Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — — Então é ali que ele mora… — disse Hiro, sentindo um arrepio. O carro estava estacionado embaixo de uma árvore, do outro lado da rua, e eles esperavam. — Sim — Tâmara assentiu. — Parece uma casa normal — disse Renato. — Muros altos, grades, cerca elétrica e cacos de vidro em cima dos muros. Bem normal, para os padrões brasileiros. — Me parece a casa de alguem que quer manter as pessoas longe — disse Alicia. — As pessoas… tipo ladrões? — Renato ergueu uma… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Nicolas Flamel tinha 13 anos quando teve acesso ao primeiro livro de alquimia. Era filho de um camponês e vivia nos arredores de um castelo. Ajudava seu pai o dia inteiro plantando e colhendo, para no fim deixar quase tudo com o senhor feudal. O senhor feudal, por outro lado, deixava quase tudo com o rei da França. Por causa do trabalho pesado e comida escassa, ele era muito magro, tinha dedos finos e suas pernas mal podiam sustentar o peso do corpo. Não era nem um pouco diferente de todos os outros… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Olá, Flamel. — Bonjour, sucubbe. — Sabe o que eu vim fazer aqui? — perguntou Clara. Ela usava um lindo vestido preto, e trazia uma bolsa da Louis Vuitton presa ao ombro. Seus olhos eram como duas bolas de fogo, vermelhos e brilhantes, e a intenção assassina era tão intensa que quase podia ser vista a olho nu. — Morrer, eu suponho. E então ela viu o míssil que se aproximava rapidamente, rasgando o ar. Ele atravessou a janela de vidro, fazendo uma curva aguda, e foi na direção… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Clara e Jéssica estavam descendo o elevador. Garota de Ipanema tocava de um alto-falante no teto; e Clara, quem gostava da música, cantarolava ela baixinho. Jéssica parecia nervosa. O fuzil estava escondido numa capa de violão, cuja alça estava presa ao pescoço. De repente, a luz se apagou, o alto-falante ficou em silêncio e o elevador parou de descer. — O que tá acontecendo? — Calma, freirinha. A gente explodiu um andar inteiro desse prédio. Vai ver, a parte elétrica foi pro… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Angélica estava sorrindo, de pé, sobre o teto do camaro, com o vento balançando suas marias-chiquinhas, e olhava pelo buraco na lataria para Clara e Jéssica. Clara tentava manter o carro na estrada, enquanto fugia das viaturas policiais. O giroflex refletia nos retrovisores e o barulho de sirene retumbava alto. A viatura que estava mais próxima conseguiu bater o para-choque na parte traseira do camaro, fazendo o carro de Clara dançar um pouco na pista. Angélica quase perdeu o equilíbrio, o… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Mas.. — Renato fez uma expressão confusa. — Te odiar? Eu não… tô entendendo. — Entre. Tâmara abriu a porta. Não tinha nada demais. Era uma casa comum. — Senta um pouco. Eu vou pegar uma bebida. — Certo… Renato sentou-se no sofá. Sobre a mesinha da sala, tinha um livro cujo marcador de páginas estava mais ou menos pela metade: “Precisamos Falar Sobre o Kevin” era o título. Ele achou que Tâmara estava um pouco esquisita; os olhos âmbares pareciam mais duros,… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Assim que a estátua de cinzas se quebrou e se tornou apenas um amontoado de pó fumegante, a névoa escura que emanava de Renato se dissipou, e, como se levada pela brisa, desapareceu. E a lâmpada acendeu novamente, como por mágica, devolvendo a luz àquele quarto secreto. Tâmara encarava Renato e o monte de cinzas diante dele sem acreditar nos próprios olhos. Ela nunca tinha visto algo assim. Até os ossos viraram pó, e tudo em questão de minutos. O fogo tinha ficado totalmente concentrado no… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Abigor? — Tâmara franziu o cenho. — Isso era pra significar alguma coisa? Ele riu. — Sou um demônio. E acabei de ouvir seu desejo. — Os olhos dele brilhavam. Tâmara cerrou os dentes. — Ah, mas que droga! — gritou. — Eu tô com muita raiva agora! — Você se acostuma. — Ele deu de ombros e se aproximou dela. Tâmara recuou, desconfiada. — Sabe — disse ele —, você não teria nenhuma chance de sucesso se tentasse sequestrar o Renato para si, ou se tentasse… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Renato continuou correndo por um tempão. Ignorou os pedidos de Tâmara para que parasse. Queria se afastar dela. Seus pensamentos estavam confusos. Ele tinha acabado de matar aquele que lhe causou sofrimento desde sua infância. Sua família foi vingada! E era graças à Tâmara. Aquela garota foi gentil com ele desde o início. Sempre o admirou. E ele a abandonou. Simplesmente virou as costas e fugiu. Renato se sentiu um tolo. A garota era uma assassina! Mas ele próprio também não era um? Ele… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — A gente vai mesmo exumar um corpo? — perguntou Mical, com preocupação. — É isso ou… matar alguém. O cadáver precisa ser fresco. Melhor pegar alguém que acabou de partir, não acha? — respondeu Clara, sem tirar os olhos da estrada. Um quebra-molas se aproximou, por isso ela reduziu e trocou a marcha do carro, depois continuou: — Pense nisso como um tipo de reciclagem. Micou olhou através do vidro fechado da janela. A noite era iluminada pelas lâmpadas dos postes. O trânsito… 346,0 K Palavras • Ongoing