Índice de Capítulo

    A luz da lua brilhava no local cheio de neve, e com maçãs no chão ao lado das árvores.

    Descendo da carruagem, os quatro se viam em um local afastado da capital. Basicamente, eles estavam em uma grande floresta, mas não tinha tantas árvores no local onde eles estavam, tinha mais à poucos metros afastado dali.

    À frente deles tinha um monte de cavaleiros. Alguns estavam limpando suas lâminas, outros comendo, também tinha alguns que estavam segurando algumas tochas, conversando entre si e fazendo bobagens.

    Tinha mais ou menos quinze cavaleiros no local, mas, tinha um trio que chamou a atenção de Dante. Esse trio não parecia ser da Ordem dos Cavaleiros Reais na visão do garoto, eles pelo menos não usavam roupas que indicavam isso.

    “Nós não saímos daquele local faz tanto tempo assim, e já chegamos aqui? Parece ser bem afastado da capital… Esse bichinho é rápido mesmo!”

    Dante viu uma das maçãs no chão e ele pegou, em seguida, deu para o réptil que locomoveu a carroça. O animal comeu e ficou agradecido com a atitude do garoto, inclusive, o lagarto abaixou a sua cabeça, para o menino acariciá-lo.

    “Pelo visto, ele é mansinho… gostei!”

    Dante acariciou a cabeça do animal. O réptil estava adorando receber carinho vindo dele.

    — Fofo.

    — Num é? — Uma voz ressoou no local. A voz era da pessoa que estava na parte de direção da carroça.

    A mulher pulou do assento do motorista, e disse:

    — Prazer, garota! Meu nome é Hurana Camp’bellty Nskull! — A mulher estendeu sua mão em forma de cumprimento para o garoto à sua frente

    “Mas que nome estranho…” Dante pensou enquanto retribuía o aperto de mão.

    — Pra-Prazer! Meu nome é Dante Katanabe… e sou um garoto, tá?

    — Mas o quê? — ela disse enquanto se aproximava cada vez mais do garoto, em seguida, a garota disse — Tem certeza? Você se parece com uma garota… Mas sabe… não é como se fosse tão estranho assim!

    — …Ahn… obrigado… eu acho?

    — Não há de que!

    De repente, uma dor forte se expandiu na perna de Dante. O garoto quase deu um grito de dor. Ele olhou para baixo, e viu um animal familiar mordendo a sua perna.

    — Yu-Yuri?! Quê? Por quê?

    A raposa começou a subir em cima do garoto, e ficou sentada sobre o seu ombro.

    “…Parando para pensar, por que eu estou questionando as coisas que estão acontecendo? Só está acontecendo coisas loucas comigo ultimamente…”

    O garoto suspirou profundamente em toda essa situação.

    — Ei, seus bostas! — Um grito de bravura se expandiu, junto há um insulto.

    Rapidamente, todos do local, com exceção de Dante, o trio que o garoto viu e Haruna fizeram reverência.

    — Hoje, agora, estaremos resolvendo um problema que assombra várias mulheres e crianças do reino inteiro. Segundo algumas informações, o esconderijo do sequestrador está localizado bem neste local!

    A major disse enquanto apontava para uma parede completamente feita de pedra à sua frente. Ela foi em direção ao muro, e falou:

    — Esta parede, pode parecer apenas algo feito pela natureza, mas se…

    Ela brandiu a espada que estava guardada em sua bainha, que estava localizada em sua cintura.

    “…Sou eu que sou cego? De onde ela tirou essa bainha!”

    Dante ficou indignado com aquela situação. Após brandir a espada, ela atacou a parede com sua lâmina. Depois disso, o muro rachou, e lentamente continuou rachando até que quebrasse por completo, fazendo um barulho alto.

    Após isso, uma caverna foi exposta para todo mundo. Todos lá ficaram impressionados e admirados com a descoberta do local. Dante vendo aquilo, ficou igualmente surpreso, ele não esperava por aquilo.

    — Ca-Caramba!

    Rishia foi em direção ao garoto, e falou:

    — Estamos quase lá. Depois que completarmos esta missão, iremos lhe pagar, igual ao Sherlock!

    — Entendo. Na verdade, eu não estava fazendo isso pensando em money, mas não irei recusar.

    Eles ficaram calados por um momento, então, Rishia fez uma pergunta que fez Dante ficar surpreso.

    — Você… você está cansado?

    — Uh… o quê… o quê quer dizer?

    — É que desde que te encontrei naquele local, você parecia estar muito cansado e assustado… — Rishia disse, enquanto isso, Yuri pulou nos braços da garota

    — Eu entendo você ter ficado assustado naquela hora, afinal, você viu gente morta. Mas por que está tão cansado? A pequena Freya está te dando tanto trabalho assim?

    — …Eu… eu pareço cansado?

    — Bastante!

    O garoto pensou um pouco, e suspirou profundamente. Então, ele tomou uma decisão.

    — …Rishia.

    — Hã? O-O que foi?

    — …Eu já morri… um monte de vezes!

    Ele não esperava receber uma boa resposta vindo da garota, afinal, qual era a chance dela ou outra pessoa acreditar nisso? Era isso que Dante pensou. Yuri, que estava nos braços de Rishia, olhou atentamente para o garoto, de uma forma curiosa.

    — Acho… que esse é o motivo de eu estar…

    — Chega, Dante!

    Ela falou isso.de uma forma séria, que acabou deixando o garoto surpreso e assustado.

    “Sabia… ela pensou que isto é bobagem…”

    — Não diga coisas que possa se arrepender!

    — Ahn?

    Essa era a última coisa que Dante esperava ouvir. Tudo que passava pela cabeça dele no momento era “como?”.

    — Como você não é daqui, então não deve saber. Mais tarde te explico. Mas, não fale nada sobre isso, não por ora, e nem com ninguém. — O garoto ficou perplexo com o que ela disse, na visão dele, tinha alguma coisa errada.

    Repentinamente, Dante sentiu alguma coisa tocando em seus ombros. O garoto virou rapidamente para trás, e viu Sherlock ao seu lado.

    — Olá, Dante.

    — Ah, oi… Cê me assustou!

    Era finalmente o dia que ia finalizar o seu trabalho, era isso o que o detetive pensou, em meio de toda a situação.

    A major entrou dentro da caverna e exclamou:

    — Venham, seus vagabundos! Inclusive você, Hurana!

    — Quê? Mas por que eu? Esse não é o meu trabalho! — A garota reclamou da situação que escolheram te botar.

    O único trabalho dela, era fazer o transporte. Infelizmente para ela, Hurana no podia fazer nada, já que o mais forte mandava no local.

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