ter. Belfegor, por um momento, achou graça da petulância do rapaz. “Ajoelhe-se o caralho!” pensou. Mas seus joelhos… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Belfegor ficou um tempo olhando para Andrei. Os ferimentos do mercenário despertaram algum fascínio no demônio. — Por que tiraram os dentes dele? — Porque ele tentou se matar mordendo a língua — respondeu Clara. Belfegor assentiu e sorriu. — E de quem foi a ideia? — Minha — respondeu Renato. O demônio meteu os dedos dentro da boca de Andrei. O mercenário tentou resistir, mas não teve chance. Belfegor segurou a língua dele e puxou para fora. — Huum! — Andrei… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Mical balançou a cabeça, em negação. Estava chocada. — Mas isso é algo horrível! Não… não quero ver algo assim sendo feito! — Sinto muito, Renato — disse Jéssica —, mas dessa vez não vou poder ajudar. Isso é demais para mim. Tem que ter uma alternativa melhor. — É a única alternativa. Jéssica assentiu, à contra gosto. — A ajuda de Mical — disse Clara —, com essa benção de cura que recebeu pode ser útil. Existe a chance do Andrei morrer no processo, e… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Não deviam brincar com a morte desse jeito, crianças. O patrão não vai gostar — disse o ceifeiro, em tom ameaçador. Renato, que ainda o segurava pelo braço, respondeu: — Algo me diz que ele vai entender. Ele se lembrou de algo. De uma época que durou uma eternidade e que tudo o que existia era fogo e vermes. E teve uma conversa metafórica sobre uma gangue. “ A gangue mais sinistra do universo” ou algo assim. A Morte também estava lá dentro, no Gehena, não estava? Se… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Renato estava sentado naquele assento confortável. À sua direita, através da janelinha, era possível ver a asa metálica do avião, e as nuvens passando rapidamente, sobre um fundo azul clarinho. O garoto queria ficar sozinho, então as meninas respeitaram e mantiveram alguma distância. À contra gosto, é claro. Diante dele, havia uma mesinha com uma garrafa de vinho pela metade. O jatinho particular de Clara possibilitava certos luxos. O garoto manuseava o baralho de yu-gi-oh, observando as… 346,0 K Palavras • Ongoing