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    Convite para um Requiem – Parte VI


    O ataque de Von Reuentahl a Iserlohn terminou em fracasso no dia 9 de dezembro. Apesar dos danos, Iserlohn provou mais uma vez a sua fama de  inexpugnável, e Von Reuentahl retirou sua frota. Mas este foi um desenvolvimento superficial e que já era esperado. O objetivo da Marinha Imperial sempre foi lançar um ataque em grande escala a Iserlohn e, em seguida, divulgar o seu fracasso por toda a Aliança e Phezzan.

    Aqui, uma peça épica, mas amarga, estava sendo encenada. O governo da Aliança e o seu povo iriam iludir Phezzan e, numa performance destinada a causar erros de julgamento, escrever um roteiro que aceleraria uma mudança histórica.

    O comandante das forças de invasão de Iserlohn da Marinha Imperial, o Almirante Sênior Oskar von Reuentahl, transmitiu à capital a imensidão das defesas e da resistência de Iserlohn e solicitou reforços a Reinhard von Lohengramm. Reinhard expressou o seu pesar pela dura luta de von Reuentahl e transmitiu aos oficiais de mais alta patente da Marinha Imperial a sua intenção de capturar Iserlohn numa ação rápida. O Almirante Sênior Wolfgang Mittermeier, o Almirante Neidhart Müller e os outros em standby nas regiões estelares ao redor da capital receberam ordens para partir.

    “Dirijam-se ao Corredor de Iserlohn e cumpram o seus deveres da forma mais eficiente possível. Caso precisem de mais homens, eu próprio partirei da capital e me juntarei às vossas fileiras.”

    “Como desejar. Daremos o nosso melhor.”

    Os almirantes sabiam que a ordem de Reinhard continha um nome próprio falso. Ele estava dirigindo-se para um corredor completamente diferente.

    Reinhard despediu-se de Mittermeier e dos outros quando saíram do espaçoporto militar. Ao seu lado estava a sua secretária, Hildegard von Mariendorf, ou Hilda, que observava a nave principal de Mittermeier, Beowulf, ocultando as estrelas enquanto avançava pela atmosfera superior.

    “Começou, não foi?”

    Ao ver Hilda ali parada, vestida com seu uniforme preto e prateado e tratada como uma comandante, Reinhard acenou com entusiasmo juvenil.

    “Sim, é o início do fim, fräulein.”

    Enquanto ela observava Reinhard, a imagem de seu primo, o Barão Heinrich von Kümmel, imediatamente veio à sua mente. O nobre de dezoito anos sofria de uma doença conhecida como disbolismo congênito e, tal como Reinhard, era incapaz de concretizar os seus planos para o universo. Pelo contrário, mal conseguia sustentar a própria vida. Antes de partir, Hilda prometeu a si mesma que iria visitar Heinrich. Ela seguiu novamente o olhar de Reinhard, olhando para o céu noturno.

    Muito além do que os seus olhos podiam ver, um oceano de estrelas prestes a serem conquistadas se espalhava infinitamente diante deles.


    Nota do tradutor:

    Tendo em conta o tamanho irrisório desta última parte, vou lançar uma outra logo em seguida.

    .

    Leandor

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