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O assobio fraco do vento era absoluto, quebrado apenas pela respiração pesada dos três viajantes diante do colosso acorrentado. Prometeu mantinha a cabeça erguida e seus olhos, vermelhos e sem pupilas, estavam fixos nos três homens parados à sua frente. Sua respiração lenta expandia o peito largo com um chiado quase imperceptível. Teseu sentiu a garganta secar. Ele olhou para os braços imensos do Titã, depois para as correntes negras que perfuravam a rocha. Licaão, ao seu lado, permaneceu…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 118 | Além do Topo (2)
— "Além do Monte Parnaso..." — sussurrou Teseu, lembrando-se das palavras do velho e do Guia. A compreensão atingiu sua mente junto com uma leve dor de cabeça pela lufada de ar frio contra o rosto. A Águia gritou e mergulhou nas nuvens. O mundo ficou branco. A luz do sol sumiu. O ar tornou-se gelado e úmido. Gotas de água condensavam instantaneamente em suas roupas e cabelos. Não era possível ver um palmo à frente do nariz. Licaão praguejou algo que o vento levou. Plutarco enterrou o…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 117 | Além do Topo (1)
O vento no topo do platô soprava constante, agitando as penas da Águia gigante que agora repousava imóvel diante de Teseu. O brilho verde nos olhos do rapaz desapareceu, e o que restou foi uma expressão de cansaço súbito. Perto da saída da trilha, o Guia descruzou os braços. Ele bateu as mãos na túnica, limpando a poeira da caverna, e deu dois passos para trás, em direção à descida. — Meu trabalho termina aqui — disse o Guia. Sua voz estava calma, num contraste com a respiração…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 116 | O Chamado de Ethon
O vento deslocado pelas asas de Ethon atingiu o grupo antes mesmo das garras. A poeira do platô se levantou em uma nuvem densa. Plutarco gritou e correu, jogando-se atrás das costas do Guia, que permaneceu parado perto da entrada da trilha, observando com os braços cruzados. Teseu sacou sua xiphos. A lâmina de bronze brilhou sob o sol. Licaão não sacou sua espada. Em vez disso, puxou da cintura duas facas rústicas, feitas de pedra lascada e couro, que ele havia fabricado dias antes. A Águia…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso
A montanha inteira parecia se mover. Escamas gigantescas deslizavam umas sobre as outras num som de lixa raspante contra pedra. O chão tremia violentamente a cada impulso da Píton lançando arrepios aos corpos dos que dela fugiam. Teseu corria. Seus pulmões queimavam com o ar rarefeito e gelado. Atrás dele, o som do corpo colossal da serpente esmagando o caminho que eles acabaram de percorrer era um lembrete constante da morte. O caminho estreito à frente ziguezagueava entre fendas e penhascos.…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 114 | O Ventre da Montanha
O terreno era hostil, composto por rochas afiadas e xisto quebradiço que deslizava sob as botas a cada passo em falso. O vento soprava com força ali em cima, gelado e constante, cortando o rosto e dificultando a respiração. O Guia ia à frente. Ele não parecia sentir o esforço e seus movimentos eram precisos. Ele saltava entre pedras instáveis com o equilíbrio de uma cabra montanhesa, sem usar as mãos para se apoiar. Ele subia trechos quase verticais com uma facilidade que irritava…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 113 | O Guia do Oráculo
Mais um dia inteiro de viagem passou. Tendo descansado à noite da aparição do cego na estradan, o grupo caminhou do nascer ao pôr do sol sem trocar conversas longas sob a trilha constante do bater das botas na terra e dos sussurros de Licaão que falava sozinho. Eram frases desconexas e baixas, para além das quais recusava-se a responder qualquer coisa quando Teseu ou Plutarco perguntavam algo. Plutarco mancava. O escriba reclamava a cada quilômetro sobre uma dor aguda no calcâneo. A sandália…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 112 | Profecia de Estrada
O sol estava alto e castigava a terra seca da estrada. A poeira subia a cada passo que o grupo dava, cobrindo as botas e a barra das roupas de uma camada fina e marrom. Um curto assobio do vento assombrava aquele trecho, unido apenas ao calor e ao som ritmado das solas contra o solo batido. Licaão caminhava na frente com seus ombros largos a bloquear parte da visão da estrada. Ele mantinha um ritmo constante, rápido, sem demonstrar cansaço, embora o suor escorresse pelo seu pescoço. Atrás dele,…- 240,6 K • Ongoing
O sol da tarde iluminava as ruínas de Tróia. A luz era real agora, quente e amarela, dissipando o frio sobrenatural da noite mágica que fora deixada por Endimião. Seus poderes, mesmo sem o domínio da moeda, demoraram a se dissipar, e banharam as ruínas por horas antes de finalmente abandoná-las. Hermes estava sentado em um bloco de pedra calcária, perto da praia. Em suas mãos, ele segurava a Moeda do Olho Entreaberto. O metal negro parecia absorver a claridade do dia. Ele girava o objeto entre…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 110 | O Rei dos Ratos
Hermes se levantou, limpando o sangue do canto da boca. Endimião, vendo seus guardiões formados, virou as costas e correu para dentro das ruínas, mancando e segurando o peito ferido. — Peguem ele! — gritou o feiticeiro enquanto fugia. Os três clones avançaram ao mesmo tempo. Eram silenciosos. O clone de Sêneca veio pela esquerda, com os braços estendidos. O clone de Magno desapareceu nas sombras à direita. O clone de Hermes atacou pelo centro, brandindo uma cópia negra da xiphos…- 240,6 K • Ongoing
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