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    Kizimu disse para Pandora cuidar de Aisha, então, ela foi para seu quarto. Ela tomou um banho para se refrescar, escovou os dentes, arrumou-se, colocou o pijama, colocou seu celular para carregar, e deitou-se.

    — Aisha está demorando…

    Pandora olhou para sua própria mão, ali um dia já existiu um anel que impedia as maldições de fluírem. Por muito tempo, ela achou que nunca poderia viver tranquilamente.

    Foi graças a aquele garoto que acordou de repente que foi salva. Pandora era tão frágil, pequena, insignificante, mesmo assim, ele estendeu a mão.

    — Eu preciso ser mais forte.

    Ela entregou sua vida a Kizimu. A vida que quis abandonar. Ele quis mais do que tudo o que ela abandonou. Se ele queria sua vida, precisava dar valor à própria vida. Ela se esforçava para ser a melhor empregada pessoal que ele poderia ter.

    Pandora mudou atitudes, mudou mentalidade, fez de tudo para ser mais. Ficou assertiva, ficou mais determinada. O que o amor era capaz de mudar nas pessoas era irreal. Então, ela apertou o próprio peito.

    — Ele me pediu em namoro…

    Um devaneio veio à sua mente. Como um pequeno vazio… mas sorriu logo em seguida. Kizimu ainda era inocente demais, então, aquele pedido meigo, era uma criança que ainda não sabia seu significado.

    Não queria se aproveitar da inocência dele, mesmo que usou isso para motivá-lo.

    — Será que eu mereço estar ao seu lado…?

    Algumas lágrimas surgiram, conforme ela lembrava das falhas que ela teve até o dia de hoje, e assim, ela dormiu. Confortável foi a noite em que ela dormiu. Sonhou com o dia em que foi salva, sonhou com os acontecimentos, suas conquistas, e assim, sua noite passou.

    De repente — um estrondo ocorreu.

    Pandora abriu os olhos assustada, e completamente alerta, quando tudo parecia ainda tremer.

    — O que foi isso?

    Sair da transição do sonho para o acordar foi estranho, e ela sentiu-se tonta quando levantou rápida demais. A escuridão estava por toda volta, e ficou assustada. Olhando a sua volta, ela percebeu algo estranho, era como se tudo estivesse ficado vermelho quente.

    “Essa aura… um ritual foi feito.” — Curupira falou.

    “Divertido, divertido, divertido. Algo incrível está para acontecer.” — riu o Saci.

    “Se prepare, sentimentos estão sendo descontrolados por todos os lados” — Ressoou a loira

    Com todas as vozes falando quase ao mesmo tempo, Pandora sentiu um incômodo. As pontas do seu cabelo pegaram fogo azul. Seus olhos ficaram em chamas e ela observou a aura do quarto.

    Diversos símbolos gregos indicavam, como se formassem uma grande amálgama de teias de informação, e isso se espalhava por todo o quarto. Olhou para porta e viu as diversas auras que existiam fora do quarto.

    A cor das auras deles estavam sendo contaminadas, era como se algumas das auras estivessem sendo fixadas sobre esse grande conjunto de escritas gregas. Ela se grudava ao corpo, e à mente, se formando por todo corpo.

    — Isso vai ser complicado.

    Pandora saiu do quarto, viu algo horrível. Diversas pessoas estavam se acertando, os guardas estavam se matando. Era visível que alguns tinham escrituras que se ligavam àquelas que estavam no ambiente.

    Mas, as pessoas puras, sem escrituras no corpo, apenas ficavam sem serem afetadas. Pandora viu o massacre se iniciar.

    “Jovem Pandora, usar as chamas será ruim, assim irá feri-los, e nossa missão não é essa.”

    “Usa meu poder, usa, usa, usa. Se você dar uma bela pancada na mente deles, eles apagaram. Faz um vush, um splesh e bang. Vamos, vamos, vamos.”

    O corpo de Pandora enegreceu. Um passo foi dado e uma intensidade fluiu. Todos ali, dos loucos aos sãos, sentiram a pressão que foi iniciada pela garota. Ventos fortes fluíram por todos os lados.

    Apenas as paredes pararam os ventos ferozes que cruzavam tudo, janelas vibraram com as batidas da ferocidade que fluía. Uivava, ventos tenebrosos, e a garota no centro iniciou.

    Todos os loucos avançaram nela, como se apenas um inimigo existisse ali. Ergueram suas armas. As mais diversas avançaram, e a doce garota ao centro observou todos se aproximando dela.

    Então, de baixo a cima, os ventos inverteram a polaridade da gravidade. Todos que avançavam para ela, voaram descontrolados por uma tormenta que jogou todos para cima. Então, ela girou um tornado feroz que jogou todos os homens para o chão.

    Os mais de 7 loucos que avançaram foram jogados no chão. Aqueles sãos que não foram afetados, puderam presenciar algo super poderoso, era como uma verdadeira aberração.

    Uma mulher negra com os cabelos em chama. Tal mulher contornou os ventos, controlou como uma domadora feroz, uma verdadeira deusa.

    Para todos, era como se os céus estivessem sangrando, e depois disso, pessoas enlouqueceram.

    E então, um ser divino desceu a terra. Era assim que pessoas viram Pandora, uma verdadeira lenda viva, no qual, passariam suas lendas, nasceria um novo folclore.

    Pandora, observou com olhos em chamas a sua volta. Até que algo aconteceu. Uma flecha cortou os ventos e quase acertou ela. Foi Curupira que tomou conta de seu corpo e segurou a flecha.

    — Obrigada.

    “Somos uma equipe”

    Pandora observou aquela mulher que usava um arco e flecha. Ela não estava sendo controlada. Ela viu que a garota sentia medo, e senso de dever. Provavelmente eles achavam que aquilo era causado por Pandora.

    Humanos normais não eram capazes de entender o sobrenatural, ver algo tão irreal, era perturbador. Ela tremia, mesmo que tremia, ela não recuava.

    — Eu não vou deixar você ferir mais ninguém, sua bruxa!

    As palavras determinadas da garota deixaram Pandora feliz, pois o povo de Insurgia não eram pessoas que recuariam no problema que surgiu. Mais uma flecha avançou, a força daquele ataque e a precisão aplicada conseguia cortar os ventos que enlouqueciam em volta de Pandora.

    Segurando com a mão aquela flecha, a mulher se levantou. Ela correu e retirou uma espada da bainha, determinada estava ela. O avanço cruzou como um pássaro correndo contra a correnteza do vento.

    Aquela mulher intensa era um pássaro com desejo de salvar seus companheiros. A espada avançou com uma estocada imperdoável, até que, uma tormenta de vento protegeu Pandora.

    A espada não conseguiu avançar naquele montante de vento que protegia o corpo de Pandora.

    — Eu sou Tatiane Garuda. Eu sou a décima mais forte do reino. Eu prometo, eu vou te vencer, sua aberração, protegerei a todos. Como o título de falcão.

    Tatiane era o falcão do reino. Pois seus olhos eram os mais afiados de todos, ela tinha uma precisão extrema. Seu armamento especial era arco e flecha. Mesmo assim, ela era também muito habilidosa com espada, sendo a décima melhor.

    Sua determinação era inabalável, e mesmo que tremia, por enfrentar algo não humano, ela não iria recuar. Sua determinação e sentimento de dever. Ela precisava proteger aquele reino.

    Os papeis estavam invertidos, quando Pandora quem estava salvando eles, se mostrou como uma aberração natural. O medo do sobrenatural deixou todos apavorados. Os guardas perderam a vontade de lutar — menos Tatiane.

    Ela forçou, tentou, esforçou, usou toda capacidade dela para tentar avançar naqueles ventos ferozes. Então, recuou, puxou seu arco e flecha. Aquele ataque era tão forte que conseguia passar dos ventos de Pandora.

    Contudo, segurava a flecha com a mão.

    — Garota, seus ataques são belíssimos… parabéns por proteger seus amigos, eu não vou machucá-los.

    — Não vou conversar com uma aberração, não vai me manipular!

    Mais uma flecha, falha, correu em volta do vento, puxava uma flecha para tentar distrair Pandora. A mesma apenas observava, via com admiração aquilo. O grito determinado dos seres humanos.

    Mesmo com medo, ela tentava fazer o impossível, vencer uma aberração natural. Vencer uma lenda viva.

    Tatiane atrás de Pandora avançou com um golpe extremamente preciso cortando os ventos, observou a falha, observou o local onde Pandora não observou. Rápida demais, forte demais, ela iria superar o impossível.

    A estocada da humanidade, o grito do falcão, a morte certa. — Então ela atravessou Pandora.

    — O que…?

    Sua voz quase não saiu, quando ela percebeu que sua espada atravessou seu alvo. Além de controlar os ventos aterrorizantemente, ela não era… acertavel?

    Com seus cabelos loiros. Pandora ficou intangível, pois aquela garota que superou sua velocidade, e atacou em seu ponto cego, fez algo excelente. Mas já tinha perdido tempo demais naquela luta. Mesmo que ela fosse determinada, existia uma diferença entre seres humanos normais, e seres humanos com maldições.

    Um furacão correu em volta da negra garota, Tatiane tentou fugir, mas não conseguiu fugir, foi forte demais. Então girou e girou e centrifugou, no fim, levada aos céus e até o chão. O impacto forte seria o suficiente para derrotar qualquer pessoa.

    Mas Tatiane não cairia.

    Mesmo com aquele impacto, ela continuou acordada, ela tentou se levantar, então, com uma lufada de vento, Pandora causou um impacto e derrubou ela ao chão. Tatiane não desistiu.

    — Eu não quero te maltratar, eu prometo não ferir ninguém, apenas desista.

    — Eu… não… vou… desistir.

    Pandora estava feliz, ela viu uma garota muito forte, que sempre se levantava. Era exatamente o que Pandora queria se tornar. Admirada, ela parou de se conter.

    — Então, eu vou ter que atacar com tudo.

    O fluxo de vento cruzou aos céus, puxando para cima e para baixo ao mesmo tempo, ela fez pressão o suficiente para esmagar uma pessoa. Ela não queria torturar, ela queria vencer.

    Vencer o pináculo da determinação.

    Tatiane se fez de forte, forçou o máximo do ar que pouco tinha nos pulmões, estava determinada, a paixão dela pelas pessoas que precisava proteger. Pelo mestre dela que morreu, ela precisava ser forte.

    Forçando seu corpo contra o vortex, ela dolorosamente sentiu seus ossos se romperem, e mesmo assim não parou, ela puxou sua arma e ajeitou seu corpo. Calculou como aquela pressão estava fazendo. Observou a aberração à sua frente.

    Os olhos em chamas, ela parecia indiferente, como um Deus olhando para meros humanos. Isso era arrogância dos mais fortes. Tatiane sentiu aquele aperto no peito sabendo que não iria conseguir, mas ela chegou até ali, e não poderia parar, então, usou toda força e precisão do seu corpo.

    A flecha mais intensa que já lançou, dentro de um vortex cada vez mais intenso, então, aquela flecha avançou com tudo, em uma velocidade que ela não seria capaz de imaginar. Ultrapassando tudo, até — acertou aquela aberração.

    Tatiane chorou, pois ela tinha conseguido fazer o impossível, e então, praticamente sem ar, ela desmaiou.

    Pandora riu com a flecha que estava em seu ombro, perfurou bem fundo, mesmo assim, ela não ficou triste. Estava feliz, ela permitiu aquele ataque, para que ela pudesse se orgulhar de poder ferir a inalcançável.

    D—————L—————F

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    Hora do chá

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    Yahalloi

    CaiqueDLF aqui!

    A luta de hoje foi Pandora, mas algo engraçado ocorreu.

    Até então, foram nossos heróis tentando superar dificuldades imensas, mas dessa vez o papel se inverteu. Foi uma guarda que tentou superar nossa Pandora.

    Pandora que era a dificuldade de superar. Tatiane, por incrível que pareça, é bem mais forte do que parece.

    Se reunisse, 30 guardas do reino, ela sozinha conseguiria vencer todo eles. Essa é a disparidade de habilidade.

    Apenas para comparar.

    “Son Goku” venceria uns 70 guardas sozinho, lutando ao mesmo tempo.

    Amara e Bellatrix venceriam um total de mais de 300 guardas ao mesmo tempo cada uma sozinha.

    Leonardo não seria derrotado por nenhuma quantidade, talvez apenas se juntassem o top 5 contra ele, aí sim ele teria dificuldade. Com essa exceção ele é quase invencível.

    Leonardo é o que poderia ser chamado de exército de um homem só.

    Agora eu gostaria de fazer uma nova comparação. Os amaldiçoados tem uma disparidade de nível enorme com os humanos comuns.

    Por exemplo.

    Se reunisse um exercício contra Pandora ou Kim, eles devastariam o exército inteiro. Eles só poderiam ser parados por Leonardo, Viviane ou Labella. Ah e pelo Rei também. Qualquer outro, como Bellatrix e abaixo dela, não tem a mínima chance contra as maldições.

    Essa foi a curiosidade de hoje.

    Não se preocupem, amanhã tem mais capítulo, então venha aqui 20:15

    Bye, bye

    Ass: CaiqueDLF

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