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Capítulo 189: A luz e a Podridão
Renato abriu as asas e voou em direção a Peste. Com a espada em punho e o olhar determinado no rosto. Era pura fúria. Os olhos do cavaleiro se enegreceram de ódio, e de sua sombra, uma nuvem de insetos saiu voando. Moscas, mosquitos, vespas. Vermes rastajaram, deixando um rastro úmido no chão. E a nuvem de insetos atingiu Renato e o cobriu totalmente. — Mas nem ferrando! — rosnou Renato, e o fogo brilhou. Era seu principal elemento, afinal, e sempre que o garoto se enchia de fúria e…- 314,0 K • Ongoing
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Capítulo 192: Âmbar
— Mas que piada ruim! — Essa foi a voz embargada de Tâmara, carregada de ira e ímpeto, porém entalada na garganta, devido a falta de forças da garota. Suas pernas, trêmulas, mal podiam sustentar o peso do corpo. — Acha que vai conseguir quebrar o Renato assim? Não vai! Morte direcionou para a garota um olhar curioso. Tâmara deu um passo adiante, com dificuldade, e continuou. — Não faz ideia do tipo de coisa que ele já suportou! Nem eu aguentaria aquele inferno! Você é só mais…- 314,0 K • Ongoing
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Capítulo 77 - Olhos que observam.
A grama alta ao seu redor chacoalhava, balançando ao vento. Gritos se alastraram. De fúria, de dor, de morte. O que Chamlet prestava atenção, no entanto, era em outro som. O chiar gutural e estridente dos monstros que os haviam atacado. Alegrara-se quando o cavaleiro decepou a cabeça do urso. Apostara uma moeda de prata que sir Alóis mataria o urso pessoalmente, e já sentia o toque frio do metal em suas mãos. Então as criaturas vieram. Rápidas e brutais, arrastando homens para dentro da…- 270,0 K • Ongoing
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Capítulo 50 - O Limite do Mundo
O campo não existe mais. É só um vazio rasgado, fumaça suspensa no ar e fragmentos de chão flutuando como se a gravidade tivesse desistido. Ryuji está de pé, katana negra apoiada no ombro. Naki Senrou caminha até o lado dele, o olhar sério — não preocupado, atento. — Então foi isso… — Naki diz. — Você se soltou de vez. Ryuji respira fundo. O Sen dele não vaza. Ele pressiona. — Não foi um despertar comum. — Ryuji responde. — Eu me desprendi das…- 120,3 K • Ongoing
— Chega de papo furado — disse Licaão. Sua voz era dura. — Não viemos aqui para ouvir lendas e choros sobre maldições ancestrais. Os olhos avermelhados de Prometeu se semicerraram. — Em verdade dizes, amaldiçoado — respondeu o Titã. — Pois vieram aqui saber para onde guiam as correntes do teu destino. Licaão travou o maxilar. Os músculos do seu pescoço ficaram tensos. — Do que me chamou? — rosnou. Prometeu mostrou os dentes. Seus lábios recuaram em um sorriso…- 240,6 K • Ongoing
O assobio fraco do vento era absoluto, quebrado apenas pela respiração pesada dos três viajantes diante do colosso acorrentado. Prometeu mantinha a cabeça erguida e seus olhos, vermelhos e sem pupilas, estavam fixos nos três homens parados à sua frente. Sua respiração lenta expandia o peito largo com um chiado quase imperceptível. Teseu sentiu a garganta secar. Ele olhou para os braços imensos do Titã, depois para as correntes negras que perfuravam a rocha. Licaão, ao seu lado, permaneceu…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 118 | Além do Topo (2)
— "Além do Monte Parnaso..." — sussurrou Teseu, lembrando-se das palavras do velho e do Guia. A compreensão atingiu sua mente junto com uma leve dor de cabeça pela lufada de ar frio contra o rosto. A Águia gritou e mergulhou nas nuvens. O mundo ficou branco. A luz do sol sumiu. O ar tornou-se gelado e úmido. Gotas de água condensavam instantaneamente em suas roupas e cabelos. Não era possível ver um palmo à frente do nariz. Licaão praguejou algo que o vento levou. Plutarco enterrou o…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 117 | Além do Topo (1)
O vento no topo do platô soprava constante, agitando as penas da Águia gigante que agora repousava imóvel diante de Teseu. O brilho verde nos olhos do rapaz desapareceu, e o que restou foi uma expressão de cansaço súbito. Perto da saída da trilha, o Guia descruzou os braços. Ele bateu as mãos na túnica, limpando a poeira da caverna, e deu dois passos para trás, em direção à descida. — Meu trabalho termina aqui — disse o Guia. Sua voz estava calma, num contraste com a respiração…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 116 | O Chamado de Ethon
O vento deslocado pelas asas de Ethon atingiu o grupo antes mesmo das garras. A poeira do platô se levantou em uma nuvem densa. Plutarco gritou e correu, jogando-se atrás das costas do Guia, que permaneceu parado perto da entrada da trilha, observando com os braços cruzados. Teseu sacou sua xiphos. A lâmina de bronze brilhou sob o sol. Licaão não sacou sua espada. Em vez disso, puxou da cintura duas facas rústicas, feitas de pedra lascada e couro, que ele havia fabricado dias antes. A Águia…- 240,6 K • Ongoing
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Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso
A montanha inteira parecia se mover. Escamas gigantescas deslizavam umas sobre as outras num som de lixa raspante contra pedra. O chão tremia violentamente a cada impulso da Píton lançando arrepios aos corpos dos que dela fugiam. Teseu corria. Seus pulmões queimavam com o ar rarefeito e gelado. Atrás dele, o som do corpo colossal da serpente esmagando o caminho que eles acabaram de percorrer era um lembrete constante da morte. O caminho estreito à frente ziguezagueava entre fendas e penhascos.…- 240,6 K • Ongoing
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