60 Resultados com o aviso “Escravidão e tortura psicológica”


    • Capítulo

      Capítulo 38 — Rastros de Sangue

      Capítulo 38 — Rastros de Sangue Capa
      por Seigtsu Decidido a sair de seu esconderijo, Calli demorou alguns instantes para ajustar a visão à iluminação precária do ambiente. Seu peito ainda arfava violentamente, cada respiração ecoando em seus ouvidos como um lembrete constante de sua vulnerabilidade. Ele repetia para si como se sua vida dependesse disso: “Nada disso é real, nada disso é real, nada disso é real…” Mas ao contrário do que pensava, o sussurro rouco de sua mente não o tranquilizava, apenas o deixava ainda mais confuso…
    • por the_strife  Acordei com o som de passos pesados rugindo pelo corredor. Dois guardas entraram na cela, suas expressões estavam tão impassíveis quanto máscaras. Antes que eu pudesse reagir, um deles agarrou meu braço e me deixou de pé, enquanto o outro amarrava mais correntes em torno dos meus pulsos. “Qualquer esforço será inútil. Se não forem eles, será a mácula que irá me impedir.” Levaram-me até a sala de cirurgia. O cheiro metálico era nauseante, uma mistura de sangue e produtos…
    • Capítulo

      Capítulo 37 — Você e... Nós?

      Capítulo 37 — Você e... Nós? Capa
      por Seigtsu Na entrada do armazém, Calli sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ouvir, ao longe, respirações desesperadas ecoando pelo ambiente vazio. A sensação esquisita que o invadia só parecia crescer, como se algo invisível o observasse das sombras.“Vamos lá… Isso só pode ser mais uma peça que minha mente está pregando… Não pode ser real.” Com passos cautelosos, ele se esgueirou entre as pilhas de caixas e equipamentos enferrujados, tomando o cuidado de não emitir nenhum som. O…
    • por the_strife Dia 9, Arsorah.O metal se tornava cada vez mais pesado, um fardo o qual me acompanhava muito antes dessas correntes. Como se pertencesse à minha essência, ou até mesmo como se fosse uma extensão do meu próprio corpo. Prendiam meus pulsos com força, rangendo com o movimento das minhas mãos. Os guardas me puxavam como um animal de carga, enquanto os archotes iluminavam o caminho como uma viseira, guiando-me para um fatídico destino. Havia escutado histórias sobre o Coliseu pelo caminho, mas nada…
    • por the_strife Dia 32, Arsorah.No dia seguinte, acordei em casa com o corpo dolorido e o dedo anelar inchado. Havia um caldo recentemente cozido em cima da mesa, assim como massas e frutas. Minha tia devia tê-lo feito e saído mais cedo. Após agradecer a refeição, fui ao campo de cultura voltar ao trabalho, como em todas as manhãs. Estava arando a terra ao lado do cercado das lumplumas. O calor do sol era intenso, senti o suor escorrendo pelo meu corpo, mas as roupas não estavam visualmente molhadas. Fitei-me…
    • por the_strife Diário de Laurient Dia 36, Arsorah. Ano 523 d.F "Tudo estava meio confuso. Despertei com a visão turva, os ouvidos tinindo e um gosto de ferrugem na língua. Ainda tonta, mexi um pouco a cabeça e comecei a ouvir grunhidos e sons um tanto irreconhecíveis. Exausta, fui retomando a consciência aos poucos, até que a figura de um homem alto e magro, mas de forma atlética, começou a se formar à minha frente. Ele estava próximo, próximo até demais. Usava um coturno negro simples e uma blusa…
    • por the_strife Diário de Laurient Dia 35, Arsorah. Ano 523 d.F "Aos poucos, compreendia a dádiva que me fora presenteada. Depois daquele dia, esse tipo de incidente ocorreu só mais uma vez, isso porque estava testando até que ponto eu podia aguentar a fome. Era preciso caçar os desavisados de Nounhill, pelo menos a cada quatro dias." "Parei de trabalhar nos campos e passei a conseguir minha renda de outra forma. Já fazia algumas semanas, não acredito que coloquei Caius e Louis nessa, mas de toda forma,…
    • por the_strife Diário de Laurient Dia 3, Arsorah. Ano 523 d.F "Lembro-me daquela manhã de forma tão vívida que, por vezes, parece que ainda estou presa nela. A luz do sol brigava inutilmente contra a névoa densa que abraçava a cidade de Nounhill, pintando tudo com um tom cinzento. O silêncio era profundo, quase sagrado, como se o vento tivesse parado para observar aquele dia incomum. Dentro de mim, uma tempestade de raiva e indignação rugia." "Eu estava encurralada em uma viela estreita, onde as…
    • por the_strife "Devido à tensão de cair da árvore, minhas mãos já estavam quase escorregando de tanto suor.  Seu tronco era branco com pontos amarelos, com alguns galhos quebrados dispostos pela madeira." — Relaxa, qualquer coisa eu te seguro! — Caius gritou lá de baixo. "Nessa hora eu deveria estar no chão, trabalhando nos campos de trigo, e não a oito metros de altura dele! Arranquei algumas frutas do pé e as joguei para ele, elas eram bem pequenas e redondas, e seu aroma…" — É melhor tampar…
    • por the_strife "Acordei com o rosto sujo de areia, havia desmaiado. Desde manhã me sentia faminta; o café pareceu não ter sido o suficiente para me deixar alimentada. Deve ter sido isso. O fazendeiro colocou sua mão em meu ombro, mandando eu me levantar. Olhei para trás e a criatura estava caída na terra baldia, parecia ter definhado, mas ninguém ousava chegar perto. Aquele velho tolo reclamava com os lavradores sob a situação, como se pudéssemos ter feito algo para impedir." — Como isso aconteceu?…
    Nota