Max Sthainy

    Histórias 1
    Capítulos 217
    Palavras 346,0 K
    Comentários 187
    Tempo de Leitura 19 horas, 13 minutos19 hrs, 13 m
    • Capítulo 08: O Ritual de Evocação

      Capítulo 08: O Ritual de Evocação Capa
      por Max Sthainy — Você quer invocar um demônio?! — Jéssica arregalou os olhos. Mical permaneceu calada, mas estremeceu só de imaginar.Renato observava em silêncio também.Estavam todos na sala, sentados no chão, sobre o tapete. Clara bebia vinho de uma taça. Na TV, o jogo Sonic the Hedgehog estava pausado. — O termo correto é evocar — respondeu a súcubo, com expressão neutra e bebericou do vinho. — E qual seria a diferença?! — Jéssica deixou um pouco de raiva escapar na voz. — Invocar…
    • Capítulo 09: O calor do inferno nos olhos

      Capítulo 09: O calor do inferno nos olhos Capa
      por Max Sthainy Três horas da manhã. A hora do demônio, segundo alguns filmes de terror, pensou Renato. Ele pôs o celular de canto. A luz da lua entrava pela janela aberta, deixando o quarto em penumbra. Era uma madrugada calorenta, como quase todas as outras nessa cidade. Nem uma pequena brisa fazia companhia dessa vez.Estava sozinho, deitado na cama, com os olhos bem abertos. Jéssica e Mical não saíram do quarto desde que se trancaram lá durante o ritual de evocação; e Clara Lilithu havia saído para, segundo…
    • Capítulo 10: O frio que sobe pela espinha

      Capítulo 10: O frio que sobe pela espinha Capa
      por Max Sthainy Mical enfiou-se embaixo da cama, local para onde sempre ia quando precisava se sentir segura. Ali ela poderia, finalmente, respirar em paz, longe do mundo assustador cheio de pecados, demônios, monstros terríveis, vícios, maldades e longe até das virtudes distorcidas, coisas que ela, com seus oito anos, nem deveria saber da existência. Mesmo assim ela sabia. Para ajudar na proteção, ela cobriu os olhos com o cobertor de retalhos feito por sua avó. Ainda tinha o cheiro dela. Era como se Dona…
    • Capítulo 11: Um avião amarrado em um cometa

      Capítulo 11: Um avião amarrado em um cometa Capa
      por Max Sthainy Lukin sentiu náusea. Um enjoo tão forte que vomitaria até as tripas se fosse possível vomitar numa situação dessas. Tudo o que podia ver eram flashes e raios de luz das mais variadas cores, passando por ele mais devagar do que deveria ser possível. A última coisa que se lembrava era de estar surrando agradavelmente um garoto quando, de repente, aquela súcubo fez um tipo de feitiço de banimento extremamente forte. Lukin nunca voou colado, do lado de fora, à fuselagem de um avião que…
    • Capítulo 12: Algumas cartas sobre a mesa

      Capítulo 12: Algumas cartas sobre a mesa Capa
      por Max Sthainy — O Diabo truca sem zap! — Renato, num único e repentino impulso, sentou-se no leito do hospital. Depois olhou em volta e, confuso, só conseguiu enrugar a testa. Tinha uma cicatriz de queimadura que descia da têmpora direita, cruzava a bochecha e chegava à lateral do queixo. Também sentiu a mandíbula meio dolorida. Mical e Jéssica correram até ele. — Você acordou! Finalmente acordou! Rezei tanto por isso! — dizia Jéssica, afobada e atropelando as palavras. — Ainda bem — disse…
    • Capítulo 13: Eita preula! (E as irmãs Soll e Lua)

      Capítulo 13: Eita preula! (E as irmãs Soll e Lua) Capa
      por Max Sthainy Renato, no começo, sentiu medo, mas o medo logo passou. Ficou só aquele pequeno resquício de frio na barriga que sempre aparece quando se está em lugares altos. Ele se agarrou à súcubo como se sua vida dependesse disso, porque dependia. Ela parecia alucinada. As asas batiam ferozes e suaves, como numa estranha combinação de balé e globo da morte. A noite estava exuberante. As estrelas, derramadas sobre o negrume da noite, lembravam pó de vidro. O vento era fresco, friozinho, e bagunçava os…
    • Capítulo 14: Granadas são melhores!

      Capítulo 14: Granadas são melhores! Capa
      por Max Sthainy O dedo roçava no gatilho. O silêncio era absoluto, não porque não havia barulho nenhum, mas porque ela ignorava qualquer ruído e mantinha o olhar estático como o de um predador vigiando a presa que lhe serviria de almoço. O sol bateu na lente, o que fez Jéssica ajeitar melhor a posição do fuzil. A arma era pesada, por isso estava apoiada numa das bordas laterais do chafariz, sob a sombra do cupido de pedra em posição pervertida.  A latinha, que servia de alvo, estava no alto de…
    • Capítulo 15: Nem sempre os alquimistas são confiáveis

      Capítulo 15: Nem sempre os alquimistas são confiáveis Capa
      por Max Sthainy — Olá, Flamel — disse o Mercenário, com cara de poucos amigos. — Lúkin Ivanov! Você chegou atrasado — disse Flamel, com o característico sotaque francês. — Então esse velho caindo aos pedaços é o tal alquimista que você falou? — Kath, que estava em pé atrás de Lúkin, mostrou uma careta de desprezo. — Não me passa muita confiança. Flamel sorriu. — Passar confiança pro seu chefe já é o bastante para mim, mocinha. Kath cerrou os dentes. Andrei, que estava…
    • Capítulo 16: Missão Concluída

      Capítulo 16: Missão Concluída Capa
      por Max Sthainy Jéssica segurou forte as mãos de Mical, sentindo a pulsação intensa, enquanto ela mesma mordiscava os lábios. Ambas as irmãs estavam nervosas. Os quatro estavam sentados no chão, em círculo, com uma vela tremeluzindo no centro. Jéssica apertou as pálpebras com força e mentalizou o Anjo do Deserto, procurando por algum sinal, uma pista, alguma centelha de resposta, mesmo que fraca. Não houve nada. Ela bufou. — Conseguiu alguma coisa, Mical? A menor só balançou a cabeça…
    • Capítulo 17: Um blefe cósmico!

      Capítulo 17: Um blefe cósmico! Capa
      por Max Sthainy Renato desceu as longas escadas que, estranhamente, pareciam familiares. Chegou em uma grande sala, tão grande que era impossível ver suas paredes, mas sabia que estavam lá, em algum lugar, talvez a anos-luz de distância. O local era quase todo azul clarinho, mas tinha muitas manchas amareladas, vermelhas, brancas e pretas. As pretas eram muito maiores do que as outras. As manchas pareciam se mover e se mesclar, formando novas cores. E bem no centro de tudo havia dois homens gigantescos, sentados…
    Nota