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Conto | Oráculo da Dor (5)
O som da fechadura de ferro girando em minha cela foi o estopim. O ar, antes parado e fétido, moveu-se com a abertura da porta, trazendo consigo um cheiro que fez os pelos de meus braços se arrepiarem. Era o odor do incenso do escritório de meu mestre, mas mais forte, mais denso, um perfume adocicado e doentio que cheirava a rituais e finalidade. Mãos rudes me agarraram, me colocando de pé. Eu não lutei. Minha resistência havia se esvaído nos dias de vigília e planejamento silencioso. Eu era…- 137,8 K • Ongoing
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Conto | Oráculo da Dor (4)
Minha chance veio na forma de um corvo que pousou na grade da minha cela. A conexão com ele foi a mais difícil e a mais recompensadora. Sua mente era um misto de inteligência aguda e instinto selvagem. No momento em que a conexão se firmou, a cela, a pedra, a escuridão... tudo desapareceu. A sensação foi uma epifania de liberdade absoluta. Deixei para trás a casca inútil de meu corpo e fui impulsionado para o céu pelo poder de asas fortes e negras. O vento não era algo que eu sentia de…- 137,8 K • Ongoing
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Conto | Oráculo da Dor (3)
A risada fria em minha mente se dissipou, deixando para trás um silêncio mais profundo e mais pesado do que antes. A promessa, ou talvez a maldição, pairava na escuridão da minha cela: Abra seus novos olhos. Mas como? Meu corpo continuava sendo uma prisão de dor, minhas pálpebras, uma muralha de carne cicatrizada. A voz não retornou. Fui deixado sozinho com o eco de suas palavras e a dúvida venenosa de que talvez tudo não passasse de um delírio final. A esperança era uma piada cruel, e…- 137,8 K • Ongoing
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Conto | Oráculo da Dor (2)
Um som agudo de um rato guinchando em algum lugar na parede me puxou de volta do redemoinho de memórias. De volta para o aqui. Para o agora. Para a escuridão. Um som de água pingando da goteira no centro da cela voltou a inundar meus ouvidos. A dor em meus olhos havia diminuído para uma queimação surda, uma brasa constante. A adrenalina do horror inicial se foi, deixando para trás apenas a exaustão e a realidade fria e inescapável. Eu era um aleijado. Um escravo cego. Inútil. Minha vida,…- 137,8 K • Ongoing
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Conto | Oráculo da Dor (1)
O som foi a primeira coisa que retornou. Um som pesado, gutural, de madeira antiga se arrastando contra a pedra, culminando em um CLANG metálico que ecoou no que restava da minha mente. A porta. A porta da cela se fechando. Senti o chão antes de entendê-lo. A pedra era fria e úmida contra a minha bochecha, um contraste chocante com o fogo que ainda consumia meu rosto. O cheiro veio em seguida: mofo, umidade e o odor acre de meu próprio medo, um suor frio que parecia ter encharcado meus trapos. E…- 137,8 K • Ongoing
- Kenan, que havia sido jogado para o lado no início da refrega, observava o pandemônio, o horror paralisando seus membros. Gritos de dor se misturavam ao som crepitante da madeira em chamas. Ele viu o Capitão, o rosto iluminado pelo fogo, lutar como um demônio, os lábios se movendo em uma prece silenciosa enquanto sua faca abria um sulco vermelho no peito de um de seus próprios homens. Foi então que a clareza o atingiu, fria e absoluta em meio ao calor do incêndio. Um sacrifício em massa. A…
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Conto | Loucura no Mediterrâneo (3)
O dia que se seguiu ao ataque foi um poço de silêncio. A tripulação, fraturada e assustada, movia-se pelo navio como fantasmas, cada homem um prisioneiro em sua própria ilha de medo. Ithobaal, trancado no depósito de velas, alternava entre gritos de fúria e um silêncio catatônico que era quase mais perturbador. Malek não saía de sua rede, e aqueles que passavam por perto juravam ouvir o zumbido baixo de uma prece incessante. A loucura não havia se dissipado; apenas se recolhera para as…- 137,8 K • Ongoing
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Conto | Loucura no Mediterrâneo (2)
A noite que se seguiu ao grito de Ithobaal foi diferente. O medo, agora nomeado e ridicularizado, não desapareceu com o nascer do sol. Pelo contrário, ele se infiltrou na rotina da tripulação, um veneno silencioso. Os homens trabalhavam em silêncio, os olhos se movendo com uma rapidez nervosa, cada sombra alongada pelo sol poente, cada rangido da madeira, um motivo para sobressalto. As risadas haviam cessado. O silêncio opressivo da calmaria agora era preenchido por uma desconfiança mútua. Eles…- 137,8 K • Ongoing
- A ameaça final pairou no ar, mais pesada que a própria magia que os esmagava. O Sátiro esperava, deliciando-se com o silêncio, esperando ouvir as palavras de traição que seriam sua verdadeira recompensa. — Aceitem… Gah- Digam- Digam que aceitam — Theo pediu, o rosto pressionado contra a terra, os olhos se erguendo para seu povo que o encarava, paralisado pelo terror. Seria essa a única saída? O sacrifício de seu líder, manchado pela covardia de todos? O grupo estava preso entre a…
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Conto | A Recompensa do Sátiro (3)
O santuário do Sátiro era um lugar de paz enganosa. Por horas, o grupo se permitiu a frágil ilusão da segurança. O cheiro de carne de urso assando na fogueira era um perfume de vitória, e o som das crianças rindo pela primeira vez em semanas era uma melodia mais doce que qualquer canção de lira. Eles haviam sangrado, mas haviam sobrevivido. Haviam provado a si mesmos que a liberdade era possível. No entanto, para alguns, o banquete foi um evento sombrio. O alívio de terem o estômago cheio…- 137,8 K • Ongoing
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