Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — Enquanto caía em direção ao Lago de Fogo, Renato se lembrou da vez em que queimou o dedo mindinho tentando fritar um ovo. “Doeu pra diabo!” Também se lembrou do incêndio em sua casa, que lhe presenteou com uma cicatriz no rosto, e não houve um dia sequer em que ela não tivesse doído. Foi sufocante, todo o corpo ardia e os pulmões pareciam que iriam derreter. Lembrou de todas essas coisas, enquanto via as labaredas gigantescas, avermelhadas, brotando da fenda no chão, se movendo feito… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Assim que caiu no escuro do nada, todo o fogo que brilhava atrás dele desapareceu. Não havia mais o calor, muito menos o frio; temperatura era coisa criada por Deus, e naquele lugar não havia nada assim. Renato apenas estava flutuando no nada, no completo escuro. Notou, com surpresa, que uma única esfera luminosa havia seguido-o, e flutuava atrás dele. Tinha o tamanho de uma bola de futebol, tremeluzia e fazia movimentos ondulatórios, subindo e descendo. E, logo em seguida, apareceu a grande… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Seguindo aquilo que Arimã lhe dissera, Renato foi até o fóton de luz, que deveria ser uma partícula microscópica, mas estava do tamanho de uma bola de futebol. Tremeluzia e ondulava no espaço vazio, como uma faísca gigantesca. Renato se perguntou se o fóton tinha ficado gigante ou era ele quem tinha encolhido. Meteu as duas mãos dentro do fóton. O interior era quentinho, fazendo contraste com todo o ambiente sem temperatura em volta; e brilhava tanto que Renato mal pôde olhar… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Estava tudo escuro e frio. Renato ouvia risos distantes. Uma dor absurda brotava de suas costelas, como pontadas, como facas entrando e saindo. Sentiu o chão gelado e liso na sua testa. A sensação era a de estar girando, como se um redemoinho no vazio o sugasse lentamente para debaixo da terra. Se lembrou de uma vez em que teve coma alcoólico e a sensação foi parecida. O gosto metálico de sangue e o amargor de vômito subiu à boca. Ele engoliu de volta. “Como pode esse desgraçado ser tão… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Assim que Renato caiu, agonizando, sobre o próprio sangue, e o soldado que o atravessara com a espada puxou a lâmina brilhante de volta, orgulhoso de si, Angélica se ergueu enfurecida de seu assento. — Você não deveria ter interferido, soldado! Não deveria! — M-mas, senhorita… ele… ele zombou dos demônios! Ele feriu nossa honra! Feriu minha honra! — E que honra tem um demônio de baixo nível?! Que honra tem aquele que fere outro pelas costas? — A honra que me foi… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Um dos soldados, aquele que parecia o líder, que tinha um único chifre se projetando de sua testa e se retorcendo por quase 30 centímetros, ficou diante da porta e, esticando seu dedo indicador, desenhou sobre a madeira, e um círculo mágico brilhou, e as portas estalaram e se abriram, revelando um salão enorme, iluminado e decorado de forma que nem parecia parte do castelo. As pedras do chão foram substituídas por azulejos brancos com detalhes dourados, e as das paredes haviam sido trocados pela… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Eu gostaria de conversar a sós com Clara Lilithu — disse Renato. — É claro. Por que não? — Concordou Baalat. — Ali depois daquela porta tem uma sala. Podem conversar ali. Estaremos esperando. Os dois saíram. Era uma sala parecida com a anterior, mas estava realmente vazia. — Renato, precisamos conv… — Clara! Antes me diz: existe forma de se comunicar com a terra? Jéssica e Mical estão lá. Eu preciso avisar elas! Preciso avisar pra elas fugirem para o mais longe… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Se nos dão licença, temos muito a fazer! — disse Clara, com uma leve mesura aos outros demônios. — Portanto, precisamos nos apressar. — É claro. — Abigor abriu um sorriso de orelha à orelha e respondeu a mesura com um gesto cortês, erguendo a taça de vinho. — Três semanas, Clarinha. Não darei mais tempo. — Mostra pra esse metido, senhorita súcubo, o que o senhor humano é capaz de fazer! — disse Angélica. Sem dizer mais nenhuma palavra, ela segurou Renato pelo pulso e… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Pandemonium sumia às costas; e a frente, montanhas se erguiam em cordilheiras, vales serpenteavam como rachaduras gigantescas na terra, e depressões desciam, em contraste com as altas montanhas. O chão era quase todo tingido de verde, por causa da baixa gramínea que fazia cócegas nos tornozelos. Renato suspirou. — É sério que precisamos ir à pé? O Inferno não tem nem um meio de transporte mais moderno? — Demônios geralmente voam, Renato. Meios de transporte são inúteis… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Enfim, chegaram ao deserto. A gramínea foi substituída pela areia de forma brusca. A brisa ficou mais seca e o sol mais quente. O cheiro de enxofre se intensificou e um cheiro pobre de cadáver também se juntou aos aromas do ar. Clara tirou da mochila os acessórios que precisariam usar a partir daquele ponto. Renato tirou a camiseta de manga curta que estava usando e a substituiu por uma de manga comprida e tecido grosso. Pegou o tagelmust, um tipo de véu, e pôs na cabeça. Clara também fez o… 346,0 K Palavras • Ongoing