Índice de Capítulo

    A neve caía lentamente sobre mais neve, fazendo acumular ainda mais o chão que, anteriormente, era um lindo gramado verde.

    Uma pessoa andava em meio ao local gélido, fazendo suas pegadas sobrepor aos flocos formados por cristais de gelo no chão. Usava um enorme manto com capuz, que cobria todo seu corpo e rosto, porém, a parte de sua cabeça se mostrava mais avantajada, como se ele tivesse um nariz tão grande quanto o do Pinóquio quando mente, ou se estivera usando algo como a cabeça de um animal.

    Ele estava passando por uma área pacífica, não estava em nenhum país, mas também não estava longe da civilização. O homem havia chegado a um pequeno vilarejo, que vivia de forma independente, fora da jurisdição de qualquer nação.

    Todos os habitantes do local, olhavam de forma curiosa para o homem, que só os ignorava.

    — Moço — Uma garotinha foi até o encapuzado, chamando sua atenção. Seus pequenos olhos infantis com curiosidade fez o homem não saber o que dizer ou fazer —, quem é você?

    — Uh… — O rapaz só conseguiu esboçar essa reação.

    — Ei, ei, o que pensa que está fazendo? — Uma mulher agarrou a garotinha, a pegando no colo. Após isso, virou-se para o homem, e disse: — Mil perdões pela minha filha ter te incomodado.

    — Ah, não… tá de boa — respondeu o encapuzado.

    — Eu sou filha do chefe deste vilarejo. Quem seria você, senhor visitante?

    — Filha do chefe? Leve-me ao seu pai. E pode-me chamar de Bill.

    Eles não precisaram ir até o chefe, pois um senhor com uma idade avantajada, mas com um grande porte físico, apareceu no local.

    — Que algazarra está acontecendo? — o homem rabugento disse enquanto bocejava.

    — Papai, bom momento! — a mulher disse e, depois, apontou para o encapuzado — Este visitante queria falar com o senhor.

    O chefe daquele vilarejo olhou para o homem que tinha mais ou menos a sua altura, e falou:

    — Venha comigo, visitante.

    Bill acenou positivamente com a cabeça e seguiu o senhor.

    Seguindo ele, o encapuzado pôde ver mais daquele local. Não era um vilarejo tão grande, mas parecia que as pessoas levavam uma vida boa.

    — Se não se importa em responder, mas por que você está usando esse manto? É por causa do frio?

    Bill ignorou completamente aquela pergunta, e o senhor percebendo essa intenção de não responder, então, decidiu não perguntar mais. Após isso, eles chegaram em uma casa. O homem decidiu perguntar:

    — Sua casa?

    — Sim. Por favor, entre.

    Entrando na residência, Bill olhou ao redor, e viu uma casa simples e tranquila, não tinha nada de muito interessante para se ver ali. O chefe do vilarejo arrastou uma cadeira para trás, e disse:

    — Sente-se.

    Obedecendo, Bill sentou na cadeira, o chefe fez o mesmo, arrastando outra cadeira e ficando de frente para o encapuzado.

    — Diga-me, visitante, o que deseja?

    — Eu queria saber o caminho daqui para Schalvalt é muito longo.

    O senhor ficou surpreso com esse pergunta, já que ele não tinha boas memórias com essa nação, mas decidiu ajudar sem dizer muita coisa.

    — Schalvalt? Na verdade, não, mas também não é perto. Tenho algo que talvez te ajude. — O senhor foi até um outro cômodo de sua casa, e voltou com um mapa em mãos, logo em seguida, entregando-o para Bill — Aqui.

    — Ah, obrigado.

    Enquanto isso acontecia, na capital de Schalvalt, na hospedaria, Alice conversava com uma certa pessoa.

    — Ah, então você é um anjo? Então essas coisas existem? Tipo, deuses? — A garota estava conversando com Angel, o anjo da guarda de Dante Katanabe.

    — Sim, basicamente isso.

    As duas estavam sentadas na cama enquanto conversavam.

    — Eu também tenho um?

    — Ah, não, não, ninguém deste lugar tem, pelo visto.

    Os anjos foram algo que as deusas criaram, então, como elas não podiam fazer nada com o mundo de Olden sem a permissão dele, por isso que não havia nenhum anjo naquele mundo.

    — Tá bom… e por que está revelando isso para mim, hein?

    — Você é a companheira do Dante, certo? Como ele já sabe da minha identidade, irei viver a partir de agora.

    — Quê? — Essa afirmação deixou Alice bastante surpresa.

    — Bem, e eu agradeceria se você não revelasse isso pra ninguém, para termos uma vida normal, entende? A partir de agora serei a irmã mais velha de Dante, entendeu?

    A súcubo havia entendido o que ela disse, mas ainda tinha uma questão na ponta da sua língua.

    — Então por qual motivo me revelou isso?

    — Eu chego aqui do nada e falo que vou conviver com vocês, tenho que dar pelo menos um bom motivo, concorda? Apesar de ser meio inacreditável. — Em resumo, aquela explicação toda só foi para conseguir a confiança de Alice.

    — Entendi, apesar de eu também não duvidar de mais nada desde aquele acontecimento, realmente é bem inacreditável.

    Alice estendeu a sua mão e Angel fez o mesmo, e as duas fizeram um aperto de mão.

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