18 Resultados na categoria ‘Crônicas Dos Que Não Foram Escolhidos.’
Neste mundo, não se escolhe. Crianças caem. E ficam no chão. Homens rezam. E o céu permanece calado. Os que querem viver… aprendem a lutar antes mesmo de entender o que é morrer. Está não é a história de um herói. É a história dos que foram esquecidos — mas seguiram em frente, mesmo assim. A semente de uma tragédia… ou o início de…- 1,8 K • out 6, '25
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Capítulo 1 — Brumalva
Chovia sobre o vilarejo encolhido entre as montanhas. A água escorria como um lembrete: tudo ali apodrecia aos poucos. As gotas batiam nas estruturas de madeira podre e pedra lascada que resistiam como velhos bêbados — se recusando a cair. Os ventos colidiam, trazendo um ranger incessante. Pedestres amaldiçoavam as ruas enlameadas que faziam o barro se agarrar aos sapatos. Os cavalos relinchavam em protesto contra seus condutores ao trafegar no local. — Olha as frutas fresquinhas que temos…- 30,5 K • Ongoing
Primeiro, o som abafado de um chute.Um grito de dor.Depois, outro chute.E mais um.E então, silêncio: combinava com uma viela esquecida como aquela. — Droga, está morto? — um dos garotos recuava, ofegante. — Achei que ele duraria mais tempo como boneco de treino. — Já chega, ele vai acabar morrendo — disse outro deles; a voz transmitia insegurança. — Que morra — retrucou, mas seus punhos já haviam se afrouxado. E então, passos quebraram o silêncio instalado no beco. As duas…- 30,5 K • Ongoing
Logo pela manhã, um homem celebrava um rito de despedida. Usava um robe negro de tecido símples, nada chamativo, amarrado com uma corda para prender a região da cintura. Sua face era revelada a todos. Muito comum. Do tipo que se olha uma vez e não presta atenção em uma segunda olhada. Sua voz, entretanto, era calma e acolhedora. Transitava entre os ouvidos dos presentes com mansidão, provocando um clima sereno, mesmo que melancólico. Essa estranha combinação, mesmo que quase opostas,…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 3 — Um laço
“Seco”, foi a única coisa que Elian conseguiu pensar. Um pão seco e duro. Mesmo assim, alimentava — sendo grato por isso. Ainda mais considerando a situação do vilarejo. O clima matinal entrava sutilmente nas frestas do barraco. O ar frio fazia os pelos de seus braços levantarem. As paredes rudemente remendadas da estrutura vez ou outra rangiam, compartilhando de seu incômodo. Croco, enrolado em uma pilha de panos velhos, parecia não se importar — acostumado. O jovem de cabelos…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 17 — Visitante inesperado
— Volte sempre! — Claro, mulher, seus pães são deliciosos. São os melhores por aqui! Alzira sorriu com a resposta. — Não é como se tivesse concorrência, Nilce. Essa é a única padaria por aqui. — Pare de ser modesta, Alzira. Você faz um trabalho excelente. Até amanhã — disse antes de sair. — Até! Ela observava a cliente sair enquanto seu sorriso se afrouxava um pouco. Ergueu a mão para massagear um pouco os ombros tensos. “É… realmente a idade…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 10 — Formiguinhas
Alguns instantes antes do banquete, longe da diplomacia de duas caras, duas crianças estavam ofegantes. O vento soprava seus cabelos para longe. — O que foi aquilo lá de “subordinado”, cara? — Kael ainda olhava por cima do ombro ao perguntar. Sorria. Sair bem de uma situação desfavorável contra a nobreza era motivo suficiente para se alegrar. Beltrão Moura podia ser um peixe em mar aberto, mas em uma lagoa com Kael e Elian, ele ainda era um tubarão. — Eu… não sei. — Elian…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 11 — Sombras à mesa
Depois de passar no comerciante e perguntar sobre o vinho, bastou falar que era para o capitão da guarda que o comerciante rapidamente entregou a garrafa. Depois os garotos seguiram a caminho da casa de Alzira. Por mais que Elian tentasse iniciar um diálogo, todo o trajeto foi sem conversa. Respostas secas; apenas o necessário. Chegando no destino, Alzira os recebeu com a expressão carinhosa de sempre, mas dessa vez Kael não queria entrar. Não queria nem comer; levando uns pães com muita…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 12 — Um erro
A grama acariciava com um toque gelado os pés descalços. Macia. Fria. Mesmo assim, era aconchegante, trazendo consigo uma sensação agradável. Fazia cócegas conforme raspava os dedos. Os passos de Elian afundavam no solo, amassando e deixando suas pegadas ficarem registradas. Um enorme campo a céu aberto que se estendia para além do que os olhos poderiam ver. Um lugar que não conhecia, mas, de alguma forma, ainda era familiar. “De novo, um desses sonhos estranhos…”, pensou…- 30,5 K • Ongoing
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Capítulo 13 — A canção do sino
O estômago de Kael roncava. Este era seu despertador natural. As pálpebras, ainda sonolentas, custavam a abrir. A visão embaçada precisou de um tempo para focar. O teto remendado foi o que o comprimentou depois que conseguiu enxergar com clareza. Não era o melhor, mas era o que o protegia do tempo. Bom o suficiente. A cama, um amontoado de palha fofa que causava coceiras, era coberta com algumas roupas esfarrapadas. Estava a apenas alguns centímetros acima do solo. Quase não fazia…- 30,5 K • Ongoing
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