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    『 Tradutor: Crimson 』


    “Edmund está ficando cada vez mais ousado”, zombou Angus.

    “Sr. Souta não está aqui porque foi para o território do Barão Edmund.”

    “Ele foi lá? Hahaha!” Angus riu.

    “Souta é um monstro, por isso não se importa com formalidades nem com a opinião pública. Parece que Edmund vai sofrer desta vez.”

    Angus e Emiline se regozijavam com a iminente desgraça de Edmund. Pelo que Emiline havia testemunhado, Souta era um monstro brutal que não pararia até que aqueles que cruzassem seu caminho pagassem o preço.

    “No entanto, devemos ter cuidado. Souta é um monstro de quinto estágio. Nenhum Cavaleiro da Ascensão comum pode enfrentá-lo.” Disse Emiline.

    Angus assentiu com a cabeça.

    Ambos acreditavam que Souta era um monstro de quinto estágio. Jamais imaginaram, nem em seus sonhos mais loucos, que um monstro de quarto estágio pudesse possuir uma força tão aterradora.

    Emiline concluiu que qualquer monstro capaz de lhe causar uma sensação de perigo era, sem dúvida, de quinto estágio. A possibilidade de Souta ser de quarto estágio nunca lhe passou pela cabeça. Afinal, a diferença entre o quarto e o quinto estágio era imensa. Ela podia derrotar um monstro de quarto estágio com um único dedo, mas não ousaria enfrentar um de quinto estágio sozinha.

    “Talvez seja o monstro que o Capitão Devon encontrou…” Murmurou Angus.

    “Capitão Devon?” Emiline ergueu uma sobrancelha.

    Angus assentiu com a cabeça e explicou: “O Capitão Devon encontrou um poderoso monstro humanoide. Ele disse que até sentiu uma sensação de perigo vinda dele, e por isso não o perseguiu.”

    “Entendo… Então ele é realmente um monstro de quinto estágio”, concluiu Emiline.

    Se até mesmo o Capitão da Guarda Real se sentia ameaçado por Souta, não havia motivo para duvidar de sua força. Ele era, sem dúvida, um monstro de quinto estágio.

    “Vossa Alteza, quando planejamos fazer nosso movimento?”, perguntou Emiline.

    “Nos próximos dois dias”, respondeu Angus solenemente.

    “O quê? Não é muito cedo?” Exclamou Emiline, surpresa.

    “Sim. Precisamos obter o controle total do reino o mais rápido possível”, disse Angus e continuou: “É por isso que você precisa preparar seu povo. Não podemos nos dar ao luxo de perder mais tempo.”

    O peso de tudo o que acontecia no reino oprimia Angus profundamente. Ele não podia permitir que tudo desmoronasse.

    Emiline estudou a expressão do príncipe herdeiro e percebeu sua determinação inabalável em resolver aquela questão o mais rápido possível. Após um instante, perguntou cautelosamente sobre o ferimento do rei. Por que o rei havia sido ferido desde o início?

    Angus olhou para ela antes de responder: “É um segredo transmitido por gerações na família real. Não há mais necessidade de escondê-lo, mas eu lhe contarei mais tarde, depois que Souta chegar.”

    Dentro da mansão do Barão Edmund, em uma vila remota, Souta se levantou e se espreguiçou.

    “Ah, isso é tão bom.”

    Ele ergueu a cabeça quando uma força imensa emanou de dentro dele. O chão tremeu violentamente e rachaduras se espalharam pelas paredes e pilares da mansão. No instante seguinte, toda a estrutura desabou, com fumaça e destroços subindo aos céus.

    Souta reapareceu no céu, contemplando a mansão em ruínas abaixo. O Barão Edmund não estava lá, mas Souta ainda assim arrasara o lugar, levando todos os recursos valiosos que lhe chamaram a atenção. Tudo o mais foi reduzido a escombros. Os guardas estacionados na mansão eram fracos demais para detê-lo.

    O que mais o surpreendeu foi encontrar uma fruta de grau lendário totalmente madura.

    ‘Obrigado, Barão Edmund.’

    ‘Como está a recuperação?’ Perguntou Saya.

    “Divina. Agora eu posso evoluir”, respondeu Souta, com um sorriso satisfeito no rosto.

    ‘Então você recuperou mais da metade das suas forças. É isso mesmo?’ Perguntou Saya.

    “Sim… agora eu consigo até usar minha Liberação do Orbe de Monstro e minha Armadura de Sangue. Recuperar minhas forças é incrível. Ainda não estou no meu auge, mas mesmo assim é uma sensação muito boa.”

    Souta deu uma risada suave.

    Ele voltou o olhar para a Cidade da Zona da Natureza. Mesmo à distância, conseguia ver a enorme árvore que se erguia no horizonte. Dobrando os joelhos, lançou-se para a frente.

    –Boom!!

    Sua figura desapareceu do lugar onde estava, deixando poderosas ondas de choque se propagando pelo ar.

    ‘Então, quando você planeja evoluir?’ Perguntou Saya, curiosa.

    “Bem, primeiro vou reunir informações com o Príncipe Herdeiro. Depois disso, tentarei evoluir. Tenho um mau pressentimento sobre esta terra, então quero entender o nível de ameaça dos seres que vivem aqui.”

    Sua evolução seria um processo delicado. Se não fosse cuidadoso, as consequências poderiam ser desastrosas. Da última vez que evoluiu, estava dentro dos Campeões de Athena, protegido por todos os lados.

    Desta vez, porém, foi diferente. Ele estava em terras estrangeiras.

    Saya refletiu sobre o que exatamente o deixava inquieto naquele lugar. Para ela, a terra simplesmente parecia intocada pela era atual.

    ‘É melhor ser cautelosa.’ Murmurou ela.

    Em pouco tempo, Souta chegou à magnífica Cidade da Zona da Natureza.

    Ele se viu imediatamente diante de um dilema.

    Ele não havia perguntado a Emiline onde encontrá-la em uma cidade tão vasta.

    Ele deveria dizer a ela que estava perdido?

    Não. Emiline era uma condessa e certamente havia muitas pessoas na cidade que a conheciam.

    Souta lembrou que ela se apresentou como Condessa da Casa Whitehall da Cidade da Zona da Natureza.

    ‘É só perguntar por aí. Como sempre, eu traduzo o que estão dizendo para você’, a voz de Saya ecoou em sua mente.

    Souta assentiu com a cabeça. Esse era o plano.

    Ele desceu à cidade, entrando sem chamar a atenção de ninguém.

    Dentro da cidade, Souta começou a procurar pela Família Whitehall. Ele conversava com os cidadãos comuns usando a linguagem de monstro, enquanto Saya traduzia suas palavras para ele.

    A Cidade da Zona da Natureza era vasta, e a Casa Whitehall era apenas uma das dezenas de famílias nobres que ali residiam. Alguns nobres até mesmo se opunham abertamente à Família Real.

    Não demorou muito para que Souta localizasse a Família Whitehall.

    Ele ficou parado do lado de fora dos portões, contemplando a enorme mansão além deles.

    Os muros que cercavam a propriedade delimitavam uma área de quase cem metros quadrados. Guardas patrulhavam cada canto, com níveis de poder que variavam da Primeira a Terceira Algemas. A própria mansão foi construída ao longo de um dos enormes galhos da árvore gigante.

    Num único olhar, Souta examinou toda a propriedade e detectou múltiplas matrizes e runas. Eram poderosas o suficiente para resistir até mesmo a especialistas na Quarta e Quinta Algema.

    “Estou começando a entender a essência desta terra…” murmurou Souta.

    Ele estava muito concentrado em recuperar suas forças anteriormente, o que lhe deixou pouco tempo para reunir informações adequadas.

    “O Reino da Sexta Algema provavelmente é considerado uma potência por aqui. Existem especialistas na Sétima Algema, mas são extremamente raros. Quanto a Oitava Algema, não temos nenhuma informação”, disse Saya.

    Souta concordou com a avaliação dela. Não havia nada de errado, logicamente, fazia sentido. Mesmo assim, não conseguia se livrar da sensação de que algo estava errado.

    “Condessa, estou aqui.”

    Souta infundiu energia em sua voz, fazendo com que ela ecoasse por toda a mansão.

    Era a única maneira de contatar Emiline. Ele não queria se intrometer sem permissão, especialmente porque eram considerados aliados naquele momento.

    Momentos depois, Emiline saiu da mansão, acompanhada por um jovem.

    “Você está aqui”, disse Emiline com um sorriso ao cumprimentá-lo.

    Souta assentiu com a cabeça antes de voltar sua atenção para o jovem ao seu lado. Quando examinou a mansão mais cedo, já havia sentido a presença daquela pessoa. Ele era bastante forte, possuindo o poder da Sexta Algema.

    Havia uma grande probabilidade de que esse jovem alcançasse a Oitava Algema no futuro, ou talvez até mesmo a Nona.

    “Oh, este é Sua Alteza, o Príncipe Herdeiro, Angus Ross Everlasting”, disse Emiline ao apresentá-lo a Souta. Ela então se virou para Angus e acrescentou: “Este é Souta, um monstro do Grande Abismo das Ondas que está disposto a ajudar nossa causa.”

    Souta sorriu e apertou a mão de Angus. Trocaram cumprimentos educados. Angus não se preocupou com formalidades excessivas, sabendo que Souta não era humano nem demi.

    Os três entraram na mansão.

    Emiline instruiu sua criada a preparar um chá para o convidado, e logo os três se sentaram ao redor de uma mesa. Não havia necessidade de guardas no cômodo, pois os três eram mais fortes do que qualquer guarda presente na mansão.

    Emiline lançou um olhar para Angus. Ela sabia que o que estavam prestes a discutir envolvia informações conhecidas apenas pela Família Real.

    Angus olhou para Souta e perguntou: “O que você deseja saber? Pela carta que a Senhora Emiline me enviou, entendi que você quer informações sobre o reino.”

    Souta assentiu com a cabeça e disse: “Tudo o que você puder me contar. Não vou forçá-lo a revelar nada que não queira compartilhar.”

    “Hum…” Angus ponderou por um momento. Depois de organizar seus pensamentos, continuou: “Há um motivo pelo qual quero eliminar imediatamente os nobres que cobiçam o trono. Tudo começou com o ferimento do meu pai.”

    A curiosidade de Emiline foi imediatamente despertada. Ela nunca soubera como o rei havia se ferido. Tudo o que sabia era que ele sofrera um ferimento grave e que desde então estava acamado.

    Souta só sabe as informações que o público conhece.

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