Capítulo 1262 – Começo do Caos II
『 Tradutor: Crimson 』
“Eztein e os outros ainda não voltaram… me pergunto o que estão fazendo agora,” murmurou Souta.
Yuko, Kessa e Franklin já haviam se tornado mais fortes. Não havia dúvida de que os outros que sobreviveram à batalha também haviam evoluído. Ele não estava muito preocupado com eles.
Alice era diferente.
Toda vez que pensava nela, uma inquietação surgia em seu peito. Alguns meses atrás, havia feito tudo o que podia para protegê-la — e ainda assim falhou. Mesmo sem o Grande Imperador Demônio agir, apenas o Palácio do Demônio Celestial já possuía especialistas mais do que suficientes para detê-lo.
Souta inspirou lentamente, se acalmando.
Ele não podia odiar Lúcifer. Entendia bem as consequências. Apenas aqueles com poder suficiente para enfrentá-lo tinham o direito de nutrir tal ódio.
“Alice… preciso encontrar uma forma de resgatá-la. O mais rápido possível.”
Após a turbulência no Continente Giza, as Terras Demoníacas se tornariam o próximo campo de batalha. O Rei do Mar, junto dos outros dois reis, agiria assim que recuperassem completamente suas forças. Por enquanto, estavam focados em recuperar o poder que havia sido selado.
Continente Giza, Terras Demoníacas e o Arquipélago de Mars. Sua Grande Barreira logo desapareceria.
Os três continentes mergulhariam no caos, com deuses e Lordes Monstros no centro de tudo. Restaria pouco espaço para mortais no que estava por vir.
Se quisesse chegar a esse campo de batalha, primeiro precisava resolver a situação nas Profundezas de Banquet.
“Minha força é suficiente…” Souta cerrou os punhos.
Ele virou levemente o corpo e falou, sua voz firme: “Avisem Franklin e os outros para se prepararem. Eu mesmo liderarei o ataque às Profundezas de Banquet.”
Com seu poder atual, poderia conquistá-la muito mais rapidamente.
“Alice… me espere.”
…
Profundezas de Banquet.
Dentro da masmorra, Fadu, Souta e o restante da Casa Rulman estavam reunidos em uma única câmara. Após garantirem um local relativamente seguro, decidiram permanecer ali em vez de se aventurarem mais fundo.
“Quero explorar essa masmorra,” murmurou Fadu, sentado no chão frio de pedra.
“Você não pode,” respondeu Souta atrás dele. “A ordem dos anciãos foi clara — estamos aqui apenas para nos mostrar ao público.”
Antes que Fadu pudesse responder, a expressão de Souta mudou.
Ele virou levemente a cabeça, franzindo as sobrancelhas ao sentir uma sensação fraca e desconhecida surgir dentro de si.
Hmm?
Um momento se passou.
Então, um sorriso surgiu em seus lábios.
‘As preparações ainda nem terminaram… mas isso já basta. A única variável restante é a República Crescente,’ pensou.
Seu olhar voltou para Fadu.
“Jovem mestre, é hora de nos movermos. Já ficamos aqui tempo demais.”
Fadu franziu o cenho.
“Só se passaram duas horas. Os anciãos disseram que deveríamos ficar aqui por pelo menos cinco horas.”
“Eles não são os que estão aqui agora, eu estou”, disse Souta calmamente.
Ele fez uma pausa, seus olhos se tornando afiados.
“E meus instintos estão dizendo que algo perigoso está chegando.”
A mudança em seu tom foi suficiente.
Fadu hesitou por apenas um segundo antes de assentir. Souta não era alguém que falava levianamente sobre perigo.
“Todos, preparem-se para se mover,” ordenou Fadu, levantando-se.
Os membros da Casa Rulman trocaram olhares confusos, mas ninguém questionou a ordem. Um a um, reuniram seus pertences, prontos para partir a qualquer momento.
Logo, saíram da masmorra.
E caminharam direto para… um campo de batalha.
As águas do lado de fora já não estavam mais calmas — rugiam e se contorciam como uma besta viva. Correntes violentas giravam em todas as direções, agitadas pela força esmagadora das energias em colisão. Explosões de poder rasgavam o ambiente, enviando ondas de choque que rachavam o fundo do mar e cortavam a água como lâminas invisíveis.
Figuras cruzavam o campo de batalha — borrões de luz e sombra — colidindo no ar com força ensurdecedora. Cada impacto fazia o espaço ao redor se distorcer. O sangue se espalhava na água em manchas flutuantes, rapidamente engolidas pelo caos.
Era carnificina absoluta.
Não havia ordem. Nem formação. Apenas destruição.
Os especialistas da Casa Rulman enrijeceram, seus corações disparando diante da cena. Por um breve momento, ficaram imóveis — mas o instinto os trouxe de volta. Avançaram rapidamente, formando uma parede defensiva ao redor de Fadu, suas auras explodindo enquanto o protegiam das consequências violentas de cada impacto.
“O-O que… o que é isso?!” a voz de Fadu tremeu, seu rosto empalidecendo quando outra explosão ecoou à distância.
“Eu te avisei”, disse Souta, sua voz baixa, firme, mas carregada de perigo.
Seus olhos varreram o campo de batalha, frios e calculistas.
“Meus instintos não mentem.”
Outra onda de choque os atingiu. A própria água parecia gritar sob a pressão.
“Esse lugar está prestes a explodir ainda mais”, continuou Souta. “Se hesitarmos, morremos aqui.”
Ele deu um passo à frente, sua presença cortando o caos como uma lâmina.
“Movam-se. Agora. Fiquem juntos — se se separarem, não vão sobreviver.”
Sem esperar resposta, Souta avançou, liderando o grupo através da tempestade de destruição.
A entrada da masmorra havia se tornado um campo de massacre.
Especialistas de todas as facções haviam abandonado qualquer restrição. Técnicas cruzavam o campo de batalha sem distinção, atingindo tudo em seu caminho. Ninguém se continha. Ninguém demonstrava misericórdia.
Apenas os fortes sobreviviam.
Os olhos de Souta se estreitaram ao sentir aquilo — pressões tão imensas que pesavam até em seus ossos.
Cinco.
Cinco auras, cada uma se elevando acima das demais como tempestades furiosas.
Reino da Sétima Algema.
Apenas o choque entre eles já distorcia o campo de batalha, seu poder transbordando de forma descontrolada, esmagando tudo que estivesse perto demais.
E isso… era apenas o começo.
Havia mais, muito mais, esperando nas profundezas de suas facções.
As Profundezas de Banquet não eram apenas perigosas.
Eram um ninho de especialistas supremos.
Souta soltou um suspiro lento, seu olhar se tornando afiado.
Felizmente…
Eles estavam se destruindo entre si.
Onda de choque após onda de choque rasgava o campo de batalha.
–Boom! Boom!
Os olhos de Souta se estreitaram enquanto camadas de barreiras surgiam ao redor deles, cada uma tremendo sob a pressão do caos ao redor.
“Minha força tem limites… não consigo suportar ataques diretos de vários especialistas da Sétima Algema.”
Ele ergueu a mão.
A gravidade se distorceu.
Fadu e os outros foram puxados para cima, seus corpos ficando subitamente leves enquanto uma força invisível os arrastava pela água. Ao mesmo tempo, Souta conjurava barreira após barreira, entrelaçando-as em rápida sucessão para bloquear os impactos dispersos que rasgavam o campo de batalha.
Então,
Seu olhar desceu.
Abaixo deles, o fundo do mar se deformou… e se partiu.
Um vulcão colossal surgiu, avançando para cima com velocidade aterradora. Em segundos, já se erguia a um quilômetro de altura, sua cratera enorme se abrindo por centenas de metros como uma boca devoradora.
No instante seguinte,
Ele explodiu.
Magma incandescente irrompeu violentamente, inundando as águas ao redor. O oceano pareceu gritar ao ferver, bolhas explodindo em sucessão. O magma não apenas fluía — ele se contorcia, como uma entidade viva, devorando tudo em seu caminho.
As pessoas nem tiveram tempo de reagir.
Foram engolidas por completo.
–Boom!!
A explosão que se seguiu sacudiu todo o campo de batalha.
Em poucos instantes, centenas desapareceram — apagadas sem deixar vestígios.
Acima de tudo isso, os cinco especialistas na Sétima Algema continuavam lutando, completamente indiferentes. Seus ataques colidiam repetidamente, cada impacto liberando uma força catastrófica que se espalhava pelo campo de batalha sem qualquer contenção.
A escala da batalha era absurda.
Eles estavam aniquilando tudo ao redor.
–Whoosh!!
Souta avançou à força, levando seu corpo ao limite enquanto arrastava o grupo através do caos. Suas barreiras se quebravam e se reformavam repetidamente sob a pressão, mal conseguindo resistir aos impactos contínuos.
Só quando a pressão finalmente diminuiu é que ele desacelerou.
As ondulações violentas enfraqueceram… o ambiente já não parecia capaz de esmagá-los a qualquer instante.
Souta parou.
“Estamos seguros… por enquanto”, disse, com a voz tensa. “Os impactos aqui não são tão fortes.”
“Huff… huff…” A respiração de Fadu estava irregular, seu corpo inteiro tremendo. “O-O que… está acontecendo…?”
Ele se virou, quase mecanicamente, e olhou para trás, em direção ao campo de batalha.
A cena era um pesadelo.
Os especialistas da Casa Rulman ficaram imóveis, seus rostos pálidos. Nenhum deles esperava aquilo… aquela escala de destruição, aquele nível de poder.
Vários especialistas na Sétima Algema… lutando ao mesmo tempo.
Aquilo estava muito além do que estavam preparados para enfrentar.
Souta não olhou para trás por muito tempo.
“Movam-se”, disse friamente. “Não pertencemos a um campo de batalha como aquele.”
Atrás deles, a guerra continuava.
O campo de batalha se estendia por mais de vinte quilômetros, com a entrada da masmorra em seu centro. Centenas de especialistas colidiam em uma tempestade caótica, cada facção se atacando sem qualquer restrição.
E, no centro de tudo, os especialistas na Sétima Algema continuavam remodelando o campo de batalha a cada golpe.
O grupo avançou rapidamente pela água, fugindo do campo de batalha o mais rápido possível, seus corpos cortando as correntes marítimas como presas escapando das mandíbulas de um predador.
Atrás deles, o caos ainda rugia.
Explosões abafadas ecoavam nas profundezas, cada uma enviando tremores que os perseguiam como os últimos ecos de uma tempestade moribunda. A água permanecia instável, ondulando e se retorcendo devido ao confronto distante de forças esmagadoras.
Ninguém falou.
Nenhum deles ousou olhar para trás.
Souta liderava à frente, seus sentidos levados ao limite, examinando constantemente qualquer ataque disperso ou onda de choque residual que pudesse alcançá-los mesmo àquela distância.
Somente quando a pressão na água finalmente diminuiu — quando a presença esmagadora daquelas auras monstruosas se dissipou ao longe — foi que a velocidade deles começou a cair.
Mesmo assim, ninguém relaxou.
Eles continuaram avançando.
Direto para a Cidade Ondas Vinculadas, a fortaleza da Casa Rulman.
Porque todos entendiam uma coisa.
Aquilo não era apenas uma batalha.
Era o início de algo muito pior.
Toda a nação em breve seria arrastada para a tempestade.

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