Arco 2: Capítulo 20 - Reencontro Com Vergil e Saphir
Ele viu um senhor de meia idade caminhando pelo local. O mesmo senhor que já trabalhou com ele e, inclusive, salvou todos da Mansão Elliot na luta contra o Ceifador. Era o senhor Vergil.
Dante vendo aquilo, ficou boquiaberto. O garoto se perguntou, o motivo daquele homem estar ali.
Um detalhe que ele percebeu, era que Vergil estava vestindo a sua clássica roupa de mordomo, ou seja, ele estava no local por causa do trabalho.
O velhote percebeu a presença do garoto, e foi em direção a ele. Dante largou a maçaneta, e decidiu ir até o seu antigo colega de trabalho.
Ele levantou a mão e começou a balançá-la, enquanto andava em direção ao seu conhecido. De repente, Dante sentiu algo puxando a sua camiseta. O garoto soube na hora o que era, quando ouviu uma voz familiar.
— …Ei, Dante.
Uma doce, inocente e tímida voz feminina. Era a voz de Saphir, que tinha aparecido repentinamente no local. O garoto acabou tomando um susto quando viu ela, mas rapidamente ele a levantou, e começou a girar a garotinha.
— Aaaaaaaaaaah! Calma aí, Dante!
— E aí?! Tudo bem com você?
— Eu vou ficar tonta!
O senhor Vergil chegou perto dos dois e começou a rir. Então, ele falou:
— Vejo que está animado, garoto! Está bem de saúde?
— Hehe, estou sim!
Dante parou de girar a garota, e falou com entusiasmo para o senhor há sua frente. Enquanto isso, Saphir estava muito tonta. O gira-gira que o garoto fez nela, pareceu ter causado algum tipo de efeito rertardado, ela não conseguia raciocinar direito, depois daquilo.
— Mas, por que vocês dois estão aqui?
— Já explico. Mas me fale antes, aconteceu algo interessante enquanto você estava aqui?
— Ahn…
Após isso, os três entraram em um beco do local, próximo da hospedaria. Dante explicou tudo que vivenciou até o momento para Vergil e Saphir.
Vergil ouvindo toda a história, levou a mão até os bolsos, e falou:
— Será que isso aqui serve?
Ele estendeu a sua mão e abriu ela, mostrando cinquenta moedas de ouro. Dante vendo isso, fechou a mão do homem.
— Senhor Vergil, não precisa — Dante falou com um tom meio envergonhado na sua voz — Não quero ter que precisar da ajuda de ninguém para resolver os meus problemas.
— Não fale isso, as pessoas sempre podem precisar de ajuda.
Vergil falou, em seguida, guardou as moedas em seu bolso. Depois disso, ele completou:
— Mas já que você quer resolver esse problema sozinho, eu não interferirei. Mas não hesite em me chamar para te ajudar com algum problema.
— …Na verdade, tem algo que eu preciso da sua ajuda sim… — Dante falou, enquanto coçava a sua cabeça — Ma-Mas não importa agora! Então, por que vocês estão aqui?
O garoto perguntou, já que para dois funcionários da Mansão Elliot estarem ali, é porque tinha alguma coisa acontecendo.
— Bem, tem um motivo em especial sim, e o motivo é: nós, e o vilarejo estamos nos mudando para este reino, para uma área rural.
O garoto escutando isso, ficou ainda mais curioso, e perguntou o porquê deles estarem se mudando tão repentinamente. O senhor Vergil respondeu:
— O motivo de nós estarmos de mudança, é porque o local estava ficando mais perigoso. Na verdade, o senhor Chap junto do Chefe do Vilarejo já estava planejando isso há um tempo já, antes de você chegar no local.
— Ahn…
Ao ouvir tudo isso, o garoto entendeu o motivo, e achou que fazia sentido. Afinal, por que morar em um local perigoso, enquanto você podia morar em um local seguro? Foi essa a análise de Dante.
— Mas agora, você comentou que precisava da minha ajuda em algo, né? — Vergil perguntou, para o garoto — O que seria?

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