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Capítulo 5 – Garras em Espiral
A noite engolia Virellium com sua neblina espessa e o som abafado de passos distantes. A cidade, como sempre, parecia viva mesmo em sua paralisia. Lâmpadas a gás tremeluziam nas ruas tortuosas como olhos cansados prestes a se apagar. Cael avançava por uma viela mal iluminada, suas botas molhando-se em poças negras e imundas. A cada passo, o odor de sangue seco ainda impregnava o medalhão que carregava, embora ele já o tivesse guardado. Havia algo gravado na parte de trás do artefato, algo que… - Capítulo
Capítulo 3 – Encontro No Bar
A névoa rastejava pelas pedras do calçamento, como se mãos ansiosas tentassem agarrar os pés dos vivos. O ar estava denso e pesado, imerso em uma sensação de presságio. O manto esbranquiçado envolvia a cidade, uma cortina fina que transformava as ruas familiares em corredores de um pesadelo. No alto de um beco escuro, Cael Thornwald observava o vazio. Ele estava parado diante da porta de uma taberna decadente chamada A Boca do Sono. Seu olhar era gélido e implacável, uma lâmina afiada que varria… - A primeira sensação foi ausência. Ausência de corpo, de forma, de som. Uma ausência que soava como grito. Cael Thornwald não lembrava quando caíra, se de fato havia caído. A última memória concreta era a de seus dedos encostando novamente no símbolo espiralado do medalhão — mas, desta vez, ele não queimou. Ele... sussurrou. Agora, não havia chão. Nem teto. Nem tempo. Só uma vastidão sem contornos, onde os olhos se perdiam na tentativa de compreender o que não possuía ângulos.…
- A cidade que se erguia diante deles era tudo o que Virellium não ousava ser à luz do dia. Chamada de Caligo Nox, sua arquitetura parecia feita para iludir e seduzir. Luzes coloridas se espalharam em letreiros piscantes, enfeites metálicos e fachadas envernizadas, ocultando a podridão por trás do brilho. O som das moedas tilintando, risadas falsas e notas de piano automatizado criavam uma trilha sonora incessante. Homens de terno e mulheres de vestidos brilhantes passeavam entre cassinos e cabarés,…
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Capítulo 4 – Ecos Sob a Cidade
A madrugada repousava como uma manta encharcada sobre Virellium. As ruas permaneciam mergulhadas em penumbra, com as luzes amareladas dos lampiões mal atravessando a névoa densa que se arrastava como uma criatura viva pelas vielas. As sombras da noite parecem sussurrar segredos, e Cael Thornwald caminhava como se as escutasse. O encontro com Leor havia deixado mais perguntas do que respostas. O homem ainda dormia no quarto de hospedaria que Cael alugara por segurança, enquanto ele próprio retornava… - A cidade de Virellium acordava tarde. Não por preguiça, mas por autopreservação. As vielas estreitas e calçadas úmidas pareciam guardar mais do que ratos e neblina. À noite, passos ecoavam como chamados. E era sabido entre os moradores: há coisas em Virellium que respondem. O sino da Torre Sul marcou sete badaladas. Mas o céu, afogado num cinza pesado, não fazia distinção entre o fim da noite e o começo de mais um dia condenado. Um velho carregador empurrava seu carrinho de madeira…
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capitulo 14
Lucius ajustou o casaco e puxou as luvas, observando o reflexo no espelho embaçado da cabine. Era ele, mas ao mesmo tempo, não era. A ilusão de Nix era perfeita. Cabelos negros bagunçados, olhos turquesa como o mar profundo, a postura insolente de quem desafiaria até um deus. Mas ele ainda era ele por dentro, sentindo o desconforto da magia moldando sua aparência. — Não se esqueça — veio a voz rouca de Nix, escondida sob um amontoado de cobertores, a febre ainda evidente em sua pele…- 22,8 K • Ongoing
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Capítulo 15
O mundo ao redor de Lucius parecia girar em um nevoeiro espesso de dúvidas. As memórias que havia visto ainda queimavam em sua mente, mas a presença de Nix diante dele era tão real quanto o calor que emanava da palma da mão dela. Ele a encarou. — A gente já se conheceu antes, não é? A pergunta pairou no ar, carregada de algo que nem ele mesmo sabia nomear. Nix ergueu uma sobrancelha, os olhos turquesa brilhando com uma diversão quase preguiçosa. — Nunca nos vimos pessoalmente —…- 22,8 K • Ongoing
Embora Liang Wei, Chen Bo e Mei Lian não se conhecessem há muito tempo, eles lutavam com uma sincronia que parecia anos de prática. Seus movimentos eram rápidos e coordenados, suas espadas zunindo como o vento cortante que sustentava sua técnica. Os dois cultivadores da Terra mal conseguiam acompanhar seus passos, limitando-se a reagir enquanto os discípulos do Vento desferiram golpes precisos. Até então, os corpos maciços dos oponentes já acumulavam diversos cortes, enquanto os três ainda…- 134,4 K • Hiatus
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Capítulo 057 - A fé que nos une!
#07##centro #tela-neko#Capítulo 057 - A fé que nos une!#tela-fim# centro# A chama de todas aquelas fogueiras tremeluzia em uma onda de luz que deixou uma parte amarelada no meio da escuridão das terras mortas. Aquelas labaredas retorciam-se, projetando sombras inquietas no formato de todos os guerreiros que descansavam. Aaron pisoteou no solo sem vida e subiu uma poeira amarronzada, ele sentou em um tronco seco que havia sido tombado, a paladina passara na sua frente, andava cabisbaixa. Ele…- 162,4 K • Ongoing
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