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    『 Tradutor: Crimson 』


    Em todo o Vale das Minas, até mesmo um guerreiro na Segunda Algema poderia ser considerado um senhor supremo, mas as Cabeças do Conselho de Dragões os superavam em muito, seu poder e influência estavam em um nível completamente diferente.

    Além do Monstro Relâmpago de Sangue, o membro mais notório do conselho era a Primeira Cabeça. Apelidado de Incontrolável, seu nome por si só inspirava medo. Alguns meses atrás, ele havia assassinado um Herói na Nona Algema do Exército da Gula, um que empunhava a Bênção da Gula.

    Não contente com isso, ele desafiou outro Herói de Asgard… e venceu. Logo depois, se viu cercado por dezenas de especialistas poderosos que tentaram subjugá-lo, mas ele conseguiu escapar.

    A reputação do Incontrolável só cresceu quando ele matou a Besta Guardiã de um importante Grande País, consolidando seu nome como uma lenda para as próximas gerações. Histórias sobre sua força e audácia se espalharam como fogo em palha seca, deixando inúmeros seres em temor e admiração.

    “Um monstro de Quinto Estágio… capaz de matar um Herói na Nona Algema?” Esriel franziu a testa, com descrença e curiosidade misturadas em seu olhar.

    Eztein olhou para ela e perguntou calmamente: “O que você acha?”

    Esriel voltou os olhos para ele, confusa.

    “O que você quer dizer?”

    Eztein deixou um sorriso surgir em seus lábios enquanto voltava sua atenção para a Quarta Cabeça.

    “Na verdade, eu queria recomendá-la para uma vaga no Conselho de Dragões. Você queria que eu me tornasse uma Cabeça, não é? Bem, encontrei alguém capaz de ocupar essa posição.”

    “Hum…?” A Quarta Cabeça ergueu uma sobrancelha, lançando um olhar interessado para Esriel.

    “Espere um minuto”, disse Esriel, com evidente surpresa e gritou: “Você não me contou nada sobre isso!”

    “Você disse que não tinha nada para fazer”, explicou Eztein, com um tom calmo, porém persuasivo enquanto dizia: “Sem objetivos, sem planos… então por que não aceitar o cargo enquanto descobre o que realmente quer?”

    Com sua força, ela era mais do que capaz de se tornar uma Cabeça do Conselho de Dragões.

    Uma especialista na Décima Algema.

    O próprio Eztein não tinha intenção de se juntar ao conselho. O cargo de líder já lhe bastava; proporcionava-lhes influência e conexões dentro da cidade.

    “Pense nisso”, acrescentou ele, sem desviar o olhar dos papéis que tinha nas mãos e a tentava: “Você não tem mais nada para fazer. Pode muito bem aproveitar.”

    Esriel permaneceu em silêncio, sem palavras. Ela não conseguia fazer nada além de encarar os documentos à sua frente, as páginas repletas de informações sobre o Conselho de Dragões e a imensa responsabilidade do cargo oferecido.

    Vashno e Doranjan terminaram de ler os documentos, suas expressões mudando à medida que assimilavam o conteúdo. O progresso do Conselho de Dragões superava em muito suas expectativas. Era muito melhor do que haviam imaginado.

    Após um breve silêncio, Eztein dobrou calmamente os papéis que tinha na mão. Chamas surgiram, reduzindo os documentos a cinzas num instante.

    “Qual será nosso próximo passo?”, perguntou Vashno.

    Eztein se virou para eles.

    “Há algumas informações sobre Isabella. Talvez possamos localizá-la.”

    “Existe a possibilidade de não conseguirmos?” Vashno ergueu uma sobrancelha.

    “Sim.” Eztein assentiu e disse: “Uma pequena organização surgiu recentemente na região central da Terra Imortal. Chama-se Pavilhão da Poção Celestial, e sua Mestre de Pavilhão corresponde à descrição de Isabella.”

    Ele fez uma pausa antes de continuar, seu tom ficando mais sério.

    “Há também um Ancião Supremo dentro do pavilhão que empunha as chamas do lendário Pássaro Vermilion. Para ser honesto, acredito que essa pessoa seja Erkigal.”

    “Se for esse o caso, então ela deve ter sobrevivido à emboscada de meses atrás…” Murmurou Vashno. Seu olhar escureceu ao se lembrar daqueles eventos caóticos e então questionou: “Quem mais será que ainda está vivo?”

    “Muito bem”, disse Eztein, com os cantos dos lábios curvando-se para cima e dizendo: “Vamos descobrir se Isabella é realmente a Mestra de Pavilhão da Poção Celestial.”

    A situação no Continente de Deuses sofreu uma mudança drástica após a queda do Soberano da Gula. Aproveitando a oportunidade, diversas facções lançaram um ataque coordenado contra os remanescentes do Exército da Gula.

    Sem o apoio de seu governante, o Exército da Gula rapidamente entrou em colapso. Como lobos famintos, as facções vitoriosas varreram o continente, ocupando fortalezas abandonadas e saqueando os vastos recursos nelas escondidos.

    Quanto ao exército dos demônios, interromperam tanto seu avanço quanto suas batalhas. Tendo perdido vários especialistas de alto nível no conflito, não estavam em condições de continuar a guerra. Mesmo assim, o mundo não parou. Continuou girando e, por toda a terra, inúmeros indivíduos surgiam, cada um ansioso para demonstrar sua crescente força.

    Mesmo com a queda do Soberano da Gula, o caos no continente não mostrou sinais de paz. Pelo contrário, tornou-se ainda mais turbulento.

    Quanto aos Deuses, sua atenção finalmente convergiu para os três campos de batalha. Entre eles, a Lorde da Floresta havia recuperado completamente suas forças. Em seu estado atual, nenhum ser comum de nível divino poderia lutar de frente.

    Era apenas uma questão de tempo até que as Terras Santas vizinhas lançassem um ataque em grande escala para subjugar a Lorde da Floresta.

    Terra dos Demônios.

    Território do Palácio do Demônio Celestial.

    Dentro de uma câmara silenciosa, estava sentada uma bela mulher com cabelos prateados que caíam em cascata pelas costas. Uma chama azulada ardia suavemente em sua testa, iluminando sua expressão calma, porém distante.

    Ela era Alicia Remiri Lúcifer — filha do Grande Imperador Demônio, Lúcifer.

    Alice virou a cabeça em direção à janela, o olhar focando no mundo lá fora. Seus pensamentos vagaram para seus amigos e o que teria acontecido com eles depois da batalha. Ela esperava que estivessem seguros… e talvez até melhor sem ela.

    Um sorriso curvou seus lábios quando a imagem de um certo homem surgiu em sua mente.

    “Souta.”

    Ela fechou os olhos lentamente. Mesmo quando o mundo inteiro se voltou contra ela, ele nunca a abandonou. Ele lutou até o fim.

    Só essa determinação já tinha sido suficiente.

    Suas palavras já a haviam salvado.

    –Knock.

    O som agudo ecoou pelo quarto.

    Alice abriu os olhos e se virou para a porta. Sua voz era calma, porém firme.

    “Não sei de nada.”

    “Princesa Alicia, saber ou não de alguma coisa é irrelevante. Sua Majestade já tomou sua decisão sobre o plano.”

    A voz veio de além da porta.

    Os olhos de Alice se estreitaram. Ela não sabia os detalhes, mas uma coisa era clara… Seu pai estava preparando algo imenso e, de alguma forma, ela estava no centro disso.

    ‘Afinal, o que o Pai pretende realizar?’

    Em uma terra desconhecida.

    ‘Souta!’

    ‘Souta!’

    ‘Souta!’

    Um homem abriu os olhos lentamente.

    A voz que chamava seu nome ecoava repetidamente, arrastando-o para fora da escuridão.

    “Onde… estou?” Souta murmurou enquanto se forçava a sentar.

    Ele examinou os arredores e paralisou. Estava deitado em uma praia desconhecida. Ondas chegavam incessantemente na costa, enquanto ventos fortes varriam a área, fazendo as palmeiras balançarem violentamente.

    Sua cabeça pulsava de dor enquanto ele pressionava a mão contra a têmpora, ainda tonto pelo que lhe pareceu um longo sono sem sonhos.

    ‘Souta!’

    A voz ecoou mais uma vez em sua mente.

    Souta virou a cabeça e avistou uma espada meio enterrada na areia perto da costa. Rangendo os dentes, obrigou-se a ficar de pé e estendeu a mão para pegá-la, seus dedos apertando o cabo familiar.

    ‘Graças a Deus! Finalmente você acordou!’ A voz de Saya soou, repleta de alívio.

    Souta percorreu lentamente o olhar ao redor mais uma vez. Parecia uma praia comum, areia infinita, ondas suaves, palmeiras balançando ao vento, mas não havia um único sinal de vida. Nenhum pássaro. Nenhum inseto. Nada.

    Uma pulsação percorreu sua cabeça enquanto ele pressionava a palma da mão contra a têmpora, fragmentos de memória surgindo um após o outro.

    Ele havia entrado em um sub-mundo junto com os outros.

    Uma batalha havia começado e alguém havia descoberto a verdadeira identidade de Alice.

    Ele havia retornado a Imperium e se despedido da Deusa Athena.

    Então começou a perseguição.

    Aqueles que desprezavam os demônios o caçaram implacavelmente, enquanto outros o perseguiam na tentativa de descobrir por que os demônios o haviam escolhido como alvo.

    O confronto que se seguiu foi brutal.

    Doranjan conseguiu romper sua barreira, alcançando um estágio superior de evolução em meio ao caos.

    Forçados a recuar, foram emboscados por demônios nas profundezas da Floresta Involin.

    Souta se lembrou de lutar desesperadamente, encurralado e, finalmente, sendo forçado a usar a [Carta Blood].

    Ele havia alcançado o nível 80 e desbloqueado o Décimo Terceiro Signo.

    Ele não conseguiu resgatar Alice e, em desespero, invocou o poder do Décimo Terceiro Signo.

    O corpo de Souta mal atendia aos requisitos mínimos para conter aquele poder, mas mesmo assim ele o forçou. A autoridade do Infinito irrompeu, apagando tudo em seu caminho. O espaço se distorceu, a realidade se fragmentou, e ele foi engolido por uma distorção espacial.

    Essa foi a última coisa de que se lembrou antes de perder a consciência.

    Quando acordou, estava aqui, nesta terra desconhecida.

    Souta baixou o olhar para a mão. Ele mal conseguia sentir qualquer energia em seu corpo.

    Ele havia sido completamente esgotado naquela batalha.

    Ele só sobreviveu porque a [Carta Blood] carregava inúmeras bênçãos que fortaleceram seu corpo ao extremo, o suficiente para suportar o poder liberado do Portador do Serpentário. Sem a amplificação de atributos proporcionada pela [Carta Blood], ele não teria sido capaz de suportar tal poder, especialmente depois de liberar o Infinito.

    Um suspiro silencioso escapou de seus lábios enquanto ele se deitava na areia, olhando para o vasto céu azul sem nuvens.

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