ODA

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    Tempo de Leitura 4 horas, 52 minutos4 hrs, 52 m
    • por ODA Jiten estava cansado. Tinha seus músculos ainda um tanto doloridos do confronto no dia anterior. Suas roupas já haviam secado completamente, uma vez que o dia havia sido suficientemente ensolarado. Ainda assim, parecia que seus pés permaneciam molhados dentro do sapato que usava.  Sentado sobre uma pedra, ele desfez o embrulho que lhe foi entregue por Chen. Sabia que Renji lhe enviaria sua espada, mas esperava que enviasse alguma coisa a mais. Não parecia haver comida ou dinheiro, nem uma…
    • por ODA Acordou com o sol brilhando forte mesmo através de suas pálpebras.  Sua cabeça doía um tanto, talvez por todo o medo que sentira ao longo da noite. Ele nadou o quanto conseguiu e acabou parando em uma margem do Rio Arqueado. Teve que rastejar pela margem, para dentro da floresta novamente e desmaiou sob um antigo marco de pedra.  A pilastra de pedra havia sido um encosto dolorido. Sua pele estava marcada e suas costelas que ficaram apoiadas doendo. O marco de pedra era um daqueles…
    • por ODA A floresta o protegeu com um manto de escuridão.  Ele pôde ouvir o som do resfolegar das criaturas entre as árvores enquanto adentrava a mata. Aqueles seres respiravam? O trajeto tortuoso entre as árvores era escuro, os galhos se agarrando ao seu rosto, enquanto o som dos passos e da respiração permaneciam altos.  Esbarrava nos troncos das árvores, tropeçava em raízes e mais de uma vez sentiu o corpo e a cabeça atravessar uma teia de aranha. A folhagem que principiava sua queda no…
    • por ODA Memórias de Jiten A vida não pode durar para sempre, a escuridão sim. Por tanto, era profundamente perturbador para um ser humano se ver imerso naquilo que mais se aproximava do vazio para si. Silêncio e escuridão.  Neste ponto, as lembranças de Jiten já havia passado de uma mera exploração do que havia passado. Enquanto ele estava deitado em sua cama, a escuridão da floresta naquela noite parecia se mesclar com a escuridão de seu quarto. De certa forma, era como adormecer. Uma…
    • por ODA Memórias de Jiten Sentimentos ruins, não tornam uma memória ruim.  Nessa altura, as lembranças já saíam um tanto do controle de Jiten. Enquanto seu corpo começava a pesar mais, rumo as poucas horas de sono que lhe restava, tudo parecia mais vívido, mais cheio de energia e menos submetido ao que sua mente queria ou não revisitar.  Tudo estava escuro naquele dia. Muito mais escuro do que poderia dizer que realmente estava. Uma coloração alaranjada, quase dourada, predominava no…
    • por ODA Memórias de Jiten O sorriso de Wulan era difícil de esquecer. Ela tinha um jeito gentil, uma forma contagiante de direcionar o que sentia para os outros. Era como uma impressão, uma marca de felicidade independente do ambiente ao redor. Era quase como olhar para o brilho que provém de uma janela. Não é o suficiente para cegar, mas o leva em direção ao sol. Jiten não havia acumulado ou tentando sustentar memórias de sua infância. Não aquelas que se seguiram a dor de sua perda.…
    • por ODA Jiten pareceu se lembrar de alguma coisa.  Por um momento, se deu conta de todas as coisas que forçou sua mente a esquecer. Ele podara muito bem os galhos. Diante do trauma, seu esquecimento foi uma lâmina afiada para usar contra sua dor.  Ele havia deixado que sua mente suplantasse suas memórias com o apego ao cotidiano. Ressignificou os símbolos, deu à rotina um novo significado, ao trabalho um sentido muito mais brando. Renunciou a tarefa imposta a ele pelo destino, porque sabia que…
    • por ODA O poder reside na obediência. Esse é o segredo dos poderosos. Jiten sabia que devia obedecer, permanecer quieto e aguardar seu destino. Podia sentir seu coração acelerado, o sangue pulsando no pescoço e os olhos ressecados enquanto ele se recusava a piscar. Seus olhos ardiam, inundados pelo vermelho intenso do ambiente. O lorde emanava uma aura capaz de causar um profundo medo em qualquer um que soubesse seu lugar na hierarquia. Cada segundo que passava, diante de sua figura opressiva, Jiten…
    • por ODA Não se lembrava quando a dor tinha parado. Os olhos abriram e ainda estava escuro. Ficou parado, sem saber se já podia se mover. Sentia que precisava de permissão para isso. Seu corpo jazia aprisionado por grilhões invisíveis, tal qual o flagelo que lhe açoitou.   Os olhos foram os primeiros transgressores. Os primeiros a quebrar os grilhões para encontrar uma fonte de luz. Achou-a. Uma porta entreaberta deixava vazar um feixe de luz para dentro de seu quarto.  A luz era uma…
    • por ODA A fortaleza era como um demônio sobre a colina. Um arco de madeira recepcionava os que entravam nela como uma grande bocarra aberta. Ao passar por ele, Jiten sentiu um arrepio em sua espinha e olhou para trás, apenas para ver o grande vilarejo murado observá-lo com centenas de olhos brilhantes.  O crepúsculo já estava sobre eles e as luzes das lanternas predominavam, especialmente na via principal que era acendida pelos servos do castelo, uma lanterna por vez.  Para chegar ao arco,…
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