Índice de Capítulo

    Um par de espadas curvadas presas por correntes metálicas. Duas cimitarras de gancho estilizadas em maneira excêntrica. Uma lâmina dupla de haste longa. Uma lança bifurcada. Uma foice completamente negra. Uma enorme tesoura verde. Um kanabō metálico com corpo retangular e alongado e reforçado com espinhos. Um enorme machado de duas lâminas vermelho vivo com pontas metálicas. Uma Lança de guerra tal com uma ponta semelhante a uma grande flecha. Um grande Bõ vermelho com a ponta laminada. Uma faca selvagem. Uma manopla afiada com dedos afiados. Um grande escudo retangular somado a uma espada longa curvada e por fim onze espadas longas de design elegante e equilibrado, essas eram as diversas armas que compunham aquele mar insano à frente de Kizimu.
       
        Ele engoliu seco.
       
        — Que coisa assustadora, nunca vi tantos tipos de arma.
       
        Então, Kizimu correu. Aquelas longswords eram tão belas que provavam que todos ali eram inimigos formidáveis. E tanto, não tinha forma de conseguir vencer todos os inimigos ao mesmo tempo. Kizimu começou a pensar.
       
        — Enfrentar tudo isso é a coisa mais fora da curva que vou fazer na minha vida, mas, se necessário, eu vou vencer!
       
        Circulou um avanço perpendicular, aquela imensidão de inimigos vieram, mas não tinha forma alguma de vencer se fosse um confronto direto.
       
        — Eu preciso fazer um combate um contra um contra cada um deles.
       
        Avançou e girou, sua arma bateu na primeira espada longa, ela ornamentada não derreteu com apenas um corte, isso seria problemático. Defletiu um golpe, logo atrás veio outro, defendeu, chutou virou e defendeu outro. Não poderia continuar ali.
       
        Correu e quase foi mutilado, ficar preso em um lugar era fora da curva. Ali, a luta se tornou extremamente intensa. Como vencer aquela aborrasidade de inimigos.
       
        — Droga, eu preciso pensar! Kuzimu, Help!
       
       “Prever seus inimigos não é suficiente, então, precisará inovar. Existem diversos inimigos com armas comuns, mas os mais problemáticos serão aqueles com armas diferentes, pois então, seu objetivo será derrotar os usuários de longsword”
       
        — Isso eu já seeei!
       
        Defendeu um avanço súbito de uma tesoura enorme. Era inacreditável como aquela tesoura estava sendo parada por uma mera faca de caça, e a tesoura tentava fechar.
       
        — Aaaar!
       
        Defletiu e recuou, duas espadas tentaram o cortar. Todos insanos, loucos, e incrivelmente habilidosos e pensantes. O nível de dificuldade estava maior do que da última vez.
       
        Antes, parecia que apenas 3 inimigos eram verdadeiramente habilidosos, agora, todos pareciam um nível de habilidade excelente, não era o suficiente. Por vantagem, conseguia prever seus inimigos, todos eles continuavam com alguma maldade clara.
       
        O que mais dava trabalho, era as lâminas não derreterem diante das chamas púrpuras da faca de Kizimu. E mesmo que pudesse prever, os inimigos tinham habilidade o bastante para serem trabalhosos demais.
       
        Kizimu levemente ofegou, pois estava tendo que correr muito. Ficar parado significava deixar juntar muitos inimigos em sua volta, e isso deixava uma desvantagem enorme. Não tinha ninguém para auxiliar diretamente, e sua batalha era mais problemática ainda.
       
        — Caramba, eu sou fraco demais.
       
        Defendeu um corte, girou por debaixo de uma perna. Evitou por pouco a lâmina bifurcada de uma mulher, ela não era possível de prever, seria um problema enorme. Levantou e na sua frente uma girou uma Bladed Spear. Bateu o primeiro golpe, girou e acertou o outro lado da lâmina, foi um giro de ataques bem colocados que deram problema. Kizimu ficando apenas na defensiva, ficou preocupado e então girou sua arma para defender uma outra espada longa.
       
        — Tive uma ideia! Lembra daquele ritual de aceleração física? Não aumente totalmente minha velocidade, aumente apenas um pouco, assim vamos gastar menos energia.
       
       “Se fossemos calcular, naquela vez, você usou 90%, agora você quer gastar 30%, você por um minuto e meio conseguirá usar esse estado 3 vezes. Está preparado?”
       
        — Sim!
       
        “Flua”
       
        — Aceleração energética!
       
        No estado subsequente seguinte, o quântico se tornou cântico, quando elétricos eres e percorreu por uma distância seguida direta. Pulou sobre um dos pilares e avançou no peito de um dos usuários de espada longa.
       
        Mesmo que isso fosse mais difícil, não iria matar ninguém. Acertou o peito, girou seus olhos que percorreram distâncias finitas, e em quânticos, avançou para mais outro. Sua sequência sequencial sequenciada fora feita sobre um resquício de capacidade finita.
       
        Bateu sua arma contra as espadas, devolveu elas, conseguiu ultrapassar e cortou, cortou e cortou. Assim, um, dois, três, cinco, sete, dez inimigos caíram. Os mais fáceis eram os de espada longa, e logo conseguiu ultrapassar todos. Todos previstos, previsíveis, vencíveis, tudo como uma bolha real do que era necessário.

       
        O último deles, avançou e — defendido.
       
        Kizimu percebeu que o último dos longsword não era capaz de prever. Mesmo assim, ainda tinha velocidade e inteligência de combate, assim, conseguiu entrar em um combate infindável, onde no fim.
       
        — Aaahfg!
       
        Seu braço esquerdo teve um corte dolorido de uma Khopesh ao qual puxou ele para perto, a longsword desceu como uma declaração de final e — fhiiisshhh. — Grunhiu o espada longa quando uma outra longa espada acertou por trás.
       
        Absalom tinha visto o fim iminente e defendeu a vida de Kizimu. Por sua vez, girou e recuperou seu braço. Kizimu usou sua faca e desceu, mas as duas cimitarras de gancho estilizadas eram problemáticas. Se estivesse um pouco falho elas puxavam sua arma e tinham que defender com o escudo metálico de Ronan.
       
        Logo, uma foice bifurcada tentou acertar por trás, Absalom prendeu sua arma dentro da bifurcação.
       
        — Absalom, você sabe lutar?
       
        — Apenas o básico! Eu vi tantas vezes Leo lutar que não tinha como aprender, mas eu nunca toquei em uma arma, então, não tenho capacidade prática.
       
        Mesmo assim, sua capacidade de visão evoluia sua capacidade de análise, onde sabia exatamente onde deveria atacar. Tudo que falhava era sua fraca capacidade de atacar. Se fosse para combater, ele morreria rapidamente.
       
        Kizimu conseguiu visualizar isso, e fez um avanço súbito, defendeu ao mesmo tempo as duas cimitarras e foi puxado, então, girou no seu centro com um roundhouse kick, fazendo aquele corpo tossir saliva e dando oportunidade de fazer um corte efetivo suficiente para desmaiar esse alvo.
       
        Assim, 12 inimigos foram superados, faltavam apenas 10.
       
        Um cansaço brutal corroeu Kizimu, que queria fechar seus olhos, mas o sentimento de morte fez ele se virar. Uma lâmina em uma longa madeira avermelhada fazia golpes excentricos. Kizimu defendeu aquele assalto e ficou amedrontado pois queria ajudar Absalom logo.
       
        O menino lutava pela vida para sobreviver à lâmina bifurcada, mas o inimigo era forte demais.
       
        — Você é tudo que eu não posso vencer! Adalgisa Cacilda!
       
        Absalom proclamou o nome da usuária de Lança bifurcada, ela era a oitava melhor do reino. E naquele instante, Absalom fez um golpe perfeito, usando a mesma arte de Leonardo, mesmo assim.
      

    Contra golpe brutal.
       

    Devolveu o ataque com perfeição, e prendeu dentro do peito de Absalom, um corte profundo e inevitável. Kizimu paralisou, mesmo assim, sua falha se fez ineficiente, quando teve que voltar mero segundo para proteger sua tola vida.
       
        Absalom gorfou sangue, uma quantidade muito acima do normal.
       
        — Esse é o limite de um fracassado como eu? Hehe, mas, eu sou mais teimoso do que imagina! — Absalom segurou a lâmina bifurcada que ainda estava cravada em seu peito, e gritou mais alto que tudo — Ritual de sangue!
       
        Seu sangue explodiu, ferveu e gritou. Sangue se espalhou pelo tridente duplo e prendeu a arma. A mulher insana tentou puxar sua arma, mas ali era o limite. Ele riu.
       
        — Eu nunca vou parar, até alcançar o infinito! Eu não vou parar até superar o céu!
       
        Então seu sangue avançou como uma lança perfurando o peito de Adalgisa. Ela gorfou sangue. Absalom retirou a arma de seu peito, e então, seus olhos pareceram mais brilhantes. Os olhos se tornaram maiores e mais intensos, um brilho profano como se o próprio miasma caísse sobre seus olhos.

    Dimensão.

      Arrancou a lâmina bifurcada de seu peito e o sangue pareceu parar de cair. Ela retornou ao corpo como uma mentira mal contada. Absalom bateu a arma no chão, fazendo um som que todos ali prestaram atenção nele.
       
        — Eu sou Absalom Umbral! Eu vou ser o próximo rei de Insurgia.

       
        Declarou para todos ali, fazendo com que até aquelas insanidades prestassem atenção.
      

    ✡︎—————✡︎—————✡︎

      — Kizimu, vamos agora! Ele vai seguir ataques baço, peito esquerdo, ombro direito, perna, olho, o último defenda para cima, e de um corte rasgando o braço, puxe e devolva no peito.
       
        Enquanto falou comandos exatos, avançou no homem de foice. Aquela longa curva negra desceu com tudo, enquanto Absalom aproveitou a bifurcação para parar ambas as armas. Sua visão estava prevendo agora exatamente o que o inimigo faria e mais do que isso, seu corpo fervia.
       
        Mesmo não tendo as melhores capacidades de todas, sabia todas as técnicas necessárias, sabia o que precisava fazer, e fervia seu sangue para conseguir equilibrar a falta de habilidade.
       
        Velocidade contra técnica, ele riu por lembrar de seu irmão agora.
       
        Kizimu por seu lado, executou exatamente os comandos necessários, ele conseguiu com excelência fazendo cortes e finalizando o usuário de bõ. Sentindo ainda um leve cansaço correu para ajudar Absalom.
       
        Eles estavam em uma batalha de força, onde a vantagem estava totalmente ao lado de Absalom. Era até engraçado ver aquela criança sendo mais forte que um adulto. Era como se ele estivesse usando alguma espécie de roubo.
       
        — Absalom, você consegue usar rituais?
       
        — Apenas sei um ritual, o que o mestre de meu irmão ensinou para a gente. Ritual de sangue.
       
        Kizimu aproveitou a brecha para cortar o foice, então, de cima a baixo, sua lâmina cruzou e — aafgh! — Kizimu gorfou sangue, uma manopla com unhas como garras perfuraram sua barriga.
       
        Não conseguiu prever o inimigo vindo, era um dos que não era possível de prever. E ele era rápido demais. Ele retirou a arma de sua barriga e girou um chute lançando Kizimu.
       
        — Anestesia!
       
        Assim, mais nenhuma dor. Mesmo assim, sua visão vacilou. O garoto avançou em sua direção. Defendeu a primeira garra, mas a outra arranhou seu braço com arma. Então — Aaaaar.
       
        Um corte rasgou suas costas. Sem conseguir prever mais um, foi uma lâmina curvada, puxada por correntes. Sua brutalidade era tamanha que o corte foi enorme. Kizimu se ajoelhou e, assim, recebeu um chute do garoto com manopla.
       
        — Kizimu!
       
        Absalom ficou desesperado. Ele girou suas armas, e avançou com uma força enorme no peito do foice, então, ele devolveu mais rápido ainda. A foice acertou seu braço.
       
        — Ritual de sangue!
       
        O sangue escorreu e prendeu a arma, então, Absalom cravou sua lâmina bifurcada no peito do foice. Assim, a luta se encerrou. Ele virou e de repente, uma garra manoplada perfurou seus dois peitos.
       
        — aaarggh, não vai ficar assim, eu não parei!
       
        Ele tinha previsto, mas não conseguiu ser mais rápido que ele. O garoto de manopla era muito rápido, então, precisava ser mais rápido. Avançou em um assalto de arma bifurcada, o garoto desviou de tudo.
       
        A tesoura apareceu atrás de si. Avançou sua lâmina, e então, foi surpreendido. Pois a tesoura se separou, uma lâmina prendeu na bifurcação, e outra bateu lateralmente girando Absalom.
       
        O manopla e a tesoura acertaram ao mesmo tempo, e perfuraram. Mais sangue escorreu.
       
        — Não, vou parar, até alcançar o céeeeeeeu!
       
        Sangue explodiu por todos os lados, como um círculo de espinhos que perfurou todos os lados. A tesoura conseguiu defender alguns e recebeu outras perfurações. E o manopla defendeu e desviou de todos.
       
        Absalom tonteava, usar esse ritual era excedente demais. Usar seu próprio sangue o deixava tonto. Pois, até ele retornar ao corpo, ele perdia muito sangue. Então, ele fez um enxoval de sangue que se tornou uma manopla de sangue, aumentou a lâmina bifurcada e os olhos sangraram.
       
        — Dimensão evoluída!
       
        Precisava conseguir acompanhar o corpo e a mente, então, usaria o sangue para mover seu corpo. Feroz, correu, girou e acertou um assalto de golpes no manopla que foi desviado, mas não iria parar. Girou sua arma, e sangue espalhou defendendo duas lâminas de tesoura que vieram opostas.
       
        As duas tentaram penetrar, mas, o sangue segurou, puxou fez um golpe excedente, assim, perfurando o peito da tesoura. Dessa maneira, girou mais uma vez e seus olhos ficaram cegos…
       
        Prever demais era limitante até mesmo para alguém que sonhava alto.
       
        Existia um limite para aquele que não tinha experiência de combate, para os que tinham, e o manopla avançou suas garras para perfurar seu rosto e—


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    Do outro lado Kizimu estava prestes a desmaiar. Sangue espalhava pelas costas e barriga, de forma que não era possível uma retalhação. Não sentia dor, mas sua força se esvaia mais e mais.
       
        Tonto estava.
       
        Um grande kanabō caiu destruindo tudo. Pulou no seu limite e o chão se rachou. Era uma grande arma espinhenta que não se limitaria a uma pancada, seria um triturador de ossos se necessário.
       
        Do outro lado, outro grande homem. Ele tinha um machado de duas lâminas, enorme, vermelho vivo, quase desumano. Aquele homem pulou e quando caiu na sua frente, girou seu corpo totalmente.
       
        Usando o peso da arma, ele fez um grande giro completo, onde Kizimu apenas caiu para trás, para conseguir se defender.
       
        — Não posso vencer! Isso é demais.
       
        Kizimu estava vendo sua ineficiência, seu limite claro, o máximo que poderia fazer em um combate. Se fosse Kim ali, com certeza conseguiria fazer algo. Se fosse Ernesto ali, com certeza ele seria capaz. Se fosse Guto ali, com certeza… mas era apenas ele, Kizimu.
       
        — Aceleração energética! 60%
       
        Usaria por um minuto e meio mais do que o máximo. Tal como probabilístico, uma energização perfeita, um corpo onoristico, uma evolução que se conceitua. Avançou com sua mente quase apagando.
       
        O Machado girou e desceu brutalmente, ele correu, os dois o perseguiram. Kizimu pulou em um dos pilares e desceu caindo, o kanabō negro tentou o matar, e pisou em cima da arma, pulou e chutou o grande homem.
       
        Ele recuou e um machado caiu. Então, girou e defendeu, a força daquela arma fez cada esporos do corpo de Kizimu sangrar, era como se seus ossos ficassem desnudados.
       
        Defletiu, e o kanabō desceu, defendeu com o escudo. O impacto foi reduzido a nada, então, não houve dor surda alguma. Kizimu avançou naquele golpe e mais rápido do que pudesse ser sentido, conseguiu perfurar de baixo para cima o homem.
       
        Mesmo assim, ele não caiu. A arma girou no horizontal, brutalmente o atacando, abaixou e algo aconteceu. O Machado também bateu horizontalmente no kanabō. As armas metálicas fizeram um som seco. Kizimu avançou e cortou as pernas do homem de machado. Ele caiu.
       
        Pulou e perfurou as costas dele, assim, ele cuspiu sangue e desmaiou. O homem de kanabō estava ferido, mas não se deu por derrotado. Então, Kizimu correu e antes que ele pudesse recuar, acertou os braços dele.
       
        Kizimu ofegava, tossia sangue. Suas costas arejadas, sua barriga pingava, sua visão vacilava. Então, viu o grande homem de kanabō cair. Kizimu olhou para o lado e viu Absalom de costas para o manopla.
       
        Kizimu conseguiu prever, ele acertaria o golpe. Avançou no limite do seu tempo, estava prestes a acabar o limite do seu acelerar. Então, quântico avançou, prontificado, eletrificado, seu corpo, avançado.
       
        Exceda o limite, evolua, grite!
       
        Correu, avançou, pulou, e segurou o corpo, esquivando.
       
        Não pare! Não pare! Não pare!
       
        Kizimu conseguiu pegar nos braços de Absalom que estava tendo espasmos. Então, Kizimu pegou sua pílula e colocou na boca de Absalom. Essa foi a última coisa que conseguiu fazer.
       
        Caiu com Absalom no colo, e eles se arrastaram até a porta do salão do rei. Lá, tinha uma grande grade de ferro, que impedia a entrada de qualquer pessoa para a porta. Aquela era a barreira que não deixava ambos adentrarem em seu alvo.
       
        Absalom acordou.
       
        Foi um instante, mas aquilo foi sobrenatural. Antes cego, agora vivido e visualmente perfeito. Aquela cura foi instantânea, gerando resultados excepcionais.
       
        — Isso é assustador! Não, espera! Kizimu!
       
        Kizimu caído, estava sem reação, ele não se movia, ou reagia. O sangue espalhava em um mar, então, Absalom pegou sua pílula e deu a Kizimu.
       
        — Vamos, vamos, engula!
       
        Demorou apenas um segundo, o corpo de Kizimu começou a se curar instantaneamente. Foi uma reação de imediato. O mesmo começou a tossir por perceber seu sangue fluir normalmente em seu próprio corpo. Não apenas isso, toda a energia que tinha sumido voltou, foi um reset completo.
       
        — Cof, cof, cof. Que coisa, surreal.
       
        — Ficar impressionado é fato, mas não podemos parar. Faltam quatro ainda. e deles, três são extremamente problemáticos.
       
        Ainda distantes porque Kizimu avançou num pulo que salvou e levou eles até o final do corredor, puderam ver aqueles quatro portes que se predeterminaram.
       
        Um escudeiro com lâmina longa curvada.
       
        Um homem de Bladed Spear.
       
        Um Garoto de manopla afiada
       
        E um usuário do que seria mais próximo da lâmina do caos.
       
        — Aquele com correntes, é o sexto mais forte. E o parado com escudo é o oitavo mais forte. Outro problemático é o garoto, ele é muito rápido e habilidoso.
       
        — Enfrenta aquele de lâmina dupla, eu lido com o manopla. Juntos vamos enfrentar os dois mais fortes.
       
        — Esse me parece um bom plano. Mas, eu descobri um limite meu… minha cabeça está latejando. Estou tonto e pronto para desmaiar. Não acho que consigo enfrentar mais de uma luta. Não acha que eu deva ajuda-lo diretamente com o mais forte?
       
        Kizimu mal conseguia pensar também, sua mente doía de tanto usar rituais. Sua lâmina não estava nem mesmo em chamas mais, e usar aquela energia toda era assustador.
       
        Kizimu se levantou. Estava claro que seu limite era aquele, mesmo assim, precisava evoluir mais do que seu limite. Aquela luta era a prova de sua fraqueza, então, precisava provar que era mais do que um homem. Era o senhor da casa Kuokoa.
       
        Pronto para outro round, Kizimu se arqueou.
       
        — Eu vou derrotar o manopla e o duas lâminas, fica ai e prepara um plano para vencermos
       
        — Certo.
       
        Kizimu avançou com tudo e em sua direção vinha o manopla.
       
        — Vamos lá! — Aceleração energética! 30%.
       
        A manopla veio com um soco, então, defendeu com o escudo de braço. Não era possível prever, então, seria uma luta de pura habilidade. Ataques afiados vieram com as mãos tentando perfurar com seus dedos.
       
        Então Kizimu desviou tudo com escudo e sua faca. Tudo para ficar ainda em desvantagem. Velocidade aumentada não era o suficiente para lidar com aquele garoto. Então, pensou.
       
        Como poderia vencer aquela batalha de velocidade? Aumentar a velocidade? Mas isso seria problemático. Enquanto estava na luta, algo veio em seus ouvidos: “Kizimu! Talia! Estão aí?”
       

    Aisha e Pandora tinham finalizado suas lutas?

    Kizimu devolveu os golpes assim como pôde, mas foi uma sequência absurda, até conseguir pegar distância. Ele correndo tocou no fone e respondeu.

    — Aisha! Eu estou beeem ocupado, respondo depois!

    E assim, teve que se defender mais uma vez. O garoto não o deixava em paz e para atrapalhar mais ainda, uma lâmina maior surgiu.

    Já era plano enfrentar ele também, mas estava tendo dificuldade com o manopla. A Bladed Spear girou em uma dança profunda enquanto girava seu corpo dentro da arma, até que Kizimu conseguiu defender cada ataque.

    Mesmo assim, era problemático demais. O manopla atacava dentre os golpes, e como não conseguia prever, tinha que lidar com o limite de sua habilidade. Kizimu sentia a pressão de sua fraqueza.

    A prova de sua fraqueza.

    A prova…

    Não iria parar!

    Enquanto a lâmina dupla caiu sobre seu corpo, girou e defendeu a manopla que atacou de trás, em um golpe perfurante. Então, dentro da guarda do oponente, girou sua própria postura e girou o corpo como se fosse uma dança.

    Imitou o estilo de ataque do grande homem do machado e rasgou braço, peitoral, perna do Bladed Spear e enquanto o manopla veio certo que iria penetrá-lo. Absalom conseguiu atravessar por trás o corpo do manopla..

    Foi um golpe em conjunto sem planejar. Era como se Kizimu conseguisse sintonizar completamente com Absalom, onde ele previu o plano e conseguiu agir no momento exato.

    E assim o um minuto e meio acabou. Kizimu sentiu uma fraqueza enorme. Olhou a distância e dois homens vinham andando. A loucura não os atingiu? Quanto capaz eram? Não…

    Kuzimu, eles dois…

    “Eles não estão sendo afetados pelo pesadelo, eles fazem isso porque querem.”

    Então, algo fora do comum se açoitou, duas presenças ilustres, eram os inimigos verdadeiros sobre quem precisavam vencer. Absalom sorriu.

    — Ismael Shama e Edmund Alden, vocês estão acordados não estão? Já vim notando isso vem um tempo, por que não entramos em um consenso?

    Ismael Shama o 6° mais forte e Edmund Alden o 9° mais forte.

    — shishishishi. Moleque príncipe e Moleque Kuokoa, vocês foram demais. Enfrentar todos esses guardas altamente treinados, e conseguir vencer todos eles, em seus auges.

    Ismael bateu palmas.

    — Venceram Suzi, que era a moleca mais próxima de entrar no top 10.

    Kizimu olhou para o garoto de manopla, e o observou mais de perto. Aquele garoto era uma garota!

    Uma voz grave surgiu. — Esses imperdoáveis derrotaram a Adalgisa! Ela está prestes a morrer.

    — Não se preocupa não, Ed, ela está insana, nem sente. Até a regeneração corporal é aumentada nessa loucura. A não ser que matem mesmo, eles vão ficar bem.

    O homem de cabelos loiros e corte em degradê era excêntrico. Ele era como um jogador profissional de futebol, algo bem desconexo ao campo de batalha. Ele tinha armas com correntes e segurava nas duas mãos espadas curvadas, era engraçado que ele estava sem camisa e suas tatuagens estavam à mostra.

    Um grande dragão que se desenhava em seu peito e ombro

    Do outro lado, em contraste, segurando uma defesa perfeita e espada grande curvada, estava um homem totalmente armadurado. O pináculo da defesa.

    Absalom ao lado de Kizimu se aproximaram, eles estavam prontos para o confronto final.

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