Índice de Capítulo


    『 Tradutor: Crimson 』


    –Shiiing!!

    Um grito metálico e penetrante ecoou pelo campo de batalha.

    Duas lâminas gigantescas, entrelaçadas de escuridão e luz, cruzaram o ar e atingiram em cheio o corpo da gigantesca Aparição Sombria.

    –BANG!!

    A forma monstruosa foi impelida para baixo a uma velocidade aterradora, chocando-se contra o solo muito abaixo.

    Um segundo depois,

    Uma explosão cataclísmica irrompeu, uma coluna de destruição elevando-se centenas de metros no céu.

    As ondas de choque atravessaram o campo de batalha, sacudindo a árvore inteira como se ela fosse desabar. Pessoas e Aparições Sombrias foram arremessadas para longe, seus corpos lançados no vazio.

    As Aparições Sombrias sobreviveriam.

    A maioria sempre fazia isso.

    Mas as pessoas…

    Apenas aqueles que haviam alcançado pelo menos a Primeira Algema tinham uma pequena chance de suportar o impacto. Qualquer um mais fraco não podia fazer nada além de aceitar seu fim enquanto era engolido pelo caos.

    A terra abaixo já era um deserto arruinado, devastado a ponto de ser irreconhecível pelas Aparições Sombrias.

    A árvore colossal era o último refúgio.

    E até mesmo esse refúgio começava a ruir.

    “Souta! Aquele ali!” Gritou Angus de repente e informou: “É o núcleo! Vamos destruí-lo!”

    Souta assentiu com a cabeça sem hesitar.

    Ele já podia perceber.

    Aquela colossal Aparição Sombria era fundamentalmente diferente das demais. Sua energia eclipsava todas as outras, densa e opressiva, como se fosse a fonte da qual o enxame tivesse nascido. As Aparições Sombrias ao redor moviam-se em sutil coordenação, sua presença orbitando sua vontade.

    Este não era um monstro comum.

    –Kreiiiiiiiikh!!!

    Um grito estrondoso rasgou o campo de batalha, vibrando na carne e ossos.

    A fumaça da explosão foi violentamente dissipada quando uma enorme onda de energia irrompeu, varrendo a cidade e subindo pela árvore. Do corpo da aparição gigante, inúmeros membros semelhantes a tentáculos irromperam, contorcendo-se e retorcendo-se enquanto avançavam a uma velocidade sem igual.

    Eles não demonstraram qualquer tipo de discriminação.

    Aliados. Inimigos. Aparições Sombrias. Humanos.

    Tudo em seu caminho foi empalado vivo.

    Os tentáculos perfuraram a casca da árvore colossal e empalaram Aparições Sombrias menores sem hesitar, despedaçando-as como se não fossem nada. Espalharam-se como uma rede viva, cobrindo uma área de quase quinhentos metros de largura.

    A expressão de Souta escureceu.

    No instante seguinte,

    Mais de cem tentáculos avançaram em direção a eles.

    –Bang! Bang! Bang!

    Aconteceu muito rápido.

    Várias pessoas nem tiveram tempo de gritar antes de seus corpos serem erguidos no ar, empalados no torso. Buracos enormes surgiram em seus corpos enquanto o sangue jorrava, caindo como chuva sobre os galhos abaixo.

    “Argh!!”

    “Socorro…!!”

    “Nãooooo!!”

    Seus gritos se sobrepunham, irregulares e desesperados, antes de serem abruptamente interrompidos.

    Apenas os lutadores mais habilidosos conseguiram reagir a tempo. Lâminas reluziram enquanto tentáculos eram cortados no ar. Escudos se estilhaçaram. Feitiços defensivos surgiram desesperadamente enquanto os sobreviventes eram forçados a recuar, esmagados sob a pressão sufocante que emanava do monstro.

    Suas mentes estavam a mil.

    Rotas de retirada. Planos de fuga. Qualquer coisa.

    Porque, no fundo, todos sentiam isso.

    Essa não era uma batalha que pudessem vencer.

    Essas criaturas não eram apenas poderosas.

    Elas eram praticamente indestrutíveis.

    E o campo de batalha estava rapidamente se transformando em um cemitério.

    Souta movia-se com fluidez e precisão, sua mão cortando o ar. A espada vajra resplandecia com escuridão e luz entrelaçadas, cada golpe despedaçando os tentáculos que voavam longe em fragmentos contorcidos.

    Por alguns preciosos segundos, o ataque implacável parou. Os sobreviventes ousaram respirar.

    “Ufa… Que diabos…?!” Angus ofegou, com o peito subindo e descendo. Seu olhar percorreu o chão. Centenas de Aparições Sombrias comuns jaziam despedaçadas pelos tentáculos, seus corpos espalhados pelo campo de batalha como cadáveres descartados.

    Ele enxugou o suor da testa e ergueu os olhos para o céu. Nuvens escuras ainda pairavam acima, despejando a mesma chuva negra e viscosa que cobria tudo o que tocava.

    Por um instante, pensou nas outras cidades. Será que conseguiriam sobreviver a esse ataque? Será que alguém conseguiria?

    Seu olhar baixou novamente, carregado de pavor.

    O solo abaixo, outrora repleto de vida, era agora um oceano de escuridão. Incontáveis ​​Aparições Sombrias rastejavam, surgiam e infestavam todas as superfícies. O número era incompreensível, aterrador em sua inevitabilidade.

    “Nós… não podemos lutar contra todos eles…” murmurou Angus, com a voz baixa, quase engolida pelo ar opressivo.

    Ele se virou para Souta. A expressão do monstro era solene, inflexível. Nem um lampejo de medo cruzou seu rosto.

    E, no entanto, mesmo com tanta confiança emanando dele, a visão da onda interminável de monstros pressionava cada coração, plantando uma semente de pavor. Cada sobrevivente sentiu isso, o toque frio do medo que apenas os verdadeiramente desesperados podiam compreender.

    Eram muitos. Muitos para contar. Muitos para matar.

    E, em algum lugar no fundo de suas mentes, todos sabiam: essa batalha estava longe de terminar.

    Souta pairava no ar, sua aura crescendo como uma onda gigante pronta para afogar tudo em seu caminho. Ele havia examinado o campo de batalha, avaliando a extensão total da calamidade. A colossal Aparição Negra era inegavelmente poderosa, mas derrotá-la não acabaria com o desastre.

    Seus olhos penetraram a fumaça e os destroços, pousando em uma densa esfera de escuridão que se contorcia no chão. Um líquido preto e espesso escorria dela, espalhando-se pela cidade em ruínas.

    ‘Esta… é a verdadeira fonte.’

    As mãos de Souta se moveram, e sombras surgiram de dentro dela, formando dezenas de cópias idênticas. São suas cópias.

    Mas antes que pudessem agir, centenas de tentáculos surgiram, sacudindo a árvore enorme como se ela fosse se partir ao meio. Uma dor aguda percorreu o peito de Souta quando sentiu seus doppelgangers sendo despedaçados quase instantaneamente.

    –Whoooosh!!

    Os tentáculos se multiplicaram, numa tempestade implacável e contorcida que agora quase engolfava toda a árvore.

    “Isso não pode ser…!!”

    “Será que vamos mesmo morrer aqui?!”

    O desespero se espalhou como uma epidemia. Alguns dos combatentes restantes vacilaram, suas vontades se quebrando sob o peso da completa desesperança diante do ataque. A calamidade não era apenas uma ameaça. Era uma força concebida para esmagar a própria esperança.

    ‘Eu consigo lidar com isso’, pensou Souta, flexionando os joelhos. Com um único movimento fluido, ele avançou.

    –Boom!!

    Entre todos os guerreiros que lutavam para sobreviver, Souta foi o único a avançar. Angus e os outros paralisaram em choque, com os olhos arregalados enquanto ele corria em direção ao epicentro da destruição.

    Souta não se importava. Os olhares deles, as dúvidas… eram irrelevantes. Ele já havia avaliado que sua força era suficiente para enfrentar aquela calamidade. Não havia espaço para fuga. Apenas ação. Apenas precisava pôr um fim nisso.

    A imponente Aparição Sombria pairava diante dele, sua presença imensa, assustadora, irreal. Parecia ser a origem de tudo, mas os olhos aguçados de Souta captaram a verdade sutil. Não era a origem da calamidade nesta cidade.

    Só tinha poder suficiente para dar essa impressão.

    –Whooosh!!

    A lâmina na mão de Souta incorporou uma luz branca brilhante. Ele não dominava feitiços de alto nível do elemento luz nem artes de combate, mas o poder bruto que canalizava rivalizava com seu próprio domínio sobre a escuridão.

    Com um único golpe fulminante, dezenas de Aparições Sombrias foram partidas ao meio, seus corpos dilacerados rolando pelo ar. Souta impulsionou-se para a frente, entre os cadáveres caídos, com uma precisão fluida e predatória.

    À frente, a massa contorcida de tentáculos avançava em sua direção.

    Num instante, ele abriu a boca.

    [Bestrou]!!

    Uma explosão ensurdecedora irrompeu, enviando ondas de choque através da árvore. Chamas de energia iluminaram o campo de batalha enquanto a força dilacerava tentáculos e obliterava tudo o que tivesse o azar de estar em seu caminho.

    Suas mãos se tornaram um borrão. Lâminas de energia dispararam como rastros de estrelas cadentes.

    [Lua Carmesim]!!

    Tentáculos que antes pareciam imparáveis ​​foram despedaçados no ar. Galhos, cascas de árvores e detritos vaporizaram sob seu ataque.

    Souta já havia avaliado a força das Aparições das Trevas. Nenhuma delas representava uma ameaça real para ele. Tudo o que restava era esforço, e mesmo isso não o levaria ao seu limite.

    –Ohm!!

    Tentáculos, centenas deles, foram cortados em um instante. Ele se movia entre as brechas como uma sombra, cada movimento preciso, cada golpe devastador.

    E então ele viu.

    A colossal Aparição Sombria.

    Souta diminuiu ligeiramente a velocidade, inclinando a cabeça, com os olhos semicerrados.

    “Aqui está você”, murmurou Souta, com a voz calma, quase casual, mas carregando o peso do inevitável.

    A colossal Aparição Sombria abriu suas mandíbulas, fileiras de dentes irregulares e afiados como navalhas reluzindo no ar sufocado pela fumaça. Sua intenção assassina irrompeu como uma tempestade, investindo contra Souta com uma força opressiva.

    Para qualquer outra pessoa, aquela presença a teria paralisado. Mas Souta não era um qualquer.

    Um sorriso frio e predatório curvou seus lábios. Ele liberou sua própria intenção assassina, uma onda palpável de energia letal que encontrou a do monstro no ar.

    –Bang!!

    A colisão rasgou o ar ao redor, enviando ondas de choque pelo campo de batalha. A Árvore Divina tremia, destroços voaram e as Aparições Sombrias restantes foram violentamente arremessadas para longe.

    Os olhos de Souta brilharam enquanto ele pressionava a palma da mão para baixo. O chão tremeu violentamente. A própria gravidade pareceu obedecer-lhe, arrancando a terra para cima e levantando ligeiramente a Aparição Negra do chão.

    Perfeito. Exatamente como ele queria.

    Ele desembainhou a espada vajra com um ataque de energia. Escuridão e luz se entrelaçaram ao longo da lâmina, contorcendo-se e debatendo-se como um ser vivo.

    Com um golpe feroz descendo, a lâmina atingiu o alvo. Uma luz carmesim brilhou quando o aço encontrou a carne e os tendões. Faíscas irromperam, espalhando-se pelo campo de batalha.

    A lâmina penetrou fundo no pescoço da criatura, mas a pele do monstro era quase impenetrável. A espada afundou apenas alguns centímetros, brilhando ao atingir faíscas devido à imensa resistência da sua pele.

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (2 votos)

    Nota