Histórias 1
Capítulos 217
Palavras 346,0 K
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por Max Sthainy — — Como se eu fosse deixar isso acontecer! — rosnou Renato. Olhava para aquele demônio com os olhos cheios de raiva. O peito estufado; o rosto erguido. O demônio não gostou de se sentir desafiado. Abriu as asas negras e espinhentas, parecendo ainda maior e mais ameaçador, e retribuiu o olhar raivoso. — Como se alguém como você pudesse deixar alguma coisa! Animalzinho, tá querendo morrer? A demi-humana, que até o momento apenas assistia a situação com olhos neutros, tentou se… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Renato tranquilizou sua respiração. Ouviu os batimentos do coração se acalmarem. Diante dele, estava um oponente com quase o dobro do tamanho, e, provavelmente, mais do que o triplo do peso. O orc usava uma armadura de metal maciça. Parecia impenetrável. Balançava aquela clava enferrujada e cheia de espinhos. Era ameaçador. Ele levantou os braços gordos e urrou em euforia. Seus camaradas urraram juntos. Orcs e demônios formavam um círculo em volta dos dois. Não deixariam nada… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Uh, que fedor! — Irina teve que gritar por causa do vento. O bafo quente de enxofre batia no rosto e fazia os olhos arderem. — E ainda nem chegamos na parte ruim — respondeu Lírica. Eles estavam presos aos tentáculos de Angélica, se balançando nos ares tóxicos do Inferno, enquanto a garotinha batia aquelas asas brancas, semelhantes a de pomba. No alto, uma lua brilhante, de tons frios, algo entre o roxo e o azulado, e um mar de estrelas derramadas no negrume do céu. Embaixo,… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Perai! É o quê?! — Renato franziu o cenho, numa expressão um tanto confusa e indignada. — Ué, mas eu não acabei de explicar? — retrucou Angélica. — Fim do mundo, blá blá blá, a Terra destruída, gente morrendo… o de sempre. O que tem de tão difícil? — Mas por quê o Inferno iria querer destruir a Terra? — A gente não quer, mas… sabe como é, né? A Terra meio que vai ser pega no fogo cruzado. Renato balançou a cabeça e emitiu uma gargalhada amarga. —… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Hiro acordou de repente. Tinha a boca seca e a respiração rápida. Levantou-se e acendeu a luz. Estava sozinho naquele quarto enorme. Olhou para o relógio do seu celular. Apesar da sensação de ter dormido durante horas, ainda eram 8 da noite. Ele deve ter cochilado por uns vinte minutos, apenas. Levantou-se, meio tonto, e foi até a cozinha. Não encontrou ninguém no caminho. Notou a garrafa de uísque sobre a mesa e uma taça com vinho pela metade. No chão, havia algumas… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Tâmara ainda era criança quando começou a escutar os tapas e gritos, e socos, e chutes. Ela nem se lembrava mais quando começou. Talvez estivessem lá desde sempre e ela só foi prestar atenção quando já tinha idade o suficiente para entender. Sua mãe lhe trancava em seu quarto sempre que via o marido surgindo no portão. Isto é, quando a menina ainda estava acordada. Às vezes acontecia de madrugada e a garota apenas acordava com o barulho. Essa tinha sido uma dessas vezes. Primeiro,… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Durante o caminho de volta, todos permaneceram em silêncio. Não porque não tinha nada que queriam falar, mas porque sabiam que as palavras seriam inúteis. Renato já sabia o quanto eles lamentavam. O quanto queriam que ele ficasse bem. A simples presença deles ali bastava. Até Hiro, que adorava fazer comentários impertinentes, ficou calado, olhando com tristeza para o amigo. Pôs a mão em seu ombro. Quase disse alguma coisa. Mas a voz não saiu. Renato assentiu. — Eu sei, meu… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — No caminho para o cemitério, Irina permaneceu em silêncio. Sentada ao lado de Renato, ela olhava a estrada passar através dos vidros do furgão. Aquele silêncio era barulhento demais. Desconfortável. Mas ninguém ali ousou quebrá-lo. Todas sabiam que era um momento delicado e que Renato, apesar de demonstrar estar melhor, ainda sofria por dentro. Irina estava num tipo de negação interna. A sensação era de estar sonhando. Talvez estivesse num pesadelo terrível. Não do tipo com monstros… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — Tudo doía. A cabeça vibrava e latejava em ondas que vinham, se espalhavam e depois sumiam, só para se repetirem. Tâmara finalmente abriu os olhos. E a primeira coisa que viu foram aqueles olhos verdes, quase amarelos, caídos, meios sem vida, e com olheiras escuras feito arcos a encarando de volta. Também tinha um par de óculos de grau que, apesar de tudo, ainda aparentavam certa elegância. O homem era magro, de estatura baixa e levemente corcunda. Mas algo nele gritava “perigo”. Um… 346,0 K Palavras • Ongoing

por Max Sthainy — — Fique longe! Não se aproxime de nós! — berrou Jéssica, empunhando, de forma ameaçadora, a Joia do Arcanjo. — Oh, calma aí, Freirinha. — Uma luz azulada, suave, cintilou entre os dedos de Lua, como gelo translúcido refletindo luz. — Que merda está acontecendo aqui?! — falou Renato. Mical se agarrou nele, buscando proteção e aconchego. — Aquela garota… ela é um espírito elemental. E atacou a gente. — Você… — Não! Espera! Eu… não quero confusão,… 346,0 K Palavras • Ongoing