Capítulo 108: Enlouqueça
Kizimu se virou para Aisha, e correu até ela. Notou algo que não poderia ser ignorado.
— Você está tossindo sangue…
— Não se preocupe, eu vou aprender a lidar com isso.
O arbítrio de Aisha era forte demais para o próprio corpo, eles usaram demais.
Kizimu pensou um pouco e lembrou que teriam guardas em todos os quartos. Aqueles que estava ali, eram os que estavam cuidando das celas, e a entrada do necrotério, além do que estavam guardando sua porta.
Ainda teriam muitos oponentes a enfrentar, e o estado que estava era péssimo. Kizimu sentiu a pressão do que seria o pesadelo.
— Não abaixe a cabeça. Vamos conseguir.
Aisha pegou a mão de Kizimu. Ela que antes estava em pânico, agora estava motivada. Ver Kizimu vencer tantos inimigos, deixou ela determinada. Assim ficou feliz.
— Você tem razão. Vamos conseguir.
Kizimu tentou andar e sentiu uma fraqueza no corpo. Era uma certa tontura.
— Cuidado, hã, que corte feio… droga, o que faremos?
— Eu não sei, terei que lidar com esse problema por enquanto.
— O problema é que vai continuar a sair sangue… a não ser que…
Aisha foi para trás de Kizimu, e tocou com seu dedo nele. Ela respirou profundamente e pensou, pensou e pensou. O desejo que ela queria, era causar erro, falhar, não funcionar direito.
Desejo fluir, desejo coexistir, desejo acertar.
De repente Kizimu sentiu, era como se aquele sangue que escorria, tivesse parado seu fluxo. Aisha ocorreu erro no fluxo de sangue que saia. O sangue agora não estava mais escorrendo disparado.
— Isso é bem útil…
— Mas é temporário, além de que não vai curar o sangue que já perdeu.
— Vamos encontrar todos, temos que no mínimo nos juntar.
Aisha afirmou com a cabeça, assim, eles estavam preparados para o pior. Não veriam guardas até chegar nos quartos. O problema era quando chegar nos quartos. Então, Kizimu deveria, ferido como estava, enfrentar os diversos guardas.
Mesmo que fosse um péssimo plano, era a única opção que tinham.
Correram, rumo aos aliados que precisavam encontrar.
✡︎—————✡︎—————✡︎
As serpentes negras cortaram o ar. Como uma dança eloquente, se fez diversos ataques. As espadas tentavam cortar com brutalidade o fio de aço, mas sem capacidade.
Talia defendia-se de três espadas que cercaram ela, mesmo assim, sua habilidade impediu todos os tolos de avançarem. Ela não poderia ficar sem reagir, então, girando suas armas brutalmente, ela desarmou os grandes homens.
Eles agora sem suas armas seriam inúteis… isso era o que Talia achava. Os homens, com seus punhos e olhos cheios de ira, avançaram para tentar devastar a menina. Como mestre de marionetes, aqueles fios se prenderam nas mãos, fazendo uma teia impedindo os punhos de avançar.
Soltou ar decepcionada.
Então, ela girou seus dedos, fazendo com que os homens a sua volta tivessem suas cabeças penduradas por cordas. Um ato cruel, como um banquete real. Aqueles homens se debateram no ar, cada vez mais sem ar ou forças, até então, perderem totalmente a compostura.
As marionetes que estavam penduradas no ar pelo pescoço, logo perderam seu movimento, e seus braços caíram como se tivessem retirado as suas cordas. Agora, vazios, Talia, com a pouca consideração que tinha, soltou aqueles homens tolos, que caíram no chão, agora desmaiados e sem ar.
— Que coisa assustadora.
Quando pareceu ter um momento de tranquilidade, viu cruzar o corredor mais três guardas insanos. Pelo visto isso não teria fim. Um brutamontes segurava em sua mão um machado pesado. Um outro homem tinha uma fina espada longa. E outro tinha uma cimitarra. Todos eram especializados em armamento especial.
Normalmente os guardas usavam espadas longas, mas, havia aqueles que se especializaram em outros tipos de armamentos. Eles tinham o costume de ser mais fortes que outros guardas. Por saber disso, Talia se prontificou.
Antes do homem chegar, os fios avançaram para pegar o brutamontes de machado, mas surpreendendo ela, o homem de espada longa fina cortou as direções de seus ataques.
— Que dizer que mesmo loucos eles ainda pensam?
O garoto de cimitarra parecia um animal correndo em quatro patas, e chegando com um corte que vinha de baixo, ele raspou o chão. Talia girou e dançou puxando os fios de aço para tentar prender o homem.
Sorrateiro, ele esquivou dos ataques, assim Talia percebeu que não estava enfrentando fracos guardas. Eles eram um problema verdadeiro. Talia rebateu seus fios para longe, para usar eles mesmo para puxar ela.
Recuando de um corte que acertou fios de seu cabelo. Ela notou a espada longa fina quase perfurar sua barriga. Talia então serpenteou seus fios de aço fazendo uma proteção exatamente onde o golpe foi feito.
Talia era uma ladra. Desde mais nova, ela sempre fez de tudo para conseguir tudo que queria. Mesmo assim, ela era limitada às regras do mundo. Só que as regras do mundo não eram capazes de parar Talia.
Quanto mais ela queria, mais ela buscava. E mais roubos ela fazia necessário. Por isso, com os roubos cada vez mais insanos, ela necessitou de uma arma que pudesse ser capaz de vencer a força de todos os guardas.
Se inspirou nos animes que assistia e nos quadrinhos. Nos ninjas e nos herois. Assim, criou fios de aço que saiam de aneis especiais. Eles foram forjados por Seraphina, e suas capacidade eram sim feitas com rituais especiais.
Não eram fios de aços naturais, eram fios amaldiçoados. Com efeito claro de avançar onde a usuária deseja. Algo tão perfeito e calculado, na mão de uma garota que treinou muitos dias para se mover como uma ninja.
Ela tinha as armas mais ferozes, com o estilo de combate mais perturbador. Ali, ela não perderia, não desistiria, não falharia. Seus fios que cruzavam a lógica se expandiram para todas as paredes. Eles rebateram e foram nas direções propostas.
O homem belo de cabelo loiro, ao qual segurava a espada fina longa, rebateu alguns fios de aço, mas alguns acertaram os braços e pernas. Ela puxou os braços, e conseguiu o que era necessário. Ela abriu os braços e pernas e fez ele ficar totalmente aberto em X.
— Isso!
Ela fez bastante esforço para conseguir tamanho feito, e o homem estava preso em sua teia, mas algo foi rápido demais. Sorrateiramente, um corte veio de forma que Talia nem imaginava, sua barriga foi rasgada de forma devastadora.
A velocidade daquele homem de cimitarra era muito alta, e as habilidades de cavaleiro dele superaram sua imaginação. Isso assustou Talia — Não!
Talia sorriu para o perigo iminente. Pois agora, ela seria obrigada a superar os guardas do reino que ela tanto odeia. Os guardas eram inimigos naturais da garota de língua afiada. Então, perder para eles era o verdadeiro crime.
A gatuna girou suas mãos e puxou o homem preso em X para perto, usando o próprio como uma arma viva, ela girou ele e atacou o homem da cimitarra. Mas, o mesmo não estava são.
O corte brutal da cimitarra arrancou a vida completa do homem loiro. Talia ficou boquiaberta, pois ela não queria que isso acontecesse. Ela apertou seus molares, e girou sua arma. Então, serpenteando os diversos fios, caíram e avançaram no careca homem da cimitarra.
Ele não se deu por vencido, e fazendo corridas próximas ao chão, desviou dos ataques. Diversos cortes avançaram, mas Talia, mordendo a bochecha para manter o foco no máximo, defendeu cada ataque.
Golpe por golpe, cada que fazia em sua essência. As armas recuaram e desdobravam com cada golpe fatal. Cada ataque insano de veloz se equiparava ao outro, e então, Talia aumentou.
Dezesseis fios se tornaram trinta e dois, e fazendo um grande dançar, um lotus negro de fios que desabrocharam em tanta essencia, assim, acertou diversos locais do corpo do homem careca.
Laceraram, cortaram, fatiaram e no fim ele não aguentou. Ele caiu no chão, agora tão ferido que não poderia ser capaz de continuar.
— Toma essa, guardas malditos.
Ela ofegava, o sangue escorria de sua barriga com um corte bem profundo era problemático.
Ela olhava para sua própria ferida, e então, o sentimento de morte se fez presente. Era como se todos os pelos de Talia se arrepiarem, um frio na barriga, como se o corpo estivesse flutuando. Era apenas medo, tudo foi momentâneo, pois, ela agindo por medo, gingou um grande arco defensivo.
Em vão.
Um brutal machado quebrou todos os fios, perfurando eles por completo, Talia viu sua vida escorrer por segundos, então, um baque acertou seu corpo pelo lado. O machado caiu ao chão, destruindo diversos ladrilhos, um corte tão brutal que rompeu o chão fatalmente.
Talia tentou entender o que tinha acontecido, ela foi arremessada ao lado, e um peso estava em si. Olhando, percebeu um corpo que estava segurando ela. Alguém tinha salvado ela da morte.
— Bianca…
— Eu não vou deixar ninguém morrer antes de mim.
— Sua louca.
Bianca levantou, a mesma que salvou Talia, ergueu uma espada longa.
— Você luta?
— Acha mesmo que eu não teria truques escondidos? Não é a única que sabe truques, sua pequena farsa.
Talia estalou a língua. O segredo dela cada vez mais estava sendo descoberto.
— Quer dizer que todo mundo sabe já?
— Então, quer dizer que nosso oponente é o “Son goku”?
— Sabe o nome desse brutamontes?
Talia se colou ao lado de Bianca, que estava com a guarda alta, a mesma puxou seus fios todos para dentro, e preparou seu próximo ataque. Ela mesma percebeu algo. Aquele homem imenso era forte demais, não conseguiria defender os ataques dele.
— Aquele homem é um dos dez mais fortes de Insurgia. Seu apelido é “Son goku”, porque, sempre aparece mais forte que antes, como se fosse uma transformação nova. Você não vai ser capaz de vencer ele sozinha. Pequena farsa.
— Certo, então me diz, o quão habilidosa você é?
— Esse tanto!
Bianca avançou como um guarda real. Um avanço digno de uma premiação de elite, seu corte avançou nos ares devastando todo o vento que foi cortado — para então ser defendido com um machado mais brutal ainda.
O machado daquele homem era totalmente feito sob medida, algo de extrema qualidade. O homem era uma aberração de força e defesa, sendo enorme e tendo uma agilidade absurda.
Para os parâmetros normais, ele nem era para ser considerado humano. Bianca golpeu diversos cortes de excelentíssima qualidade no brutamontes, no qual, apenas defendeu todos de uma maneira sobrenatural. Ele então, arqueou o corpo, girou com um bruto movimento, e como um giro profano que rompeu os ventos, ele deu um corte arqueando o corpo por completo.
Bianca nunca conseguiria se defender daquele golpe, ou teria velocidade para desviar e quando o golpe raspou sua vida. Fios de aço puxaram o corpo de Bianca para longe.
— Você está bem?
Talia chegou perto de Bianca para ver como ela estava. Aquela situação foi insana, e não seria de se admirar que ela tivesse um pingo de med—
— Incrível! Perfeito! Que coisa insana! — Eufórica estava a garota, ela não sentiu uma gota de medo, ela não era capaz, e ao contrário, o sentimento de quase morrer, fez sua barriga dobrar, ela ficou ainda mais eufórica. — Eu preciso matar ele! Eu preciso deixar ele me matar! Precisamos nos destruir!
— Você é completamente maluca.
Talia ficou sem fôlego pela total insanidade de Bianca. Se perguntou se ela mesma não estava sendo afetada pelo pesadelo. Mas com certeza Bianca seria necessária, pois, sua qualidade de combate era irreal.
— Bianca, está claro que você é muito habilidosa, me diga, aquele brutamontes é que nível?
— Ele é o sétimo mais forte do reino.
— Então, você está quase no nível do sétimo mais forte?
Talia recalculou seus movimentos, atacar sem pensar seria impossível. A velocidade daquele homem era tão ilógica que poderia dizer que era superior ao homem careca e o loiro.
Era até difícil pensar que Amara, Bellatrix e Leonardo seriam mais poderosos que esse brutamontes. Pensando um pouco mais, quem era o quarto, quinto e sexto mais fortes? Talia nunca teve interesse… ao menos, a verdadeira talvez tivesse.
— De novo!
Bianca avançou com uma qualidade excelente, ela avançou sua arma, brutalmente batendo na lâmina que quase matava ela. Ela recuava, girava, dançava diante o perigo, ela sorria, frenética, quase como um demônio em sua caça.
— Hahahaahahahahaaha.
Aquela garota insanificada ria como uma doce donzela, mas carregando uma maldade que não poderia ser dito diferente de demoníaca.
— Certo, eu tenho que ajudar de alguma forma.
Talia correu e chicoteando os dois braços, ela serpenteou diversos fios de aço para frente, tentando pelas aberturas que aquela luta insana causava, acertar seus fios.
Mas em vão. O homenzarrão conseguia defletir os mais diversos fios, e acertava ainda defesas em Bianca, ao qual parecia querer claramente matar o homem. Os olhos dos dois foram injetados de desejos assassinos, e ambos cortavam.
Talia viu uma falha de Bianca, onde ela quase morreria, então, puxou pela cintura, acima disso, fez a mesma atacar de cima, servindo de extensão.
— Incrivel! Incrivel! Incrivel!
Bianca cortou de cima e o homem surpreso defendeu com um corte brutal, girou no próprio ar e deu um corte invertido no olho do homem, mas não pareceu vencê-lo.
Defletido.
Bianca foi recuada por Talia, enquanto o homem estava parado lá.
— Você está me fazendo dançar no ar! Com seus fios eu posso ir mais insanamente do que tudo.
— Mas é loucura, eu não consigo fazer você de marionete!
— Apenas sinta, aumente o fluxo. Seu corpo é uma extensão do real e do irreal. O que diferencia os amaldiçoados de nós é que eles nasceram com rituais gravados em suas almas. Mas, se a gente lutar com a loucura, se a gente enlouquecer, fazemos nosso corpo atingir o ápice dele. Assim, podemos ficar tão poderosos quantos os amaldiçoados!
Aquelas loucuras que Bianca falava eram apenas loucura. A pouco tempo aprendeu sobre maldições e bênçãos, mas o que aprendeu foi que apenas pessoas especiais tinham habilidades irreais.
Ela estava dizendo que até mesmo pessoas normais poderiam se tornar aberrações iguais os amaldiçoados? Isso era uma insanidade que apenas Bianca poderia realmente dizer.
A garota avançou mais uma vez, o corte dela cruzou tudo e cada vez mais defletiu a defesa do brutamontes. Era como se a cada estocada de Bianca, mais intensa e poderosa ela estivesse.
Talvez ela estivesse certo. Enlouquecer poderia trazer a vitória… Talia tocou na ferida na barriga que não parou de sangrar até aquele momento. O sangue vermelho que escorria era tão vivido.
— Enlouquecer é… então tudo bem. Vamos enlouquecer!
Dezesseis fios viraram trinta e dois, ela usou os fios para subir até o teto, e como um grande teia, atingiu todas as direções, os golpes bateram em todos os lugares, e avançaram de todas as direções.
Bianca ria demoniacamente, eloquente como ela verdadeiramente era. O corte dela deu uma estocada precisa, um perfurante e brutal ataque direto na jugular.
O brutamontes não falharia, e atacou de cima a baixo, devastadoramente, aquele golpe seria indefensável, e mais rápido que Bianca, mesmo assim, Bianca não temeu, não sentiu medo, não falhou, ela enlouqueceu.
— Vamos morrer juntooooos!
O golpe de Bianca seria ineficiente, lento demais, ela perderia e morreria para o homem — se o oceano de diversas serpentes negras não tivessem cortados por todos os lados, enlouquecendo, cruzando tudo, e acertando todas as direções do brutamontes.
Ele foi cercado, cada parte do corpo dele foi envolvido pela serpente negra, onde os fios impediram o fluxo do ataque. Agora impedido, Bianca, a quem decidiu desde o começo daquele ataque seu perfurar direto, avançou no pescoço e — perfurou com todas as forças aquele homem.
Um trabalho em equipe insano, feito por duas garotas que tinham enlouquecido.
Elas tinham vencido juntas o sétimo mais forte de Insurgia.
✡︎—————✡︎—————✡︎
O homem gorfava sangue. Um golpe direto na jugular não era possível continuar vivo. Bianca retirou a espada e com um brandar limpou o sangue da espada. Uma arte de espada linda.
Talia, que antes estava no ar, caiu ao chão, com uma qualidade grande, dado a sua incrível habilidade. Então, ela correu até Bianca, agora diante dela, abraçou a mesma.
— Conseguimos!
— Sim, farsante, conseguimos.
— Para de me chamar assim, eu tive minhas necessidades.
Medo.
O fluxo do tempo parou quando Talia sentiu algo falhar, era como um arrepiar, seus órgãos estando flutuando e seus pelos arrepiando. O sentimento de morte se aproximando. Olhou para o que causou isso e viu.
Aquele homem, mesmo totalmente abatido, com um golpe que deveria ser fatal ao ser humano. Ele não desistiu, e se levantou mais forte. Como um último cruzar, um corte brutal. Um respiro determinado de um homem que já se fez o mais forte. Ele fez, o corte final.
A vida de Talia passou pelos seus olhos que se fecharam por reflexo.
— Abra os olhos, farsante. Não vamos morrer tão cedo.
Talia abriu seus olhos e viu algo que tirou todo o seu fôlego. Uma aura verde estava por todo o ambiente, segurando o grande machado que se recusava a desistir, estava uma espécie de crânio. Era um ser longo e vertebrado, feio puramente de ossos, como se fosse o crânio de um dragão ele mordia o machado.
— O que…
Aquela cobra de ossos mordia o machado que tentava com todo seu poder destrutivo avançar, mas em vão. Ele usava toda a força restante, e a cobra não cedia. Na verdade, a cobra atingiu tanta força em suas presas que o aço do machado começou a se quebrar, até que enfim, ele cedeu e morreu. Caindo no chão.
Talia viu a cobra correr pelo ar, que estava agora em cor verde. Essa aura intensa parecia densa, e a cobra correu pelo espaço, até chegar em um corpo. Ela retorceu como se pertencesse a ele. O garoto sem muitas feições importantes segurava um livro, e parecia mais imponente do que nunca.
— Vicenzo…
Talia ficou sem ar, a presença do até então sem graça Vicenzo, parecia muito grandiosa. Aquela aura verde que oscilava entre ele, era perturbador.
— Não se preocupa farsante, ele está do nosso lado. Ele é um alquimista do reino, não apenas isso, a família dele sempre esteve envolvida com rituais secretos, então, ele será uma arma necessária para pararmos o pesadelo.
A gatuna não sabia o que dizer, aquele homem tinha um ser místico no próprio ombro, como se fosse uma extensão de si. Isso era algo fora do comum. O resplendor de algo tão fora dos padrões deixou Talia tonta.
— Eeei! Vocês estão bem?
— Talia, Bianca, finalmente encontramos vocês!
Kizimu e Aisha chegaram logo após, eles finalmente encontraram pessoas, e estavam aliviados por estarem todos bem. Os irmãos chegaram até que notaram Vicenzo com algo sobrenatural nos ombros.
— Você é um bruxo? — Aisha questionou.
— Bruxo…? Meus avós se chamavam assim, eu gosto de me chamar de alquimista.
— Mas está do nosso lado, certo? — Kizimu fez a pergunta de ouro, como se aquilo fosse a única coisa que importasse.
— Eu afirmo que estarei lutando ao lado de quem Bianca estiver lutando ao lado. — monocromáticamente sua voz ressoou.
Kizimu não estava surpreso com o ritual, pois, para ele, o sobrenatural não era nada além de seu cotidiano. Apenas estava surpreso por ver algo novo, mas era o menos surpreso dali.
— Caramba, Kizimu, você está péssimo.
— Você também, sua ferida está bem profunda.
Talia e Kizimu reconheceram-se como os mais feridos até então. Aisha e Bianca não tinham nenhum arranhão.
— Vicenzo, cure eles.
— Como quiser.
Surpreendendo a todos. Passos que foi dado pelo garoto, deixando Talia tensa. O garoto de traje escuro de corte gótico foi até a gatuna. Ele ergueu a roupa da mesma levemente. Ele passou seus dedos, fazendo um símbolo “Z” e “I” Depois a aura verde ficou mais intensa.
A ferida de Talia se regenerou completamente. A ferida se fechou e como se um completo regenerar fosse feito, ela se sentiu completa. Todos contemplaram isso boquiabertos.
— Como você fez isso?
— Núcleos Zeta e Iota. Eu impulsionei e fortaleci a vida dela, além disso, acionei uma microcura, restaurando células. Essa aura verde é a essência espiritual, ao qual estou fortalecendo os efeitos de meus rituais.
Kuzimu, você não consegue fazer isso?
“Você não tem esses núcleos dentro de si não.”
— Claro que não tenho… Vicenzo, me cura também.
— Ah, claro.
Logo após ele fez o mesmo ritual em Kizimu, usando o próprio sangue dele para fazer o símbolo do ritual. As feridas das costas, braço, e barriga estavam curados completamente. Kizimu até se sentia mais leve.
— Que coisa assustadora.
— Kizimu-Chan, finalmente estamos reunidos juntos de novo. Vamos juntos enfrentar esse pesadelo?
Bianca pegou Kizimu pela mão e começou a dançar em meio aos corpos. Kizimu apenas se deixou levar, mas logo estranhou.
— Como conseguiu enfrentar os guardas que estavam na sua porta?
— Eu também sei lutar bobinho.
— Certo…
Kizimu estranhou um pouco mas se deixou levar por aquela loucura, até então ela soltar ele. Agora livre, Kizimu andou até o meio.
— Agora que estamos todos bem, devemos achar o resto. Pandora, Guto, Brielle. Devemos achar todos eles.
— Isso mesmo, agora nossa prioridade é nos reunir com todos, e formar um plano de ataque.
Aisha complementou o chamado de Kizimu, e todos assentiram, estavam pensando exatamente a mesma coisa. Agora iriam se reunir com o resto do pessoal.
Juntos iriam deter os problemas de Insurgia.
D—————L—————F
Gostou do capítulo? Entre no nosso servidor do Discord e receba todas as mais diversas atualizações, além de poder perguntar coisas da obra diretamente para o criador.
—————————————
Hora do chá
————————————
Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
O confronto que de hoje foi, Talia! Não apenas isso, espera, Bianca sabe lutar?
Vimos a dupla de suspeitas lutarem contra o sétimo mais forte. E vencerem!
Mas a coisa mais surpreendente não foi Bianca lutando, e sim, Vicenzo usando rituais? Quer dizer que desde o começo ele sempre soube fazer isso?
Amanhã teremos mais luta, quem vocês acham que é?
Não se preocupem, amanhã tem mais capítulo, então venha aqui 20:15
Bye, bye
Ass: CaiqueDLF

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.