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Capítulo 37: Orquídea
Maldito sonho… Toda maldita noite, ele volta. Sempre o mesmo, sempre igual. Como um disco quebrado que nunca para de girar. A sala está mergulhada em um negro absoluto — não há teto, não há chão visível, apenas vazio. No meio desse nada, ele está lá… parado. Igual a mim. Seus cabelos negros são lisos e bem arrumados, com fios que caem suavemente sobre a testa, quase como se tivessem sido penteados com cuidado cruel. Sua altura, sua compleição… tudo é idêntico. Cada traço…- 132,1 K • Ongoing
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Capítulo 36: A paz dos mortos
Fechei o diário com cuidado. O som da capa se encontrando com as páginas ecoou suavemente no silêncio do quarto. Meus dedos ainda repousavam sobre o couro envelhecido quando encarei o teto de pedra entalhada, como se buscasse respostas que não estavam ali. “…Estamos na camada -143…” Engoli em seco. A ficha finalmente caía. Eu não sabia nada sobre este mundo. Julia Silvit havia vivido mais de oitocentos anos, atravessando camadas e revelando civilizações que existiam como espelhos…- 132,1 K • Ongoing
Perspectiva de Lysanthir — Leitura do Livro de Julia Silvit Voz de Julia Silvit: "Eu nasci em um lugar onde justiça era um conceito inexistente…" Um mundo dividido em camadas. Um sistema tão antigo e cruel que sequer nos permitia sonhar com igualdade. Minha tribo era conhecida por seus cabelos negros como a noite e olhos roxos como améthystas. Vivíamos em uma região esquecida chamada Piso do Paraíso — um nome poético demais para um lugar tão próximo do abismo. As bordas da…- 132,1 K • Ongoing
O som suave das folhas balançando do lado de fora foi interrompido pelo eco dos passos dentro do salão. Duas figuras adentraram o recinto com uma presença que imediatamente silenciou qualquer cochicho entre os conselheiros. A primeira era Zeyra-Kaê. Zeyra caminhava com uma graça quase sobrenatural. Seus cabelos longos, de um branco prateado, desciam lisos como véus d’água, escorrendo até quase tocar o chão de pedra polida. A pele bronzeada, marcada com manchas ritualísticas em vermelho ao…- 132,1 K • Ongoing
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Capítulo 33: A beleza do abismo
O tal Yuri, com o rosto marcado por arranhões e os olhos ainda fervendo de raiva, se levantava devagar, como quem tentava desesperadamente resgatar a própria dignidade que tinha sido esmagada. — Estamos indo até Kura’ru. — continuou Mirassol, desviando o olhar na direção da cachoeira. — Paramos aqui só pra beber um pouco de água e… Ela parou no meio da frase. Os ombros enrijeceram. Os olhos arregalaram. — Seruus…? — murmurou, com uma mistura de surpresa e incredulidade na…- 132,1 K • Ongoing
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Capítulo 32: Tribo Marezza
— Já que vão até o Rio Marezza… — disse Seruus, com aquele tom preguiçoso e profundo que ele usava até quando falava de morte. A voz dele se arrastava como fumaça espessa, cobrindo o ar com um peso quase hipnótico. — Posso acompanhar vocês. Tô sem nada pra fazer mesmo. Marcellia bufou alto — e dessa vez não tentou esconder. O som ecoou como uma flecha batendo contra um escudo. O olhar dela passou rápido por mim e por Cedric, cortante, mas sem se fixar. Depois desviou para o…- 132,1 K • Ongoing
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Capítulo 31: A vila de Kura'ru
É difícil descrever como é viver aqui. As casas da vila Kura’ru não seguem o padrão que qualquer mente da superfície consideraria comum. Elas são hexagonais, esculpidas em uma madeira avermelhada, fibrosa, que parece respirar com o calor do ar. Estão dispostas em círculos perfeitos, delineando as quatro zonas da vila: norte, sul, leste e oeste — como se seguissem um padrão ancestral, um ritual silencioso. No centro de cada um desses círculos ergue-se uma única árvore colossal: a…- 132,1 K • Ongoing
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