Histórias 2
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por Velho Hassini — Dante ainda estava coberto de neve. As habilidades que Vick eram de longe uma das coisas mais impressionantes que já tinha presenciado. Longe demais dos olhares dos dois, pôde ouvir e também ver claramente seus semblantes. Ela aproximava sua visão e também audição, até mesmo parando um bloqueador. Ele não lembrava dessas capacidades quando estava em Kappz. Apenas que sinalizava algo quando se aproximava, mas isso…? “Quando me solicitou para que usasse na cidade de Kappz, eu não estava… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Dante tinha conseguido se esgueirar para o lado de fora, mas quando virou-se para a porta, sentiu que sua saída tinha sido um pouco mais do que demorada. Ter visto Yuri Saser e seu filho logo agora, mesmo depois de não fazer ideia de onde estava ou contra quem estava só piorava sua situação. Não precisava de outro inimigo na sua lista — principalmente alguém que, por mais que parecesse mais fraco que Moonlich ou o Bastardo, ainda controlava estruturas, recursos e pessoas. E pensar nesses… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — — Ah, Aspas. Que inusitado. — Dante o recebeu com um aperto de mão mais forte, e depois olhou ao redor para os demais caçadores. — Estava apenas observando mesmo. Não tem muita coisa pra fazer no quarto, então resolvi dar uma volta. Aspas ficou alguns segundos em silêncio. O sorriso que esboçou não carregava simpatia, nem alegria. Era o tipo de sorriso usado por quem veste uma máscara, por obrigação, não por vontade. Os olhos, no entanto, entregavam muito mais do que os lábios fingiam.… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Quando os sons voltaram a surgir, não eram apenas vozes. Eram metais rangendo, choques de armaduras, o eco de passos apressados e o som distante de tambores que pareciam pulsar no ar. Veron sentiu o peso do caos ao seu redor, como se o próprio mundo estivesse gemendo. Ele tombou para trás, suas costas colidindo com os pés frios de um esqueleto que parecia tão perdido quanto ele. Por um momento, ficou ali, imóvel, tentando entender o que estava acontecendo. Mãos ossudas o agarraram, levantando-o… 21,3 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O Oficial sentiu o gosto amargo do fim roçar sua língua antes mesmo de compreender o que estava diante dele. A sentença veio silenciosa, mas indiscutível — não em palavras, mas na imagem grotesca que se erguia à sua frente: uma única caveira alçada aos céus, seca, ossuda, com as órbitas vazias parecendo cuspir desprezo. Aquela cabeça morta se ergueu como um estandarte, e, no instante seguinte, tudo desabou. Veio a avalanche. Um mar branco de ossos, costelas rangendo contra o chão, tíbias… 21,3 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — — Continuem segurando! – Zonias bradou para seus soldados, a voz ressoando sobre o campo de batalha. Seu punho livre estava erguido, enquanto a outra mão empunhava uma imensa espada de lâmina larga que refletia a luz do sol pálido. — Estamos aqui hoje para expurgar o Lich! Ele é o verdadeiro inimigo! Segurem a posição enquanto eles avançam. São apenas esqueletos, criaturas sem consciência e sem propósito! Derrubem-nos! Escondido entre seus semelhantes, Veron observava os humanos à sua… 21,3 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — — O que… Como ele? — O humano se levantou, puxando sua própria espada, mas encarando o monstro puxar a lâmina do chão como se aquilo fosse dele, com tanta familiaridade, que se perguntou se era possível. — Ei, larga isso agora. — Sua voz estava embargada de incredulidade e medo. Veron puxou a lâmina. Era uma velha companheira, dada pelas mãos do Ferreiro Abinal, forjada nos Cânios Flamejantes, temperada nos Vales Sombrios de Suapa e finalizada no gelo eterno do Pico Nevado do Monte… 21,3 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Veron abriu os olhos, isso se tivesse olhos, e levantou-se com pressa. Teve um dos piores sonhos do mundo, tinha sido morto, por todos os seus colegas, jogados em um abismo, caindo sem fundo, e batendo no final daquele inferno escuro vendo seus rostos sorridentes. Ele acordou surpreso, mas sua mente estava calma. Era só um sonho, pensou consigo. Só mais um sonho daqueles. — Oh, mais um foi invocado. — A voz veio mais distante. — Parece que esse ai nem sabe o que atingiu ele,… 21,3 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Dante levou um susto quando a porta do quarto abriu de repente. Nem teve tempo de reagir quando viu aquele pequeno vulto se esgueirando para dentro, olhando para os dois lados do corredor como se fugisse de alguém. — Joy? — sua voz escapou quase em choque. — O que... o que você tá fazendo aqui? — olhou rapidamente pra porta, depois de volta pro garoto. — Você deveria estar deitado, não? Joy não respondeu de imediato. Só então Dante percebeu que o garoto tremia. As mãos, apertadas… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O quarto era simples, mas surpreendentemente confortável. As paredes de um tom acinzentado, limpas e sem qualquer adorno, davam a ele um ar provisório, funcional. A cama — baixa, de estrutura metálica e lençóis impecavelmente esticados — parecia chamar qualquer corpo cansado para um descanso imediato. Havia uma mesa pequena no canto, feita de uma liga metálica polida, acompanhada por uma cadeira fixa na parede. E só. Nenhuma janela, apenas uma luz suave no teto, de tom levemente amarelado, que… 740,9 K Palavras • Ongoing