27 Resultados na categoria ‘Virellium: Entre Sombras e Segredos’
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Capítulo 11 – O Autor de Si Mesmo
O espelho trincado não devolvia apenas a imagem de Cael Thornwald.Devolvia perguntas.Cada rachadura projetava uma versão sua:— Cael com olhos vazios.— Cael sorrindo como quem perdeu tudo.— Cael de pé, diante de uma cidade feita de páginas que ardiam. No centro, refletida sobre as fraturas, a pena negra flutuava.E no reflexo, as rachaduras sussurravam:"Espectro da Última Palavra... És escrito ou escritor?" Cael estendeu a mão.Tocou o vidro.A superfície quebrou — sem estilhaçar.…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 19 – A Ponte Não Vista
Virellium respirava pelas frestas. Não como uma cidade viva, mas como uma criatura adormecida, que sonhava consigo mesma e se esquecia a cada ciclo. As ruas estavam mais silenciosas do que o habitual, como se o som estivesse preso atrás das paredes, hesitando em atravessar. Era fim de tarde quando Cael, Senna e Leor deixaram a hospedaria. Não tinham um destino exato, apenas a necessidade de sair, de respirar longe das frases que apareciam sozinhas nos vidros do quarto e das páginas que viravam…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 2 – SUSSURROS NO VÉU
A chuva, que até pouco tempo atrás parecia ameaçar afogar a cidade, finalmente cessara. Mas o cheiro persistia. Era o cheiro de Virellium: ferrugem, fuligem e pecado. A cidade estava imersa em sua essência. As vielas estreitas ainda estavam molhadas, espelhando as lâmpadas a gás que lançavam sombras vacilantes nas paredes de tijolos negros. Um cenário como o de um pesadelo antigo, repetindo-se noite após noite, onde a luz não vinha para iluminar, mas para reforçar o que estava nas…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 12 – A Ponte das Almas
O livro proibido se abriu.Mas não como um livro comum.Ele abriu como uma fenda. Como uma boca faminta.E dele emergiram gritos de frases abortadas, nomes esquecidos, personagens rasgados das margens da realidade. Uma torrente de sentidos não vividos, sonhos amputados, existências rasuradas.No centro disso tudo, Cael Thornwald.Ele não lia o livro.O livro... lia-o. Quando recuperou a consciência, estava de joelhos no chão da hospedaria. O piso de madeira rangia sob seu peso, vibrando como se ecoasse…- 28,4 K • Ongoing
O silêncio entre os quatro parecia tecido à mão, ponto por ponto, como se cada palavra não dita fosse cuidadosamente alinhavada entre os gestos e os olhares. Senna sentou-se no parapeito de pedra ao lado. Não tirava os olhos da velha, mas parecia cada vez mais distante — como se já não escutasse tudo que era dito. — O que acontece com quem atravessa e tenta voltar? — perguntou Cael, sem olhar diretamente para ela. A mulher sorriu. — Ninguém volta. O que volta é o que…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 3 – Encontro No Bar
A névoa rastejava pelas pedras do calçamento, como se mãos ansiosas tentassem agarrar os pés dos vivos. O ar estava denso e pesado, imerso em uma sensação de presságio. O manto esbranquiçado envolvia a cidade, uma cortina fina que transformava as ruas familiares em corredores de um pesadelo. No alto de um beco escuro, Cael Thornwald observava o vazio. Ele estava parado diante da porta de uma taberna decadente chamada A Boca do Sono. Seu olhar era gélido e implacável, uma lâmina afiada que varria…- 28,4 K • Ongoing
I. O que foi esquecido não foi perdoado. Ninguém lembra quando a Última Página foi escrita.Talvez não tenha sido.Talvez apenas tenha nascido do espaço deixado pelas histórias que se negaram a terminar. Há quem diga que ela começou com um autor que se recusou a concluir sua obra — e no silêncio do não-fim, as palavras se acumularam, ganharam peso, consciência... e ódio. A Última Página não é um livro.É um câncer no tempo narrativo. Um espaço onde tudo que não deveria mais…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 20 – A Melodia Incompleta
Havia noites em Virellium que não pertenciam ao tempo.Não podiam ser medidas por relógios nem sentidas na pele como frio ou calor. Eram noites que não começavam nem terminavam — apenas surgiam, como pensamentos esquecidos à beira do sono. Era uma dessas que cobria a cidade quando Cael abriu os olhos.Estava deitado, mas não dormia. Não sonhava. Seu corpo ainda, os olhos fixos no teto, esperando algo. Leor e Senna dormiam nos quartos adjacentes, embalados por cansaços diferentes. Cael, porém,… - Capítulo
Capítulo 4 – Ecos Sob a Cidade
A madrugada repousava como uma manta encharcada sobre Virellium. As ruas permaneciam mergulhadas em penumbra, com as luzes amareladas dos lampiões mal atravessando a névoa densa que se arrastava como uma criatura viva pelas vielas. As sombras da noite parecem sussurrar segredos, e Cael Thornwald caminhava como se as escutasse. O encontro com Leor havia deixado mais perguntas do que respostas. O homem ainda dormia no quarto de hospedaria que Cael alugara por segurança, enquanto ele próprio retornava…- 28,4 K • Ongoing
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Capítulo 5 – Garras em Espiral
A noite engolia Virellium com sua neblina espessa e o som abafado de passos distantes. A cidade, como sempre, parecia viva mesmo em sua paralisia. Lâmpadas a gás tremeluziam nas ruas tortuosas como olhos cansados prestes a se apagar. Cael avançava por uma viela mal iluminada, suas botas molhando-se em poças negras e imundas. A cada passo, o odor de sangue seco ainda impregnava o medalhão que carregava, embora ele já o tivesse guardado. Havia algo gravado na parte de trás do artefato, algo que…- 28,4 K • Ongoing
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