Saike

    Histórias 0
    Capítulos 51
    Palavras 123,4 K
    Comentários 36
    Tempo de Leitura 6 horas, 51 minutos6 hrs, 51 m
    • por Saike A vista de cima daquele hotel era melhor que qualquer outra vista da cidade alta de Orfenos. Ao menos, era isso que Émile conseguia pensar. Sentada em uma cadeira de plástico, perto da beira do topo do prédio, conseguia ver todos os distritos residenciais e partes dos distritos industriais.  Um momento de inspiração bateu em seu coração. Colocou a mão no bolso, esperando pegar o seu celular e tirar uma foto. Mas…. — Ah, é, o celular quebrou quando o Axel me soltou no…
    • por Saike Suas mãos hesitaram por um segundo, mas Atlantis abriu a porta. E a sala era justamente como imaginava: um carpete vermelho por todo chão, dois sofás de couro frente a frente, em meio a eles uma mesa curta. Sentado ao sofá em sua frente, estava o presidente de Benzaiten, Loid III, atrás dele, sua própria guarda pessoal. Ele estava com uma expressão calma, quase sorridente. Quando seus olhos caíram sobre Atlantis, o sorriso se alargou, levantou-se do sofá.  — É um prazer, Atlantis —…
    • por Saike As quinze e vinte, uma dupla andava pelas ruas com certo cuidado, ou melhor dizendo, o homem alto, de roupas e chapéu preto andava com cuidado e a garota loira que o acompanhava segurava sua slinger em forma de metralhadora para todos verem. Era uma sorte a rua estar vazia, mas bastava bater o olho nela que sabia que problemas era algo que traria com gosto.  Em frente ao grande galpão, o homem disse em voz suave: — Lembra do plano? — Destruir tudo! — Não. O outro…
    • por Saike A centenas de metros dali, quando a voz eletrônica ecoou pelo ouvido de Elliot, seu sorriso singelo e simples se esvaiu. Abaixou a cabeça levemente, de forma que na perspectiva de Baret, o chapéu tinha cobrido completamente os seus olhos.  Ele não disse mais nada. Fez somente um movimento rápido com suas mãos para pegar a slinger e apontar contra Baret. Ela não ficou parada; antes que levasse um tiro no peito, colocou as mãos por baixo da mesa e a empurrou para cima.  Elliot foi…
    • por Saike A água caindo sob seus cabelos brancos e azuis era uma espécie de ironia crônica. Era uma água pesada, calcária, desconfortável. Inadmissível. Como pode a Water Inc. distribuir uma água como essa para Romaniva? Algo devia estar errado.  — Vou convocar uma reunião na empresa quando voltar a Orfenos — Atlantis disse a si com voz firme. Tirou o sabão do corpo o mais rápido possível e fechou o chuveiro. Saiu do box do banheiro e secou-se com uma toalha.  Escovou os dentes,…
    • por Saike Ao fim da tarde, com o sol começando a cair ao horizonte, nenhuma notícia tinha sido dada sobre o desaparecimento, sequestro, ou nada sobre Émile Dayone. Nada nos fóruns, nada nos sites ou canais de notícias.  Elliot estava sentado numa poltrona velha de um apartamento velho, scrollava pelo celular enquanto ouvia da TV as notícias mais recentes. Ramona estava no mesmo apartamento, sentada num canto mais afastado, lendo um livro qualquer.  — Nada — Elliot disse — já faz algumas…
    • por Saike O quarto do hotel estava quase um silêncio, se não fosse pelos roncos de Quincas Borba, deitado no sofá, apagado. As outras três pessoas, cada uma sentada em uma cadeira diferente, mantinham-se quietas e em seus cantos.  Baret já estava com a mão aparentemente curada. Axel também já tinha consertado o nariz com um Kit MED, e mantinha-se usando os óculos escuros quebrados. Arya tinha uma expressão para baixo e em mãos a slinger de Émile.  Já estavam assim há mais ou menos vinte…
    • por Saike Durante os dois dias seguintes após toda a briga do bar, as coisas foram monótonas. Axel e Quincas conversaram pouco, mas conversaram. Baret não chegou a ver Arya novamente pelo hotel. Pelos dois dias, o grupo saiu e entrosou; foram para shoppings, parques e outros eventos turísticos da cidade. Gravaram muitos vídeos a pedido de Émile, os dislikes de seu canal aumentavam cada vez mais, mas suas visualizações aumentavam ao quadrado disso.  No terceiro dia após a briga do bar, dia dezessete…
    • por Saike — É PRA DIREITA! — Axel gritou.  — TA MALUCO? É PRA ESQUERDA!  — SÓ GENTE LIMITADA DIZ ISSO.  — Ah, nem vem! — Baret cruzou os braços, começou a bater o pé no chão. — Usa a sua cabeça, seu animal! Se a gente já virou a direita DUAS vezes, a gente ta certamente numa espiral. Tenho que desenhar pra você?! É esquerda.  — “Nem vem” você! A gente foi pra esquerda antes, e olha só que surpresa: ficamos andando em círculos por uma meia hora! —…
    • por Saike O clima não estava nem um pouco bom.  La Zorra Roja estava com sua bazuca apontada a Axel. Ao seu lado, estava Quincas, cercado dos homens de Zorra apontando suas armas a ele. Axel, por sua vez, estava com sua mão no cabo de sua slinger; ele tinha um plano, mas antes disso…  — Não é lá uma boa ideia explodir o seu próprio bar — comentou — acho que eu que to na vantagem.  — Você não é o único com refém. — Balançou a cabeça em direção a Quincas. — E essa…
    Nota