Histórias 2
Capítulos 139
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Tempo de Leitura 20 horas, 48 minutos20 hrs, 48 m
por Nyck — O silêncio na Sala de Tintagem foi quebrado apenas pelo suave rabisco de um lápis. Emilly, sentada em um banquinho ao lado de Nicholas, estava riscando um papel. Inclinou-se, os olhos arregalados com uma mistura de medo e ansiedade. Sobre a mesa estava o tablet no qual ele contava a história do Wonderheart Studio em formato de storyboard. Nicholas moveu o dedo pela tela do tablet. A cada painel, sua surpresa se transformava em desconforto. Ele recostou-se e disse: — Parece que acabou. O rosto… por Nyck — BAM! O barulho da porta batendo separou Nicholas de Emilly com uma finalidade que refletia o pavor gelado que subia por sua espinha. — Mas que porra?! Por um instante, Nicholas permaneceu congelado, com um quadro de indecisão gravado em seu rosto. Deveria tentar abrir a porta ou perseguir a figura de Mephisto em retirada? Na frente dele estava aquela coisa. A criatura, um amálgama infame de sombra e malícia, zombava da situação desesperadora de Nicholas. Sua audácia em ousar arrancar… por Nyck — Uma pressão sufocante pressionou Nicholas, prendendo-o ao chão úmido da floresta. Desorientado, ele lutou para abrir os olhos, as pálpebras pesadas como pesos de chumbo. O seu mundo se transformou em uma confusão rodopiante de verdes e marrons, os restos de um pesadelo agarrados à sua consciência. Ele se levantou com os braços trêmulos, estremecendo com a dor surda que irradiava por todo o seu corpo. Memórias fragmentadas voltaram – o clarão ofuscante de luz, a criatura monstruosa… por Nyck — Trinn O som estridente de uma campainha tocou, sinalizando o início do desafio. Emilly e Dylan se olharam nervosos, enquanto as luzes piscavam em um tom vermelho-sangue. Clipes de desenhos animados começaram a passar nas telas diante deles. O primeiro clipe mostrava um coelho branco de olhos vermelhos e arregalados sendo perseguido por uma matilha de cães. O coelho tropeçou e os cães o alcançaram. Eles morderam e arrancaram pedaços de seu corpo. As risadas ao fundo eram histéricas,… por Nyck — — O macaco não está aqui. Nicholas afastou um denso emaranhado de galhos, sentindo as folhas roçarem em seu braço enquanto vasculhava a vegetação rasteira. A floresta ao redor era densa, o ar carregado com o aroma de terra úmida e folhas decompostas. — Não está em lugar algum. — falou, deixando os galhos voltarem a sua posição original. Zoe, que estava alguns passos atrás, agachou-se junto a um tronco coberto de musgo, seus dedos percorrendo as sutis marcas na terra macia.… por Nyck — Dylan e Emilly foram engolidos pelas entranhas daquela fenda, caindo em um abismo interminável. O tempo perdeu sua linearidade, distorcendo-se como um elástico. Com cada segundo que passava, a sensação de queda aumentava, um peso esmagador que os puxava para as profundezas do desconhecido. A escuridão ao redor era total, um vazio que consumia tudo e todos. Não existia som, odor ou qualquer outro estímulo sensorial. Era apenas o vazio, um abismo sem fim que parecia se alargar mais e mais,… por Nyck — Nicholas acordou subitamente, com o coração martelando em seu peito. Ele se viu deitado no sofá da sala de estar, diante da televisão piscando com imagens de um filme de terror que ele mal conseguia acompanhar. A paisagem à sua frente, com alguma sombra da cena sombria na tela, misturava-se à perturbação momentânea dela. Era possível que fosse tão difícil distinguir onde terminava o pesadelo e começava a realidade? Ele realmente não conseguia descobrir em que direção… por Nyck — — O mestre mandou me seguir. A criatura ergueu-se sobre as patas traseiras e iniciou sua caminhada para fora da construção, sem fazer ruído sobre o chão coberto de poeira. Zoe, logo atrás, a seguiu. Nicholas permaneceu imóvel, com a mente em conflito tentando assimilar o que acabara de escutar. A presença de um ser como aquele, cuja natureza ele ainda não podia classificar claramente como Regular ou Mortal, e que falava de maneira tão despretensiosa, provocou-lhe uma sensação de… por Nyck — Aquelas palavras soaram como um veredito. — Não, não! Tomado pela urgência, ele se lançou da cama com tanta pressa que os pés se enrolaram no cobertor, derrubando-o no chão frio. — Merda…! A dor se espalhou pelo seu corpo, mas foi ignorada. Com esforço, se levantou e cambaleou até a maçaneta. Seus dedos tremiam enquanto tentava girá-la. Uma, duas, três vezes. Em vão. — Por favor, não vai... — Sua voz tremia. Ele pressionou a testa contra a porta, sentindo o…