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- “Você mente com lógica.” Era essa a frase que pairava em minha mente, repetindo-se como um eco interminável, corroendo minha lucidez a cada vez que surgia. Sentado à mesa de metal da DPT, o piso de pedra reluzindo sob a fraca iluminação das lamparinas arcanas, eu encarava o vazio que se abria além do tampo frio. A delegacia, normalmente barulhenta, estava mergulhada em um silêncio pouco comum, como se as paredes também se calassem diante da sentença que a Dragonesa Negra me lançou. Aquela…
- Capítulo
Capítulo 31 - Mentiras de verdade
Os olhos dourados da Dragonesa cravaram-se em mim como lanças arcanas, e naquele segundo, a sala deixou de existir. Não havia chão, nem colunas, nem Wian — apenas o abismo incandescente de sua fúria, e eu, à beira dele, com a mentira na garganta e a verdade costurada nos lábios como uma ferida mal cicatrizada. O silêncio que precedeu sua pergunta foi o de uma tempestade retendo o sopro final antes do dilúvio. — Como você sabia? — perguntou ela, e sua voz não soou como uma curiosidade.… - Capítulo
Capítulo 30 - Cortina de fumaça
O salão da Dragonesa Negra era um labirinto de contrastes. As paredes, altas como torres, eram revestidas de pedra vulcânica polida, negra e reluzente, refletindo o tremor das chamas dos archotes como estrelas aprisionadas. O chão, de obsídia lisa, parecia um lago congelado sob nossos pés, tão nítido que eu quase via meu próprio rosto deformado nele — pálido, com os olhos arregalados de quem carregava um segredo letal. Colunas esculpidas com runas antigas sustentavam um teto abobadado, onde…
