Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — Assim que os olhos de Tâmara se abriram, ela puxou muito ar para os pulmões. Foi uma respirada profunda e angustiada. Todo o corpo tremeu e se contorceu em espasmos. Seu tórax ardeu, como se estivesse queimando. Ela se ergueu, catatônica, e avançou ferozmente sobre a jarra de água e virou o líquido em sua boca. Bebeu com avidez. Com desespero. A água umidificou seus lábios secos e rachados. Não importava quanta água bebia, o gosto amargo não saía da língua. — Preciso de mais!… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Depois de alguns minutos ouvindo Emmanuel Messias, a plateia estava completamente emocionada. As palavras dele eram inspiradoras e faziam as pessoas desejarem serem melhores. Mais justos, mais íntegros, mais humanos. O piano e a guitarra, em perfeita harmonia, tocavam aquela melodia doce e calma, do tipo que levava conforto ao coração. — Esse episódio… — disse o apresentador Sô Joares com lágrimas nos olhos —... quando isso aconteceu, eu me lembro muito bem! Lembro como se fosse ontem!… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Syrach parou diante da cela de Tâmara. Vestia uma armadura negra bem polida. Sua pele, quase tão negra quanto a armadura, brilhava à luz das tochas. Os cabelos prateados escorriam pelo pescoço em direção aos ombros, mas mal os tocavam. — Deixe-me ver novamente o pergaminho. — Syrach, nós já conferimos a autenticidade! — Irritou-se Angélica. — Sei disso, minha Princesa, mas… — Fez uma pausa e respirou —, zelar pela ordem e pela manutenção das Prisões é minha… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Na Taverna da Caverna, em Baixoforno, Angélica era a mais impaciente. Ela batia o pé no chão rapidamente, de nervosismo, e tinha no rosto uma expressão emburrada. — Humpf! O senhor humano já devia ter chegado! Aposto que ele morreu! Incompetente! E, para aplacar o nervosismo, ela decidiu beber mais um gole de suco. Foi até o balcão e falou para o taberneiro: — Me traga mais suco, senhor! E dessa vez, coloque algumas pedras de gelo. Aquele outro estava meio quente. O charuto do… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Mical estava eufórica, apertando avidamente os botões do controle. Ela ainda não tinha perdido a mania de inclinar o joystick para o lado, como se isso fosse ajudar de alguma forma. Se a inclinação do joystick ajudou ou não, é difícil saber, mas funcionou. Na televisão, o Mário pulou, evitando ser atingido por um inimigo. A garota nem olhava para o lado, atenta àquele personagem que atravessava mundos e mais mundos, descia e subia canos e túneis, enfrentava monstros, galopava um… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Parecem formiguinhas. Formiguinhas fugindo da chuva. Os ventos, que aos poucos ganham força, fizeram seus cabelos longos e pretos se esvoaçarem. Seus olhos castanho-avermelhados brilharam. Ela tinha perfeita visão da cidade do alto daquele prédio de três andares. Os prédios cinzentos e casas quase caindo aos pedaços, os carros no engarrafamento esbravejando suas buzinas, pedestres fugindo da chuva em formação. — É uma noite linda. — A bela dama dos cabelos pretos disse, olhando o… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — A carta virada embaixo do deck era uma dama de ouros, o que transformava os valetes nas cartas mais fortes da mão. As cartas de Renato? Um 4 de paus, terno de espadas e valete de copas. Ou seja, ele tinha uma manilha, finalmente! E era a segunda mais forte do jogo! E ainda tinha um terno sobrando. Boa mão! Mas uma boa não garante vitória. Era necessário uma estratégia para tirar o máximo de pontos possível. Ele olhou para Lúcifer, e o Diabo ainda tinha aquele mesmo sorrisinho neutro… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — O Diabo sorriu e acomodou-se em sua cadeira. — O senhor nos dá licença por um instante? — Mas é claro — respondeu Deus, levantou-se de sua cadeira e ficou de pé, ao lado da mesa. — Aposto Júpiter, pelo seu Trono de Esmeralda e Césio-137, que você perde. — Aceito. Vamos garoto! Acomode-se! Renato ficou meio tímido, o que era raro para ele. — Tudo bem se eu sentar na sua cadeira? — Vá em frente — respondeu Deus. — Não é um trono. É só uma cadeira de… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Olha só… — Baalat balançou a cabeça. — Quem diria que ser o receptáculo do poder de uma entidade cósmica e maligna traz alguns benefícios… — Alguma coisa boa tem que trazer, não é? — respondeu Renato, com um sorriso divertido no rosto, e dando de ombros. — Acha mesmo que consegue chegar até a Sala do Jogo? — Acho que eu preciso tentar. Já fui lá uma vez. Não. Fui duas, na verdade. Deve dar certo. — Consegue levar mais alguém com você? —… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Tendo como ponto de partida o Castelo de Lúcifer, e seguindo na direção oposta a do grande Inferno de Areia e da Floresta Perdida, há muitos vales e baixadas. A aparência da terra era tão desolada que parecia recém saída de um acidente nuclear. As únicas coisas vivas eram as aves carniceiras que voavam em enxames por todos os lados e um tipo de fungo que brotava daquela terra árida e estéril. Era como um tapete felpudo, de cor verde bem escuro, e que projetava cogumelos com formato de… 346,0 K Palavras • Ongoing