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Capítulo 123 | Pergunte aos Deuses
A tarde em Pérgamo trazia um calor que fazia a poeira da ágora subir e se fixar na pele suada das pessoas. A praça de comércio era um espaço amplo, pavimentado com pedras irregulares e cercado por colunas de mármore que projetavam sombras longas sobre as barracas. O som predominante era o de gritos de vendedores, o bater de cascos de cavalos e o tilintar de balanças de precisão. No centro desse fluxo, o comerciante gordo, cujos dedos estavam repletos de anéis de bronze, segurava o braço de um…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 122 | Pérgaminho
Sêneca saiu da casa de Sávio quando o sol ainda estava baixo no horizonte, orientado pelo próprio para tal, sob o argumento de que a biblioteca estaria cheia antes que o Sol alcançasse o Zênite. O ar da manhã estava frio e trazia um orvalho que tornava o calçamento de pedra escorregadio. Ele apertou o manto contra o corpo e iniciou a subida em direção à acrópole. Pérgamo era uma cidade que funcionava em degraus; para cada destino importante, era necessário vencer uma série de escadarias de…- 240,6 K • Ongoing
Após alguns dias de caminhada quase incessante, os três encaravam finalmente o fim da estrada de pedra que dava lugar aos portões principais de Pérgamo. O sol queimava ao fundo e lançava raios de luz sobre as construções grandiosas. Uma cidade enorme estava construída em patamares sobre uma grande colina, com jardins, tempos, casarões e um palácio visíveis mais ao topo. As muralhas eram feitas de blocos de mármore claro e brilhavam sob a luz do sol. Pérgamo exalava riqueza. Havia muitas…- 240,6 K • Ongoing
— Chega de papo furado — disse Licaão. Sua voz era dura. — Não viemos aqui para ouvir lendas e choros sobre maldições ancestrais. Os olhos avermelhados de Prometeu se semicerraram. — Em verdade dizes, amaldiçoado — respondeu o Titã. — Pois vieram aqui saber para onde guiam as correntes do teu destino. Licaão travou o maxilar. Os músculos do seu pescoço ficaram tensos. — Do que me chamou? — rosnou. Prometeu mostrou os dentes. Seus lábios recuaram em um sorriso…- 240,6 K • Ongoing
O assobio fraco do vento era absoluto, quebrado apenas pela respiração pesada dos três viajantes diante do colosso acorrentado. Prometeu mantinha a cabeça erguida e seus olhos, vermelhos e sem pupilas, estavam fixos nos três homens parados à sua frente. Sua respiração lenta expandia o peito largo com um chiado quase imperceptível. Teseu sentiu a garganta secar. Ele olhou para os braços imensos do Titã, depois para as correntes negras que perfuravam a rocha. Licaão, ao seu lado, permaneceu…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 118 | Além do Topo (2)
— "Além do Monte Parnaso..." — sussurrou Teseu, lembrando-se das palavras do velho e do Guia. A compreensão atingiu sua mente junto com uma leve dor de cabeça pela lufada de ar frio contra o rosto. A Águia gritou e mergulhou nas nuvens. O mundo ficou branco. A luz do sol sumiu. O ar tornou-se gelado e úmido. Gotas de água condensavam instantaneamente em suas roupas e cabelos. Não era possível ver um palmo à frente do nariz. Licaão praguejou algo que o vento levou. Plutarco enterrou o…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 117 | Além do Topo (1)
O vento no topo do platô soprava constante, agitando as penas da Águia gigante que agora repousava imóvel diante de Teseu. O brilho verde nos olhos do rapaz desapareceu, e o que restou foi uma expressão de cansaço súbito. Perto da saída da trilha, o Guia descruzou os braços. Ele bateu as mãos na túnica, limpando a poeira da caverna, e deu dois passos para trás, em direção à descida. — Meu trabalho termina aqui — disse o Guia. Sua voz estava calma, num contraste com a respiração…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 116 | O Chamado de Ethon
O vento deslocado pelas asas de Ethon atingiu o grupo antes mesmo das garras. A poeira do platô se levantou em uma nuvem densa. Plutarco gritou e correu, jogando-se atrás das costas do Guia, que permaneceu parado perto da entrada da trilha, observando com os braços cruzados. Teseu sacou sua xiphos. A lâmina de bronze brilhou sob o sol. Licaão não sacou sua espada. Em vez disso, puxou da cintura duas facas rústicas, feitas de pedra lascada e couro, que ele havia fabricado dias antes. A Águia…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso
A montanha inteira parecia se mover. Escamas gigantescas deslizavam umas sobre as outras num som de lixa raspante contra pedra. O chão tremia violentamente a cada impulso da Píton lançando arrepios aos corpos dos que dela fugiam. Teseu corria. Seus pulmões queimavam com o ar rarefeito e gelado. Atrás dele, o som do corpo colossal da serpente esmagando o caminho que eles acabaram de percorrer era um lembrete constante da morte. O caminho estreito à frente ziguezagueava entre fendas e penhascos.…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 114 | O Ventre da Montanha
O terreno era hostil, composto por rochas afiadas e xisto quebradiço que deslizava sob as botas a cada passo em falso. O vento soprava com força ali em cima, gelado e constante, cortando o rosto e dificultando a respiração. O Guia ia à frente. Ele não parecia sentir o esforço e seus movimentos eram precisos. Ele saltava entre pedras instáveis com o equilíbrio de uma cabra montanhesa, sem usar as mãos para se apoiar. Ele subia trechos quase verticais com uma facilidade que irritava…- 240,6 K • Ongoing
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