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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
Novamente venho aqui pedir desculpas pelo atraso, estou novamente sem PC, e dessa vez está demorando mais do que antes. Por isso, tive que dar um jeito e postar pelo celular.
Esse capítulo marca o início do volume 4. Iniciando com um prólogo. Por isso, ele um capítulo menor, aproveitem bem ele e amanhã voltaremos a postar capítulo normalmente
Bye, bye
Ass: CaiqueDLF
Capítulo 101: Dalia Ascânio
Corria, corria, corria.
Virou a esquerda, cruzou um corredor, pulou as escadas. Seu corpo flutuou e sentiu seus órgãos leves enquanto caia até o último degrau, pisou e empurrou sua sola para auxiliar seus próximos passos.
— Ufa—
Olhando para trás, notou que estava sozinha.
— Onde eles foram parar?
O Kizimu sorridente estava logo a frente, não iria perdê-lo de vista mesmo assim. Correu e virou mais um corredor.
Um grande hall, lá era um beco de saída, finalmente conseguiu.
— Você não tem para onde ir…
Dalia estava ofegante, seus grandes cabelos prateados estavam totalmente agitados, seus olhos verdes estavam atentos, e sua espada curta estava digna em sua mão. Mesmo que não fosse a combatente mais forte, ela faria o necessário para no mínimo atrasar o oponente.
— Hora, hora, você me encurralou. — O sorriso teatral enojou Dalia.
— Você e Kizimu não são nada parecidos, eu vou proteger a honra dele.
— Então venha, querida espadachim.
Um avanço para atacar.
Um cruzado com a arma.
Teatralmente avançar.
E ambos acertam na hora exata.
Um golpe, um corte, um afiado momento, não sente que pode avançar mais que isso.
— Querida espadachim, eu acredito mesmo que pode mostrar seu sorriso.
Fraqueza de Dalia gerou um medo na mente, ela não conseguiria superar. A morte sorrindo, ela determinada, mesmo assim, a garota não vai parar.
Enfrentar ela é algo impossível, será que eu ataco ou devo recuar?
Atacar ou recuar?
Atacar ou recuar?
Meu amor manda eu atacar.
E a falha foi justa a primeira a alcançar.
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Eu amo as flores…
Eu não sei quando isso começou exatamente.
Desde pequena, eu sempre fui amiga de Kim.
Minha mãe é irmã do pai dele, então, desde sempre eu estive ao seu lado.
Amávamos brincar juntos, correr pelo quintal, e assim nossos dias passaram cada vez mais divertidos. Existia um jardim cheio de margaridas que minha mãe criou e me mostrou, no qual eu cuidei muito.
Foi naquele quintal que eu criei o apelido mais doce que poderia inventar. Juntando as palavras “azul” dos olhos de Kim, e “dourado” da cor das margaridas, eu criei o apelido “Zuldo”. E nossas brincadeiras não paravam por aí.
Um dia na escola, um grupo de valentões vieram brigar comigo, eu pequena, não sabia me defender, então, foi algo bem difícil para mim.
— Por que seu cabelo é assim? Ele é feio.
— Você é tão pequeninha, não vai brincar com a gente.
— Bobona, bobona, cara de peidona.
Foi aí que, de repente, apareceu meu primo. Ele me defendeu, lutando contra os três garotos mais velhos. Mesmo que Kim não fosse tão forte, ele conseguiu vencer aqueles três e no fim, me estendeu a mão.
Eu sei que foi nesse dia que ele decidiu se tornar um cavaleiro. Seu sonho nasceu nesse dia, eu tenho certeza.
Aos poucos a gente começou a brincar menos, conforme ele treinava cada vez mais, para seguir seu sonho. Eu acompanhei ele em todos os treinos que eu podia. Sempre estive ao seu lado.
Ainda era muito nova para entender o que era amor, muito nova para entender o que era aquele sentimento que corria pelo meu peito. Por isso, apenas sofria com o fato de que não poderia passar mais tanto tempo com ele.
De repente, um certo dia, uma tragédia aconteceu. Kim foi acusado de matar de forma cruel todos com quem ele treinava. Todos começaram a xingá-lo e menosprezá-lo. Todos os pais do castelo o chamaram de monstro e não permitiram que seus filhos se aproximarem dele.
— Zuldo, eu estou aqui, vamos brincar.
Mas, eu não conseguia aceitar. Mesmo sendo contra o que minha mãe dizia, eu ia me encontrar com Kim em seu quarto. Eu fazia companhia, mesmo que eu sentisse um certo medo.
— Aí está você, vamos, vem brincar comigo.
Eu fiz de tudo para fazê-lo sorrir, tentei fazer de tudo para iluminar ele, mesmo assim, ele sempre pareceu tão triste. E eu entendia ele. Assim os meses se passaram. Com cada vez mais dificuldade eu dava meu jeito de encontrar com ele.
— Não adianta ficar triste no canto. Bora, vamos brincar.
Com minha teimosia em encontrar Kim, o rei me deu um remédio especial, ele disse que assim eu ficaria mais segura. Depois de tomar esse remédio, o medo que eu sentia de Kim sumiu, o que me deixou mais motivada.
Mesmo assim, eu não alcancei seu sorriso, e sua tristeza ficou mais profunda do que tudo. Eu precisava arrumar um jeito de fazer ele sorrir.
— Vamos brincar no meu jardim!
— No jardim?
— Sim, sempre brincávamos lá quando pequenos, lembra? Mas você ficou todo focado em treinar e…
Um assunto que não deveria ser tocado, o rosto dele ficou um pouco mais rígido do que o normal, e eu senti uma leve culpa, logo eu mudei de assunto.
— Vamos! Vai ser divertido.
Levei-o para os jardins, brinquei com ele, sorri mesmo que ele não pareceu sorrir. Eu tentei de tudo, mas nada funcionava.
— Ah, você não está levando a sério.
— Eu não…
— Vem!
Eu puxei Kim, e ele tropeçou, o mesmo sem querer esmagou uma bela margarida que estava no chão.
— Não…
Eu não sei o que aconteceu, mas, ali, algo terrível aconteceu. Kim, começou a chorar, e no seu choro, algo terrível se iniciou. Aos poucos, todas as margaridas em volta dele começou a apodrecer. Ele não parava de chorar.
— Não, não, não.
E assim, aos poucos, todas as flores morreram. Não entendi por que eu não fui afetada, assim como diziam que aconteceu aos cavaleiros… mesmo assim, eu abracei Kim, ele não parava de chorar. Eu não conseguia fazê-lo aceitar, não conseguia salvar ele.
E assim, ele foi chamado de praga dos campos.
Passei um tempo presa, sem poder ver ele, devido ao perigo do ocorrido.
Quando eu finalmente consegui encontrar ele, depois de passar quase um mês. Meu coração explodiu em sentimentos tão complexos.
Ele sorriu para mim, assim que me viu.
Não sei como, mas, algo ou alguém tinha salvo Kim, ele sorria para mim, ele respondia tudo com um sorriso no rosto. Era lindo, ele era lindo. Seu rosto sempre foi belo.
Brincamos muito naquele dia, foi o dia mais feliz de minha vida.
Porém, foi a última vez que vi ele, já que soube que ele se mudou para uma tal Mansão Kuokoa, onde aprenderia a lidar com sua maldição.
Sozinha, eu tentei cuidar dos campos que tinham perdido sua capacidade de gerar vida. As flores não voltavam de forma alguma. Então, eu comecei a estudar muito sobre flores.
Além disso, aquilo sempre ficou na minha cabeça. Aquilo que aconteceu com Kim, com as flores, não era normal. Então, com muito tempo e tentativas, consegui convencer o Rei de me dar uma explicação de qual era o problema que assolou Kim, e então, fui informada sobre as maldições e bênções.
Eu então me decidi, se ele tinha um problema, cujo o seu era chamado uma maldição. Eu iria proteger ele. Eu decidi me tornar uma cavaleira e carregar seu sonho. Eu me tornei a segunda pessoa a entrar novamente nos cavaleiros, os quais estavam com problema de pessoas novas entrarem.
O medo não desapareceu, mesmo assim, eu me tornei aquilo que sonhava em ser.
Carregaria seu sonho, com minhas próprias mãos.
Demorou, mas, eu consegui retornar as flores aquele campo morto. Com todo meu conhecimento, e com uma ajuda de Vicenzo e Bianca, os quais eu descobri que também sabiam sobre maldições e bênções.
Eu consegui trazer flores aquele lugar que tinha se tornado inóspito.
Eu fiquei muito feliz, muito mesmo.
Afinal de contas, assim como eu amo Kim Umbral.
Eu amo as flores.
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Se eu pudesse voltar um pouco atrás, diria para mim seja forte.
Enfrentar esse assassino parece tão impossível. Eu nunca fui tão boa como cavaleira. Eu não tinha força para carregar uma espada, então, tive que usar uma espada curta. Não tinha inteligencia para superar os mais diversos cavaleiros.
Velocidade, força, inteligencia, tudo eu não era boa o suficiente. Mesmo assim, treinava, fazia meu melhor.
— Você lutou bem, Dalia.
Dalia cuspiu sangue, a faca curta perfurou meu peito.
Eu não consegui superar o assassino, eu precisava de força para proteger eles, e no fim, eu não consegui fazer nada.
— Não se preocupe, vai ficar tudo bem agora.
Com cuidado, ele está colocando meu corpo no chão.
Eu sou realmente bem patética. Eu queria ter passado mais tempo com Kim, no fim, eu fui aquela a ser assassinada.
O assassino tinha dito que alguém seria assassinada, meia-noite. Fomos atrás dele para impedir esse assassinato. Eu fui tola. Eu fui direto para o assassino.
Eu gostaria de ter passado mais tempo com Kim.
Finalmente eu consegui passar tempo com aquele que eu descobrir amar. Tão jovem e inocente foi o sentimento que eu descobri. Eu não imaginava que o que eu nutria por ele era tão forte. Afinal de contas, meu amor sempre existiu, certo?
— Não se preocupe, Dalia, você não vai morrer ainda.
— Não…?
Fracamente meu corpo recusa a morrer, a faca me faz sangrar sem parar, mas, algo pareceu errado. Um brilho rosa fez meu corpo ficar estranho, de forma que eu nunca tinha sentido antes, mas no fim, tudo voltou ao normal.
Eu toquei na ferida e ela… tinha desaparecido.
— O que você fez?
— Agora seja uma boa garota, e beba isso.
Algo morno foi forçado na minha garganta, eu não tenho força para recusar, era algo horrível, seu gosto, doce, muito doce, algo bem enjoativo. E no fim. Tudo ficou branco.
— Ataque e Mate todos que estão dentro da sala de jantar.
Tudo se apagou, a única coisa que conseguiu dizer antes de desaparecer por completo foi…
— Zuldo…
O apelido que tanto tinha carinho.
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Branco estava sua memória. Branco estava sua mente. Apenas, atacar, atacar, atacar, era a ordem que se repetia consecutivamente ecoando em seu tímpano. Seu cerebelo não compreendia dor. Seu coração não sentia amor. Apenas matar, matar, e cumprir o que fora pedido. Matar os seus inimigos.
Uma lâmina prateada, arqueou e cortou suas costas, rasgando e impedindo qualquer chance de continuar viva. A morte era a única salvação e sua salvação chegou em si própria
Não se arrependerá, já que, não sabia mais o que era isso. Já tinha perdido a si próprio, não era mais ela mesma. Já morrera, assim que tomou aquele gole. O maldito gole de chá morno.
D—————L—————F
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
Oiê, como vocês estão? Desculpa mesmo a demora.
Esse capítulo ao menos explicou por que Dália estava atacando seus aliados, isso foi útil. Alem de conhecermos o passado de um dos personagens mais amados ou não, hehe.
Bem, assim se encerra o prólogo.
Próximo capítulo; Capítulo 1: A culpa de um espadachim (102 – 106)
Bye, bye
Ass: CaiqueDLF

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