Max Sthainy

    Histórias 1
    Capítulos 217
    Palavras 346,0 K
    Comentários 187
    Tempo de Leitura 19 horas, 13 minutos19 hrs, 13 m
    • Capítulo 18: Como pode um cadáver chorar?

      Capítulo 18: Como pode um cadáver chorar? Capa
      por Max Sthainy Renato abriu os olhos de sobressalto, assombrado, assustado. O coração era como uma britadeira batendo em suas costelas. A respiração estava irregular. O ar não queria entrar nos pulmões. Era como se as vias aéreas estivessem obstruídas. Ele tossiu com força, o que desencadeou o vômito. O conteúdo que saiu de seu estômago era azedo, cheio de sangue escuro e pedaços de carne que parecia ser dele mesmo. Se mexeu e percebeu que estava coberto de sangue. Suas roupas estavam cheias de…
    • Capítulo 19: O ponto de vista do Andrei

      Capítulo 19: O ponto de vista do Andrei Capa
      por Max Sthainy Era bem na hora da fuga. Andrei, que estava na carroceria em formato de baú, na parte de trás da van,  segurava uma pistola sobre seu colo. Estava sentado num dos cantos. Diante dele,  presas por redes eletrificadas, estavam as duas meninas. Se apertasse o botãozinho no controle, elas tomariam um choque forte. Se fosse a Kath em seu lugar, ele sabia, ela estaria apertando o botãozinho toda hora apenas para aplacar o tédio. Andrei não era assim. Não que fosse uma boa pessoa também. Ele…
    • Capítulo 01: Tiros e explosões depois da escola

      Capítulo 01: Tiros e explosões depois da escola Capa
      por Max Sthainy “Você já se perguntou o que diabos tem de errado com sua vida? Tudo parece certo, mas mesmo assim você sente que vai sufocar. Já te aconteceu? Eu me senti vivo e livre assim realmente em poucos momentos da minha vida”. Esses pensamentos passaram rapidamente pela cabeça de Renato enquanto ele cuspia o sangue da boca. Ele fechou os punhos e partiu pra cima. Renato nunca foi de briga. Quando foi a última vez que brigou com alguém? Já deve ter quase dez anos, mas lá estava ele, trocando…
    • Capítulo 02: Hades e blablablá

      Capítulo 02: Hades e blablablá Capa
      por Max Sthainy Renato meteu a mão na maçaneta, abriu a porta e pulou para fora do Camaro. Clara, com o corpo coberto de sangue, com os cabelos e roupas colados à pele, era uma visão assustadora e deslumbrante. As duas garotas, abraçadas uma à outra, próximas a ela,  pareciam verdadeiramente assustadas. Renato levou a mão à nuca e franziu o cenho. Suas mãos estavam tremendo. Em volta deles, a multidão curiosa se tornava cada vez maior. Quase todos filmando com celulares. Cochichavam e apontavam para…
    • Capítulo 03: O pesadelo mais bonito que eu já tive

      Capítulo 03: O pesadelo mais bonito que eu já tive Capa
      por Max Sthainy — Renato! Era uma voz estranha, como se estivesse sendo dita do fundo da garganta. Grave. Inumana. Bestial. — Renato! Até que enfim você consegue ouvir minha voz! O que mudou? A voz vinha das profundezas escuras e frias. Saía das chamas e do gelo. Enclausurada no buraco mais profundo de todos. Tinha o timbre de sepulturas. Ecoava no nada, no vazio, e fazia a cabeça doer e vibrar como um gongo. — Veja que linda visão. As chamas ardentes derretendo carnes e ossos, o planeta sendo…
    • Capítulo 04: uma vadia do mal

      Capítulo 04: uma vadia do mal Capa
      por Max Sthainy — Então, basicamente, eu sou Satã? — disse Renato, com voz baixa e horror nos olhos. Clara sorriu sem desviar os olhos da estrada tomada pela aurora. — Você não é Satã. — Você ouviu o que aquela vidente disse! Um monstro preso por correntes de ouro dentro de uma cela! Me parece Satã! — Primeiro: Satã não está preso. Ele está bem de boa sentado num trono feito de Césio-137 e esmeralda; segundo: ele não é um monstro. É a coisa mais bonita de toda a criação. E terceiro:…
    • Capítulo 05: Mercenário Possuído

      Capítulo 05: Mercenário Possuído Capa
      por Max Sthainy — Perdoe-me, padre, pois eu falhei. Não consegui trazê-las de volta. O general Kézar estava sentado ao lado do confessionário com semblante envergonhado, cabeça baixa e olhos fixos num ponto aleatório do chão. — Não há o que perdoar, garoto. — A voz do padre veio compassiva de dentro do confessionário. — Todos falhamos às vezes. Mas atenção! Erros não mais serão tolerados. Deus é bom, mas é justo e sabe punir aqueles que o desagradam. — Dê-me mais uma chance, padre! Eu…
    Nota