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Capítulos 51
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por Saike — Foi um pensamento rápido, quase instintivo. Quando todos aqueles selvagens apontaram suas armas de prego para Baret, ela soltou Axel na hora e correu até o carro velho que estava servindo de barreira para tomar cobertura. Puxou a arma do coldre. — Quem caralhos é esse pessoal?! — Boa pergunta! — Nil estava com a slinger em mãos, disparou um de seus foguetes que logo transformaram-se em tubarões de água, atacando alguns dos inimigos. — A gente acordou escutando disparos contra a… por Saike — Decidiram continuar sem música. Após uma longa discussão de que tipos de música seriam ou não permitidos na carreta, o consenso foi: “apenas ligue as notícias”. As mesmas “novidades” foram relatadas: assalto em tal rua, morte em tal prédio, algum maluco entrou pelado em algum restaurante. Nada de novo, até que algo chocante foi dito. — Gente, notícias quentes aqui! Parece que houve uma explosão no Orfeno Voador, o cruzeiro que iria levar a comissão diplomática de… por Saike — Baret odiava admitir, porém, ela acabou criando um laço com a cama daquele hotel. Podia ser uma cama dura, daquelas que se acordava com dor nas costas, mas tinha algo que não poderia negar: não houve em toda sua vida uma cama que lhe desse um sono tão tranquilo. Talvez o fato de saber que, mesmo com todos os pormenores, a Carreta Fogueteira tinha começado com o pneu direito. — Até mais, querida. — Baret deu um beijo na cama, e circulou o colchão com seus braços. — Isso não é um… por Saike — Ao final da tarde, Baret e Nil estavam chegando na garagem. Nil carregava por cima do ombro mecânico a churrasqueira portátil, e por baixo do outro braço, uma sacola de carvão. Baret também estava com as mãos ocupadas, segurando várias sacolas de carne. O local estava aberto, era possível ver de longe Quincas, sentado em uma cadeira de plástico e dando goles em uma cuia de chimarrão. Quando viu os dois se aproximando, deu um sorriso e levantou-se. — Levou um tempo! E estou sentindo… por Saike — Quincas andava pelas ruas de Romaniva enquanto empurrava um carrinho de supermercado cheio de coisas. Já tinha feito duas viagens do distrito comercial para a garagem onde Axel estava, e até então, tinha apenas comprado metade da lista de eletrônicos. — Porque diachos o Axel precisa de uma secadora de pratos modelo industrial? Onde que eu vou achar isso? E tenho que me lembrar de comprar munição para Baret… — Alguém disse… “munição”?! Quincas virou o rosto para o lado,… por Saike — Se teve uma coisa que aprendeu durante sua vida, ou pelo menos, nos últimos anos dela, era lidar com pessoas que estavam dispostas a pagar pouco. Como professora particular, sempre tentavam passar a perna, sempre tentavam dar um jeito de pagar menos ou “pagar com divulgação”. Ela não esperava, entretanto, que um dia estaria no outro lado da moeda. — Setenta mil — propôs com firmeza na voz — e aí fechamos negócio. — E pela terceira vez, eu só aceito noventa e cinco.… por Saike — E a porta forçadamente se abriu. Quando viu o homem de chapéu preto, estava pronta para atirar. Um fracasso. Antes mesmo que pudesse apertar o gatilho, o homem puxou sua slinger e acertou precisamente a pistola que ela segurava, desarmando-a. O homem estava com cara de poucos amigos, havia um sinal claro de exaustão em todo aquele assunto. Deu um suspiro e lentamente se aproximou de Arya, recarregando sua slinger. — Não estou com muita paciência, então responda minha pergunta e eu… por Saike — “É um pesadelo.” Era isso que Émile pensava e desejava. O que era para ser um dia feliz tornou-se algo desesperador. Seu coração batia a mil, as mãos segurando a slinger estavam trêmulas, a respiração, pesada. Quando sentiu o toque de Arya em sua mão, percebeu estar na mais pura realidade. — Tenta controlar a respiração — mulher mais velha falou em um tom baixo — Quincas é seu guarda-costas, não é? Confie nele, e no resto do pessoal. — Eu sei… — Engoliu a… por Saike — Os sons de explosão e os tremores no chão não fizeram nenhum dos dois ao menos pararem, o foco de ambos era simplesmente sair dali. Para cada andar que alcançavam, as portas estavam bloqueadas por alguma coisa pesada; talvez um armário ou refrigerador. A única porta que abriu foi a do último andar do prédio do governo. Foram até as janelas, e bastou um olhar para Chyou concluir: — Blindadas, a prova de bala. Não foram feitas para serem abertas. — E começou a andar. Mas… por Saike — O corredor estava cheio de sangue, mas nenhum guarda, apenas corpos. O pequeno grupo andava lentamente até o fim do corredor, tomando todo o cuidado que poderia ter. Aquela era uma situação de vida ou morte. — Como isso é possível…? — Atlantis questionou — um massacre desses, e não ouvimos nada…? Mesmo com uma sala a prova de som, deveria haver limites, não é? — Podem ter usado uma carga-muda. É um dispositivo militar capaz de bloquear momentaneamente o som. Mas é um…