Capítulo 85: A mulher revolucionaria
Todos foram dormir nervosos, com medo, exceto a Bianca. Agora poderiam dormir e não acordar mais. Porém, o mais tranquilo naquela situação era Kizimu que dormia trancado completamente.
Kizimu dormiu com uma certa facilidade pelo cansaço do treino com Guto, e estava adormecido em seu deleito. Até que de repente não conseguia respirar.
— Aaaahr, quê? Onde?
— Como consegue dormir tão tranquilamente com um assassino a solta?
— Ah, desculpa, eu estava muito cansado de ontem.
Os ossos de Kizimu ainda doía e ele se manteve mais em alerta. Foi Amara que foi acordar ele naquele momento, tampando seu nariz. Kizimu sentiu a pressão do fato que se a pistoleira fosse a assassina ela poderia simplesmente matá-lo.
‘Posso te dar uma dica. Cuidado com Amara, ela é uma traidora.’
Lembrou da última fala da falsa Eleanor, na porta do banheiro. O quanto deveria confiar nessa afirmação?
— Certo, qual será nossa primeira investigação? — Kizimu se espreguiçou.
— Vamos bater um papo com Bianca.
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Satisfeito era o chão que era pisado por passos tão dedicados. Que andavam firmemente por dentre os corredores afim de falar com seu rei.
Um corredor ornamentado com diversas pinturas belas e pilares intensos que brilhavam seu brilho azul qualificado. Os pingentes brancos que caiam do céu e formavam lustres tão perfeitos e o ambiente que dava um ar nobre a sua eloquência.
Novos passos surgiram. Firmes e detalhados.
Botas de couro ornamentadas e seu traje formal, de linho branco e preto com bordados mostrava sua posição. No seu rosto refinado e perfeito pousava óculos de aros finos.
Sua fria passada dava uma impressão quase militar, e as grandiosas mulheres passaram uma pela outra. A postura de uma era tão impecável quanto da outra, mostrando que ambas portavam da mais alta patente em suas próprias posições.
Meio segundo passou, uma fração mais notável que necessária para aquela que portava um cetro silencioso. Com a extensão de seu corpo, Viviane colocou sua bengala ornamentada entre ela e o escudo do reino.
— Labella Cyfher, me diga, você sabe o que está acontecendo com esse reino?
— Licença, eu não tenho ordens, permissões ou tempo a perder aqui.
— A toda certinha Labella, o escudo do rei, a mais confiável. Mas não consegue esconder seu mero suor de mim. O que escondem?
Os olhos afiados de Viviane não poderiam ser enganados de maneira alguma. Algo passou pelo seu faro afiado, então, não iria deixar passar, já que sua querida funcionaria morreu.
— Eu tenho permissão para entrar em combate se necessário, não tente impedir-me de seguir meu fluxo.
— Permissão? — Viviane ergueu as sobrancelhas. — Você está muito arrogante, Labella, não se esqueça de quem trocou suas fraudas.
A aura gélida de Labella cobriu todos os corredores adornados, e uma veia pulou na testa de Viviane. O ambiente frio criado pelo escudo do rei foi uma intimidação barata, e como isso, tudo vibrou.
A vibração celeste equalizou tudo como um eco profundo do infinito e tudo ecoou. Os pingentes brancos de vidro que vibravam soltavam um som alto como as trombetas do apocalipse.
Tudo vibrou, a aura gélida se dispersou e desapareceu como um fiasco mal feito, ali, Labella sentiu a verdadeira pressão de enfrentar Viviane, a mais antiga no castelo, aquela que foi o escudo do rei anterior.
— Se ponha no seu lugar. E se eu souber que está envolvida com o assassinato, eu mesma mato você.
As vibrações cessaram, e a alma de Labella voltou para seu próprio corpo. Uma gota de suor correu, com o escudo do rei que perdeu toda sua postura. Ela respirou fundo e voltou seu andar, já que Viviane já tinha saído daquele corredor.
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Portas se abriram fortemente, e logo a dupla de ação entrou para a investigação.
Uma surpresa veio a tona, como já esperando tal visita, Bianca estava sentada em uma cadeira de mesa posta. Vicenzo estava em pé logo atrás dela, e a garota de belas tranças e cabelo champanhe rosado repousava seu belo queixo nas mãos delicadas.
— Então, Maramara, vamos finalmente resolver esse mistério?
Amara já esperava tal introdução. Aquela boneca caótica sempre foi inteligente, sempre esteve a frente do seu tempo, não seria diferente agora. Então, precisaria retirar informação dela.
Amara andou até a mesa e se sentou a frente de Bianca. Kizimu, um pouco desconexo a tudo, não viu uma cadeira para si, e como imitando Vicenzo se portou atrás da pistoleira.
— Calanga, vamos direto ao assunto. Você sabia quem era o ladrão, então, também deve saber quem é a assassina.
— Será que sei? Não sei dizer, você quer dizer que eu sou melhor em investigar que você, Ernesto e Bellatrix?
Com um sorriso de ponta a ponta, aquela beldade caótica estava no controle da conversa. Amara tentava conter sua raiva para uma investigação saudável, porque se fosse por ela, já estaria batendo em Bianca até retirar alguma informação.
Amara bateu com a mão na mesa.
— Droga Bianca, pessoas estão morrendo, pode levar isso a sério apenas uma vez?
— Eu me recuso, até por que eu ganho muito mais sendo uma vilã do que uma figurante que ajuda no caso.
Amara puxou ar e soltou com uma irá inestimável, olhou firme para Vicenzo que não pareceu temer a fúria de uma tempestade seca que se formava ali.
— Moleque, você está sempre com ela, então me diz, o que vocês sabem?
— Bianca não sabe de nada do que está perguntando, ela apenas quer irritá-la para você atacar ela — Disse monocromaticamente.
— Eii, cala boca.
Bianca cutucou irritada de forma fofa, e Vicenzo apenas foi tocado de maneira abobada. O mesmo permaneceu sem desmontar emoção alguma.
— Mas e a carta? — Perguntou Kizimu.
— Foi escrita pela própria Bianca para poder irritar Amara.
— OOW! — Bianca se levantou e começou a esfregar seu punho no cabelo do garoto, que apenas aceitou. — Assim perde a graça.
A pistoleira pensava profundamente, claro que o garoto poderia apenas estar mentindo, mas, se fosse a verdade, aquela pesquisa seria inútil.
— Bianca, fale a verdade, a culpada é Bellatrix, certo?
A garota que ainda importunava seu amigo, parou perplexa, talvez teatral, ou não. Mas voltou ao seu sorriso de sempre.
— Irônico você falar isso. — Sorriu.
— Do que está falando? — Kizimu questionou.
Kizimu apenas analisava a situação, a sua maneira, suas análises eram apenas complexas analises de personalidade, mesmo assim, sua inteligência não funcionava com a inteligência de Kuzimu.
Os dois polares funcionavam juntos, mesmo assim, não era de controle do garoto.
Bianca se levantou e andou até sua cama. Fofos ursinhos de pelúcia se apresentavam em sua mão. Ela voltou até a mesa e começou seu show.
— Um grande rei controlava seu povo com um poder revolucionário. Guerras ainda existiam, mas com sua força necessária ele aparou diversos conflitos. Sua visão de mundo poderia ser revolucionário, porém, isso afetava o povo de maneira conflitante.
‘O rei parecia propositalmente afetar seu povo infligindo medo aos fracos, mesmo que suas políticas sejam perfeitas e ajudem o povo a evoluir de formas incríveis. Era contraditório. Era paradoxal.
‘De repente surgiu uma marca dentre o povo, aquela que disse que iria acabar com o medo. Um grupo revolucionário que era contra o rei. Contra suas políticas abusivas do medo. Claro que ela não tinha nada como bons motivos para retirar o rei do poder, já que ele era perfeito em suas políticas.
‘Mas, de repente, sua voz ganhou peso, o suficiente para fazer o próprio reino temer. A mulher revolucionária mascarada disse que acabaria com o conflito de poder sobre o medo que o rei fazia. Assim temida pelo rei, ela se oculta entre o povo.
Bianca contou um conto atual de uma revolucionária, um conto tão atual que era uma verdade absoluta. Kizimu ficou confuso com o conto e então olhou para Amara. A mulher estava em pavor absoluto, um medo que não fazia sentido com a mulher forte que ele conhecia.
— E então, gostou da história? Traidora real?
Amara bateu a mão na mesa.
— Por que vocês sabem disso?
— Eu e Eleanor somos as únicas que sabemos, claro Vicenzo e Kizimu estão ouvindo pela primeira vez agora. O que eu penso é. Se você já é uma revolucionária ao reino, por que você não simplesmente não começaria um assassinato ao reino? Seria mais fácil não?
Um soco profundo flutuou pela mesa e fez Bianca voar por cima de Vicenzo. Amara pulou sob a mesa e começou a espancar a garota sem nem precedentes.
Kizimu assustado e com medo correu, se aquilo continuasse um novo assassinato ocorreria. Ele tentou segurar aquela mulher, mas era feroz demais.
— Amara se acalma! Não faça isso.
— Ela é uma praga, eu não posso acreditar, eu não posso deixar ela saber disso!
— Huhuhu — tossiu sangue — Então eu estava certa, a assassina realmente é você!
Amara parou seus socos, ela estava com uma cara amedrontada, com repulsa ou sentimento de culpa. Nem mesmo ela sabia o que sentia.
— Eu não…
— Amara, para!
Vicenzo permaneceu em pé, olhando toda a situação sem mover um músculo, apenas observando. Kizimu segurava os braços de Amara, uma ação inútil, pois era apenas um sopro para ele sair voando.
Fraca, a pistoleira se levantou. Bianca ria em escárnio sem conseguir parar, enquanto ainda ensanguentada parecia perfeita e pura. O garoto de cabelos pretos ficou ansioso em ver aquela cena e puxou Amara para fora.
Estranhamente ele conseguiu fluir isso com facilidade. Ela se deixou levar.
— Bye Bye Maramara.
E a porta fechou e foi trancada.
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
Lembrando que temos capítulo hoje de noite de novo, se vocês não viram os capítulos de ontem pela manhã, vejam.
Agora sobre o capítulo
No Cap 75 temos a segunda morte, vimos a morte no dia seguinte, em resumo,
Dia 1: Hermione morre
Dia 2: Descobrem que ela morreu
Dia 3: Eleanor morre
Dia 4 (Capítulo 75) demorou 10 Cap’s para poder passar novamente o próximo dia, finalmente eles dormiram. E estamos agora finalmente no dia 5.
Caramba! Viviane farma muita Aura, pelo amor de Deus. Sempre que ela aparece, a descrição melhora significativamente, isso é maravilhoso, amo as cenas de Viviane. Já digo que futuramente ela vai protagonizar uma das cenas mais insanas escritas por mim. Vocês vão precisar de um dicionário, porque PQP.
Agora o que falar de Bianca? Ela é super caótica, além disso, será que o que Vicenzo diz é confiável? Talvez seja um plano deles. Bellatrix já usou Submissina e não tirou nenhuma informação importante, então, talvez ela não seja mesmo a culpada. Huhuhu.
E o que vocês acharam sobre o segredo de Amara? Desde do Armazém secreto já tinha instigado vocês sobre uma culpa crucial dela. O fato que ela é uma traidora real. E finalmente eu revelei parte dessa informação. Estava muito ansioso para isso ser revelado. Estou bem feliz.
Recentemente eu tenho comentado bastante coisas, gosto de conversar com meu público. Mas também é fato que muitas coisas intensas e maravilhosas estão acontecendo, estou muito feliz. Hoje a noite teremos mais um capítulo, e finalmente voltaremos a ter capítulo apenas um por dia. É isso…
Bye bye.
Ass: CaiqueDLF

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