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- Capítulo
Capítulo 10 – O Teatro da Queda
Os sinos de Virellium não tocaram naquele dia.Não porque houvesse silêncio.Mas porque o tempo foi apagado de seus sinos. Cael Thornwald acordou com o cheiro de pergaminho queimado encharcando o ar. As sombras em seu quarto estavam fora de lugar. Uma delas tremia sozinha, mesmo sem vento. O silêncio carregava o som abafado de uma respiração que não era dele, como se as paredes da hospedaria estivessem vivas, ofegando em compasso com o desconhecido. A madeira estalava sob os pés do tempo, e do… - Documento interditado. Classificação: Verbo III.Origem: desconhecida. Autor: perdido na reescrita.Encontrado por: Cael Thornwald, após o incidente do Salão da Voz Sem Boca. “Os Treze Fragmentos não são pessoas.São ruínas que ainda caminham.”— Nota marginal, escrita à mão, com tinta dissolvida em memória. 1. A AURORA “Ela carrega a luz antes do verbo. Mas não a luz que guia — a luz que confunde.” Domínio: Recomeço, Ilusão de esperança Arquétipo: A primeira…
- O quarto de Cael cheirava a tinta fresca. Ele acordou com um gosto amargo na boca, como se houvesse engolido um livro em chamas. As cortinas estavam fechadas, mas a luz que tentava atravessá-las parecia... hesitante, como se temesse encontrar algo lá dentro que não devia ver. Na parede diante de sua cama, palavras haviam sido escritas durante a noite — não por sua mão. Letras finas, curvas impossíveis, uma caligrafia que parecia se mover quando olhada de relance. Ele tentou focar. Mas seus…
- A aurora em Virellium era um teatro de mentiras. A luz que deveria emergir do leste parecia implorar para não tocar as pedras encharcadas da cidade. Havia algo no ar — não o frio comum, mas um peso, uma espessura invisível que transformava o tempo em vidro. Frágil… Cortante. Cael subiu as escadas do porão em silêncio. A madeira rangeu sob seus pés com um som mais seco do que deveria, como se a casa estivesse secando por dentro. Leor estava acordado, sentado à mesa com uma garrafa entre os…
- Capítulo
Capítulo 38.2: Cultivador (2)
Tradutor: Dawana #148# As técnicas mágicas dos cultivadores são de fato notáveis. "Vamos à Conferência do Caminho dos Espíritos juntos. Ah, espere. Como você não conhecia a conferência, eu suponho que você não tem um convite?" "An, um convite?" "A Conferência do Caminho dos Espíritos só faz convites para os cultivadores, para evitar que os mortais se juntem às reuniões de troca de cultivadores. Mas não é um acontecimento fechado, portanto, se você pagar 10 pedras…- 176,6 K • Hiatus
- Capítulo
Capítulo 17
O céu cinzento parecia esmagado contra o horizonte quando o Semente do Caos deslizou pelas águas fundas como um presságio silencioso. O som ritmado das ondas foi engolido por uma massa colossal de pedra: Hearts. A cidade não fora construída — fora entalhada na rocha viva como uma oferenda esquecida aos deuses antigos. O paredão se erguia da água como um túmulo colossal, as cavernas abertas em sua base funcionando como portos naturais. Fendas estreitas e túneis escuros guiavam os barcos por…- 22,8 K • Ongoing
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Capítulo 79 — Gritos de ódio e amor
Período: 1492Planeta: TerraPaís: SpanngrimContinente: Eurvörg No coração da Floresta, o frio cortava como lâminas invisíveis, subindo do chão úmido coberto de musgo e envolvendo tudo em um abraço gélido. As árvores retorcidas gemiam sob o peso de uma força sobrenatural, suas raízes expostas como garras tentando escapar da terra. O céu, carregado de nuvens negras, parecia pronto para engolir a luz da lua. Mírk estava de pé, os olhos arregalados, o corpo tremendo sob o peso da magia que…- 94,1 K • Ongoing
- A primeira sensação foi ausência. Ausência de corpo, de forma, de som. Uma ausência que soava como grito. Cael Thornwald não lembrava quando caíra, se de fato havia caído. A última memória concreta era a de seus dedos encostando novamente no símbolo espiralado do medalhão — mas, desta vez, ele não queimou. Ele... sussurrou. Agora, não havia chão. Nem teto. Nem tempo. Só uma vastidão sem contornos, onde os olhos se perdiam na tentativa de compreender o que não possuía ângulos.…
- A cidade que se erguia diante deles era tudo o que Virellium não ousava ser à luz do dia. Chamada de Caligo Nox, sua arquitetura parecia feita para iludir e seduzir. Luzes coloridas se espalharam em letreiros piscantes, enfeites metálicos e fachadas envernizadas, ocultando a podridão por trás do brilho. O som das moedas tilintando, risadas falsas e notas de piano automatizado criavam uma trilha sonora incessante. Homens de terno e mulheres de vestidos brilhantes passeavam entre cassinos e cabarés,…
- Capítulo
Capítulo 5 – Garras em Espiral
A noite engolia Virellium com sua neblina espessa e o som abafado de passos distantes. A cidade, como sempre, parecia viva mesmo em sua paralisia. Lâmpadas a gás tremeluziam nas ruas tortuosas como olhos cansados prestes a se apagar. Cael avançava por uma viela mal iluminada, suas botas molhando-se em poças negras e imundas. A cada passo, o odor de sangue seco ainda impregnava o medalhão que carregava, embora ele já o tivesse guardado. Havia algo gravado na parte de trás do artefato, algo que… - Anterior 1 … 34 35 36 … 63 Próximo
