Histórias 2
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por Velho Hassini — Nekop e Dante reuniram-se com Flicks no convés inferior do Nokia, onde a reforma recém-finalizada dava ao lugar um ar completamente novo. Diferente da semana anterior, quando o espaço ainda exalava cheiro de poeira, graxa e madeira crua, agora o chão não rangia a cada passo. As tábuas estavam firmes, polidas, encaixadas como se tivessem sido moldadas de uma só peça, e o ferro entre elas parecia fundido à madeira, parte de um único corpo. Não apenas o interior havia sido renovado, o convés… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O Nokia estava ancorado em um porto discreto, cercado por águas cinzentas e um céu nublado, com uma leve neblina que se esgueirava por entre os mastros. O casco do navio ainda exibia marcas do último confronto, mas seus tripulantes estavam todos ali, firmes, como se cada cicatriz da madeira fosse também uma marca em suas peles. Mais de cem homens e mulheres se reuniram no convés principal, atentos à figura que caminhava lentamente até o centro. Dante parou diante deles com a capa negra… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O porto estava em ruínas, madeira quebrada, cordas soltas, uma vela rasgada flutuando em cima de uma poça de óleo. O Nokia repousava silencioso ao fundo, quase como se observasse. No topo das pedras que margeavam o cais, Dante folheava o jornal. O papel tremia levemente por causa do vento gélido que vinha do mar. Porto estava encostado em um mastro queimado, com a perna esticada e os braços cruzados. Miatamo permanecia sentado num barril rachado, afiado no silêncio. Enquanto a embarcação passava… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — As primeiras silhuetas dos batedores surgiram no horizonte do convés do navio X, ainda respingando de água salgada e suor. Haviam deixado a emboscada para trás, confiantes de que os dois navios mercantes, agora arruinados, renderiam recursos o suficiente para semanas. Mas à medida que se aproximavam da própria embarcação, o que encontraram foi um cenário que gelou o sangue de cada um. — O que… — murmurou o primeiro, desacelerando até parar. Os outros começaram a subir pelos ganchos e… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — A vanguarda subiu com rapidez, atiçada pela expectativa, mas Dante permaneceu imóvel. Nem um passo. Miatamo e Guaca trocaram olhares silenciosos, incertos. Até mesmo Trahaus, Thelia e Porto hesitaram, observando o Capitão com atenção, todos esperando um comando, um gesto qualquer. Mas Dante não piscava. Seus olhos estavam cravados no navio de proa em formato de X, analisando com precisão cirúrgica cada movimento da embarcação. Ele queria ver como eles agiriam. Como tentariam perfurar os… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Dante nunca fora do tipo que ficava parado. No Nokia, não costumava passar mais de dez minutos no mesmo lugar — caminhava, observava, supervisionava. Mas naquele dia, algo o mantinha imóvel. Estava fixo ao lado do timão, com os olhos cravados no horizonte. Não era apenas ele quem recebia os ventos fortes do oceano — sua vanguarda também estava ali, firme, como sentinelas de aço sob as nuvens pesadas. À direita, Nekop, Guaca e Miatamo discutiam, debruçados sobre croquis e rabiscos, trocando… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O céu ainda estava cinzento quando o navio comercial de Reinal Missuri surgiu entre as brumas densas do canal que levava a Percurso Alagado. As águas barrentas refletiam a carcaça queimada da embarcação como um presságio sombrio. Placas de madeira rachadas, cordas encharcadas de sangue seco, e manchas de fuligem nas velas — tudo nele gritava sobrevivência por milagre. Percurso Alagado era uma cidade erguida sobre pernas fincadas na lama. Suas construções se erguiam em palafitas velhas,… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — Capítulo 311: Fantasmas (II) Saul desceu correndo do navio comerciante, os olhos varrendo o convés do cargueiro que agora se tornava um cemitério. Seus homens estavam mortos ou rendidos, e a chuva só tornava o sangue mais escorregadio, mais visível. Ele apertou o cabo da espada com força. A lâmina era curva, ornamentada nas bordas com uma inscrição antiga — uma arma feita para matar com estilo. Mas ao pisar de volta no seu próprio navio, ele viu Dante parado no centro do convés, ladeado… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — O Nokia pairava invisível como um fantasma prestes a cravar os dentes. O casco, envolto por uma camada de névoa artificial, tremia levemente com o avanço silencioso. Lá de cima da torre de comando, Dante mantinha os olhos fixos na movimentação à frente. Através da lente do escopo, a cena era clara: Saul, imponente, arrastava a espada com desdém, enquanto os comerciantes eram rendidos e amarrados como peças sem valor. — Estão terminando — disse Nekop, ao seu lado, a voz baixa e contida.… 740,9 K Palavras • Ongoing

por Velho Hassini — A chuva havia diminuído, mas não cessado. Agora caía em gotas finas, densas, como se o céu apenas sussurrasse a tempestade de antes. O mar, no entanto, permanecia inquieto. Ondas longas deslizavam sob o casco do Nokia, e a bruma começava a se adensar à medida que o navio mergulhava mais fundo na rota clandestina. A Rota D’água não era marcada em mapa algum. Ela se revelava apenas àqueles que sabiam procurá-la — um caminho sinuoso onde correntes se entrelaçavam como serpentes adormecidas,… 740,9 K Palavras • Ongoing