Capítulo 120: Eleanor Helen
— Você quer essa boneca, Elen?
— Não, eu não gosto de boneca!
O normal quando se é pequeno, para garotas, é gostar de brincar com bonecas, brincar de fazer chá, ou brincar de mamãe. Mas para Eleanor não. Ela adorava os caros bonecos de anime.
Foi seu pai quem mostrou o mundo dos animes para ela. E desde que tinha apenas três anos, ela se tornou fanática.
Mesmo para uma família que vivia no castelo, a mãe de Eleanor não era uma mulher de muitas riquezas. Então, os bonecos de quanto sonhava ela nunca tinha.
Para sua alegria, em seus aniversários ela finalmente conseguia de presente, de outras pessoas da família. Os mais diversos bonecos, e assim poderia brincar de imaginar. Ela criava histórias inteiras. Criava cenários, conseguia gerar um mundo inteiro à sua disposição.
Aquela criança com os bonecos era muito criativa. Então, ela conseguia passar horas brincando. Em sua história ela era uma heroína, uma incrível heroína que se transformava e adquiria os poderes dos inimigos.
Ela era sua boneca favorita, além disso, usava e fingia que tal boneca se transformava em outras bonecas, assim, criando um ciclo infinito. Assim, ela poderia ter todos os poderes que sempre quis. Ela não era limitada a um poder, ela poderia ter todos os poderes que criava.
Para consideração, os brinquedos sempre tinham apenas os mesmos poderes que ganhavam. E todos eram definidos em suas colorações. Se eles eram vermelhos, tinham poderes de fogo, se tivesse uma linha diferente poderia ser um jeito de soltar um raio intenso.
Por cores, formas, formatos, ela criou um mundo inteiro, um universo que sempre seguia em linha retilínea em uma história perfeita. E a protagonista sempre foi ela.
Esse era o mundo da pequena Eleanor Helen.
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— Meu nome é Talia! Vamos brincar?
Quando ainda pequena, ela conheceu quem viria se tornar sua melhor amiga. Eleanor era extrovertida como um furacão, então, uma amiga da sua idade era a coisa mais emocionante que poderia ter.
— Certo, então, eu vou ser a vilã e você a heroína! — gritou Talia.
— Sim, sim, sim!
— Eu vou ser uma ninja que tem capacidades de roubar qualquer coisa.
Talia era alguém bem comunicativa, então a diversão foi feita em total excelência
— Então eu posso me transformar em você e ter todos os seus poderes.
— Eeeiii, isso é injusto.
— Não é não, se você não consegue ser melhor que sua cópia, você apenas não é forte o suficiente.
Emburrada, Talia partiu para cima de Eleanor, e então, elas começaram a brincar. Aquela ninja era verdadeiramente boa e roubar as coisas, tanto que roubava até nas regras. Mas Eleanor nunca se deu por vencida, as duas sempre mostravam algo mais grandiosos para uma luta cada vez mais intensa.
No final do dia, as duas estavam exaustas caídas no chão de tanto brincar. Esse foi um dos dias mais divertidos para Eleanor, que brincou tanto que conseguiu gastar toda sua energia correndo e pulando e imaginando.
— Talia, vamos assistir anime!
— O que é isso?
— É algo muuuuito bom, vamos ver!
E assim, Eleanor empurrou seus gostos para mais uma pessoa.
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Um outro dia ela estava explorando as outras alas do castelo. Normalmente ela só poderia ficar dentro das alas traseiras, onde tinham os apartamentos. Mas ela conseguiu fugir de casa e correu pelos corredores.
Dentre os corredores, ela encontrou o local onde os cavaleiros treinavam. Lá, ela correu e ficou encantada pelas espadas correndo de um lado para o outro. Era como ver um anime só que em 3d.
Nas arquibancadas, ela notou um garoto admirado vendo as lutas tão emocionantes. Ele parecia ser um pouco mais velho, mas sentia que já tinha visto ele antes. Em alguma festa que participou.
— Eii, qual seu nome? Vamos brincar?
— Quê? Que cansaço, não quero não.
— Como você está cansado se você está sentado? Não pode, tem que correr para ficar cansado.
— Nah, eu estou bem aqui. E eu também estou vendo meu pai lutar, vem, senta do meu lado.
Eleanor sentou na arquibancada.
— Quem é seu pai?
— Aquele! Ele é o chefe de guarnição! — aquele garoto falou com brilhos nos olhos, Eleanor achou aquilo muito fofinho. Mas um ponto de interrogação veio em si.
— O que é um chefe de guarnição?
— Você não sabe o que é um chefe de guarnição?!
— Não?
— UM chefe de guarnição é… como eu explico isso?
O garoto pareceu levemente confuso também, e Eleanor ficou rindo encantada.
— Já sei, o chefe de guarnição é aquele que ensina os cavaleiros a lutar! É isso!
O garoto falou com propriedade e Eleanor caiu na gargalhada.
— Do que você está rindo?
— Você é fofo.
— Eu não sou fofo!
— Vamos ser amigos! Meu nome é Eleanor Helen, qual seu nome?
O garoto coçou a bochecha, e voltou seu olhar para ela.
— Meu nome é Guto Uma. Tudo bem, vamos ser amigos.
E o que se passou dali, foi uma extrovertida forçando um introvertido a brincar. E sempre que ele se cansava muito rápido, ela mostrava algum episódio de anime para ele.
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Eleanor tinha o próprio celular para ver animes. Além disso, ela entrava em muitos fóruns para falar sobre anime com diversas pessoas. Um dia, ela viu algo muito belo. Uma pessoa fazendo cosplay. Ela ficou encantada. Uma otaku como ela entrou em colapso por nunca ter imaginado conseguir se fantasiar dos seus personagens favoritos.
— Pai, pai, pai! Me compra um cosplay!
— Caramba, eu sabia que um dia você descobriria o mundo do cosplay, mas eu nunca imaginei que seria tão cedo.
— Eu já sou uma pre-adolescente, eu sou muito esperta!
— Certo… eu vou mostrar um lugar incrível.
Então, no shopping de Insurgia, eles foram em uma loja inteiramente baseada em animes. Onde ela quase teve um treco. Animes que ela nem conhecia mostravam um mundo ainda mais abrasador.
Tantos cosplay’s ela vestiu, e ela nem conseguia se decidir. No fim, ela usou um cosplay de uma garota que investigava mistérios usando super poderes sobrenaturais. Era um dos animes que ela mais gostava.
— Isso é curioso, eu tenho que descobrir mais. — disse o mantra de sua personagem tanto amada.
— ‘Eu sou Guto Uma, eu vou vencer.’ ‘Eu sou Talia Keira, você nunca me venceria’
Agora com seu cosplay, suas brincadeiras ficaram ainda mais animadas. Mesmo com 13 anos de idade, ela ainda parecia uma criança, criando histórias ainda mais complexas. Seus brinquedos sempre ganhavam os nomes dos seus amigos mais próximos, e ela criava brincadeiras cada vez mais intensas. Mas se limitar os seus brinquedos ela não conseguia.
Ela correu pelo castelo como uma verdadeira investigadora. Ela procurou segredos, brechas, paredes, e então, um dia, ela foi surpreendida com uma passagem secreta. Ela ficou extremamente encantada com o mundo se abrindo para ela.
Corredores escuros que se faziam dentro das paredes. Então, com medo, mas euforia, ela investigou cada vez mais. Essa passagem secreta dava em um beco sem saída. E no fim, ela ficou chateada.
— Isso é curioso, eu tenho que descobrir mais.
Avançando em todo o castelo, ela procurou cada local escondido naquela imensidão. Tantas vezes que se perdeu, e no fim, ela correu até quase cair e cansaço. Seus dias nunca foram tão divertidos.
Em certo dia, ela investigando mais corredores, mais especificamente as cortinas perto da enfermaria, ela encontrou outro botão, revelando outra passagem secreta. Lá ela encontrou um local que era como se fosse a própria enfermaria, mas era totalmente fechada.
— Isso é curioso, eu tenho que descobrir mais. — ela repetiu o mantra da personagem, ao qual fazia cosplay.
Então, ela começou a investigar aquele quarto. Olhou tudo, cama, armários, cadeiras. Mas percebeu algo, um pouco de sangue estava espalhado na frente do balcão, e algumas gazes estavam ali.
— Curiosooo — ela notou que alguém estava usando aquele quarto, até algum momento. Então, ela seguiu o sangue.
Ela andou, olhando o chão até chegar em uma longa cortina.
— Ahá!
— Ahém!?
— Ué, Talia?
— Ué, Eleanor?
Talia estava escondida atrás das cortinas, visualizando ela, notou que ela estava sem camisa e tinha um grande ferimento na barriga.
— Isso está muito feio, vamos na enfermaria!
— Eu não posso!
Eleanor tentou puxar sua amiga, mas ela se negou. Ela estava bem ferida, então, a preocupação era visível. A brincadeira sumiu, quando o perigo se tornou real.
— Isso está muito feio.
— Eu vou fazer uns pontos e fica tudo bem.
— Como você se feriu assim, por que você não pode ir para a enfermaria?
Talia pareceu ficar mais aflita ainda, um pouco agoniada, e cada vez mais nervosa.
— Me conta!
— Tá bom! Mas vamos fechar aquela entrada.
Talia correu para o fim da sala e fechou a porta oculta. Ela andou até as ataduras e começou a limpar a ferida.
— Taliaaa!
— Eu vou contar, calma, eu estou muito machucada, eu preciso fazer isso logo.
Eleanor não queria ser feita de besta, então, ela ficou na cola de Talia. Aquilo era alguma coisa muito sério, para a mesma não poder nem ir para a enfermaria.
— Me conta logo! Caramba!
— Tá bom, tá bom. Eu conto, mas vai ter que me prometer que não vai contar para ninguém!
Com um brilho nos olhos, Eleanor fez sinal de zíper na boca, ela estava totalmente entretida em saber um segredo intenso. Como uma investigadora, aquilo era incrível.
— A verdade… é que eu sou uma ladra!
Talia fechou os olhos esperando um julgamento de imediato. Então, ela olhou com medo e viu um sinal de confusão na cabeça de Eleanor.
— Tipo, não é brincadeira, eu realmente roubo coisas.
— Pera, você estava falando sério? Mas por quê?
— Sei lá, tédio… eu sempre achei ninjas legais, então, queria fazer roubos intensos e secretos. Eu comecei roubando um prato da mesa. Depois eu comecei a fazer coisas mais perigosas, como roubar espadas ou coisas dos guardas.
Eleanor não julgou sua amiga, ela ficou encantada consigo mesma que tinha pego um ladrão no flagra, ela ficou orgulhosa de si mesmo.
— Você está me ouvindo?
— Ah, é, oh, sim, sim, tô sim.
— Enfim, agora eu roubo coisas que me dão dinheiro. Tipo, agora eu roubei uma joia secreta de um nobre, essa pedra parece ter um poder oculto.
Algo incrível pulou nos ouvidos daquela Otaka.
— Poder oculto!?
Ela pulou no braço de Talia, e a mesma percebeu que falou besteira.
— Olha, isso é segredo, mas existem coisas que não deveríamos saber. Primeiro, existem diversos locais secretos aqui no reino. E principalmente, o rei esconde segredos cada vez maiores. Eu ainda não desvendei todos os segredos do rei, mas eu descobri que poderes são coisas reais.
— Poderes, de verdade?
— Sim, e tem gente que paga uma grana preta por esses objetos secretos.
— Por que você não usa eles?
Talia se sentiu conversando com uma criança.
— Eu não vou brincar com essas coisas, além disso, o rei está de olho e eu nem imagino o que ele faria se soubesse que eu sei seus segredos. Então, eu prefiro apenas vender elas, assim eu posso ter dinheiro e comprar coisas para mim.
Eleanor ouviu algo muito interessante, dinheiro que seria capaz de comprar o que ela quisesse.
— Com esse dinheiro eu conseguiria comprar qualquer cosplay, mangá, action figure que eu quisesse?
— Bem… se você tiver um lugar que possa esconder o que você comprou com esse dinheiro sujo… Ei! Não, você não vai roubar!
— Por que não? Seríamos uma dupla imbatível!
Talia estava com alguma confirmação em mente, ela estava mesmo falando com uma criança.
— As coisas que eu roubo são perigosas demais, olha como eu saí de lá. E pensa, não podemos usar a enfermaria porque eles vão questionar os ferimentos. É perigoso demais, eu não posso deixar minha amiga fazer isso.
— Pois pense em uma sessão de treino para mim, pois eu vou, sim, vou me tornar uma ninja assim como você, afinal de contas eu sou uma grande copiadora, e agora eu vou copiar os seus poderes!
Talia não conseguia combater tal infantilidade, e então, ela riu.
— Então, quer dizer que você vai me copiar perfeitamente?
— Isso!
— Que coisa trabalhosa! Certo, certo, eu te ensino o que eu sei, se não você vai acabar sendo pega e revelando meu ganha-pão.
E então, naquele quarto secreto, Talia e Eleanor começaram seus planos intensos.
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O ensinamento começou. Talia mostrou diversas passagens secretas do castelo, e mostrou diversos papéis secretos, mostrando diversas coisas assuntosas. Talia se fez uma verdadeira professora, onde não apenas mostrou a prática, mas ensinou diversas coisas teóricas.
Lógica, e assuntos políticos eram muito importantes para descobrir diversas coisas. E como principal assunto, saber sobre química, matemática, história, geografia, várias coisas até que chatas. Mas como estava aprendendo para coisas que seriam práticas, então, Eleanor aprendeu com gosto.
Talia aprendeu muitas das coisas com uma prima delas chamada Bellatrix. Ela que ajudava Talia a aprender tais coisas. Mesmo que a Bellatrix nunca imaginou que ela aprendeu para roubar coisas.
Eleanor ficou muito amiga também da Bellatrix, que tanto treinava. Ela sempre se fez rival de uma garota chamada Amara, que era assustadora quando provocada, mas no fim, era muito divertida também.
Tantas coisas que aprendeu, no fim, o primeiro roubo de Eleanor foi um sucesso. Roubar papéis que tinham os nomes dos compradores de uma empresa de arroz. Era uma tarefa bem engraçada para Eleanor, mas ela conseguiu cumprir esse roubo sozinha.
Aos poucos ela se tornou uma adolescente e começou a fazer mais alguns roubos. Os contatos que Talia tinha conseguido eram muito úteis. Um deles era um artesão que gostava de fazer cosplays. Ele foi um grande amigo de Eleanor, o qual fez diversos cosplay que ela comprou.
Mas com o tempo se passando, ela pensou em algo ainda mais interessante. E se ela se transformasse completamente em seus alvos? Com ajuda desse artesão, ela fez uma máscara perfeita de Talia, e com ela, foi assustar sua amiga.
— Quê, você está louca?
— Entenda como isso é genial! Eu posso fingir ser as pessoas que eu vou roubar, isso aumenta ainda mais minha eficácia!
— Que coisa ridícula.
— Cala a boca!
A dos olhos dourados fez uma grande bagunça no cabelo de sua amiga. E então, ela notou alguns anéis na mesa.
— Isso é algo que você roubou?
— Não, é minha nova invenção.
Talia pegou e anexou um dos anéis no dedo indicador. Ela mexeu em algo nele, e atirou seu dedo para frente. Logo um fio avançou e caiu no chão.
— O que isso deveria ser?
— São fios de aço.
— Espera! Tipo o daquela ninja rosa do anime do garoto que morre?
— Essa mesma! Estou tentando produzir algo de qualidade, mas, isso é bem problemático. Talvez Seraphina possa me ajudar, porque isso está sendo trabalhoso demais.
Eleanor pegou alguns papéis na mão, ele era como o anel era projetado. Era bem complexo para a cosplayer entender.
— Você fez tudo isso sozinha?
— Eu tive uma ajudinha de uns contatos, mas, no fim, toda a parte de cálculo fui eu sim.
— Caramba…
E assim, os planos das duas começaram e evoluíram mais.
Eleanor e Talia começaram a usar seus trunfos e ganharam renome no ramo criminal em Insurgia, claro que ambas já faziam isso como hobby. Com cada vez mais saídas de casa da cosplayer, para não ser suspeito, ela se mudou para os quartos dos adolescentes, na ala oeste.
Talia mostrou um dos quartos, no qual tinha um segredo e era possível ter um quarto secreto. Esse foi o esconderijo o qual a gatuna e a cosplayer guardaram seus objetos comprados com dinheiro, mas quem verdadeiramente usou foi Eleanor.
Crimes de lavagem de dinheiro, mudança até mesmo em vendas e produtos do rei, fazendo um grande giro de capital, e roubos diretos, elas usavam seus truques para coisas cada vez mais ilegais. Mesmo que no fim, elas só faziam roubos que não atrapalharia pessoas boas.
Por exemplo, elas não roubavam dinheiro diretamente. Digamos que uma empresa estivesse fazendo algo ruim, e ganhando dinheiro com ações ilegais, era aí que Talia entrava e roubava algo que auxiliava outras empresas, ou até mesmo fazia roubos que auxiliava a polícia ou os guardas.
No fim, Talia era uma gatuna para o bem. E Eleanor não fugiu disso. Ela se mostrava uma heroína da justiça, a quem fazia revelações e mostrava segredos de muitas pessoas ruins. Se disfarçando perfeitamente, ela conseguia provar diversos crimes que o tempo não salvou, e assim, para o bem ou para o mal, as duas conseguiram proteger Insurgia, com seus roubos habituais.
Talia com o codinome Gatuna, e Eleanor com o codinome Cópia disfarçante.
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Os anos se passaram, Eleanor parou de brincar com seus brinquedos, mas ela comprou diversas coisas de animes. Foi para diversos eventos de anime, e explorou o máximo que conseguiria com suas riquezas.
A verdade é que Eleanor tinha dinheiro o suficiente para viver uma vida tranquila. Então, roubar não era mais necessário, ela apenas fazia agora leves giros de capital que poderiam trazer mais riquezas.
Mesmo que vez ou outra Talia pedisse ajuda, já que o truque de fantasiar de Eleanor era verdadeiramente muito útil. As duas se treinaram nos truques uma da outra. Talia tinha seus fios de aço que eram verdadeiramente armas letais. Então, ambas ensinam seus truques uma para outra.
Eleanor começou a escrever uma novel com as histórias que ela tanto amava. Ela amava escrever, usou a grande história que fez quando criança como base, de uma heroína que poderia se transformar em qualquer pessoa. Mas acrescentou que seria uma grande investigadora.
Aos poucos ela também ficou muito famosa, e cresceu sua história para muito longe. Seus roubos se tornaram apenas um hobby falho dela.
Aisha era uma amiga que fez na adolescência, bem no começo dela. E aos poucos ela vinha visitar. Hoje ela trouxe um grupo bem interessante. Talia alertou ela, dizendo que seria um grupo problemático. Pelas investigações da gatuna, os amigos de Aisha tinham um parentesco direto com um dos grandes amigos do rei.
Anastácio S. era um segredo que Eleanor ou Talia não conseguiam lidar. O homem que vinha algumas vezes visitar o rei, se fazia um mistério enorme. Ele de alguma forma descobriu os segredos das duas, mas disse que guardaria segredo.
E pelo visto ele guardou mesmo, já que Aisha não parecia saber sobre seus roubos. Mas o misterioso Anastácio conseguiu saber os segredos de Talia e Eleanor, isso era um grande mistério.
Então, o filho daquele homem apareceu. Ele era inocente como uma criança. Eleanor gostou muito de se divertir com ele. Era como ter um verdadeiro irmãozinho, o garoto era bem divertido.
Enquanto isso, Talia alertava, pois algo secretamente acontecia no castelo. Era como se tudo estivesse mudando. Pessoas estranhas apareciam. Guardas eram estranhamente movimentados. Enquanto isso, Eleanor formou o ideal de ser uma distração completa, para Talia investigar por completo.
À noite, ela teve uma epifania de escrita, e queria muito se tornar uma Oni em sua vontade de escrever. Para se tornar seus personagens, ela precisava se vestir como eles. Era como uma regra que tinha dito para si.
Mas no cosplay faltava algo. Era a calcinha do personagem.
— Isso é curioso, eu tenho que descobrir mais.
Sua calcinha tinha sumido, não era possível, ela tinha sido roubada. Eleanor foi até Talia.
— Ei, gatuna!
— Não me chama pelo meu codinome assim do nada. O que você quer?
— Me roubaram! Eu não consigo parar de pensar nisso!
— Aar, certo, certo, vamos ver isso.
Talia sentiu um cansaço grande, mesmo assim, ela que já sabia que sua amiga não se continha quando entrava no modo investigadora, Talia aceitou. Ela foi colocar sua roupa habitual que usava nas missões, mas algo estava errado.
— Que estranho, eu não consigo achar minha calcinha.
— Sério! Foi isso que me roubaram também.
— Espera, roubaram uma calcinha sua… mas, que coisa idiota. Mas no meu caso, roubaram não qualquer calcinha minha, e sim, minha calcinha especial…
Talia tinha uma calcinha cheia de compartimentos, os quais eram úteis para esconder objetos aos quais roubava. Isso era útil caso alguém checasse seu corpo e roupas, era muito útil.
— Eu fui roubada, que coisa curiosa, e não foi qualquer roubo. Eles roubaram algo que eu perceberia que fui roubada. Foi calculado. — Talia refletiu.
— Eu pensei a mesma coisa. Não roubaram uma calcinha aleatória, foi uma que ficava visível no meu stand, então, eu poderia ver a qualquer momento, apenas abrindo o guarda-roupa.
— Fomos pegas. Mas eles não deixaram vestígio… será que foi os amigos de Aishita?
— Ainda não superou seu amor platônico por ela? Ainda inventou seu apelido bobo, com base no nome Aishiteru.
A palavra Aishiteru do japonês significava ‘Eu te amo’. Era algo bobo, mas foi o jeito da gatuna esconder seu amor pela filha do primeiro que descobriu seu segredo.
— Mas não faz sentido, por que eles roubariam calcinhas?
— Talvez um deles seja um pervertido.
— Não, eu passei o dia com o Kizimu, e eu tenho certeza que ele não tem molejo para roubar a gente. Na verdade, tem isso, eu passei o dia inteiro com eles, não teria como eles terem me roubado.
— E Kim passou o dia desmaiado, eu vi ele deitado com Dalia. No fim, não tem como ser nenhum deles.
Os olhos de Eleanor brilharam em duas joias douradas.
— Isso é curioso! Eu tenho que descobrir mais!
— Quê? Eu sinceramente não quero investigar, não. Ah, já sei, por que não torna isso um jogo?
— Um jogo?
— Anuncie para todos amanhã. Dessa forma Bellatrix vai investigar, logo, logo ela vai achar a resposta. Ela vai juntar todos para investigar, pode levar Aisha e seu grupo também.
Como se fosse a brincadeira mais divertida anunciada, Eleanor pulou nos braços de Talia.
— Isso é genial!
— Pensando bem… será que é exatamente isso que o ladrão quer?
— Do que fala?
— Você não encontra sua calcinha, isso deixa você curiosa, isso leva a mim e eu percebo que a minha foi roubada. Não me surpreenderia se outras garotas aparecerem com suas calcinhas roubadas. E não digo aleatoriamente, digo uma que todas perceberiam…. Assim, em algum momento, uma investigação começaria.
Eleanor virou seu rosto. Era complicado demais para ela, mas sua curiosidade não tinha fim.
— Eu não consigo esperar por amanhã!
— Enfim, vá dormir, e me deixe descansar.
E logo, a diversão de Eleanor começaria.
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Por mais que inconformada que sua calcinha foi roubada, ela estava se divertindo muito com a investigação. Ela estava podendo vestir seu primeiro cosplay novamente. Como ela cresceu, Eleanor teve que trabalhar em uma costureira no qual pode aumentar o tamanho da roupa.
A propósito, ela estava vestindo um cosplay da protagonista de Trese.
No fim daquela divertida investigação, Bellatrix acusou Eleanor. Como pode? Isso era loucura. Mesmo assim, esse resultado ainda era muito divertido, ela sorriu internamente.
Depois de terminar a investigação e eles serem liberados, Eleanor foi toda alegre conversar com sua querida amiga.
— Talia, isso é muito divertido.
— Claro que para você é… mas algo estranho aconteceu hoje.
— O quê?
— Bellatrix não encontrou o suspeito. Isso nunca aconteceu antes. Eu sinto que algo grande está para acontecer… apenas para conferir, não foi você que roubou, né? Isso é algo que seria de sua diversão, então, se for apenas confesse logo.
Um sorriso percorreu o rosto de Eleanor.
— E se for eu… o que vai fazer?
— Tá, já sei que não é.
— Qual foi, entra na brincadeira!
— Tédio… mas eu acho que isso é muito estranho. Vou investigar um pouco. Talvez isso seja sobre aquele papo de maldição e bênção.
Talia já tinha dito sobre um assunto estranho como maldição e bênção, mas nunca se aprofundaram muito nisso. No fim, os olhos de Eleanor brilharam ainda mais.
— É sobre aqueles poderes especiais?
— A família Kuokoa tem ligação com essas coisas, talvez por que eles apareceram… ou melhor, porque eles vieram mesmo? Eu vou investigar isso. No fim, pode ser que o ladrão seja capaz de coisas sobrenaturais, por isso, Bellatrix não conseguiu achar o culpado.
— Eu vou amar saber mais sobre isso. Eu não vou aguentar esperar o dia de amanhã.
— Claro que não vai.
Entediada, Talia respondeu gentilmente. Ela afagou as suas mãos na cabeça de Eleanor.
— Espero que tudo dê certo.
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A investigação do dia seguinte foi feita com grupos. E por sorte estava com Talia. Ela a todo momento estava irritando a sua amiga com indiretas de seus roubos. Mas sempre longe o suficiente para não perceberem suas proximidades.
Além disso, algo extremamente estranho aconteceu. Eleanor viu na tela do computador de Talia, a própria gatuna roubando a própria calcinha. Mas isso era impossível. Talia nunca faria algo tão trabalhoso, nem se fosse por diversão.
Por isso…
Alguém está usando minhas fantasias.
No fim da investigação, Talia foi direto para Eleanor. As duas estavam no quarto da cosplayer.
— Chega de brincadeira! Isso é coisa sua, não é?
Talia avançou e ergueu as roupas de Eleanor. Sem paciência por não estar com vontade de entrar em uma brincadeira tão chata.
— E se for eu…?
— …!
Irritada, ela ainda puxava o colarinho de sua amiga que tanto ria, e então, ela jogou Eleanor sobre a própria cama.
— Ui~ Vai fazer o que comigo gatinha?
— Bellatrix afirmou que era você. Foi a primeira ameaça dela. Então, isso me deixou com uma pulga atrás da orelha. E agora, eu vi alguém com meu próprio corpo, isso é coisa nossa, você sabe disso, então…
Eleanor percebeu que Talia não estava irritada com ela, ela estava irritada por um fator ainda pior.
— Isso significa que alguém sabe que roubamos, e como roubamos. Se não for eu… eles sabem nossos truques e como usar eles.
A cosplayer falou o que pensou no momento, e percebeu que não era o momento de brincar. Então, ela olhou séria nos olhos de Talia.
— Não fui eu.
— Então, temos um problema. Eu vou investigar, isso significa algo muito pior. Eles estão ameaçando a gente. Isso é uma forma indireta de dizer, eu vou causar caos. Eu não vou permitir que façam nada por cima do meu cadáver.
— Certo, vou ajudar. Pode contar comigo.
Então, elas estavam determinadas, prontas para pegar o culpado de alguma maneira. Ou é isso que elas pensavam. Pois no dia seguinte. Hermione Freya foi dada como morta.
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Manhã do dia seguinte, todos os moradores do castelo foram informados sobre a situação de Hermione Freya, e assim que Talia soube disso, ela correu para Eleanor.
— Droga, droga, droga! Fomos pegas! EU fui pega!!
— Do que está falando?
— A arma do crime, foi feita exatamente para me incriminar. Isso é algo muito sério. E eu vi o conteúdo da carta. Eles vão fazer um jogo de assassinato.
— Bianca… — Falaram em uníssono.
As duas pensaram na mesma coisa.
— Bianca sabe do anime do jogo de assassinato, então, ela toda louca deve estar fazendo isso para apenas se divertir.
— Mas será que é apenas por diversão mesmo? Por mais que eu acredito que seja realmente ela, não consigo acreditar que ela mataria alguém… — Talia se mostrava ainda mais incrédula que Eleanor
Mas no caso de Eleanor, no fundo, no fundo, ela não acreditou. Ela não conseguiria acreditar. E como uma ilusão clara, ela visualizou uma pequena brincadeira.
— Eu vou provar que foi ela. — Talia afirmou.
— Sim, vamos!
— Mas tenho que ter cuidado, pois isso significa que somos os próximos alvos.
— Hã?
Eleanor ainda estava em sua ilusão de que Bianca estava fazendo uma brincadeira, e no fim, todas apareceriam vivas no final.
— Meu medo é investigar demais e me tornar alvo. Será que não podemos apenas fugir?
— Vai ficar tudo bem. Não se preocupa.
— Eu não consigo ter esse otimismo todo. No fim, eu gostaria de fugir e abandonar tudo. E você viria comigo.
Eleanor riu. Ela abraçou sua amiga com todo carinho que tinha.
— Vai ficar tudo bem. Vai ficar.
— …
E assim, as duas iniciaram suas investigações.
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Na conversa do café da manhã, ela finalizou com Talia saindo irritada da mesa. Ou para Eleanor tinha finalizado dessa maneira. A cosplayer começou a investigar sozinha. Primeiro ela precisava juntar os fatos.
— Será que Bianca é mesmo a culpada? Por que…
Como Bianca saberia sobre seu quarto secreto? Além disso, ela estava fingindo estar bem naquela manhã. Aquelas lágrimas não eram de alguém que estava brincando. Então, será que ela não estava sendo afetada pela morte.
— Claro que eu sei que isso tudo é mentira, mas, será que os outros pensam dessa maneira?
E se Bianca não for a culpada…
— O culpado está fazendo jogo psicológico. Claro que pensaríamos que é Bianca. Já que ele mesmo já colocou a arma do crime para ser Talia.
Dois culpados. E, além disso, eles tinham feito o crime do roubo parecer Eleanor, de forma que ela pareceria suspeita.
— Quem seria capaz de envolver o crime com tanta capacidade? Apenas alguém que sabe a resposta do crime, ou alguém que está tão envolvida que pode esconder os fatos.
Ou seja….
— As únicas capazes de esconder o crime é Bellatrix ou Amara! — triunfou para si
Bellatrix era uma comissária de ordem, então, com sua inteligência, ela conseguiria esconder o crime muito bem. E Amara era um caso ainda maior. Por que, Talia e Eleanor já tinham investigado sobre a traidora real. Um grupo que surgiu nas sombras querendo acabar com o estado de medo do rei.
Amara era a pessoa perfeita para ser a culpada. Já que ela estaria causando problemas no reino como um aviso. Bellatrix poderia também estar apenas testando as capacidades investigativas dos outros.
— Essa investigação é muito divertida!
Sua mente ainda era ilusionada pelo fato que era tudo uma brincadeira. Acreditava fielmente que ninguém seria louco para matar mesmo alguém. Eleanor mesmo não tinha sido capaz nem mesmo de ver Hermione morta para averiguar se era real ou não.
— Certo, vamos investigar!
E ela foi para a cena do crime, não o quarto da vítima, e sim, o esconderijo do seu quarto, o qual, teria vestígios de quem estava usando suas roupas secretamente.
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Ao chegar no próprio quarto notou algo bem direto. Sua janela estava aberta.
Eleanor, sempre deixava fechada.
— Cheque…
Abriu o guarda-roupa e pegou os anéis de Talia que tinha reserva. Silenciosamente, ela desceu em seu esconderijo. Com tantas vezes que ela fez, era fácil demais, sem nem seu coração tremer, ela desceu pela janela tocando nos vãos com facilidade. E então…
— … Mate
O culpado estava lá, assim como tinha visualizado, como tinha certeza. Ela estava mexendo exatamente no seu baú com roupas das pessoas do reino. Tinha diversos baús como aquele com outras fantasias, mas aquele era o único que o culpado precisava.
O que era mais impressionante era que o culpado sabia sobre esse armazém. Ele era para ser secreto, então, mesmo que fosse uma brincadeira de mal gosto esses assassinatos, a pessoa a frente saber era um problema perigoso.
— Droga, você descobriu, o que eu faço contigo?
A mulher se virou assustada. Era como uma presa na teia de Eleanor. E a pessoa, à sua frente, o culpado dos crimes, era — Amara Dandara.
— Eleanor?
— Olá.
Eleanor estava cheia de felicidade. Ela tinha achado finalmente a culpada, e na sua frente, incrédula, estava quem criou toda essa situação. Mesmo assim, ainda era um problema muito chato ela ter descoberto esse armazém.
— Você achou meu canto escuro, que coisa chata.
— O que é tudo isso?
Ué? Será que ela não tinha descoberto tudo? Apenas descobriu sobre as fantasias?
— Ué, exatamente o que está vendo, fantasias.
Tentou desconversar.
Mas aquilo era apenas uma atuação barata. Elas tinham que resolver sobre a morte. Claro que essa morte tinha que ser feito por Amara. Afinal ela era….
— Vamos colocar as cartas na mesa, líder de caça, Amara Dandara. Ou devo dizer, traidora real.
Ela era a traidora real. E como não imaginava que tinha seu segredo descoberto, ela travou completamente, então, ela finalizou seu pensamento.
— Certo, pequena calanga, vamos conversar então.
E a luta se iniciou.
Amara não estava se contendo, usando sua arma para atirar e provavelmente ferir seriamente. Eleanor sabia que se aquilo acertasse ela, seu ferimento seria grave, então, usou os fios de aço que tanto treinou para se defender.
— Os fios de aço de Talia?
Como Amara sabia que aquilo era de Talia? Ela não tinha dito para ninguém… esse assassino sabia coisa demais. Então, deveria capturá-la e fazer ele falar. Assim, seria reconhecido por todos como quem pegou o assassino.
— Sim, ela me ensinou como posso usar essa arma, caso eu queira fingir ser ela.
Debochou como respondendo à pergunta pertinente.
— Você é realmente a ladra e a assassina?
É sério que Amara queria desconversar agora. Ela tinha sido pega no flagra. Não é para se fazer de desentendida.
— Não se faça de tola, é claro que a assassina é você, e eu vou te parar de qualquer maneira.
A luta se intensificou. A dificuldade era muito alta. Claro, estava enfrentando a líder de caça e também terceira melhor cavaleira do reino inteiro. As habilidades de Eleanor eram apenas treino que Talia tinha te ensinado. No fim, ela era apenas uma cópia.
E por ser uma cópia.
— Espera, onde?
Recebeu um soco derrubando a si no chão. Amara prendeu seu corpo, mesmo assim tentou um chute, mas parecia que estava empurrando uma parede. Foi em vão. No fim, Eleanor falhou em capturar o assassino.
E então agora? Amara iria prender Eleanor e dizer que a matou? O que aconteceria agora?
— Para uma assassina, você é mais inútil do que eu esperava.
— Eu não sou a assassina, você que é!
Gritou como quem estava insatisfeita com esse resultado. Ambas se olharam nos olhos e algo ficou claro ali. Amara não tinha mesmo como ser a assassina, algo que a cosplayer percebeu. E Eleanor também não tinha como ser a assassina, algo que a própria líder de caça percebeu.
— Então você está me dizendo que não é a assassina, como explica essas roupas e fantasias serem exatamente as pessoas do reino.
— Sim, eu junto a Talia fazemos alguns roubos, eu admito, mas, o assassino está com certeza usando minhas fantasias.
Neste caso, Amara tinha acabado de chegar lá. Provavelmente ela estava investigando também. O que significava uma coisa.
— Se eu fosse dizer. Ou é você, ou Bellatrix.
Se não era Amara….
Só poderia ser Bellatrix.
— Certo, então vamos investigar ela. Se não encontrarmos nada, iremos para outro suspeito.
— Ok, conto com você, traidora real.
— E para de falar isso, é segredo.
E uma nova aliada surgiu.
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Informou todo o necessário a Talia.
— Isso é perigoso, se ela for verdadeiramente a assassina, ela pode ter enganado você.
— Eu não acho isso. Ela não parecia saber mesmo quem era o assassino.
— Você é ingênua demais… isso pode ser… eu vou planejar melhor, vamos dormir por hoje. Não conte para mais ninguém sobre a teoria de ser Amara ou Bellatrix. Eles podem usar isso contra a gente.
— Sim senhora!!
Talia parecia preocupada demais. Será que ela também acreditava na morte? Bem… isso estava motivando a gatuna a investigar. Se Talia achasse que era uma brincadeira, ela não estaria tão animada assim.
O dia se passou. Eleanor estava dormindo junto a Aisha e Pandora, e logo por aquela manhã, seu irmãozinho, Kizimu estava lá, poderia junto a Aisha brincar muito.
Juntas elas brincaram com seus cosplay’s, e fizeram algumas teorias. Eles também estavam levando a sério demais.
— Nesse caso, a segunda morte seria algo falso, para fingir que a culpada nunca existiu.
Ambos pareceram um pouco confusos e assustados quanto a essa resposta.
— Você acredita mesmo que isso vá acontecer?
Eleanor afirmou com propriedade.
— Eu não acredito que isso vá acontecer. Elen, não devemos transformar isso em um anime. É um assassinato real.
— Rígel?
Droga… eles estavam levando isso a sério mesmo. Mas isso não poderia ser real… por que se não. Hermione…
Bateu no próprio rosto.
— Hohoho, se não pensarmos como o assassino, não temos como fazer nada. Além disso, realmente acredita que é Vicenzo ou Brielle?
— Não, aquilo foi piada. Eu não consigo nem imaginar quem é o assassino, ninguém pode ser considerado aqui.
No fim, Eleanor não poderia dizer quem realmente acreditava que era, então, disse sua primeira teoria.
— No meu caso, eu acho que seria Bianca.
Falou com propriedade sua primeira teoria. Mesmo que no fim não acreditasse nela. Era tudo piada, para que no fim, pudesse entreter seus amigos.
Mesmo assim, o assassino no fim apenas mostraria que era uma brincadeira.
— E por isso, eu acredito que no final, ela vai aparecer com um sorriso no rosto, dizendo que tudo foi uma brincadeira, para aaahr, eu queria sentir medo. — teatralmente falou, quase idêntica a Bianca.
— Você tá achando que isso aqui é brincadeira é? Cai na real, ela está morta de verdade.
Não, isso não é real.
— N-não, eu tenho certeza que—
Aisha era uma tonta em acreditar. Hermione estava viva. Isso era apenas um jogo.
— Você está se enganando, ela não está viva.
Lágrimas surgiam, enquanto palavras de não aceitação criavam uma ilusão em sua própria mente.
— Não é um anime, é a vida real, ela morreu, e não vai voltar.
— Mas, a Mione. Ela não iria embora sem se despedir assim.
— É por isso que é chamado de assassinato, ou homicídio, porque, não foi algo que tirou sua vida, foi alguém.
— Mas…
As lágrimas teimavam em cair. Não crer seria fugir do que era real, então, queria fugir com tudo que tinha.
— Eu não posso aceitar, não me empurra essa ideia idiota. Tenho certeza que o assassino está testando a gente. Isso é apenas um treino, um jogo, algo para testar a gente. Vamos achar o culpado e ele vai mostrar os assassinados vivos.
— Até quando vai acreditar nisso? Quando perder alguém próximo demais? Me diga, e se Talia morresse?
Eleanor partiu para cima de Aisha e puxou o colarinho dela.
— NUNCA MAIS DIGA ISSO! Nunca… mais… por favor.
Não conseguia se imaginar sem Talia. Não poderia viver sem sua amiga de infância. Isso não era real. Esse jogo não poderia continuar.
— Está se iludindo. Se não levar isso a sério, vai acabar se machucando de verdade.
— Eu… não vou acreditar.
E então, Eleanor saiu correndo do quarto.
Correu para bem longe. Onde ela não seria pega, ela correu para o armazém secreto e ficou por muito tempo lá. Brincando com seus brinquedos mais familiares.
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Enquanto chorava sozinha, de repente, Talia apareceu.
— Então é aí que você estava.
— Oiê…
Eleanor disfarçou bem. Limpou as lágrimas e parecia verdadeiramente feliz. Mesmo com uma atuação perfeita…
— Você andou chorando?
Nunca seria capaz de passar pela astúcia de Talia.
— Desculpa, acabei pensando em coisas idiotas. Avançou em algo em sua pesquisa?
— A próxima morte será hoje. E depois de tanto pensar, eu já sei quem será a próxima.
Algo no coração de Eleanor tremeu.
— Serei eu. — Talia afirmou sem pestanejar.
— Espera, então temos que—
— Eu já tenho um plano. Eu vou fingir ser você, e então, não serei pega hoje, assim o assassino não me encontrará e não teremos minha morte.
— Sim, faremos isso.
Talia parecia um pouco nervosa. Eleanor conhecia ela muito bem, ela ficava assim, sempre que mentia para ela mesma. Mas, a cosplayer não queria saber a verdade, ela queria acreditar naquela mentira.
De repente, Talia ergueu uma carta.
— Apenas abra no final desse dia.
— O que é isso?
— Um presente. Algo que você vai achar muito especial quando abrir.
— Finalmente vai declarar seu amor para mim? — gritou animada.
— Vai sonhando, sabe que eu gosto mesmo é de Aisha.
Eleanor bufou.
— Sem graça.
— Mas sabe… se eu não tivesse amando aquela garota…
Talia chegou perto demais, algo que nunca imaginou que poderia ter acontecido. E surpreendendo sua pessoa. Um beijo foi roubado. A maciez do toque leve encheu seu coração de palpitações sem nenhuma forma de pensamento.
O gosto foi delicioso, e internamente isso foi como um desejo realizado. No fundo, de Eleanor, ela sempre teve uma paixão secreta por Talia.
— … Eu poderia ter me apaixonado por você. — desabafou Talia.
— Você…. ACABOU DE ROUBAR MEU PRIMEIRO BEIJO?
— Sim. Afinal eu sou uma ladra! — debochou.
Eleanor estava feliz, muito feliz. Mesmo ela sabendo que apenas estava sendo uma substituta para Aisha.
— Certo, vou pegar sua fantasia aqui, e você fica esperta. Não sobe até de noite, seria problemático se vissem duas de nós.
Talia pegou a fantasia e se vestiu perfeitamente. Agora tinham duas Eleanor.
— Okey, eu vou lá em cima.
— Agora está falando igualzinho a mim. — riu.
Talia foi para a entrada e se virou.
— Sério, apenas abra a carta no final do dia, não quebre essa regra. E… obrigado por ser minha amiga.
— Claro, eu também te amo.
— Besta.
E ela subiu. Eleanor esperou um pouco até finalmente.
— Queee.
Cair para trás.
Ela tinha sido beijada por Talia. Aquilo realmente aconteceu? Tantas coisas acontecendo deixou sua amiga emotiva a esse ponto? Ou será que ver Aisha e não poder fazer nada era agonizante demais?
Tantas emoções caíram em seu coração e ela ficou se debatendo por muito tempo.
Quando se levantou, colocou a carta em cima da mesa e foi assistir anime. Ela não poderia sair daquele local mesmo. Então, ela apenas ligou seu celular no som máximo e foi ver os animes semanais.
O dia passou como uma luva, na verdade, não tinha ido nem mesmo almoçar, tanto distraída com os diversos que viu no dia. Ela era do tipo que via praticamente todos os animes da temporada, sem nem mesmo escolher qual seria o melhor.
Por mais de que algumas vezes ela deixava acumular, então, agora ela finalizou todos os que ela deixou os dias passarem, por causa da investigação.
— Aaaaaar, vou subir agora, eu preciso comer.
Eleanor deixou a carta onde estava. Ainda não era hora de ler. Era dezesseis horas ainda, então, deveria apenas esperar a hora certa. Subiu com cuidado, para que não estivesse ninguém em seu quarto.
Ela viu um vulto e abaixou sua cabeça. Alguém estava lá. Ela olhou com cuidado e percebeu algo, alguém estava pendurado. Preocupada, ela pulou para dentro com um avanço só.
— Ei! Você está—
Sangue.
Muito sangue estava espalhado, e como a pior cena que poderia ser descrita. Quase vomitou, mas segurou a bili na garganta.
— Espera, não, não, não, mas não teria como.
Quem estava morta, pendurada da forma mais cruel possível, não era ninguém mais, ninguém menos que. Ela mesma.
— Talia…?
O tanto sangue espalhado, não era possível ser uma brincadeira. Queria tocar em Talia para sentir sua pulsação, mas, se tocasse, comprometeria a cena do crime. Precisava fazer algo, talvez se ela tirasse poderia resolver.
Pegou luvas que não deixaria digitais. Fios de aço a fizeram subir. Ela tocou e…
— Não!
Ela estava sem pulso, estava totalmente fria e sem vida.
— Isso é mentira, é mentira, isso é apenas uma brincadeira, é.
Eleanor desceu e começou a girar em círculo. Ela não pisava em nenhum sangue e não iria comprometer a cena do crime, ela agia como uma verdadeira criminosa em ação.
Mas a bagunça na mente dela aumentava mais ainda.
— Mas quem iria ser morta era Talia. Não iria ser eu, o que está acontecendo?
Lembrou do beijo de Talia. O singelo toque de seus lábios.
— Ela não…
Eleanor desceu em seu esconderijo e pegou a carta como um furacão. Ela rasgou o envelope e pegou a carta em mãos para ler. E o que viu… deixaria uma marca em seu coração.
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Cara Cópia disfarçante, se está lendo essa carta, você acabou de ver minha mentira.
Vou ser breve em minha explicação.
A primeira morte foi Hermione por que ela sabia demais. Mas, seu estilo de morte foi uma ameaça a mim. A assassina está brincando comigo, porque sabe que não vai ser pega nem por Bellatrix ou por mim.
Então, ela quer brincar comigo, ela quer me ameaçar, ou melhor, ela quer que eu investigue. Então, qual seria a forma mais afetiva de me fazer investigar.
Se ela matasse a pessoa mais importante para mim.
O assassino não sabe da minha paixão por Aisha, porque apenas você sabe disso. Então, para me afetar diretamente, o próximo assassinado será.
Eleanor Helen… você.
Se eu te disser isso, você nunca vai concordar com o fato de eu me disfarçar de você para ser pega no seu lugar. Você é bondosa demais. Mas agora preste atenção. Lembra que eu tinha dito que maldições e bênçãos era algo secreto que existia. Eu agora tenho certeza absoluta que é real.
Na biblioteca secreta, existem alguns arquivos escondidos que informam isso, preciso que você estude sobre essas informações. Bellatrix não é a culpada, eu investiguei tudo sobre ela. E se você tem certeza que não é Amara, paciência. Ajude Bellatrix na investigação e aprenda como ela investiga, isso será útil.
Eu conheço você muito bem, e sei que não acredita que essas mortes são reais. Eu sei que, no fundo, você quer acreditar, mas mais ainda, no fundo, quer fugir dessa realidade. Então leve algumas coisas em consideração.
Você vai ser dada como morta. E eu quero que o assassino acredite nisso. Vai precisar ser a cópia perfeita e fingir ser eu mesma. Você precisa ser Talia Keira. Sei que você consegue, porque você é a cópia perfeita. Eu acredito realmente em você.
Desculpa não ter te contado a verdade e pedir para você lidar com essa investigação sozinha. Mas, você é a única que eu posso contar. A única que pode herdar meus sonhos.
Eu não tinha muitas coisas que queria fazer, mas você tem tantas coisas ainda para realizar. Você tem sua novel, eu fico triste que nunca vou ver o final dela. Você ainda tem o final do anime da investigadora para ver. No fim, eu não posso deixar você morrer.
Herde meus anéis e lute como se fosse a original. Até por que….
A cópia, quando supera o original, se torna a original.
Com muito Amor, de sua eterna amiga. Talia, a gatuna.
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Eleanor, em meio a lágrimas, leu a carta. No envelope tinha os anéis de Talia, os caraterísticos dela, com tanta qualidade. No total, 16 anéis, muito mais do que Eleanor era capaz de controlar.
A cosplayer só conseguia usar 10 anéis em mãos, enquanto a verdadeira usava 16. Era algo surreal, e isso sem levar em consideração a ativação dupla, onde dois fios saiam de cada anel.
Os anéis usavam uma espécie de ritual capaz de, com a mente, controlar a direção. Precisava de muita concentração para poder lidar com cada fio e sua direção, precisava de muito treinamento.
Eleanor apertou os anéis em sua mão. Suas lágrimas não paravam de correr.
Era tarde demais, sua amiga mais próxima estava morta, o assassino tinha retirado exatamente quem Eleanor mais amava. Então, agora, ela precisava ser uma cópia. A cópia perfeita.
A cópia disfarçante, como sua alcunha.
Eleanor limpou as lágrimas, e pegou sua roupa. Ela se disfarçou de Talia. A pessoa que mais amava. E agora, ela iria investigar por conta própria. A brincadeira tinha acabado, ela estava abandonando tudo que acreditava para pegar esse assassino.
— Talia, era isso mesmo que você queria?
Colocou os anéis de Talia, estava pronta para fazer a maior de seus disfarces, porque agora, enganaria todos da ala oeste. Enganaria todos que fosse necessário.
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A primeira que falhou enganar foi Belaltrix. Sabia que ela seria um problema, pois ela faria a autópsia do corpo.
— Talia, ou melhor, Eleanor Helen, você vem comigo.
A comissária de ordem sentou uma mesa com ela, e a fez beber um chá. Lá retirou informações úteis, claro, ela fez confirmar que não matou sua amiga. E também a obrigou a falar por que estava se disfarçando.
— Apenas para sua informação, eu sei sobre a Submissina. Então, sei que está me drogando. Talia também saberia.
— Vocês duas eram mais problemáticas do que eu imaginava.
— Eu também vou ajudar na sua investigação. Quero aprender como você faz suas investigações. Preciso aprender isso.
Bellatrix não foi contra, e como ela queria muito preencher a morte de Talia, ela permitiu.
— Bellatrix, existem diversos quartos secretos no reino. O assassino deve estar usando eles para se esconder.
— Eu penso a mesma coisa. Vamos investigar o banheiro, onde tinham visto você ontem. Em falar nisso…
— Não fui eu, vamos logo, eu estou irritada.
Elas juntas descobriram sobre o tal projeto pesadelo. Lá muitas coisas secretas tinham informação sobre alguns pontos que a verdadeira Talia com certeza saberia. Os segredos do castelo. Talia era a com mais certeza de saber, então, por que Eleanor que ficou viva?
Ela investigaria e aprenderia por conta própria.
Na biblioteca secreta, ela começou a ler sobre diversos arquivos. Passou bons minutos vendo sobre arquivos secretos do reino. Arquivos sobre maldições e pessoas amaldiçoadas na história.
Sua investigação continuou até Viviane aparecer e cortar seu barato. Não demorou nem meio segundo para Viviane descobrir seu segredo, e mais uma sabia sobre ele.
Viviane entregou diversos arquivos que seriam úteis na investigação, e esses arquivos depois de ler entregou a Bellatrix, ela aprendeu muitas coisas com a mesma.
Percebeu que se fosse imitar ela, não tinha informação o suficiente. Então, ela aprendeu o máximo que deu. Desenvolveu o máximo que deu.
A investigação passou muito rápido, ao qual olhava todos, ela se tornou os olhos de Belaltrix. Procurava todas as informações. Sua principal ação foi colocar uma câmera adicional no quarto de Bianca, ao qual, ela não teria como saber.
Era um ursinho, e assim, poderia ficar de olho nela.
Fez diversos avanços, diversas coisas, com o pouco que tinha, e no fim.
— Amara foi morta! — gritou Bellatrix em sua sala.
Aquilo tudo estava uma bagunça, isso foi rápido demais.
Talia viu com os próprios olhos, Amara morta, ela estava com Guto e Brielle, ao qual tinha que fingir ser Talia, e sua amiga tinha uma afeição grande a eles. No fim, juntos, viram a morte da líder de caça.
— Como isso foi acontecer? Fizemos de tudo, eu já coloquei Submissina em todos. Dessa forma não tem como ser ninguém!
— E se for…
— Não pode ser a droga do Kizimu, mesmo que tudo aponte para ele. O mesmo era o único além de nós duas que sabia sobre a Submissina. Mesmo assim, ele nunca poderia ser a droga do culpado.
Bellatrix estava irada. Claro que estaria. Talia entendia muito bem como ela se sentia. Ela entendia perfeitamente como era perder a pessoa mais próxima de você. Então, deu todo o apoio que poderia dar.
As investigações começaram a durar até tarde da noite, nem conseguiram dormir mais direito. Prestou muito mais atenção ao Kizimu, quem tinha alguma ligação direta com os assassinatos.
O assassino, no começo, parecia querer mirar em Talia. Mas, depois que a gatuna morreu, ele pareceu mudar de alvo. Mas ele não deveria saber que Talia foi morta. O avanço da segunda morte e o alvo da terceira era totalmente afetado para incriminar Kizimu.
Além disso, tinha um fator interessante.
A primeira morte foi Hermione, alguém que sabia do segredo do disfarce. Mas ela antes de morrer fez uma carta de despedida, afirmando que sabia o segredo do assassino. Ela não foi silenciada a tempo.
A segunda morte, não foi apenas uma morte para afetar Talia. A gatuna estava errada em seu pensamento. Seu alvo sempre foi Talia. Já que ela sabia demais, e depois de tanto investigar ela descobriria.
Ela apenas fez de uma forma, que faria Talia se entregar de alguma forma. O assassino fez uma jogada de mestre para vencer a gatuna no próprio jogo.
A terceira morte foi também para silenciar alguém que, com seu pensamento perfeito, se ligasse os pontos, conseguiria achar o culpado. Porque afinal de contas, o que Eleanor descobriu com suas investigações, era que…
— Os assassinatos são uma distração.
Algo muito grande estava se formando, e ela percebeu isso muito antes, mas no fim, com certeza o assassino já sabia que ela era uma farsa. Eleanor não era uma ameaça, porque nunca conseguiria achar o culpado.
Eleanor bateu na mesa do computador, irritada, porque sabia que era irrelevante. Enquanto isso, olhou para cada câmera, ficou de olho em tudo que poderia acontecer, já que a quarta morte estava a passos de ocorrer.
O grupo de Kizimu fizeram um plano para investigar Bellatrix. O que Eleanor tinha dito a Amara voltou para o querido irmãozinho como uma verdadeira maldição. Mas, eles tinham um plano interessante.
No fim, algo mais assustador aconteceu. Algo que Kizimu tinha visto, foi visto por Talia. Tinha outro alguém nas sombras. Kizimu seguiu ele, e algo aconteceu, ele sumiu de vista, em uma velocidade que ultrapassava todas as câmeras.
Correu para achá-lo, e logo, seguiu Bellatrix, que entrou na cozinha. No mesmo momento, a luta se iniciou, e ela viu tudo. Kizimu contra Bellatrix, uma luta que desafiava o que significava humanidade.
No fim, a câmera travou no momento essencial e ela apenas viu Bellatrix empalada.
— Por que logo no momento tão importante? Ele tem comparsas?
Alguém entrou na sala que Talia estava. Seus fios avançaram desafiando tudo e prendeu em volta do pescoço do alvo. Era Bianca.
— Não vai me dizer que você é a assassina? — reclamou Bianca.
— Irônico dizer isso, se eu nem te vi pelas câmeras.
A conversa fluiu de forma inconveniente. Mas no fim, as duas determinaram um plano.
Eleanor estava extremamente frustrada.
Ela herdou a função de Talia, e não tinha conseguido fazer nada. Agora, Bellatrix quem tanto ajudou nos últimos dias, também tinha morrido. Eleanor foi para seu novo quarto, frustrada, chorar de dor.
Lá, ela notou uma carta em cima da cama.
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Cara Eleanor, venho por meio desta carta informar que eu serei provavelmente o próximo alvo.
Em meio a nossas investigações, determinamos que as últimas mortes ocorreram por causa de saber demais, e também estar perto de descobrir sobre o plano pesadelo. As pessoas que mais seriam ameaças no castelo para o assassino.
Levando essas coisas em consideração, eu vou ser a próxima a morrer. Gostaria de agradecer por toda ajuda que me deu nos últimos dias, e também gostaria que soubesse que eu estou muito agradecida por ter ficado do meu lado.
Esses últimos dias, eu passei com a dor de perder a pessoa quem eu mais amava. Amara era não apenas minha rival, era também a pessoa que eu mais amava. Então, ter ficado com alguém que também passou pela mesma dor, foi algo reconfortante.
Eu vou deixar toda minha pesquisa com você. Além disso, Ernesto foi informado com tudo que eu aprendi na minha investigação. Você também vai ficar com um arquivo sobre essas informações. Não apenas isso, vou deixar tudo que eu tenho sobre meu trabalho, cada coisa que eu já produzi e resolvi, cada caso e cada função, está tudo. Além disso, ficará com minha chave da minha sala, pode mexer em qualquer arquivo de lá.
Eu agradeço do fundo de minha alma, mas agora eu preciso que você pare o pesadelo. Algo grande está para acontecer, e você vai ter que herdar o cargo de Comissária de Ordem. Por favor, se puder, aprenda com Ernesto tudo sobre combate que ele pode ensinar.
Obrigada, de sua querida amiga, Bellatrix Ursula.
Apertou a carta enquanto as lágrimas não desapareciam. A dor era demais para suportar. Pois, mais uma falha havia concebido a si. Agora herdou outra função. Não deveria ser apenas a gatuna, mas deveria continuar as funções de Bellatrix Ursula.
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Assistiu milhões de vezes à luta de Bellatrix. Queria aprender como replicaria aqueles movimentos, queria entender como a comissária de ordem pensava. Por isso, pediu ajuda a Ernesto.
— Senhorita Talia, não, pelo que soube de Bellatrix, a jovem senhorita seria Eleanor, certo?
— Por favor, eu quero que me treine!
— Treinar-te?
— Eu quero lutar como Bellatrix lutava. Pode me ajudar a entender a mente dela?
Ernesto ficou ressabiado, mas riu internamente.
— Claro, por que não? Eu irei te ensinar tudo que eu puder te ensinar nos próximos dois dias.
— Dois dias?
— Mas antes vamos tomar café, eu diria que coisas interessantes vão acontecer.
E isso era verdade. Pois naquela manhã, junto a Bianca, eles iriam tentar retirar informação de Kizimu. A manhã foi bem turbulenta, e no fim, mesmo com os avanços de Eleanor e Bianca, Kizimu apenas fugiu. Ernesto se pronunciou:
— Eu investiguei diversas coisas nos últimos dias, e tenho base a uma afirmação, a próxima morte será a última, além disso, não devemos entrar em conflito logo agora, pois tenho certeza que algo pior virá, estejam unidos até o fim… e Talia, seu truque não funcionou, o que fará?
Eleanor, que ainda estava vestida de Talia, revelou que estava apenas tentando descobrir algo em Kizimu.
— Desculpa pessoal, sinceramente não acho que seja ele, na verdade, não acho que seja quaisquer um de nós… apenas, tomem cuidado, e não fiquem sozinhos.
Mas o que Ernesto falaria mudaria tudo.
— Eu tenho certeza que a próxima morte será eu.
O silêncio cruzou toda aquela mesa.
Guto foi o primeiro a gritar.
— Do que está falando!?
— De acordo com a investigação de Bellatrix, é algo que tenho pensado. Mas, no fim, isso não é o problema principal. Esse assassinato é uma distração. Não devemos mais brigar entre a gente.
— Mas isso é loucura, temos que proteger o senhor!
— Isso é perigoso demais. Se eu ficar protegido, apenas fará o assassino matar outra pessoa.
— Não vai me jogar dizendo para apenas desistir de você.
Guto estava irado, ele não conseguia conceber a ideia. Eleanor já estava de saco cheio de tanta morte.
— Talia, uma informação será útil na sua investigação. Os assassinos vão iniciar o pesadelo daqui a dois dias. — Ernesto falou apenas para Eleanor.
— Como sabe disso?
— Eu já tinha visto um movimento estranho há um tempo, e a informação sobre isso me causou agora, eu posso afirmar, amanhã, eu serei a última morte.
Eleanor ficou irada, ela levantou da mesa e foi até o quarto de Bellatrix. Pegou um monte de rastreadores, e colocou em cada pessoa da ala oeste. Todos agora seriam vistos, e no fim, ela pegaria quem era a droga do assassino.
A principal pessoa que queria ficar de olho era Bianca. Ela tinha o álibi de estar dentro da cela durante o terceiro assassinato, mas a quarta morte ela estava fora do quarto. Então, queria ficar perto dela.
Elas juntas foram investigar mais corredores, tantos corredores escondidos. E o que mais amedrontava Eleanor era um fator que Ernesto disse para ela.
“O rei tem algum envolvimento”
Isso caiu como uma luva, em meio às pistas, foi para um local que tinha conhecimento ser do rei. Lá, era a sala da banheira vermelha. Um corpo, um segredo. Mas por causa de uma nevasca chegando elas tiveram que correr.
Elas fugiram, e para piorar, Bianca fez algo suspeito como fugir de sua vista. Mas isso ajudou Talia a encontrar um cômodo secreto com diversos planos. Ela teve também um encontro com o assassino, e a luta quem lhe salvou foi Viviane.
O fim claramente estava se aproximando, mas por sorte tinha certeza que Bianca e Kizimu não eram o assassino. Mas isso deixava uma pulga. Agora com menos pessoas que poderiam ser o culpado, deveria ser mais fácil, mas parecia estar se tornando mais difícil.
Ernesto ensinou o estilo de luta de Bellatrix, e passou também o treino prático que Bellatrix e Amara faziam. Além disso, Eleanor estudou toda a sala da comissária de ordem. Tinha tantos arquivos importantes.
Queria tanto ter todo o tempo do mundo para estudar, porque agora, ela herdou o cargo de comissária de ordem. Ela herdou o cargo de Gatuna. Ela herdou a função de parar o pesadelo.
— Eu vou pegar a assassina, não importa como.
A investigação não era mais divertida como achava, era irritante, era chato, era tedioso. Estava estressada, tantas coisas que testou e no fim não levou a nada.
Ela bebeu um gole de café.
Talia criou um plano de ação inteiro, no dia seguinte eles deveriam ficar em duplas. Assim, eles poderiam se proteger, e, além disso, ela poderia ficar de olho nas duplas.
Ficou com Bianca em seu time, pois queria ficar totalmente ao lado dela. Dessa vez teria certeza de quem seria ou não assassino. Câmeras, mais rastreador. E ali começou.
Seu plano começou bem, mas como o esperado, algo aconteceria para distraí-los. O assassino claramente não seria tolo de ser pego. Mas isso confirmou uma coisa.
Nenhum dos possíveis suspeitos eram os assassinos. Eleanor correu atrás do Kizimu sorridente, sentindo um ar frio. Mas depois de pensar porque o assassino estava fugindo, ela percebeu tarde demais.
Eles estavam apenas distraindo a todos. Quem iria morrer ali, era…
— Ernesto…
Ela parou e olhou para a câmera que estava Ernesto, e ela viu. O assassino matou, sim, Ernesto, mas ele fez algo ainda mais irreal. Um brilho rosa coloriu o cenário, e com esse brilho rosa.
— Ernesto se tornou… Pandora?
E assim, o assassino pulou pela janela e fechou ela. Como ele saiu vivo, nem Eleanor sabia.
A cosplayer caiu no chão. Ela tinha falhado mais uma vez. Não existia forma dela resolver isso. O assassino tinha capacidade de transformar as pessoas. Por isso tinham dois Kizimu. Por isso eles estavam correndo, tinha comparsas, e, além disso, nada implicava que ele não poderia fazer isso com o próprio corpo.
Ele poderia fingir ser qualquer um deles e nunca seria descoberto. Isso era impossível demais. Além disso, Eleanor tinha certeza agora. Não era nenhum de seus amigos. No fim, o assassino conseguiu ludibriar completamente a todos.
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Graças a carta que foi deixada na morte de Ernesto, eles sabiam que meia-noite haveria uma última morte. Todos ficaram prontos, para avançar no assassino. Um banquete preparado para ele.
E no fim, ele veio. Todos seguiram o Kizimu sorridente, até os perder de vista. Ele andou primeiro em círculos, andando até o caminho da cozinha de novo. Depois começou a aparecer mais deles, e então, para o fim derrocado, Talia estava sozinha novamente.
Não tinha ideia de onde estaria o assassino. Começou a olhar as câmeras, e notou onde estavam, e apenas corriam. Tinha apenas 3 Kizimu sorridentes que corriam de um lado para o outro.
Era uma distração.
Talia estava muito distante de tudo, foi levada para bem longe da situação, e então notou algo. Uma luta se iniciou dentro da mesa de jantar.
— Droga, esse era o plano deles?
Talia correu.
Mas foi tarde demais.
Revelada como um dos corpos controlados pela droga de Bellatrix, agora, Dalia jazia morta.
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O dia seguinte foi uma loucura insana. Onde teve que enfrentar o sétimo mais forte ao lado de Bianca. Mas saíram vitoriosas.
Junto a Kizimu e Absalom montaram fases de um plano. E assim, eles estavam preparados.
O grupo de Insurgia estava pronto para agir, então, eles andaram com a formação mais perfeita que poderiam lidar. Então, foram para a alavanca. No caminho, os guardas apareceram e eles cumprimentaram.
Porém, quando Eleanor virou para ver eles, de repente, um brilho rosa cegou-a, e apenas um baque extremamente veloz caiu sobre sua nuca, onde ela caiu derrotada e desmaiada.
Acordando, a única coisa que podia ver era algo horrível. Se levantou com fraqueza, e viu. O assassino tinha se revelado a Eleanor Helen. Estava fraca demais para levantar, mas a sua ira se acendeu.
A velocidade dos dois estavam em noções extremas. Superando a velocidade comum humana, mesmo assim, Kizimu claramente estava em desvantagem.
— Eu preciso fazer algo.
Bianca, Vicenzo, Guto e Brielle estavam desacordados.
Forçou seu corpo, mas apenas conseguiu chegar até eles, quando a luta finalmente parou. E ela parou mesmo, quando Kizimu foi derrotado completamente. Foi até Kizimu e usou seu querido irmãozinho como apoio.
— Quer dizer que a farsa finalmente vai dar as caras? — debochou a falsa Eleanor.
Farsa? Sim, farsa, nesse ponto, tinha apenas uma forma de provar que Eleanor a frente deles era uma farsante. Acabando com a farsa que ocorreu todo esse tempo. Depois da morte de Talia, apenas Eleanor sobrou, e a partir disso, Eleanor foi dada como morta.
Mas a verdade era que ela sempre esteve lá.
— Caramba, caramba, caramba, você é muito ridícula. Então o assassino gosta de fazer esse tipo de piada de mal gosto.
Eleanor dizia isso como se um peso no seu coração estivesse pronto a acabar.
— Piada é? Tipo você?
— Sim, piada, isso que você é. Está me dizendo que você é Eleanor? Isso é alguma piada para me irritar? Não, isso é realmente uma piada para me irritar.
Desde sempre Eleanor se fingiu ser Talia, fingiu ser a amiga que tanto amava. Que tanto nutria sentimentos. Desde sempre quis pegar o assassino que tinha acabado com sua vida e agora, ele estava na sua frente, vestindo sua face.
— Talia… — Kizimu parecia confuso. E claro que ele estaria.
— Kizimu, me desculpe por isso. Você viu algo estranho, isso deve ter afetado seu coração. Mas eu vou dizer uma coisa. Ela não é Eleanor Helen. Isso é uma farsa absoluta!
A farsa não parava de rir, era irritante ver seu rosto rindo com seu riso habitual. Era completamente nojento.
— Me escute. Ela não poderia ser Eleanor… pois — Eleanor sempre guardou esse segredo, ela fingiu ser Talia desde o começo, e agora, finalmente poderia libertar essas amarras.
Eleanor retirou a máscara perfeitamente alinhada em seu rosto. A perfeição e verdade de alguém que sempre usou essas fantasias para fingir ser outras pessoas. Ela se revelou e seu irmãozinho travou.
Aquela que sofreu a segunda morte, não foi Eleanor Helen, e sim, Talia Keira.
— Droga, o que está acontecendo aqui? — reclamou Kizimu.
O segredo de Eleanor, ou melhor, da farsa Talia, sempre foi que desde o começo.
— Meu nome é Eleanor Helén. E eu estou extremamente irritada. Como sucessora de Talia e Bellatrix. Eu vou acabar com você, sua assassina desgraçada.
E sorrindo do outro lado. A falsa Eleanor estava pronta para iniciar o confronto que tanto aguardava.
— Vamos, vamos matar uma a outra e finalizar esse ciclo. Minha querida amiga, Eleanor Helen!
E então, a luta que Eleanor tanto fugiu, estava prestes a acontecer.

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