Capítulo 140 - Tal destino amargo
Para resumir o próximo passo, eles iriam invadir o subterrâneo do castelo.
Esse era o curso de ação original que a oposição traçou desde que descobriram parte dos planos de Arden.
“Ele construiu um dispositivo e o escondeu por lá. Não sabemos como funciona, mas acreditamos que ele pode usá-lo para atacar Nivorah”, disse Elira, apontando para uma planta simplificada do castelo.
“Não temos certeza do que é exatamente, mas talvez seja algo grande, já que a segurança é tão grande quanto a do próprio palácio. Não vamos ser capazes de nos aproximar tão facilmente.”
Em outras palavras, iriam precisar de mais do que um plano de ataque normal.
“Além do mais, o nosso tempo é limitado”, disse Elira com um olhar levemente abatido.
Takeda então olhou para ela.
“O que isso quer dizer?”
“Nós queremos impedir Arden causando a menor comoção possível. Mas isso só vai funcionar se atacarmos até o fim da tarde da véspera do evento”, respondeu.
Isso apenas despertou mais a curiosidade de Takeda e também de Rider, que estava ao seu lado.
“Existe algum motivo para o tempo limite?”, perguntou o garoto com um olhar cheio de dúvidas.
Os presentes se entreolharam, um pouco inquietos. Então Kaelric respondeu:
“Existe. É um evento à parte, mas que caminha junto com o verdadeiro terror de Nivorah. Não sabemos ao certo o que é, mas nós nunca mais vimos as pessoas que saíram durante à noite nos três dias do ritual.”
“Da última vez, tentamos investigar, mas as três equipes apenas desapareceram sem deixar rastros.”
As palavras ressoavam na cabeça de todos, e alguns se recordaram dos companheiros perdidos.
Um monstro cheio de mistérios. Se isso fosse só a ponta do que Mayck sabia, então estavam realmente se metendo em uma situação perigosa. Takeda e Rider tinham certeza disso, mas não pretendiam voltar atrás.
“De uma forma ou de outra, nossa prioridade é atacar o subterrâneo do castelo. Enquanto fizermos isso antes do evento, vamos ficar bem”, reafirmou Elira. “Nós temos um plano montado, mas devido ao agente duplo, vamos ter que revê-lo do início.”
Então Elira repassou o antigo plano.
Assim que a noite caísse, eles seguiriam para o castelo. O informante estaria esperando por eles em uma das entradas enquanto distraía a vigilância. Assim que entrassem pelo corredor principal, pegariam uma rota escondida e preparada de antemão no jardim para o subsolo. A partir daí era só questão de tempo até derrotar os guardas e roubar o dispositivo.
“Essa era a ideia original. Mas agora temos dois problemas ao invés de um. O primeiro que ainda permanece é o fato de não sabermos o que é o dispositivo. Enquanto o segundo é a falta de alguém dentro do castelo.”
Não tinha como dar andamento se não havia um informante para preparar a rota e levá-los até lá.
Houve uma agitação entre os presentes. Afinal de contas, era algo sobre o qual já haviam pensado há muito tempo.
Apesar da oposição ser chamada de “família traidora”, apenas dois membros eram da família Braveheart. Mas ficaram conhecidos por conta da iniciativa pertencer aos dois membros mais influentes dela: Kaelric, e sua filha, Elira.
“Na verdade”, Takeda se pronunciou. Todos os olhos voltaram para ele. “Nesse caso, ainda temos uma chance.”
“Isso significa…?”
Havia uma pulga atrás da orelha. Que solução inesperada poderia ser? Na realidade, era bem mais simples.
“Ah!” Rider percebeu. “M-san… ou melhor, Sora.”
“Sim. Sora ainda está no castelo. Se entrarmos em contato com ela e passarmos os detalhes, ela vai saber o que fazer. É uma pena que M-san tenha decidido não cooperar, no entanto.”
“Ele seria de ótima ajuda”, observou o jovem.
Sendo como era, ele facilmente poderia preparar o caminho para eles.
Ou ele poderia até mesmo fazer isso sozinho…
Rider apertou os punhos. Parecia estar forçando esse pensamento, mas se o que ele já ouviu sobre Mayck fosse real, então não deveria existir qualquer dificuldade para o garoto.
Então, Kaelric disse:
“Eu entendo os sentimentos dele. Não é algo que se possa aceitar tão facilmente. Dito isso, vocês devem ter seus próprios motivos para nos ajudar. Eu entenderia se recusassem também.” Ele olhou Takeda, como se seus olhos dissessem algo mais.
Rider notou e acabou se sentindo intrigado.
“De qualquer forma, se pudermos ter a cooperação de seus companheiros dentro do castelo, não vamos perder tempo. Quanto antes nos movermos, melhor. Com o informante morto Arden deve estar esperando um movimento diferente nosso, mas ainda vamos manter nossa guarda.”
“Certo”, disseram em voz alta.
Após isso, eles começaram a discutir os detalhes. E ficou determinado que fariam seu movimento na véspera do evento.
****
Takeda e Rider saíram. Eles se encaminharam para os átrios silenciosos daquela base que ligava o reino às cadeias montanhas nevadas.
Não havia muito o que discutir naquele momento, afinal, as decisões importantes só poderiam ser tomadas com toda a equipe presente, então eles não falaram sobre nada em específico.
No entanto, havia algo na cabeça de Rider que ele simplesmente não conseguia deixar de lado.
“Capitão”, chamou, após alguns segundos de hesitação.
“O que foi?”
“Err…” Ele pôs a mão atrás da nuca, enquanto pensava em quais palavras usar. “Eu sei que é meio tarde pra isso, mas porque você decidiu ajudar Kaelric e a oposição?”
“‘Por que’ você pergunta? Bom, pra falar sobre isso, eu deveria me desculpar primeiro.” Takeda tocou o bolso de seu casaco e lembrou que estava sem cigarros. “Na realidade, é um motivo bem egoísta.”
“Não consigo imaginar isso. Você parece sempre saber o que fazer. Eu admiro muito isso.”
“Bem, obrigado. Mas é verdade. Eu era um militar no passado.”
“Ah, é mesmo? Se bem que combina com você.”
Embora o fato de que ele estava sempre fumando fosse uma quebra em sua disciplina.
“Mm… Foi numa época em que a Strike Down ainda não era consolidada como uma única organização. Portadores estavam sempre se organizando em facções e lutando uns contra os outros.”
“Hm? E onde isso é tão diferente de hoje em dia? Quer dizer, o que mais temos são facções independentes de portadores, certo?”
Aonde quer que procurasse, era mais fácil achar tais facções do que pessoas comuns durante a noite.
“Você é jovem, então não deve imaginar que era tudo pior e mais desorganizado que atualmente. Mas, deixando isso de lado, uma vez uma guerra estourou e eu acabei sendo mandado para a linha de frente, numa missão perto do litoral.”
Havia um fronte montado para evitar o avanço de inimigos pelo mar. O esquadrão de Takeda lutou bravamente, resistindo aos ataques brutais e desumanos.
Mas logo começaram a perder forças. Um a um, seus companheiros caiam diante do inimigo. Havia uma pequena vila por perto, a qual eles tinham se comprometido a proteger.
“Mas então chegou o maldito dia em que nossos inimigos lançaram um ataque total assim que a noite caiu. Fomos dizimados. A vila foi afundada em chamas e ninguém sobreviveu além de mim e um outro amigo.”
“Isso, err… Desculpe fazer você se lembrar disso.”
“Relaxa. Isso é de muitos anos atrás. Eu já não sinto muita coisa por isso. De qualquer forma, você consegue me entender agora?”
Takeda parou de andar e olhou para Rider, que também parou.
O garoto abaixou a cabeça levemente, encarou o chão e então ergueu os olhos.
“Entendi”, disse.
“Isso é ótimo. Espero que não me odeie por isso.”
“Não. Eu diria que é uma luta muito nobre. Cada um tem seus motivos. Inclusive você… e M-san também. Mesmo sendo um líder, eu não consigo sentir exatamente como vocês estão, mas sei que não é fácil.”
“É mesmo?”
“Uhum. Então pode contar comigo, capitão. Eu vou ajudar até o final.”
Rider mostrou um olhar confiante, fazendo suas palavras soarem tão claras quanto o dia lá fora. Takeda deu um breve sorriso e piscou os olhos lentamente.
“Que confiável.”
Era realmente inspirador. Essa força com certeza o ajudaria a continuar a seguir em frente.
Um homem que tenta se redimir pelos erros do passado… Esse papel parece ser perfeito pra mim.
Por muito tempo, ele pensou que só estava se prendendo ao medo e ódio de si mesmo por não ter sido capaz de proteger aquelas pessoas. No entanto, dessa vez, sua chance estava bem em frente aos seus olhos.
Eu não vou perder essa oportunidade.
Por mais egoísta que seja.
Takeda se virou e voltou a andar. Rider o seguiu e os dois foram até onde os outros estavam.
<—Da·Si—>
Mayck falhou em convencê-los. Agora, para Viktor, só lhe restava remoer sobre aquilo o tempo todo.
Seu semblante exasperado não mudava e cada vez mais o desespero para sair dali o preenchia.
“Que merda!”
O soco na parede do beco ecoou seco. Uma rachadura surgiu. O reflexo que apareceu na superfície quebrada devolvia um olhar pálido, distorcido. Assustador.
Se envolver nesse tipo de merda… São só monstros… Por que eles não entendem?!
Não havia divindade. Não existia ser espiritualmente superior aos humanos. Isso não passava de uma maldita ilusão.
“Vão todos morrer. Assim como eles.”
Aquele frio intenso cortante era o completo oposto daquelas chamas escaldantes de anos atrás — as que devoraram tudo: os pais, a casa… e o irmão que nem chegou a nascer.
Foram devorados porque foram idiotas… Eu nunca vou cair nessa…
“Vou sair daqui. Nem que seja sozinho.”
Até momentos atrás ele estava pensando em tirar os outros de lá, mas isso não importava mais. Ele sairia de Nevéria usando todos os meios necessários. Por que deveria ligar para senso comum num lugar prestes a ruir? Não precisava pensar nisso.
Viktor moveu seu corpo para fora do beco, mas acabou se deparando com uma viela estreita, e antes que percebesse, seus pés já estavam em movimento através dela.
“Se eu for na direção contrária a do castelo, devo conseguir chegar naquela porta.”
Se encontrasse aquela porta pela qual entraram, certamente conseguiria sair. Era isso o que ele pensava. Mas e quanto à segurança e ao portão de gelo? Bastava derretê-los.
Que se dane. Não havia mais volta. Ele também não esperava uma viagem tranquila.
“Tsk.”
Assim que saiu da viela, Viktor foi recebido por uma lâmina que brilhou perto de seu pescoço. Ele conseguiu desviar agilmente ao inclinar o corpo para trás, e então abriu distância entre ele e seu agressor.
“Quem é você seu maldito?!”
Ele encarou a figura sob um manto branco de couro, não dava para ver seu rosto. A lâmina também branca reluzia em sua mão direita.
“…”
“Eu perguntei quem é você! Porra!”
Impaciente, Viktor incendiou suas mãos e partiu para cima da figura que não ousou responder, deixando um rastro de calor para trás.
Ele disparou socos rápidos e poderosos, mas seu oponente tinha uma agilidade melhor do que ele esperava e conseguiu escapar dos golpes sem problemas.
“Droga!”
Ele seguiu atacando. Claro, o oponente não estava ali apenas para defender, ele começou a revidar com sua adaga.
Os movimentos eram quase invisíveis. Quando Viktor piscou, já estava sangrando.
Apareceu um corte em sua bochecha, o sangue escorreu rapidamente.
Quando foi que ele…?
Viktor apertou os olhos, os dentes cerrados. Aquele não era um assassino qualquer. Era alguém que sabia o que estava fazendo, mas ainda estava só brincando com seu oponente.
Ele tá aqui pra me matar ou o que diabos?
Sendo assim, ter respostas era só um bônus.
É matar ou ser morto.
Viktor disparou contra ele mais uma vez. Engatilhou seu punho em chamas e atacou a figura. Ele desviou. Mas, diferente de antes, as chamas o devoraram como um vórtice.
Te peguei…
Ou foi o que ele pensou. Mal teve tempo de piscar dessa vez. O assassino estava em suas costas, pronto para esfaqueá-lo.
Viktor só teve um segundo para escapar, movimentando seu corpo para o lado e evitando ser apunhalado. Ele cambaleou, mas rapidamente se recompôs.
Ao abrir distância, suas pernas vacilaram. Não que Viktor não confiasse em suas habilidades; pelo contrário, ele enfrentaria um exército com elas. O problema era aquele adversário que não parecia hesitar em nenhum momento.
Ele finalmente falou:
“Foi você quem matou o meu irmão?”
Sua voz tão fria quanto o ar em volta.
Viktor franziu o cenho.
“Irmão?! Que irmão, seu verme? Eu não sei do que você tá falando!”
“As informações dizem que os forasteiros invadiram a prisão e mataram o meu irmão. Você é um deles, não é?”
“Haha! Se te decepcionar, eu não tô nem aí. Não invadi prisão nenhuma. Não tenho mais nada a ver com aqueles idiotas.”
“Não invente mentiras, impuro. Eu sei que você está ao lado dos imundos opositores.”
“Não tô.”
Eu quero mais é que eles desapareçam, disse Viktor, olhando fixamente para o homem. Mas isso não parecia ter mudado a opinião dele.
“Pouco importa. Você está do lado dos forasteiros. É meu dever eliminar todos vocês. Então morra em silêncio”, afirmou com um tom sério.
Ele se preparou para mais uma investida.
Viktor também se preparou para mais um contra ataque.
Esse cara… Não é alguém aleatório.
Estava caçando a oposição e os forasteiros. Não restava dúvidas de que era alguém enviado pelo outro lado da moeda, ou seja, pelo rei.
Preciso tentar uma coisa.
Antes que o homem desse mais um passo, Viktor abriu a boca.
“Peraí. Você não disse que quer se vingar?”
“Isso não faz diferença pra você”, respondeu ele.
“Não. Isso é muito bom.”
“?”
Ele parou não porque estava amedrontado pela imprevisibilidade do oponente, mas sim por ter visto uma grande oportunidade ali.
“Eu não tô do lado da oposição. Não confio neles. Mas as pessoas que vieram comigo foram enganadas e agora eu tô fora.”
“O que você está querendo dizer?”
“É uma proposta. Você quer vingar seu irmão, eu quero tirar o meu grupo daqui. Se você me ajudar, eu ajudo você”, disse.
Mesmo entendendo, o assassino não deu para trás.
“Isso não me interessa…”
Foi aí que Viktor lançou a carta que tinha na manga.
“Eu sei onde eles estão escondidos.”
O homem parou. Mordeu a isca. Apesar de estarem caçando os opositores há tempos e conhecerem cada canto do reino, nunca conseguiram encontrá-los.
Viktor disse mais:
“Eu vou te ajudar a encontrar o esconderijo daqueles ratos e você me ajuda a sair. Não é ruim, o que acha?”
Os olhos sob o capuz hesitaram por um momento. Ele olhou com desconfiança, mas ainda considerou.
Realmente não era uma má proposta. Parando para pensar, era muito simples. Tanto que parecia até piada. O homem poderia recusar e eliminar Viktor ali mesmo, mas ele tinha ordens expressas e ter as informações daquele garoto agilizaria muito as coisas.
Sem contar que… não precisava honrar com suas palavras para um mero invasor.
Sorrindo internamente, ele abaixou sua lâmina e olhou para Viktor.
Então disse:
“Entendi. Eu vou te ajudar então. Mas lembre-se que isso não é uma aliança. Minha lâmina vai ter seu sangue no momento em que você mentir.”
Viktor sorriu. Não admitiria, jamais, mas estava realmente nervoso com aquela pessoa. Ele teve a leve impressão de que esse ataque foi tudo para fazê-lo sugerir tal coisa.
<—Da·Si—>
“Eldar.”
Depois da reunião, Lyara correu pelo corredor até o homem de aparência saudável, embora mostrasse sinais de estar quase no auge da sua meia idade.
“O que foi, Lyara? Precisa de algo?”
A mulher parou, os olhos levemente baixos e uma expressão caída.
“Eu… err… Sinto muito.”
Foi tudo o que ela conseguiu dizer. Estava inquieta. Parecia carregar um fardo muito pesado em suas costas.
Mesmo sem ouvir o contexto, Eldar foi capaz de compreender o que ela estava falando.
Ele sorriu levemente e tocou a cabeça dela.
“Não se preocupe. Aquilo não foi culpa sua. Era inevitável.”
“Mesmo assim. Se eu tivesse percebido antes… talvez pudesse ter feito alguma coisa.” Ela cerrou os dentes com um olhar amargo encarando Eldar.
A culpa da morte do informante recaiu sobre ela. Tanto, que só agora ela conseguiu coragem para olhar nos olhos de seu mentor.
Assolada pela falta de habilidade, ela pensou em como falhou ao reconhecer o informante como um traidor, e falhou também em evitar que aquele conflito entre ele e os forasteiros acontecesse.
“Eu sou inútil—”, disse ela, mas foi interrompida por Eldar, que começou a falar de repente.
“Desde que éramos pequenos aquele idiota tinha a mania de ficar obcecado por qualquer coisa que ele achasse correta. Uma das obsessões dele era o rei. Era um herói pra ele. Eu não deveria ter ficado surpreso com essa traição.”
Ele suspirou pesadamente, como se colocasse uma enorme quantidade de sentimentos complexos que havia dentro. Fechou os olhos brevemente, mas logo os abriu.
Ele olhou para a mulher que ainda tinha um olhar abatido.
“Então, não se culpe. Se tem alguém que precisa carregar isso, sou eu. Vá descansar. Você precisa relaxar um pouco mais”, disse, por fim.
Lyara assentiu. Apesar de tudo, ela não tinha palavras para descrever como estava se sentindo a respeito. Se abrisse a boca, seria apenas para repetir as palavras “me desculpe” ou “foi minha culpa”.
Ela virou de costas, cabisbaixa. Nenhum som saiu de sua boca.
As palavras de Eldar não foram capazes de tirar a culpa que sentia, mas ao menos puderam aliviá-la um pouco, embora custasse aceitar.
Ela, então, saiu em silêncio.
Eldar observou suas costas até sumirem no final do corredor.
Infelizmente, é assim que as coisas são. Eu não pude mudar a opinião deles e sabia que esse dia chegaria. Mas… não chegou um pouco cedo demais?
Ele olhou para sua mão direita e então apertou o punho.
A morte de seu velho amigo foi causada por uma confronto com os forasteiros, que lutaram apenas para se defender. Mas Eldar não conseguia evitar sentir um pouco de raiva — não por eles, mas por si mesmo.
Afinal de contas, ele esperava ter mais uma chance de trazer seu amigo de volta.
Mas o destino tinha outros planos.

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