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    『 Tradutor: Crimson 』


    “Os problemas continuam a assolar o nosso reino… O nosso reino resistiu durante milhares de anos, mas agora está à beira do colapso. Foi exatamente por isso que o antigo reino caiu”, murmurou Angus.

    Ao ouvir a menção do reino anterior, seus olhos brilharam com preocupação. Aquela terra era repleta de perigos, e precisariam fazer todo o possível para eliminá-los.

    Nas profundezas da enorme trincheira,

    Souta chegou, encostado nas paredes. Seu olhar percorreu o corpo para baixo, brilhando com ganância.

    O que ele viu o surpreendeu.

    Era uma mina de pedras de mana de alta qualidade.

    Se ele reivindicasse essa mina, poderia acelerar sua recuperação. Uma vez que recuperasse totalmente suas forças, não haveria nada a temer.

    A mina não tinha dono.

    Essa era uma oportunidade.

    “Vai fazer a sua jogada agora?” Perguntou Saya.

    Souta assentiu com a cabeça. Seus olhos percorreram a área: centenas de monstros estavam reunidos acima da mina. Felizmente, nenhum era de quinto estágio; os mais fortes eram de quarto estágio, insignificantes em comparação com seu poder atual.

    A um quilômetro de distância, um grupo de pessoas se aproximava, abrindo um caminho ensanguentado em direção à mina. Logo, chegariam.

    A julgar pelo emblema em suas armaduras, eram diferentes do grupo que ele havia enfrentado antes.

    Souta balançou a cabeça, soltando a parede. Seu corpo despencou a uma velocidade estonteante, chocando-se contra o chão com uma força que fez seus ossos tremerem.

    –Boom!!

    Poeira e detritos irromperam no ar, enchendo a trincheira com fumaça sufocante. Os monstros ao redor recuaram, seus corpos tremendo enquanto a energia bruta jorrava do impacto.

    Souta afastou a fumaça, seu olhar penetrante cortando a névoa.

    “Este é o meu território! Aqueles que desafiarem minhas regras morrerão!”

    Ele desembainhou a Espada Vajra, sua lâmina reluzindo com intenção assassina. Sua intenção emanava como uma força física, vibrando o ar e enviando um arrepio por toda a região. A temperatura caiu; o chão parecia pulsar sob o peso de sua presença.

    –Growl!!

    Alguns monstros atacaram com bravura, dentes à mostra e garras cravando-se na terra, enquanto os mais fracos gritavam, cambaleando para trás, tremendo incontrolavelmente. A aura de Souta penetrava suas mentes, fazendo com que cada um alucinasse seus momentos finais. Eles podiam ver sangue, dor e a certeza sufocante da morte.

    “Este é o meu território!!” Bradou furiosamente um monstro de quarto estágio, um gigante grotesco que lembrava um porco enorme com pelos verdes e espinhos irregulares ao longo das costas.

    Os olhos de Souta se estreitaram em fendas frias. Sua intenção assassina irrompeu como uma tempestade, investindo contra a criatura com uma fome palpável por sua destruição.

    –Ohm!

    –ROAR!!

    O monstro de quarto estágio estremeceu sob a pressão esmagadora, mas manteve-se firme. Seu corpo colossal exalava uma torrente de Feram, fazendo a terra tremer sob seu peso.

    No entanto, permaneceu cético.

    Este território, que antes lhe pertencia exclusivamente, agora era invadido por inúmeros monstros. Até mesmo algumas das criaturas de quarto estágio ousavam desafiá-lo.

    Um sorriso predatório curvou-se nos lábios de Souta.

    “Você é o escolhido.”

    As palavras mal saíram de sua boca quando a Espada Vajra em sua mão brilhou com uma luz mortal. Souta avançou, um turbilhão de intenção assassina direcionado diretamente ao monstro de quarto estágio.

    Num piscar de olhos, ele estava diante dela. Com os dedos firmemente agarrados ao cabo, ele brandiu a espada com toda a força que conseguiu reunir.

    –Swoosh!!

    Um feixe de luz rasgou o ar, cortando-o com precisão cirúrgica.

    Uma linha reta e nítida surgiu ao longo do pescoço do monstro.

    A enorme besta semelhante a um porco parou de rugir no meio do ato, antes de sua cabeça tombar lentamente em direção ao chão. O sangue jorrou em uma violenta fonte, espalhando sangue e tripas pela trincheira ao redor.

    Souta lançou um breve olhar para o cadáver decapitado do monstro de quarto estágio. Embora estivesse longe de seu auge, sua força atual era mais do que suficiente para lidar com uma criatura de quarto estágio. Além disso, este monstro sequer havia atingido o ápice desse estágio.

    Ele cravou sua lâmina no cadáver, rasgando carne e osso, e arrancou o orbe que estava incrustado em seu interior.

    Um orbe de monstro de quarto estágio era valioso e útil para ele.

    “Este é o meu território”, declarou Souta mais uma vez.

    Dessa vez, nenhum monstro ousou desafiá-lo.

    Afinal, ele havia abatido um monstro de quarto estágio com um único golpe. Nem mesmo as outras bestas de quarto estágio conseguiam avaliar seu verdadeiro nível, e o medo as paralisava. Nenhuma era tola o suficiente para provocá-lo.

    ‘O que você vai fazer com aquelas pessoas?’ Perguntou Saya de repente.

    “Eles…” respondeu Souta friamente e continuou: “Vou informá-los de que esta mina de pedras de mana me pertence. Se ainda assim ousarem tomá-la à força…” Seus olhos endureceram, afiados e impiedosos antes de declarar: “… Então cortarei suas cabeças.”

    Ele levantou o pé esquerdo e bateu com força no chão.

    A terra tremeu.

    –Bang!!

    O chão sob seus pés se estilhaçou, revelando uma caverna enorme lá embaixo. Uma rajada de vento subiu, carregando o aroma puro e potente de mana. Souta podia senti-lo até os ossos.

    “É isso aí.”

    Ele não conseguiu mais se conter. Com um único movimento fluido, saltou para as profundezas da caverna subterrânea.

    –Swoosh!!

    Ele aterrissou em meio a um tesouro impressionante de pedras de mana pura. A quantidade de pedras intocadas o deixou perplexo. Como algo tão óbvio havia passado despercebido por seres tão poderosos?

    “Isto é meu…”

    Um pequeno sorriso curvou seus lábios.

    Primeiro, porém, precisaria controlar os orbes que havia tomado das criaturas de terceiro e quarto estágio.

    Sem hesitar, se sentou e fechou os olhos. Os dois orbes repousavam em suas palmas enquanto ele se concentrava na energia contida neles.

    Com isso, poderia reabrir seu Douion.

    Ele guiou o Feram através de sua consciência interior, canalizando-o para a formação da planta de energia e do Douion. Em seguida, com cuidado, começou a encapsulá-lo, refinando a energia enquanto pressionava contra a barreira. Uma vez rompida, a planta regeneraria o Douion, permitindo que ele reabrisse o Reino dos Sonhos.

    Souta concentrou toda a sua atenção na tarefa, ignorando tudo fora da caverna. Ele confiava que Saya o alertaria caso algo acontecesse.

    Após cinco minutos tensos, uma onda de euforia o atingiu — a planta havia começado a gerar Douion novamente.

    Satisfeito, ele guiou a pequena quantidade de Douion por toda a sua consciência interior, enquanto, ao mesmo tempo, utilizava a energia residual para fortalecer seu orbe de monstro.

    Agora, com o Douion fluindo mais uma vez, ele pôde sentir sua conexão com a Terra de Vanko. Filetes de Poder dos Sonhos vindos de seu orbe avançaram em sua direção, confirmando o vínculo.

    A conexão foi restabelecida.

    Bom.

    De repente, a voz de Saya soou em sua mente.

    ‘Souta, aquelas pessoas estão aqui.’

    Souta abriu os olhos, com irritação transparecendo em seu rosto. Sua recuperação estava progredindo bem, mas sempre havia pessoas que pareciam determinadas a perturbá-lo. Ele nem sequer havia terminado de canalizar a energia dos dois orbes.

    Ainda assim, não estava preocupado. Sua recuperação já estava pela metade. Com Douion circulando, todo o resto se resolveria por si só.

    Ele lançou um olhar penetrante para o túnel acima. Com um movimento fluido dos joelhos, impulsionou-se para cima em direção à superfície.

    –Boom!!

    Na superfície, um grupo de pessoas estava reunido ao redor do túnel que Souta havia escavado anteriormente. Os monstros permaneciam nas bordas, seus olhos fixos com cautela nos intrusos, irradiando medo e inquietação.

    Espalhados por ali jaziam os cadáveres de outros monstros. Eram as provas da brutal jornada do grupo até aquele lugar. Seu objetivo era claro: a mina de pedras de mana.

    À frente deles estava uma mulher alta e imponente, com longos cabelos verdes. Ela irradiava uma aura poderosa, tão potente que até mesmo os monstros de quarto estágio hesitavam, inquietos em sua presença.

    Um homem parou ao lado dela.

    “Minha senhora, parece que há um monstro lá embaixo.”

    “Eu consigo sentir”, respondeu a mulher calmamente, com o olhar firme.

    Ela era a Condessa Emiline, uma nobre de imenso poder que havia ascendido ao posto de Cavaleira da Ascensão anos atrás.

    “Pelo que posso sentir, o monstro lá embaixo é o governante deste território”, observou o homem, lançando um olhar para os monstros ao redor e explicando: “Essas criaturas parecem não lhe obedecer. Se aquele lá embaixo os deixa vagar livremente, deve ser incrivelmente forte.”

    A expressão de Emiline permaneceu serena.

    “Parece que chegamos tarde demais. Um monstro já tomou posse deste lugar.”

    “Sim”, respondeu sua subordinada com um aceno de cabeça.

    Eles haviam trazido consigo apenas um pequeno grupo, portanto iniciar uma batalha total contra os monstros desse território seria imprudente. Embora tivessem abatido aqueles que cruzaram seu caminho, evitaram matar indiscriminadamente. Ninguém ousava provocar de forma leviana os habitantes monstruosos do Grande Abismo das Ondas. Afinal, dezenas de milhares de monstros chamavam aquele lugar de lar.

    De repente, um movimento surgiu nas profundezas da terra.

    –Swoosh!!

    Uma figura saiu disparada do túnel.

    Todas as cabeças se viraram. Uma forma humanoide agora estava à beira do túnel, armada com uma única espada, irradiando uma aura que parecia drenar a coragem de qualquer um que a olhasse.

    O olhar de Souta percorreu-os calmamente. Uma pontada de irritação surgiu em seu coração, mas ele não permitiu que o controlasse. Afinal, já havia regenerado seu Douion e, com isso, sua conexão com a Terra de Vanko fluía naturalmente através dele.

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