Índice de Capítulo

    A porta de uma casa no vilarejo se abriu, e de lá saiu uma garotinha ruiva com roupa de empregada.

    — Acabei, agora vou me encontrar com o Dante.

    Saphir foi em direção ao ponto de encontro que combinou com Dante e meia hora atrás. Mas quando ela chegou lá, o seu amigo ainda não tinha chegado.

    — Ele não chegou?! Vou esperar um pouco aqui.

    Ela se sentou em um banquinho que tinha alí do lado, e esperou pelo seu colega de trabalho. Meia hora se passou, e Dante ainda não chegou ao seu ponto de encontro.

    — Será que ele se perdeu?

    Ela se perguntou, mas a garotinha lembrou que o garoto sempre explorou o vilarejo quando ele passava lá. Então ela descartou a ideia de ele ter se perdido.

    — Será que ele ficou com caganeira?

    Era um pensamento válido para Saphir. Quem nunca ficou com dor de barriga?

    Ela decidiu esperar mais um pouco. Meia hora se passou e Dante não apareceu.

    — Ah, não! Será que aconteceu alguma coisa com ele?!

    Se passou no total uma hora e meia desde que Dante foi a costureira. Era um tempo muito grande para alguém que só ia entregar um modelo de roupa para uma pessoa, foi isso que Saphir pensou no momento.

    Ela saiu do banco que estava sentada, e correu em direção a costureira que não era tão longe dalí.

    Quando chegou, a porta estava fechada. Ela bateu na bota três vezes, que fez ecoar um som de toc toc. Após isso, ela ouviu um som da porta sendo destrancada.

    E uma moça de cabelos castanhos claros saiu de lá. E ela ficou bem surpresa com a presença da garota.

    — Saphir?! O que faz aqui?

    — Dona Julie, eu preciso da sua ajuda!

    — Oh? O que foi?

    — Um amigo meu sumiu, ele estava vindo até aqui.

    — Ah, ele tem cabelos loiros? E cada olho tem uma cor diferente? Mas especificamente um olho azul e outro vermelho.

    — Exatamente!

    — Venha comigo.

    Saphir aceitou sem hesitar. As duas entraram dentro da casa, e a empregada viu uma cena que nunca mais conseguiria esquecer. Ela viu o seu amigo Dante, usando uma roupa de princesa.

    Ela não esboçou nenhuma reação perante aquilo, tudo que se passava na cabeça dela era a frase “mas que fofinho”. Por fora Saphir estava totalmente imóvel, mas por dentro ela estava vomitando arco-íris.

    Uma roupa de uma princesa iria ficar estranha em qualquer garoto, claro, se esse garoto não for bem maquiado. Mas com Dante a coisa ficou bem diferente.

    A roupa combinou certamente com ele, combinou tanto que Saphir ficou em shock. Mas Dante não estava feliz com aquilo, ele estava com uma cara de emburrado.

    — Oi Saphir, eae.

    — Ah… Ah… Ah…

    Saphir realmente estava sem reação nenhuma.

    — Eu sei, tô horrível, não tô?

    — Ah, pare com isso, você está lindo.

    Julie falou com brilhos em seus olhos.

    — Hm… Ei Saphir, você está bem? Você tá parada aí.

    — Ahn! Sim! Eu estou sim!

    — Ah, então tudo bem.

    — Mas Dante, o que aconteceu? Pensei que você havia sido sequestrado!

    — Hã? O quê? O que aconteceu foi quando eu estava entrando neste lugar. Eu fui puxado por essa maluca, ela achou que eu era um bandido por entrar na casa dela assim. Mas eu expliquei tudo pra ela, e desfiz o mal entendido.

    — Aaaaaaah. Mas por que demorou tanto?

    — Ela pediu para eu experimentar algumas roupas que ela fez, mas não esperava que todas fossem femininas. Mas já fiz o que tinha que fazer, vamos embora.

    — Ah, tudo bem.

    —… Ei… Espera um pouquinho aí, o que é isso?

    Dante foi em direção à uma estante que tinha no local, e lá, ele pegou uma tiara de orelhas de gato com pelos.

    — Orelhas de gato!

    — Gostou?

    — Eu não tenho uma opinião formada pra isso, mas em garotas devem ficar bem fofo… Ei Saphir.

    Dante foi em direção a Saphir que não estava entendendo muita coisa.

    — Bota isto na sua cabeça!

    — O que é isto?

    — Só bota!

    — Tá.

    Saphir botou a tiara em sua cabeça. Após isso Dante ficou com brilho nos olhos junto da costureira.

    — Que fofinho!

    — Que fofinho!

    Dante e Julie falaram ao mesmo tempo. Saphir ficou um pouco corada com aquilo, e tirou a tiara de sua cabeça.

    — Agora você, Dante! Bota.

    — O quê? Isso não vai ficar legal em mim.

    — Só bota logo!

    — Está bem.

    Dante pegou a tiara e botou em sua cabeça.

    — Nossa Dante! Isso combinou com você! Concorda dona Julie?

    — Sim, sim! Concordo!

    — Ahn? Sério?

    Após esse pequeno evento. Dante se virou para a costureira e perguntou.

    — Onde estão as minhas roupas de trabalho?

    — Elas estão no mesmo lugar, onde você estava se trocando.

    — Ah, tudo bem.

    O garoto foi para uma área um pouco mais isolada na casa da costureira. Ele se trocou, e botou a sua roupa de mordomo. E ele se preparou para ir embora.

    Antes de saírem, eles se despediram da costureira, e ela respondeu com um “volte sempre”. Ambos foram em direção à mansão.

    — Cara, até que aquela mulher é legal, tirando o fato que ela me fez vestir aquelas roupas quentes e apertadas.

    — É mesmo?

    — É.

    — Hm… Dante.

    — Hm? Que foi?

    — Você me deixou bem preocupada. Por favor, não suma mais desse jeito.

    — Ah… Desculpa.

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