Capítulo 1203 - Contra o Soberano da Gula
『 Tradutor: Crimson 』
“Já faz um tempo desde que nós três lutamos juntos. Não recuem,” Riu Eztein enquanto dava um passo à frente, uma lança escura materializando-se em sua mão.
Doranjan suspirou.
“Você acabou de sair de uma briga. Você realmente nunca aprende.”
“É um reencontro”, disse Eztein, sorrindo e dizendo: “Não há momento melhor para mostrar o que você aprendeu nos últimos quatro meses.”
Ele se virou para Vashno.
“Poção de mana?”
Vashno deu um sorriso irônico e jogou uma garrafa para ele. Aproximou-se e disse: “Então vamos lá. Já faz um bom tempo. Espero que você não tenha relaxado nos seus treinos.”
Eztein bebeu a poção de uma só vez e jogou a garrafa vazia de lado. Limpando o canto dos lábios, disse: “Estou muito melhor do que antes. Ah, e Doranjan, dois membros do Exército da Gula te seguiram.”
“Eu?” Doranjan franziu a testa e disse: “Não encontrei ninguém. Talvez tenham recuado desde que retornamos a Imperium… ou talvez não.”
Seu olhar se voltou para os incontáveis Mensageiros da Gula.
Vashno, Eztein e Doranjan estavam ombro a ombro, encarando a horda que se aproximava. Sabiam que a batalha que se aproximava seria brutal, mas quando é que alguma vez enfrentaram algo fácil? A luta tornara-se o seu caminho, e através dela, a sua força só aumentara.
Atrás deles, Raven observava as costas do trio. Ela podia sentir a profundidade do laço que os unia, forjado em inúmeras provações. Tudo o que haviam passado juntos os moldara em algo inquebrável.
Ela apertou o cabo da arma com mais força e avançou para trás deles, pronta para apoiá-los com tudo o que tinha.
…
No reino situado entre a escuridão e a luz.
A paisagem havia se transformado completamente. Estruturas maciças erguiam-se como monumentos de um antigo pesadelo: altares colossais presos por correntes gigantescas, um solo encharcado por um líquido escuro que pulsava como um ser vivo e um céu sufocado por nuvens roxas.
Esquin, o Soberano da Gula, permanecia calmo no ar, como se o caos ao seu redor pertencesse somente a ele.
Acima dele pairavam várias figuras. Eram anjos de nível divino, anjos caídos e até mesmo Lordes Monstros. Entre eles estava Querubim, cuja mera presença já indicava a gravidade da situação.
Incluindo-os, e excluindo Veinn e Coriel, nove seres de nível divino haviam se reunido.
A julgar por suas expressões calmas e pelas posições escolhidas, ficou claro: haviam previsto a chegada de Esquin.
Esquin soltou uma risada baixa ao perceber o que havia acontecido. Seu olhar percorreu os deuses reunidos, e ele falou em tom zombeteiro:
“Então… vocês previram meus movimentos e vieram aqui na esperança de me derrotar? Que grande confusão vocês criaram para si mesmos.”
A Facção dos Anjos e a Facção dos Anjos Caídos trabalhando juntas.
Duas Terras Santas unindo forças contra um único ser.
“Você é o erro dos anjos! É nosso dever eliminá-lo!”
Uma voz poderosa ressoou. Vinha de uma bela mulher que irradiava autoridade divina, Arcanjo Gabriel, uma das figuras mais poderosas da Facção Angelical, de nível divino.
“Então façam!” respondeu Esquin, com uma risada ressoando em sua voz e declarando: “Estarei aqui para acompanhar todos vocês!”
Sua energia irrompeu como uma onda gigante. Ele ergueu a mão e cerrou o punho.
Num instante, bilhões de runas se acenderam por todo o reino, cintilando como estrelas despertando de um sono profundo.
Como Mestre de Runas, este campo de batalha era perfeito para ele.
O Túmulo da Gula estava repleto de runas, cada uma sob seu comando.
–Whoosh!!
Uma figura surgiu à frente como um raio de luz divina.
Arcanjo Veinn.
Veinn brandiu sua espada para baixo com uma precisão aterradora. Esquin moveu o corpo, a lâmina roçando-o enquanto ele girava, rodopiando graciosamente antes de impulsionar o pé em direção ao torso dela.
Veinn sabia que não conseguiria bloquear o chute a tempo. Ela recebeu o impacto total de frente.
–Bang!
Ela firmou o corpo e suportou o golpe, preparando-se para retaliar, mas uma espada surgiu em sua direção a uma velocidade incrível. Ela reagiu instantaneamente, erguendo seu escudo redondo para interceptá-la.
–Bang!!
O impacto arremessou Veinn vários quilômetros para trás. Runas se incendiaram no céu por onde seu corpo passou, detonando uma após a outra e rasgando o espaço ao seu redor.
Os olhos de Esquin se arregalaram de repente. Ele se virou bem a tempo, e Coriel, lançou uma saraivada de feixes de energia altamente concentrados.
A figura de Esquin tornou-se um borrão enquanto ele cortava o ar, desviando-se dos feixes mortais com uma velocidade sem igual.
–Boom! Boom!
Os feixes atingiram o solo atrás dele, irrompendo em explosões devastadoras. Centenas de runas foram obliteradas em um instante, e o próprio terreno foi varrido, deixando apenas um vazio carbonizado em seu rastro.
“Ha!!”
Esquin rugiu enquanto a escuridão irrompia de seu corpo. Incontáveis olhos se abriram no abismo, devorando os feixes de energia restantes num instante.
Então, um feixe colossal desceu do céu.
Um anjo caído, Baraqiel, desceu, desencadeando uma tempestade de raios que sacudiu os céus. Cada raio se espalhou como um mar sem fim, devastando tudo em seu caminho. Todo o reino tremeu sob o ataque.
–BOOM!!
Uma onda de poder aterradora engolfou o Túmulo da Gula. O reino fundido parecia à beira do colapso, sua própria estrutura rachando sob a pressão. Somente a intervenção de vários seres de nível divino impediria sua destruição completa, com cada um deles comprimindo as ondas de choque e contendo a destruição com força.
Eles tinham um objetivo: manter o Soberano da Gula confinado, independente do preço.
Esquin, outrora um anjo, há muito rompera seus laços. Cortara as próprias asas, e os anjos o perseguiam implacavelmente desde então. Contudo, jamais obtiveram sucesso.
Diversos domínios se desdobraram simultaneamente.
Qualquer mortal que se encontrasse neste lugar seria reduzido a cinzas num instante. A escala da batalha era demasiadamente grande. Era precisamente por isso que os anjos e anjos caídos estavam determinados a pôr fim a ela aqui, dentro deste reino selado. Se tal confronto irrompesse lá fora, as baixas seriam incalculáveis, pois incontáveis mortais seriam dizimados antes mesmo de perceberem o que estava acontecendo.
“Este reino me pertence, para que eu o decrete!”
A voz de Esquin trovejou quando ele abaixou sua espada. A escuridão se espalhou a partir do golpe, devorando tudo, seja substância física ou forma conceitual.
De quatro direções, Veinn, Coriel, Baraqiel e Gabriel lançaram seu ataque. Sua força combinada rasgou a escuridão, despedaçando-a com uma força avassaladora.
–Swoosh!!
Esquin trocou golpes velozes com os quatro simultaneamente. Em menos de um instante, já haviam desferido centenas de milhares de golpes. Gabriel, Veinn, Coriel e Baraqiel se moviam em perfeita sincronia enquanto confrontavam o Soberano da Gula.
–Bang! Bang! Bang!
Mais dois seres de nível divino surgiram no campo de batalha. Eram Ariem e Jophiel. Ambos eram poderosos seres de nível divino em suas respectivas facções. Enquanto isso, os outros seres divinos se esforçavam para manter o reino em colapso unido.
Qualquer outro reino já teria se despedaçado no nada.
Mas o Túmulo da Gula era diferente. Foi construído a partir da própria estrutura espacial de Imperium e reforçado pelo poder remanescente do antigo Governante da Gula que ali perecera. Nem mesmo a Vontade da Calamidade dos Céus conseguira, certa vez, se libertar deste lugar.
Esquin brandia sua espada repetidamente, bloqueando e contra-atacando enquanto seus olhos liam rapidamente os movimentos de seus oponentes. Ele impulsionou o pé para o ar, estabilizando sua postura enquanto a escuridão ao seu redor se intensificava e cortava o próprio espaço.
Veinn e Gabriel se posicionaram na linha de frente, bloqueando a saraivada de ataques. Então, Esquin girou abruptamente e ergueu sua espada.
–Clang!
Uma figura sombria materializou-se atrás dele, uma foice já se chocando contra sua lâmina.
Um homem pálido, de cabelos escuros cor de sangue, estava diante dele, envolto em chamas negras e ventos violentos. Seus longos cabelos ondulavam descontroladamente enquanto ele pressionava a foice com mais força.
“Azazel!” Os olhos de Esquin se arregalaram. Ele não o havia sentido em momento algum. Azazel havia entrado no campo de batalha sem deixar escapar a menor flutuação de energia.
Faíscas explodiram entre eles quando suas armas se chocaram uma contra a outra.
“Soberano da Gula”, disse Azazel friamente e completando: “Seu massacre termina hoje.”
Esquin bufou.
“Nem você pode me parar hoje.”
Ele se moveu ligeiramente, bem a tempo. Um feixe de luz rasgou a escuridão, roçando sua bochecha e deixando um fino rastro de sangue.
Ele virou a cabeça bruscamente na direção da origem do ataque — e paralisou.
“Você também está aqui… Michael!”
Um homem alto e belo pairava no ar, com longos cabelos brancos esvoaçando atrás dele. Sua armadura prateada e dourada brilhava como uma estrela cadente, e ondas de luz pura emanavam de seu corpo, dissipando a escuridão que envolvia o reino.
Azazel e Michael, titãs de suas facções. Eles eram alguns dos seres mais poderosos em seus respectivos clãs. Sua influência se estendia por toda a Terra Santa.
Era bastante semelhante a Zeus, Poseidon e Hades do Olimpo. Esses três seres eram muito parecidos em poder e qualquer um deles poderia reivindicar a posição de mais forte.
“Acabou, Esquin”, disse Michael, com a voz calma, porém categórica.
“Acabou?” A expressão de Esquin se contorceu em um sorriso enquanto sua energia irrompia como uma onda gigante.
“Você realmente acha que isso é o fim?!”

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