Max Sthainy

    Histórias 1
    Capítulos 217
    Palavras 346,0 K
    Comentários 187
    Tempo de Leitura 19 horas, 13 minutos19 hrs, 13 m
    • Capítulo 71: Cicatrizes

      Capítulo 71: Cicatrizes Capa
      por Max Sthainy A visão dos seios de Clara foi, para Renato, como ver uma obra de arte. Lindos. Perfeitos. Redondinhos; de textura firme, porém delicados. Não eram tão grandes, mas com certeza poderiam encher uma mão. A súcubo ergueu um braço, dobrando o cotovelo, e inclinou o corpo para o lado. Estava se alongando, como alguém antes de se exercitar. O movimento fez seu seio se mover soberano em seu busto, clamando para si toda a atenção. Seus olhos brilhavam maliciosos e os lábios tinham um sorriso…
    • Capítulo 72: A lua, o âmbar e as fotos.

      Capítulo 72: A lua, o âmbar e as fotos. Capa
      por Max Sthainy — E aí, desde aquele dia, não consegui mais invocar minha espada. Tentei na casa da Tâmara, mas não deu. Só senti um formigamento, e apareceram algumas faíscas na mão, e só — disse Renato, com olhar distraído, vendo a paisagem passar rapidamente através do vidro da janela do carro. Clara, que dirigia a van, deu de ombros. — Ela se quebrou em algum momento? — Sim. Durante a invasão dos anjos. Entrei em confronto com um deles, e, quando cruzamos espadas, a minha se partiu em…
    • Capítulo 73: Lua Negra (Parte I)

      Capítulo 73: Lua Negra (Parte I) Capa
      por Max Sthainy A noite estava gelada, com um vento suave e monótono. A lua brilhava soberana no céu, junto de seu séquito luminoso de estrelas. A van deslizava sobre o asfalto, veloz. Clara não desviava os olhos da estrada. Em seu colo, repousava a pistola cromada com balas especiais. Uma liga de prata, ouro e alguns produtos trabalhados com alquimia. No banco ao lado, Renato estava sentado, com o braço apoiado no peitoril da janela enquanto o vento agitava seus cabelos. Sua pistola estava no coldre, mas a…
    • Capítulo 74: Lua Negra (parte II)

      Capítulo 74: Lua Negra (parte II) Capa
      por Max Sthainy Renato ainda se debatia, tentando livrar-se dos dentes da criatura, mas o peso do monstro sobre seu corpo o imobilizava, e a coisa parecia que estava saboreando o sangue quente que escorria para sua língua e descia pela garganta. Quando o garoto achou que finalmente teria seu corpo partido ao meio, a mordida se afrouxou e perdeu pressão. Era como se o lobisomem o estivesse soltando lentamente. Como seu rosto estava sendo empurrado contra o chão, raspando nas pedras e no asfalto, Renato não pôde…
    • Capítulo 75: O Verdadeiro Mal

      Capítulo 75: O Verdadeiro Mal Capa
      por Max Sthainy Baalat voltou voando, e pousou de volta na estrada, feito uma águia. Seus olhos azuis, como um lago profundo, estavam cheios de raiva. Ela apagou, com os dedos, uma fagulha que ardia em alguns fios de seus cabelos. Angélica a encarou, chocada. — O que poderia ter poder suficiente para te repelir desse jeito? — Não sei. Mas vamos descobrir. Baalat bateu as asas e ganhou altura. E mirou o horizonte, em todas as direções. Sentiu os cheiros noturnos, o ar que resfriava a sua pele, e as…
    • Capítulo 76: Longe da Misericórdia

      Capítulo 76: Longe da Misericórdia Capa
      por Max Sthainy Renato, olhando através da janela do carro, observava a paisagem passar. Bebeu o último gole de seu copo de vinho e suspirou. — Eu sempre soube que ele era maligno. Sabia desde o início. Mas mesmo assim eu… — Todo mundo faz o que tem que fazer pra sobreviver, não é? Quando foi a primeira vez que você teve contato com ele? — disse Clara, sem tirar os olhos da estrada. — Quando eu levei os tiros do Mercenário Possuído. — Se não fosse pelo poder de Arimã, você estaria morto…
    • Capítulo 77: Uma canção de Pesadelos

      Capítulo 77: Uma canção de Pesadelos Capa
      por Max Sthainy O caminhoneiro tentou se livrar das mãos de Clara; ele se debateu, tentou golpeá-la, mas sem sucesso. Tudo o que conseguiu fazer foi perder o equilíbrio e cair com a enorme barriga sobre o chão. Afundou no barro e na lama com um grande barulho de “plóft”. Seu boné do “Aldo Locatelli” caiu longe, sobre as gramíneas na beira da estrada. Ele se mexeu, desesperado, tão desorientado quanto uma tartaruga caída com o casco para baixo tentando se levantar. Clara pôs o pé sobre as costas…
    • Capítulo 78: O retorno do Filho Pródigo

      Capítulo 78: O retorno do Filho Pródigo Capa
      por Max Sthainy Num cantinho perdido, escondido entre o cerrado e o início da floresta amazônica, espremida entre algumas fazendas de soja e terras indígenas, ficava a base local da Cruz do Atalaia: um Priorado. Clara estacionou a van e olhou com curiosidade para a imensa plantação que ficava dentro da propriedade, atrás de uma cerca de arame farpado: era quase tudo pés de mandioca, mas também havia outras plantas, tais como abóbora e milho, e uma ou outra árvore frutífera. Se subissem num local alto,…
    • Capítulo 79: Marcas Malignas

      Capítulo 79: Marcas Malignas Capa
      por Max Sthainy E, assim que chegaram às casinhas ao lado do templo, Hernandes abriu uma delas e empurrou Jéssica em direção à porta. — Entre! — disse ele. A garota deu um passo hesitante em direção à entrada; Mical a imitou. Hernandes deteve Mical, segurando-a pelo braço. — Você não. — Ei, o que pretende fazer com minha irmã, seu…?! — gritou Jéssica, indignada. — Vocês serão examinadas, porém em quartos separados. É óbvio. Entra. Sua irmã estará no quarto bem ao lado do…
    • Capítulo 80: No Interior do Templo

      Capítulo 80: No Interior do Templo Capa
      por Max Sthainy Jéssica e Mical estavam dentro do templo, caminhando em direção às escadas que ficavam  nas laterais do altar. Os acólitos as acompanhavam, com suas túnicas brancas, desbotadas por causa da poeira. O Templo era dividido assim: no térreo ficava a parte chamada Nave, que era onde os fiéis se encontravam para assistir às missas. Os bancos eram longos e de madeira bem polida, e ficavam dispostos em duas fileiras: uma do lado direito e outra, do esquerdo, formando um corredor no…
    Nota