288 Resultados na categoria ‘A Eternidade de Ana’
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Capítulo 237 - Um salto
— Um. Dois. Três… No fim, tudo se resumiu a um salto. Não precisava — o avião era rápido o suficiente —, mas seu corpo ainda amava decisões que o mundo chama de erro. — Maldita baleia… O vento estalou em seu rosto com um tapa. As cordas que emergiram do nevoeiro se aproximavam um metro de cada vez. Eram menos do que antes, muito menos — cinco, não mais. A primeira cruzou diante dela com a elegância cansada de quem sobreviveu mais do que devia: fibra dura, início…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 238 - Entrada entre restos
— Podem pelo menos soltar as cordas? — Não. — A resposta de Alex veio sem floreio. Ele puxou e obrigou Duque e Carlos a acelerarem o passo. Carlos resmungou, mas não testou a sorte. Seguiu no ritmo apressado do pirata. Ana vinha atrás de braços cruzados. Os olhos não estavam nos dois prisioneiros, nem nos tripulantes que os acompanhavam, confusos o suficiente para manter silêncio, tampouco em Niala que sobrevoava alto, frustrada pela possibilidade de Collectio cair ao perceber que o…- 489,1 K • Ongoing
— Caralho, tá realmente intacto. Não era exagero. Em volta, Leviathan exibia a ferrugem com orgulho e a miséria sem pudor, mas ali, a biblioteca parecia recém-saída de um sonho meticuloso. O bloco ocupava meia quadra, com base octogonal e três andares que subiam em degraus, cada platô coroado por janelas em arco e vitrais limpos demais para aquela vizinhança. A pedra — basalto escuro polido — ainda guardava brilho, e as junções, um rejunte de liga esverdeada, não mostravam a menor…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 240 - Versos Carmesins
— Agrupar! A ordem de Ana veio antes do primeiro verbo assentar. Alex deslizou à esquerda com o calor subindo cada vez mais. Miguel quebrou o pelotão em três blocos e encaixou cada um no lugar sem desperdiçar um segundo sequer. Os murmúrios do bibliotecário ficaram mais rápidos. Traços borrados da sua pele começaram a se iluminar e os dez livros nas correntes perderam o peso, subindo tecnicamente antes de orbitá-lo em elipses caprichosas com páginas virando como se…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 241 - Spes
O povo da baleia parou. Olhos antes febris agora se voltavam, um a um, para a pilha de corpos. Ninguém falou ou sequer respirou alto. Apenas ouviram. Notas. Simples, espaçadas, mas definitivas como sentenças. Uma melodia que parecia antiga, mas sem lugar em memória alguma. Apesar do silêncio contemplativo, tudo vibrava — poeira, prédios, ossos. Era como se o mundo estivesse escutando também. Brayner reagiu primeiro. A coluna enrijeceu. Os dedos tremeram de leve. O monóculo rodou…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 242 - É só carne
O sangue cascateava. A cada batida do coração por pouco não destruído, um jato quente escapava pelo buraco aberto no peito. Ana pressionou a palma sobre a ferida novamente, mas a mão só afundou mais. A pele rasgada cedeu sob os dedos, mole e quente como uma fruta passada. “Fecha… fecha, porra, FECHA!” A manifestação veio trêmula, uma camada de mana negra instável que devia se solidificar — mas se dissolvia no ar, espirrando fagulhas inúteis. O fluxo se partia, tremia, se…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 243 - O Brinde
Amélia entrou quase caindo. O rosto estava machucado, mas o que mais chamava atenção eram as manchas que não eram dela — fuligem e restos alheios. A respiração estava ruidosa. Do chão, Ana ergueu o olhar devagar. “Eu tinha mandado aqueles idiotas barrarem todo mundo.” Suspirou. — Tá fazendo o que aqui? Amélia apoiou as mãos nos joelhos e levantou um dedo, pedindo tempo. Não conseguia puxar ar suficiente para falar. Ana esperou, paciente dentro do possível, e forçou um…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 244 - Neve Rosada (epílogo)
— Mestre… tem alguém aqui. A voz fina vinha carregada de surpresa genuína, aquela que não se ensaia. Lina largou o feixe de lenha na neve com um baque oco e se ajoelhou imediatamente, ignorando o frio que atravessava as calças remendadas. À sua frente, quase indistinguível do chão, havia um pequeno monte de neve manchado de rosa. Ela começou a limpar com cuidado excessivo, temendo acordar o que quer que estivesse ali. A neve cedia fácil sob seus dedos enluvados, revelando primeiro um…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 247 - Duas Delas
O ar ficou pesado demais para palavras. A mulher parada na porta era alta, de postura ereta como uma lança fincada no chão. A capa escura estava rasgada nas bordas, não cobrindo a armadura de forma adequada, mas não havia desordem nela — apenas uso. Olhos firmes. Não frios. Por entre os cabelos escuros cortados rente e a pele marcada por queimaduras antigas, dois chifres torcidos se projetavam para trás, mais austeros que agressivos. Lina deu um passo à frente. Punhos fechados. Dentes…- 489,1 K • Ongoing
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Capítulo 248 - Estrada Branca
Carroças não andam bem na neve. Balançam, rangem, atolam. Péssimos lugares para manter alguém dormindo. Ainda assim, Asha acordou dentro de uma. Demorou um pouco para abrir os olhos. Naquele mundo branco, a luz doía quando se olhava direto para ela. Apalpou o próprio corpo. Nenhuma dor. Sentou devagar. O interior da carroça não era grande, mas estava cheio. Uma caixa com roupas, outra com ferramentas e tralhas diversas. Dois barris que, pelo cheiro ácido, deviam guardar frutas…- 489,1 K • Ongoing
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