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Capítulo 117 | Além do Topo (1)
O vento no topo do platô soprava constante, agitando as penas da Águia gigante que agora repousava imóvel diante de Teseu. O brilho verde nos olhos do rapaz desapareceu, e o que restou foi uma expressão de cansaço súbito. Perto da saída da trilha, o Guia descruzou os braços. Ele bateu as mãos na túnica, limpando a poeira da caverna, e deu dois passos para trás, em direção à descida. — Meu trabalho termina aqui — disse o Guia. Sua voz estava calma, num contraste com a respiração…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 116 | O Chamado de Ethon
O vento deslocado pelas asas de Ethon atingiu o grupo antes mesmo das garras. A poeira do platô se levantou em uma nuvem densa. Plutarco gritou e correu, jogando-se atrás das costas do Guia, que permaneceu parado perto da entrada da trilha, observando com os braços cruzados. Teseu sacou sua xiphos. A lâmina de bronze brilhou sob o sol. Licaão não sacou sua espada. Em vez disso, puxou da cintura duas facas rústicas, feitas de pedra lascada e couro, que ele havia fabricado dias antes. A Águia…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso
A montanha inteira parecia se mover. Escamas gigantescas deslizavam umas sobre as outras num som de lixa raspante contra pedra. O chão tremia violentamente a cada impulso da Píton lançando arrepios aos corpos dos que dela fugiam. Teseu corria. Seus pulmões queimavam com o ar rarefeito e gelado. Atrás dele, o som do corpo colossal da serpente esmagando o caminho que eles acabaram de percorrer era um lembrete constante da morte. O caminho estreito à frente ziguezagueava entre fendas e penhascos.…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 114 | O Ventre da Montanha
O terreno era hostil, composto por rochas afiadas e xisto quebradiço que deslizava sob as botas a cada passo em falso. O vento soprava com força ali em cima, gelado e constante, cortando o rosto e dificultando a respiração. O Guia ia à frente. Ele não parecia sentir o esforço e seus movimentos eram precisos. Ele saltava entre pedras instáveis com o equilíbrio de uma cabra montanhesa, sem usar as mãos para se apoiar. Ele subia trechos quase verticais com uma facilidade que irritava…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 113 | O Guia do Oráculo
Mais um dia inteiro de viagem passou. Tendo descansado à noite da aparição do cego na estradan, o grupo caminhou do nascer ao pôr do sol sem trocar conversas longas sob a trilha constante do bater das botas na terra e dos sussurros de Licaão que falava sozinho. Eram frases desconexas e baixas, para além das quais recusava-se a responder qualquer coisa quando Teseu ou Plutarco perguntavam algo. Plutarco mancava. O escriba reclamava a cada quilômetro sobre uma dor aguda no calcâneo. A sandália…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 112 | Profecia de Estrada
O sol estava alto e castigava a terra seca da estrada. A poeira subia a cada passo que o grupo dava, cobrindo as botas e a barra das roupas de uma camada fina e marrom. Um curto assobio do vento assombrava aquele trecho, unido apenas ao calor e ao som ritmado das solas contra o solo batido. Licaão caminhava na frente com seus ombros largos a bloquear parte da visão da estrada. Ele mantinha um ritmo constante, rápido, sem demonstrar cansaço, embora o suor escorresse pelo seu pescoço. Atrás dele,…- 251,3 K • Ongoing
O sol da tarde iluminava as ruínas de Tróia. A luz era real agora, quente e amarela, dissipando o frio sobrenatural da noite mágica que fora deixada por Endimião. Seus poderes, mesmo sem o domínio da moeda, demoraram a se dissipar, e banharam as ruínas por horas antes de finalmente abandoná-las. Hermes estava sentado em um bloco de pedra calcária, perto da praia. Em suas mãos, ele segurava a Moeda do Olho Entreaberto. O metal negro parecia absorver a claridade do dia. Ele girava o objeto entre…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 110 | O Rei dos Ratos
Hermes se levantou, limpando o sangue do canto da boca. Endimião, vendo seus guardiões formados, virou as costas e correu para dentro das ruínas, mancando e segurando o peito ferido. — Peguem ele! — gritou o feiticeiro enquanto fugia. Os três clones avançaram ao mesmo tempo. Eram silenciosos. O clone de Sêneca veio pela esquerda, com os braços estendidos. O clone de Magno desapareceu nas sombras à direita. O clone de Hermes atacou pelo centro, brandindo uma cópia negra da xiphos…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 108 | A Garra e a Sombra
Sêneca respirava entre engasgos. Hermes permaneceu imóvel. Sua mão ainda estava erguida, o fio da ponta de sua espada a centímetros do pescoço de Endimião. O brilho verde em seus olhos oscilava, lutando contra o instinto de matar e a necessidade de proteger. Ele olhou para Sêneca. O rosto do amigo estava roxo. As pernas chutavam o ar inutilmente. Hermes forçou um sorriso frio. — Vá em frente — disse Hermes. Sua voz saiu firme, embora o suor escorresse por sua têmpora. —…- 251,3 K • Ongoing
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Capítulo 107 | Mapa do Tesouro
Semanas haviam se passado no reino dentro da cisterna. A umidade e o cheiro de mofo eram familiares, confortáveis. Eram o cheiro de casa. O grupo estava reunido em volta de um caixote de madeira que servia de mesa. Lia alisava um pedaço de pergaminho velho e manchado sobre a superfície áspera. — É aqui — disse ela, com o dedo para uma massa de terra desenhada de forma grosseira. — A Ásia. Dizem que as cidades lá são maiores que Therma. Dizem que ninguém passa fome. Vareta e Tico…- 251,3 K • Ongoing
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