Olá, fico feliz de que esteja lendo! Sou escritor de não-ficção e ficção, e estudante de Letras. Meus principais interesses são Literatura Medieval, Religião, Teologia, Linguística e Filologia no geral. De certa forma, aplico um pouco do que eu sei no que escrevo, então espero que meu trabalho seja agradável a quem estiver me conhecendo, enquanto eu descubro as obras do curioso Tachibana, se é que me entendem. Histórias 1
Capítulos 25
Palavras 64,0 K
Comentários 5
Tempo de Leitura 3 horas, 33 minutos3 hrs, 33 m

por Tachibana Eichi (立花詠知) — Dizem que não houve estrondo maior, tão desesperado e apavorado quanto aquele dia, que viu tudo o que havia de comum tornar-se fatídico e doloroso. Enquanto os minutos desfilavam em liberdade, a cidade inteira se ribombou no ritmo de uma turbina de um avião, fazendo de si e seu acólito silêncio inquietos arautos do terror. Não era pouca a ansiedade de encontrar ali o seu pão, o tempo que tanto almejava, tudo somente para alimentar-se à beça do medo alheio, como se carregasse consigo o destino de… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — O dia, então, passou como nunca, mas parecia que faltava uma coisa na sua vida. Seu sono se estendia de ponta a ponta do horário, assim como a escuridão de seu quarto, pois, no fim das contas, seu espírito foi arrebentado pelo mundo. Ele havia dormido pouco, e seu corpo gritava por aquele descanso, merecido a quem precisasse de recuperação. Sua própria imaginação se exauriu, mesmo que fosse forte para resistir a toda exaustão. Todo esse dom, de verdade, surgiu e foi intermediário para… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — Havia uma árvore alta no final da casa. Nela, estavam nomes, uma lista atrás da outra, todos inscritos em caracteres arcaicos e estrangeiros, plenamente visível mesmo pairando parcialmente atrás das frestas do porão. Ainda que sua visão cruzasse uma janela de orifício tão pequeno, Itsuki nunca a viu cicatrizar desde quando a encostou na sua primeira semana de vida. Podia-se imaginar tanto: dizer que ela era imaculada como uma deusa, perfeitamente consciente para proibir sua casca de se restaurar à… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — “Querido avô, “Nunca tive o prazer de conhecê-lo melhor em vida, pois você morreu antes que eu nascesse. Que desprazer foi não tê-lo visto e vivido antes junto a você! Por sua causa, nunca mais fiquei com os olhos virados sobre os livros e as escrituras antigas apenas para descobrir o que estava dentro de seu espírito. "Como eu queria entendê-lo melhor! Na verdade, há muitas coisas que não entendo mesmo com tanta dedicação para estudá-las. Eu queria muito entender o mundo na palma… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — Muitas vezes os filhos não ficavam menos perdidos que o próprio pai naquelas descrições. No entanto, essa situação deixou seu pai confuso, que puxou as mãos de Itsuki e se preocupou com quaisquer machucados que ele tenha tido, mesmo que não soubesse tratá-los por causa de se diferenciarem até demais de um ferimento comum: não sangram, e danificam o tecido humano como se fosse uma esponja cortante jogada em altíssima velocidade sobre a pele. Isso, Takumi puxou de sua esposa, que sempre a olhava… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — O jantar se iniciava antes do sol se pôr, como um bom costume; diziam que era mais saudável para o próprio corpo não se acostumar com a digestão a essa hora da noite, e também para não interromper o sono. Finalmente, por terem chegado cedo em casa — com vários dias de antecedência — um homem levemente grisalho também comia, usava óculos redondos e tinha um semblante bem fechado e feliz. Ao seu lado, estavam duas crianças, que estavam presas em seus braços, pelas cadeiras ao seu lado,… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — Então, Itsuki assentou-se sobre o resguardo do prédio, e mais uma vez testou a resiliência da corda. Mordeu a língua de nervoso, pelas coisas que enxergava. De todo modo, o cabo estava firme, tal como as amarras no seu cinto, para que ele se apoiasse. Logo em seguida, ele pegou a fivela e puxou o segundo cabo. Ele serviria para retirar o nó e recuperar todo o seu equipamento se necessário. Finalmente, ele ficou em pé sobre o parapeito. Não hesitou fazer quantos testes fossem possíveis durante seu… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — A janela se alinhou com os portões do céu para iluminar o quarto, sempre ao semblante das luzes noturnas do infindável Reino das Formas, dando a ela o tratamento de um teatro. A parede à sua esquerda apoiava um grande mural de madeira, pregada com pequenas garras curvadas servindo como hastes. O mês de janeiro lhe foi uma complicação imensa. Elas foram encarregadas com a tarefa de erguerem as armas de seu dono, com cada par dessas garras segurando duas Wakizashi – uma adaga secundária à… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — O teatro, no entanto, um mestre da comédia também, não os havia inspirado antes. Sua apresentação, porém, com suficiente retidão, lentamente chegou de mãos dadas a seu comandante e capitão. Afinal, ninguém ganharia com uma piada vazia da qual ninguém riria, mas o som das risadas que vinham subindo as escadas fazia valer essa decisão. A atenção para com os detalhes chegava ao mínimo, em cada improviso, assertando que tudo estava ao comando de um grande roteirista, sem como dizer o… 64,0 K Palavras • Ongoing

por Tachibana Eichi (立花詠知) — O Duque os desarmou sem delonga, agarrou cada um dos rifles, retirou-lhes o pente, e puxou o ferrolho para retirar a bala na câmara. Assim o fez com as pistolas de cada um, e então as jogou sobre o chão, assim como chutou os cartuchos para bem longe. Porém, por um tempo encarou aquele homem que seria vítima de um homicídio, e ponderou sobre o que tanto aquele homem fez, se falou a verdade, ou se, no fim, desenhou suas palavras como um homem sagaz, mas pouco importa: o olhar cansado havia gritado mais… 64,0 K Palavras • Ongoing