Capítulo 95 - Medos ocultos
E também porque eles não sabiam, realmente, quem tinha o poder necessário para comandar o submundo.
Aqueles que só podiam lutar pela própria sobrevivência não poderiam nem sonhar em enfrentar os que estavam no topo — e os que tentavam, tinham que estar preparados para o sofrimento e para a morte.
Até porque aquele lugar era impiedoso e brutal desde que as pessoas perceberam que podiam usar suas habilidades para seus princípios egoístas.
O Olhos azuis, no entanto, foi uma exceção. Todos achavam que ele era só um portador forte amparado pela Black Room e que poderiam combatê-lo com números, mas se arrependeram amargamente por desafiá-lo. A arrogância deles e a forma que o subestimaram foram o suficiente para criar enormes rachaduras no meio deles.
A morte declarada de Kazan fez muitos saírem de suas tocas e retomar as atividades interrompidas — aproveitando o silêncio descomunal que ficou após todo o incidente.
“Eu ainda avisei para eles não o subestimarem.”
Esse foi o pronunciamento sincero de um desses que estavam no topo, Takeru, que liderava um pequeno grupo de criminosos e traficantes de armas, depois de receber as boas novas.
“E eles ainda pretendem ir atrás do Olhos azuis? Bando de otários.”
Ele claramente era um homem precavido.
Mesmo após Mayck provar que não deveria ser deixado de lado, ainda existiam aqueles que não iriam ceder diante de seu poder; pelo contrário, eles queriam-no ao seu lado. Ou então desejavam vê-lo morto.
Basicamente, o mesmo destino compartilhado pelos mais fortes da cidade de Tóquio.
Quanto a quem propôs a recompensa pela identidade dele, essa pessoa ainda estava escondida, mas, com certeza, muitos tinham um desejo ardente de ver a decepção estampada em seu rosto.
Além disso, após o incidente, que passou a ser chamado de ‘Contenção da Skytree’, os comandantes do submundo que ainda estavam no encalço de Mayck perceberam que cada vez menos avistamentos dele foram relatados por seus subordinados e outros portadores.
Eles se perguntavam o que havia acontecido, mas não encontravam respostas.
“Talvez foi punido.”
“Será que se cansou?”
Essas e mais teorias eram criadas o tempo todo, porém, uma coisa era certa, eles não desistiriam tão rapidamente de encontrar aquele portador que poderia — que era a chave para controlar o submundo inteiro.
<—Da·Si—>
O alarme do smartphone tocou incessantemente por alguns segundos, apenas para Mayck se levantar e ir até a escrivaninha para desligá-lo.
Um bocejo. Era seis horas da manhã.
Que sono…
Mais uma vez, ele tinha ido dormir tarde e tudo o que desejava era que as preciosas férias de inverno chegassem. A parte boa era que não estavam tão distantes. O fim de outubro estava aí e só tendia a esfriar ainda mais.
Mayck estremeceu com a temperatura baixa e correu para se agasalhar. Até o fim das aulas havia chão e ele não podia se dar ao luxo de estragar todo o seu disfarce no final.
No caminho para o colégio Mayck se deparou com Haruna à distância. Ela estava sorrindo como antes ao lado de Rika. Por um momento, as coisas pareciam ter voltado ao normal, mas não era assim, na verdade.
Mesmo que ele tivesse se mostrado disposto a conversar sobre o que havia acontecido com ela, Haruna não deu nenhuma chance de falarem.
Não podia ser ajudado. O tempo, com certeza, daria uma oportunidade, pensou Mayck, mas precisava apressar um pouco as coisas.
Já que ele estava tirando a cabeça das noites turbulentas por um tempo, ele viu que era a oportunidade perfeita para resolver alguns assuntos pendentes — o caso de Haruna era um deles.
O porquê dele ter escolhido começar com ela era simples. Primeiro que ela era o alvo mais fácil de persuadir, por conta da sua mentalidade instável naquele momento. O segundo era que, resolvendo as coisas com ela, ele poderia mover uma corrente que resolveria os demais.
A pergunta que ficava era: o que ele poderia fazer?
Observou as garotas por mais um tempo, mas nada lhe veio à cabeça.
Paciência, ele pensou, uma hora eu vejo uma abertura.
Assim ele esperava.
Na hora da saída, porém, quando todos os alunos alegremente retornavam para suas casas, Mayck viu Haruna e Rika, paradas, próximas a um homem que ele nunca tinha visto. Pelo menos ele não se lembrava de já ter visto.
O que estão fazendo?
Pela distância, não dava para saber o que estavam falando, mas as garotas pareciam nervosas.
Ele olhou atentamente. O homem era alto, talvez mais baixo que Takashi. Tinha olhos escuros como carvão e cabelos pretos bagunçados. Sua barba mal feita deixava claro que ele estava sendo descuidado com a própria aparência.
A vestimenta não revelava nada de especial sobre ele.
Mas isso não era tão importante. Mayck estava interessado no assunto.
De repente, o homem agarrou o pulso de Haruna. Ela até tentou lutar contra, mas não tinha a força necessária para tal.
Isso não me parece bom—
Mayck se aprontou para ir até ela e salvá-la daquele indivíduo, entretanto…
“Ei, Mayck. Quer ir no fliperama de novo?”
Haruki surgiu de algum lugar, assim como uma multidão de estudantes que cobriram sua visão de Haruna. Quando se dispersaram, as garotas, nem o homem, estavam mais lá.
“Perdi eles…”
“O que foi?” Haruki olhou com dúvidas no rosto, mas apenas recebeu um olhar frio de Mayck em resposta.
“Recusado.”
****
Após dispensar Haruki e sua ideia de ir até um fliperama, Mayck retornou para casa. No caminho, ele olhou alguns estabelecimentos em que Haruna poderia estar, mas não encontrou nada.
Então ele desistiu.
“Bom… eu não sinto que algo ruim possa acontecer, de qualquer forma”, disse ele, para si mesmo.
Suas preocupações, porém, foram apagadas quando ele entrou em casa e viu os sapatos da garota na porta, sinalizando que ela já havia chegado.
Mais rápido que eu?
Era surpreendente, de certa forma. Talvez ela tivesse fugido daquele homem?
“Estou em casa”, anunciou para Suzune, que estava cozinhando.
“Oh. Bem vindo de volta. Teve um bom dia?”
“… Bem… não houve nada de anormal… Haruna já está aí?”
“Sim. Ela chegou há pouco e foi direto para o quarto. Acho que ela está muito cansada. Nem foi para o treino do clube, afinal.”
“Falando nisso… nem mesmo Rika foi…”
Suzune sorriu, orgulhosa.
“Elas fizeram um ótimo trabalho no campeonato. Merecem um descanso.”
“É verdade…”
“Agora vá. Tome um banho e volte para o jantar. Seu pai ligou e disse que não vai voltar cedo hoje. Parece que tem várias coisas urgentes a serem resolvidas.”
Mayck assentiu e saiu da cozinha para o quarto. Depois de tomar banho e jantar, todos foram para seus devidos quartos.
O garoto decidiu que não sairia naquela noite nem na próxima, então resignou-se a fazer algumas pesquisas no computador. Seu interesse estava centrado em física, mais precisamente no eletromagnetismo.
Ele aprendeu que podia usar seus conhecimentos para aumentar seu arsenal de habilidades. Aquela era, basicamente, a chave para o sucesso de um portador.
Então um <Canhão elétrico> é forte o suficiente para romper a rigidez dielétrica do ar em linha reta… será que pode romper a borracha também?
A mão no queixo e um olhar curioso. Se houvesse um portador que tivesse qualquer habilidade de borracha, Mayck adoraria lutar contra ele.
Depois de vários minutos no computador, o garoto sentiu sua boca seca, então desceu para a cozinha e pegou uma garrafa de água na geladeira.
Estava frio naquele horário, mas ele não tinha escolha senão aquela.
A água fria descendo por sua garganta era agressiva e trazia um desconforto enorme.
Prefiro a temperatura ambiente…
Suas reclamações não eram ouvidas por ninguém, mas não tinha esse objetivo.
Saciada a sua sede, ele retornou para as escadas após apagar as luzes. Porém, seus pés pararam no primeiro degrau. Seus olhos em direção a porta.
O que é isso?
Ele foi até ela lentamente e olhou pelo olho mágico. As luzes da rua estavam apagadas e não dava para ver nada.
Não…
Na realidade, não era que as luzes da rua estavam apagadas, havia algo cobrindo o olho mágico e impedindo que a parte de fora fosse vista.
Um olho negro e desconhecido brilhava próximo do olho mágico, como se estivesse vendo através dele, transmitindo frieza e loucura.
“Ah!”
****
O susto, entre muitas aspas, da noite anterior ficou na cabeça de Mayck durante a manhã. Não por ser algo que o deixou com medo, mas, sim, curioso.
Alguém invadiu o seu quintal e estava espiando a casa. Não havia nada de assustador nisso, até porque era um fato comprovado por ele mesmo. A pergunta que ficava era quem havia feito isso.
O primeiro suspeito que chegou à cabeça de Mayck foi aquele homem que estava com Haruna no dia anterior.
“Quem é aquele cara no fim das contas? Ele tem alguma relação com ela?”
O caminho até o colégio foi inundado com essas perguntas. Hana, que se aproximou sorrateiramente dele, franziu o cenho, intrigada com as perguntas aleatórias que saíam de sua boca.
“O que foi?”
“Nada. Eu só estava pensando em algumas coisas.” Reflexivamente, ele desviou o assunto.
“Hmm… Então tudo bem.”
Ela continuou a caminhar ao seu lado, enquanto mantinha uma expressão séria no rosto. Porém, não era a mesma expressão séria de sempre. Era muito mais apática, como se ela tivesse desistido de algo.
Mayck podia descrever com todas as palavras a culpa que ela estava sentindo sobre seus ombros, apenas vendo aquele olhar distante.
Masato não deu sinal em nenhum momento e já fazia mais de duas semanas desde que ele sumira sem deixar rastros. A família Tsubaki foi impactada gravemente e até mesmo Takashi foi afetado por isso.
Havia muitas coisas ao redor do garoto. Ele não sabia se poderia resolver tudo sozinho, mas não queria arrastar ninguém com ele e arrumar mais problemas.
“Ontem…” Hana quebrou o silêncio. “Ontem, eu encontrei Nakata-san. Ele me disse que agora poderiam focar nas buscas pelo meu pai.”
“É mesmo? Isso é bom.”
“…”
Ele esperava que ela concordasse, mas não ouviu nem uma concordância da parte dela.
“O que houve?”
Com os olhos baixos, mirando o chão, Hana diminuiu sua velocidade, apertando as mãos e encolhendo os ombros.
“Eu… não quero que eles o encontrem.”
“Posso saber o motivo?”
“Você já sabe sobre isso”, ela afirmou, querendo evitar falar.
“Não sei. Por que você pensa isso?”
Ele a pressionou. Indiferente do jeito que ela estava, se ele deixasse de lado por um segundo, não obteria mais informações.
Aquela Hana estava a poucos passos de cair num abismo em sua própria mente. Mayck se sentia obrigado a segurar a mão dela, mas ainda não era a hora de reerguê-la, por isso, ele tinha que garantir que ela ficasse em pé com suas próprias forças antes de apoiá-la.
Ela mordeu os lábios, como se estivesse sentindo dor.
“Meu pai traiu a minha família e a humanidade ao se juntar com a Ascension. Se ele for encontrado, ele vai…”
Ela parou por aí. Mayck já sabia a continuação. O que ela temia que aconteceria se Masato fosse encontrado.
“Mas, Hana, a Strike Down não tem esse tipo de punição, não é? Se for o caso, então a Black Room também—”
“Não são só eles! Você também…”
Hana fez uma pausa, cessando seus passos e Mayck se perguntava o que ele tinha a ver. Mas era óbvia a resposta.
O silêncio quebrado apenas pelo som dos veículos distantes e do vento gelado que arrepiava a pele reinou, antes de Hana levantar seu olhar de dor e cerrar seus punhos com força.
Com uma voz hesitante e temerosa, ela falou:
“Se você encontrá-lo…, você também vai querer matá-lo… não é?!”
Mayck não respondeu. Ele fechou os olhos brevemente. Não podia negar e nem concordar. Analisando o que ele estava sentindo e o que ele planejava, dava para ver um claro conflito.
Masato traiu sua família, seus amigos e traiu a humanidade. Mayck podia ter matado centenas, mas, a Ascension, eles mataram milhões.
Isso não me torna melhor que eles, obviamente. Entretanto, se for para evitar que outros façam no meu lugar, então estou disposto a ir para frente. Não é que eu esteja sendo altruísta ou algo assim, mas eu não me sinto bem ao ver essas estruturas ruindo.
“Quem sabe o que pode acontecer. Independente do que você sinta, Hana, nós vamos nos encontrar com ele de novo em algum momento. É bom você estar preparada para isso.”
Ele iria ajudá-la, mas precisava que ela se sustentasse sozinha; caso contrário nada valeria a pena.
E não era só ela, mas Chika, Saki, Akari e Haruki também.
Mayck se virou e continuou a caminhar pela rua deserta, enquanto o sol se levantava cada vez mais alto.
Vocês são os heróis que eu escolhi, afinal. E heróis devem estar preparados.
Hana não tinha como responder. Observando o garoto se distanciar, sua cabeça abaixou-se e seus ombros se encolheram.
Então … o que eu devo fazer?
****
Algo o estava incomodando e muito. Na hora do almoço, das aulas ao ar livre e no horário da saída.
“O que esse cara quer?”
Aquele mesmo homem do dia anterior estava espiando nos arredores. Mayck teve certeza de que o alvo era Haruna, então, quando a viu sair decidiu seguí-la.
Ela estava com Rika, mas isso não lhe dava segurança. Até porque o mesmo homem estava seguindo elas logo a sua frente.
Eles andaram entre a multidão de pessoas no horário que o sol começou a se pôr.
Mayck se escondia entre as pessoas, mas parecia que o homem não se importava de ser visto.
Isso é mais do que suspeito. Preciso descobrir o que está havendo.
Havia duas possibilidades: a primeira era que aquele homem conhecia Haruna e a estava incomodando com algo. A segunda, ele estava stalkeando-a. Não dava para dizer desde quando, mas se não fosse parado, poderia acarretar em problemas piores mais tarde.
A perseguição continuou por alguns minutos.
Quando Haruna percebeu a presença daquele homem, acelerou o passo com Rika e começaram a se distanciar do caminho de casa.
Mayck foi logo atrás, sem fazer nenhum movimento indiscreto.
No fim de tudo, o homem foi abordado por outro e a perseguição terminou sem que acontecesse nada. O que foi um alívio, na realidade. A única coisa que Rika e Haruna fizeram, foi retomar o caminho de suas casas apressadamente.
O garoto observou o desenrolar de longe e logo adentrou no meio dos transeuntes, também retomando seu caminho habitual.
“Acho que é isso por hoje… eu acho?”
Com algo tão incerto, Mayck não podia prever o que vinha até ele, mas por aquele dia ele descansou. O sol estava se pondo e ele não queria chegar muito tarde em casa.
Entretanto, quando a lua estava alta no céu, Mayck, que não tinha ido dormir cedo outra vez, ouviu passos perto de sua janela.
“São duas horas…” Ele viu no relógio do celular.
Bocejou, já que estava ficando sonolento, e deu uma espiada pela cortina.
Não tinha ninguém no quintal, não no seu campo de visão. Ativando um de seus olhos, ele averiguou almas próximas e, realmente, havia uma do lado de fora.
“Mas que merda… é aquele cara de novo?”
A curiosidade ficava cada vez mais forte. Ele poderia sair e enfrentar aquela pessoa, mas algo lhe dizia para apenas observar por um tempo e garantir que nada saísse de controle.
Com isso, uma coisa ficou clara em sua mente.
Então ele está mesmo atrás de Haruna… muito bem.
Ele já sabia o que fazer.
Se é ela que você quer, então você vai ter. Mas não por muito tempo, claro.
****
“Ei, ei, Mayck!”
Assim que entrou na sala, o garoto foi abordado por Haruki, que parecia animado com alguma coisa.
“E essa agitação? O que foi?”
“Não é nada demais. Eu só estava pensando numa coisa… Você acredita em Youkais?”
“Youkais?”
“Sim. Youkais.”
“Não exatamente, mas não diria que eles existam.”
Haruki cruzou os braços em resposta e ponderou por um momento, sussurrando.
“É, realmente. Não pode ser que eles existam.”
Mayck se dirigiu para sua carteira, e pendurou sua mochila no gancho ao lado.
“Mas porque isso de repente?”
“Eu estava só pensando mesmo. É que eu vi algumas coisas sobre eles na internet ontem. Eu não lembrava que haviam tantos. Um mais bizarro que o outro.”
“Então você conheceu outros além do Kappa e da Yuki-onna”, disse Mayck, com certo sarcasmo na voz.
“De qualquer forma. Se eles existissem seria problemático, não é?”
“‘Problemático’? Talvez sim… afinal, não sabemos como lidar com eles… quer dizer, se soubermos sobre o folclore, então pode ser que não haja problemas.”
“Mesmo assim, e se não tivermos os conhecimentos necessários? Pode ser que não tenhamos os rituais ou ferramentas para tal.”
Haruki estava sendo estranhamente insistente nesse assunto. Mayck levantou uma sobrancelha e se afastou levemente quando o garoto se aproximou curiosamente demais.
“De onde veio essa obsessão? Olha, se existe tanta coisa nesse nosso mundo, eu não duvido muito que Youkais, monstros e qualquer coisa do tipo possa existir. E se eles existem, também deve haver um meio de combatê-los. Agora larga mão disso”, Mayck afirmou, afastando seu amigo com a mão.
“Ah, mas sabe como é, né? Depois que você se interessa por algo, sempre quer saber mais sobre.”
Haruki sentou-se em sua cadeira e virou para trás.
“Independente disso, não sei porque você ficou tão vidrado nisso. Se quer um lugar para esse tipo de coisa você, com certeza, deve saber endereço.” Mayck deu seu veredicto, querendo encerrar aquele assunto.
Haruki entendeu o que ele quis dizer e bateu uma mão na outra, mostrando sua compreensão.
“O site dos caçadores— Eu tinha esquecido que poderia usá-lo.”
O site dos caçadores, que estava mais para site dos portadores, era como a parte profunda do iceberg da internet. Você poderia achar de tudo por ali, desde receitas estranhas e misteriosas até rituais macabros e doentios.
Agora se perguntasse se alguém regulava aquele lugar, a resposta era não — era uma total terra sem lei. Navegar ali era por sua conta e risco.
Por fim, Haruki tinha encontrado a solução para seus problemas — talvez —, então ele deu um descanso a Mayck e só retomou o assunto no horário do almoço.

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